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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O destempero do ministro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mais uma vez partiu para a agressividade para sustentar seus pontos de vista num debate público - e, mais uma vez, mostrou mais vocação para o destempero do que para a argumentação. Ao defender a intervenção do Tesouro nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tentou desqualificar os críticos dessa política, acusando-os de responsáveis pela hiperinflação e pela crise cambial. "Eles quebrariam o País de novo", disse o ministro numa entrevista ao Estado. Mais que inútil, o esforço foi contraproducente. Ele não conseguiu justificar a transferência de R$ 180 bilhões do Tesouro para o banco nem os subsídios - por ele estimados entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6 bilhões - concedidos com dinheiro do contribuinte a empresários escolhidos pelo governo. Também não respondeu à restrição técnica apontada pelos críticos: segundo eles, a relação promíscua do Tesouro com o BNDES é quase uma reprodução da conta movimento entre o Banco Central e o Banco do Brasil, criada no período militar e extinta na segunda metade dos anos 80. A inflação foi a consequência mais notória dessa relação incestuosa e ele deveria conhecer tal fato. Segundo o ministro, o dinheiro transferido ao BNDES, numa fase de escassez de crédito, serviu à política antirrecessiva. Fato número um: o primeiro aporte, de R$ 100 bilhões, ocorreu em 2009, mas a maior parte desse dinheiro, R$ 61 bilhões, foi transferida entre o fim de julho e o fim de agosto, quando a recuperação já havia começado. O total foi desembolsado até março deste ano. Fato número dois: o segundo aporte, de R$ 80 bilhões, saiu em 2010, quando a economia crescia aceleradamente e a recessão estava superada. A explicação do ministro confunde fatos e datas da história recentíssima do País. Outro detalhe omitido em sua exposição: quase um terço dos R$ 100 bilhões - R$ 32,8 bilhões - foi destinado a projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a maior parte dessa fatia foi para a Petrobrás, não para empresas privadas em busca de crédito para investir. São dados do próprio BNDES. Em seu destempero, o ministro omitiu ou distorceu outros fatos. Nenhum de seus antecessores foi responsável, sozinho, pela hiperinflação. Esse desastre resultou de erros acumulados em muitos anos, quando predominavam políticas voluntaristas muito parecidas com as defendidas pelo PT e parcialmente ressuscitadas nesta fase final do atual governo. O fracasso do Plano Cruzado - iniciativa apoiada até com lágrimas por grandes figuras do petismo - deveu-se principalmente à tentativa de eliminar a inflação por meio de controles de preços e de truques, sem atenção à disciplina monetária e fiscal. Erros desse tipo levaram o País à insolvência, mais de uma vez. Mas a crise de 2002 foi uma reação do mercado à tradicional pregação do calote pelo PT, favorável ao famigerado plebiscito da dívida pública. O economista Guido Mantega, vinculado ao partido, defendia a "renegociação", quando gente escaldada considerava esse termo sinônimo de calote. Os acertos econômicos nos dois mandatos do presidente Lula foram possibilitados por instrumentos criados em governos anteriores. A política monetária foi reabilitada nos anos 90. A disciplina fiscal só se tornou possível depois da renegociação das dívidas de Estados e municípios. A indústria se tornou mais competitiva a partir da abertura do mercado. A agropecuária brasileira, nessa época, já havia completado 20 anos de modernização tecnológica. Entre os críticos da relação promíscua do Tesouro com o BNDES há pessoas com um respeitável currículo, conhecidas pela participação em ações como a extinção da conta movimento e a modernização das políticas monetária e cambial. O ministro Mantega fez coisas boas por haver usado instrumentos e princípios de política forjados por seus antecessores. Ele mesmo nada criou. Agora propõe criar incentivos para a poupança de longo prazo e o investimento. Poderia ter feito algo melhor, se houvesse trabalhado com seriedade pela reforma tributária e pelo aumento da eficiência do governo - um mecanismo emperrado e incapaz de realizar metade dos investimentos previstos em seu orçamento.
Fonte: ESTADAO.COM.BR

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Eu também não vou mudar! Não aceito ladroagem, corrupção....

Eles e nós. Ou: O Paradoxo da Liberdade
Eles poderiam dizer que não suportam as acusações que lanço contra eles.
Mas eu não os acuso de nada — ladroagem, corrupção, desídia.
Outros mais capazes do que o fazem.
Eu os acuso de farsantes intelectuais.
E não vou mudar.
Eles poderiam dizer que não suportam as minhas reiteradas calúnias, as minhas reiteradas injúrias, as minhas reiteradas difamações.
Mas eu não os calunio, injurio ou difamo.
Eu relato o seu pensamento.
E esse relato os ofende.
E não vou mudar.
Eles poderiam dizer que não suportam a campanha eleitoral que faço em favor deste ou daquele. Mas eu repudio o que pensam com ou sem eleição — ainda antes de chegarem ao poder e tentarem impor a “linha justa” ao jornalismo.
Eu repudio os mais de 200 anos de sua herança intelectual, coisa que eles próprios ignoram.
E não vou mudar.
Eles poderiam dizer que não suportam as minhas injustiças.
Mas eu me limito a lhes atribuir o que de fato lhes pertence, segundo seus próprios documentos. Só não me obrigo a vê-los com os mesmos olhos e a mesma moralidade com que se vêem.
E não vou mudar.
Eles poderiam dizer que não suportam a defesa que faço de regimes discricionários, de ditaduras, de legislações de exceção.
Mas eu sou aquele contra os regimes discricionários, as ditaduras e as legislações de exceção. Eles defendem um regime que apedreja e enforca; eu defendo os regimes pautados pelos direitos humanos; eles defendem o diálogo com os tiranos; eu defendo o diálogo com os democratas.
E não vou mudar.
Eles poderiam dizer que não suportam a minha militância permanente contra o estado de direito. Mas eu sou aquele que defende que o direito deva ser encontrado na Constituição e nas leis democráticas.
E não vou mudar.
Eles poderiam dizer que não suportam a minha intolerância com a diferença, o meu preconceito. Mas sou aquele que defende que seus adversários intelectuais tenham o direito de se expressar livremente; que se organiza para combatê-los.
Eles é que gostariam de me silenciar.
Talvez não mudem.
Eu não vou mudar.
Eles repudiam, em suma, a liberdade que lhes permite ser hoje quem são.
Eu prezo a liberdade que lhes permite ser quem são e ser quem sou.
E NÓS SOMOS, COM EFEITO, MUITO DIFERENTES.
E não vou mudar.
Por Reinaldo Azevedo
 
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O PT TEM DOIS PODERES: O TEMPORÁRIO E O PERMANENTE


Desta vez, o bicho pegou! Ou: O coração do sistema
10/08/2010 às 15:09
Vocês notaram o silêncio sepulcral — acompanhado, no máximo, de alguns borborigmos que se ouvem como a justificativa possível — dos petistas e no geral, e dos acusados no particular, em relação a este caso do bunker montado na Previ? Um grupo é acusado por um ex-membro da equipe de comandar uma espécie de política secreta lotada num fundo de pensão e tem uma reação verdadeiramente indignada: prefere não comentar…
A própria rede petralha ficou em silêncio. Até aqueles que recebem dinheiro público para fingir que fazem jornalismo são modestos no seu trabalho a soldo. Por que isso?
Por que os fundos de pensão são o coração do sistema? Terei de recorrer a um texto publicado no dia 3 de fevereiro do ano passado. Vocês vão ver como, modestamente, costumamos chamar as coisas pelo nome que elas têm neste blog. Havia então uma disputa entre o PT e o PMDB pelo controle do Real Grandeza, o fundo de pensão de Furnas. Tio Rei escreveu, então, o que segue em azul:
O PT TEM DOIS PODERES: O TEMPORÁRIO E O PERMANENTE. O PRIMEIRO DEPENDE DAS URNAS; O SEGUNDO É GARANTIDO PELO CIPOAL LEGAL QUE REGULA OS FUNDOS DE PENSÃO, QUE CONFERE AOS SINDICATOS O CONTROLE DE UM PATRIMÔNIO DE QUASE R$ 300 BILHÕES. E O PT COMANDA BOA PARTE DOS SINDICATOS, ESPECIALMENTE OS DE EMPRESAS ESTATAIS, O QUE LHE FACULTA O COMANDO DOS FUNDOS DE PENSÃO INDEPENDENTEMENTE DO QUE DIGAM AS URNAS.
POUCO IMPORTA QUEM SEJA O PRÓXIMO PRESIDENTE, JOSÉ SERRA OU DILMA ROUSSEFF, A, SEM TROCADILHO, REAL GRANDEZA DO PT SE MANTÉM PRATICAMENTE INALTERADA.
Se vocês procurarem no arquivo do blog, encontrarão centenas de textos em que sustento que o poder real do PT não está no controle das verbas do Orçamento. Sem dúvida, ali se encontra uma fonte imensa de recursos, mas o partido é obrigado a dividi-los com parceiros de igual ou maior apetite, a começar do PMDB - que é o que é, ou não estaria junto com o petismo. O dinheiro do Orçamento disponível para investimento, além de mais escasso, está sujeito a controles e a uma maior vigilância da imprensa. Já os fundos… Na prática, ninguém controla. Como boa parte da sua capitalização é feita com recursos públicos, eles representam uma apropriação do dinheiro público pela máquina sindical.
A própria história da privatização, vista pelo ângulo da participação dos fundos de pensão, nos revelaria que a economia brasileira é bem menos privada do que parece. Não! Escrevo de outro modo: os grandes beneficiários da privatização foram os sindicatos das empresas estatais - e isso quer dizer Central Única dos Trabalhadores.
Uma das maiores lambanças do governo Lula - a disputa entre o banqueiro Daniel Dantas e o petismo pelo controle da Brasil Telecom, finalmente vendida à Oi ao arrepio da lei então vigente, mudada só para possibilitar o negócio - teve os fundos como protagonistas. Os petistas mandaram, e eles romperam com Dantas, aliando-se a seus adversários. Alijado do controle da BrT, o banqueiro acabou concordando com a venda, o que acabou sendo um bom negócio pra ele: rendeu-lhe a bagatela de R$ 2 bilhões…
Volto a 10 de agosto de 2010
Os fundos de pensão financiam a farra do petismo. A rigor, eles podem impor a sua vontade, hoje, a alguns potentados da economia, que apenas aparentemente estão sob controle privado. Só a Previ, este em que Gerardo Santiago diz ter sido montada o que chamo de polícia política para perseguir adversários do governo e do PT, tem um patrimônio de 140 bilhões.
Caso Dilma Rousseff perca a eleição para José Serra, a máquina petista não ficará na chuva. Os “companheiros” continuarão a dar as cartas nos fundos; eles fizeram, assim, a acumulação primitiva do capital que financia o “estato-capitalismo” petista. São eles a melhor expressão da nova classe social que batizei de “burguesia do capital alheio”.
Por Reinaldo Azevedo


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Deus já não é brasileiro

Lula da Silva que, ao conquistar o Palácio do Planalto já não era metalúrgico há muito tempo, precisou de apenas oito anos, um pouco menos, para dar ao Brasil a elite bem do jeito que ele quer e gosta. Pegou o saco sem fundos de votos que representavam a democracia e, assim que pode, botou em prática no lugar de um programa de governo, o seu plano de poder. À medida em que exercitava, com enorme desenvoltura, a sua "estratégia de coalizão pela governabilidade" - eufemismo lulático para a descarada onda de negociações ao mais puro estilo das promessas de compra e venda - foi se adonando do país como um todo. Nuncanessepaís um presidente civil foi tão ministro da Guerra quanto Lula conseguiu fazer-se no seio das Forças Armadas. O Exército, a Marinha, a Aeronáutica sabem hoje muito bem o seu lugar. E quem é quem na hora do deixa pra lá que aqui ninguém pega pra capá. Ninguém sabe muito bem, quantos pijamas foram trocados até hoje por insones portadores de carteirinhas de conselheiros de estatais. Vida de conselheiro cansa. As Forças ficam meio sonâmbulas de tanta labuta. O Legislativo é o que é. Vai à la gaita. Abre e fecha como uma incomensurável sanfona e ninguém sabe que ritmo está tocando. Não tem alma, não tem coração, não tem vida. Só vivos. Se parasse de tocar, faria um grande favor. Seria um alívio. A Casa do Povo é do Polvo. O Judiciário está cercado. Quando não é de problemas, é de sedes espelhadas. Espelhadas na grandeza de quem não tem tempo para refletir os anseios de justiça de quem paga a conta de sua enormidade irrefletida. O custo tem respaldo na banca daquele que tem a chave do cofre nas mãos. O mesmo dono, se faz proprietário também dos organismos de defesa da população: organizações não governamentais só sobrevivem com dinheiro do governo; movimentos populares, sem teto, sem terra, sem trabalho, sem reforma urbana e nem agrária, se alimentam comendo pela mão que balança o berço da nação, deitada e esplêndida. E como faz com os organismos de defesa, faz também com as organizações do crime e do lazer popular, PCC, CV, CBF, partidos políticos de aluguel, facções de todo tipo e feitio. O crime, a contravenção, a transgressão cansaram de pagar multa e pedágio, agora querem ser cobradores; querem governar. As igrejas, as seitas, os templos de crendice e loteamento de céus, terras e mares rezam pela sua cartilha e correm o chapéu a cada missa, a cada culto, a cada oculto e distraído. O jornalismo foi sendo envolvido de forma gradual, permanente e irrestrita pelos tentáculos tentadores das verbas publicitárias legais; a informação foi derrubada da torre do 4° Poder pela maquiagem da propaganda oficial, irmã gêmea do marketing desenferado que custa os tubos e os olhos da cara de tudo que leva o sufixo Bras e que o diabo carrega para o in/consciente coletivo. Se você duvida, participe do próximo encontro do Confecom - Conselho Federal de Comunicação, invencionice de Franklin Martins e seus apóstolos do Presideus que não vai sossegar enquanto não controlar a liberdade de credo, pensamento e expressão. O plano de poder deixou o Brasil desalmado. O espírito brasileiro é de porco. O exemplo de levar vantagem em tudo; de ser mais esperto do que a esperteza desossou o Brasil. A nação é invertebrada, como um grande ou diminuto polvo.  Faz bem à vida nacional ser aliado dessa Gandaiabras que mal disfarça os primeiros passos para a grande caminhada rumo à consolidação da democratura. Essa mesma Gandaiabras que se esbalda em cartões corporativos de crédito do governo. Essa Gandaiabras que só neste ano de eleições já torrou quase R$ 5 milhões em compras e gastos secretos, como tapioca, plásticas, varizes, estrias, vinhos, camisinhas - sabe-se lá o quê mais - sem nenhuma necessidade de comprovação, de prestação de contas. Não é nada, não é nada, faça as contas: R$ 5 milhões comportam dentro deles nada menos de 50 mil salários mínimos de um trabalhador brasileiro do tipo auxiliar de metalúrgico. Divida isso por 12 meses e você terá registrado em carteira de trabalho 42 suados anos de batalha. Pronto! O governo Lula é um pai: você já pode se aposentar. O governo é um pai e tem tudo para logo ali ser mãe. Lula deixará como herança para o seu sucessor, além de uma dívida de mais de R$ 90 bilhões, um emprego para cada brasileiro que, nem precisará fazer concurso, bastará apresentar a carteirinha de aliado do partido que ele estiver presidindo com honra, como hoje - não se sabe por quanto tempo - Lula vem presidindo o PT. E o povo trabalhará, altaneiro e feliz como pensa que é, pelo bem do partidão que - robusto e cada vez mais forte - abrigará a todos como um grande pai, um grande irmão e, quem sabe até, uma grande mãe. Lula anda aos abraços e queijos com ditadores do mundo inteiro a troco de quê?!? É amigo do peito, irmão, camarada, companheiro bom e batuta de Muar Khadafi, de Mahmoud Ahmadinejad, de Fidel e Raúl Castro, de Evo Morales, de Hugo Chávez e outros genéricos e similares que se perpetuam no poder, a troco de nada?!? É com eles que Lula toma os ares de Grande Mediador dos Conflitos do Mundo. Ele descobriu que é o Cara, que é o Homem e que pode comprar e domesticar cães fiéis, distribuindo-lhes pequenas rações em forma de bondades que nos custam os olhos da cara e nos desmancham a coluna vertebral. Esses desastres silenciosos, esses fenômenos ruminantes que acontecem em menos de uma década, levam séculos para desaparecer. Seus formadores, seus núcleos básicos, seus epicentros se vão e deixam as nódoas, as dores, as manchas dos seus caprichos que, de quando em quando, para quem acredita no paraíso que esses tiranos prometem, tira Deus da paciência de tal forma que Ele chega ao ponto de mandar um dilúvio só para ver se a gente aprende. Ou então deixa Nero incendiar Roma, para não falar em Sodoma e Gomorra, embora já se tenha tantos Haitís aqui dentro do Brasil. Nessa hora, quando Deus, o Criador, o Grande Arquiteto do Universo, o Pai Nosso Todo Poderoso fica brabo, perde a paciência e não tem mais jeito. Ele não se deixa corromper. Ele não tem preço. Não se deixa comprar. Sei lá, mas a gente está sentindo pelo ar que há muito tempo Deus já não é mais brasileiro.
Postado por Laoviah Raziel

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Por que Lula treme?

Por que Lula treme de forma desesperada, para que Dilma ganhe as eleições de José Serra? Se Dilma perder, Lula está frito! Virão à baixa assuntos extremamente difíceis de serem explicados. O negócio é tão violento que fará o PT desaparecer, mudar de nome e endereço, como tem mudado alguns de suas figuras mais estranhas.
Vejam se você, caro leitor, conhece essa gente:
No Brasil, uma nova maneira de governar foi criada. Em Brasília, há passe livre para os egressos dos movimentos sindicais, principalmente se forem ligados ao PT. Para essas pessoas parece que as portas são mais largas e os caminhos menos sinuosos. Criou-se na capital federal a casta dos integrantes da República sindical brasileira. “Nunca antes na história desse País” tantos ex-dirigentes sindicais ocuparam postos chaves no destino da Nação Brasileira. É sobre essas pessoas, o que faziam e o que estão fazendo agora que nós iremos falar.
Jair Meneguelli – torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC? Alguém lembra dele? Pois bem, ele sumiu. Fomos procurá-lo. Sabe onde o encontramos? Hoje ele se encontra em Brasília. É Presidente do Conselho Nacional do Sesi e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00. Salário atual: R$ 25.000,00. Salário anterior (no tempo de sindicalista) R$ 1.671,61.
Heiguiberto Navarro – ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Encontramos também. Sabe onde? Em Brasília. Sabe o que ele faz hoje? É assessor do Secretário Nacional de Estudos e Políticas da Presidência da República. Gostaram do nome? Salário atual: R$ 6.396,00. É ele quem articula os eventos do Presidente Lula quando ocorrem fora do Palácio do Planalto. Recordando, ele é ferramenteiro e na época tinha um salário de R$ 1.671,61.
João Vacari Neto – bancário, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Também o encontramos. Adivinhe onde? Brasília? Certa a resposta! O que ele faz atualmente? É membro do Conselho Nacional de Itaipu. Ajuda a decidir sobre a alocação do orçamento de Itaipu, cerca de R$ 4.500.000.000,00. Salário de R$ 13.000,00. Antes o seu salário era de R$ 4.909,20.
Paulo Okamoto – fresador, ex-tesoureiro da CUT. Está sumido do noticiário, mas nós o encontramos. Sabe onde? Em Brasília? Certa a resposta! O que ele faz hoje? Presidente do SEBRAE. Salário R$ 25.00,00. Comanda um orçamento de R$ 1.800.000.000,00. Salário anterior, quando era pobre: R$ 1.671,61.
Luis Marinho – pintor de veículos – ex-presidente da CUT. Lembram dele? Um doce para quem disser onde fomos encontrá-lo. Em Brasília? Certa a resposta! Estou devendo um doce para milhões de pessoas. O que é que ele está fazendo? Virou Ministro da Previdência Social. Salário R$ 8.363,80. Comanda um orçamento de R$ 191.000.000.000,00. Anteriormente o seu salário era de R$ 1.620,40.
Wilson Santarosa – operador de transferência e estocagem, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Está no Rio de Janeiro. É gerente de comunicação da Petrobrás e membro do Conselho Deliberativo da Petros. Salário atual R$ 39.000,00 comanda um orçamento de R$ 250.000.000,00. Salário anterior era de R$ 3.950,90.
João Antônio Felício – professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT. É outro que está no Rio de Janeiro. É atualmente membro do conselho do BNDES, salário R$ 3.600,00 por reunião da qual participa, com direito a transporte, hospedagem mais ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000,00. Tem sob sua responsabilidade opinar sobre sua destinação e acompanhar a execução. Salário anterior R$ 1.590,00.
Sergio Rosa – escriturário e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bancários. Também se encontra em Brasília. É atual presidente do Previ, Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Salário atual de R$ 15.000,00. Comanda um orçamento de cerca de R$ 106.000.000,00. Salário anterior R$ 4.500,00.
José Eduardo Dutra – geólogo, ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, atual Sindipetro. Hoje, graças a Deus, se encontra em Brasília, onde é presidente da BR Distribuidora, com um mísero salário de R$ 44.000,00. Comandará, entre 2008 e 2012, um orçamento de R$ 2.600.000.000,00. Salário anterior era R$ 10.000,00.
Wagner Pinheiros – analista de investimentos. Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo. É outro que faz parte da Nova República. É presidente da Petros, Fundo de Pensão dos Funcionários da Petrobrás. Salário atual apenas de R$ 44.000,00. Comanda um patrimônio R$ 32.400.000.000,00. Salário anterior: R$ 5.232,29. É bom frisar que o salário anterior era o salário percebido como dirigente sindical.
Como se não bastasse esses que aqui foram citados, outros estão lá, levados que foram pela força do voto popular. Vide casos: Vicentinho, professor Luizinho, João Paulo Cunha e outros menos ou mais cotados. Num País onde vivenciamos a cada instante a falta de empregos e de oportunidades, mesmo para aqueles que lutaram e conseguiram fazer um curso superior, tivemos oportunidade de ver como para determinadas pessoas os caminhos são menos íngremes e as oportunidades parecem bater-lhes às portas. O momento é de reflexão.
É esta a República que nós queremos? A República que nós queremos nós a construiremos com o nosso trabalho, com as nossas atitudes e com o nosso voto. Queremos as oportunidades como um direito de todos e não como um privilégio, como monopólio de uns poucos.
Fonte Uchôa de mendonça



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domingo, 8 de agosto de 2010

Ex-tenistas protestam após Lula dizer que tênis é esporte para burguês

A divulgação de um vídeo em que o presidente Lula afirma a um garoto que vá praticar natação por tênis ser um esporte de rico ao ser cobrado pela falta de acesso a um complexo esportivo no Rio de Janeiro causou a indignação de ex-tenistas brasileiros. No vídeo, gravado pelo próprio garoto, que é morador de uma comunidade do Rio de Janeiro, Lula e o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral discutem com o jovem. “Porque você não treina, porra?”, indaga o presidente Lula ao garoto chamado Leandro, que respondeu não ter tênis no complexo esportivo. “Mas tênis é esporte da burguesia, porra. Porque você não treina natação?”, completou Lula. Em seu Twitter, o blogueiro do UOL Esporte e ex-tenista Fernando Meligeni se revoltou após assistir ao vídeo e rebateu as declarações de Lula por ter falado ao garoto para ir praticar outro esporte e chamar o tênis de “esporte de burguês”. “Sei que vai repercutir. Mas que baita declaração infeliz do nosso presidente. Tênis é de burguesia? Deprimente declaração. Depois, quando os burgueses vencem torneios eles, políticos, não acham isso e querem sair na foto do lado. Desculpem, mas defendo meu esporte. Alem de declarar, não deixa um menino ir atrás da sua vontade, sonho e diz para ele mudar de esporte. Deprimente exemplo. Deixe o menino sonhar”, escreveu Meligeni. “Muitos meninos que não são burgueses venceram no tênis. Guga não era rico. Oncins, seu pai era cabeleireiro. Querem mais? Acho que ele deve um pedido de desculpas aos tenistas. Sei que é nosso presidente e lhe devo o maior respeito. Mas ele pisou na bola”, escreveu o blogueiro do UOL Esporte antes de ironizar. “Uma pergunta simples. Eu quero fazer natação. Onde faço aqui em São Paulo sem pagar? No Rio Tiete? Rio Pinheiro? Ah, no parque Ibirapuera...”, completou. Meligeni não foi o único a reclamar das declarações. A ex-tenista Vanessa Menga, que trabalha atualmente com seu instituto para ajudar crianças carentes a partir do tênis, também se indignou. “É para deixar qualquer um de mal humor com essa declaração! Será que ele quer que eu enterre meu instituto e pare com os projetos sociais? Aí quando a gente ganha uma medalha, eles colocam a gente para andar de carro de bombeiro”, criticou Vanessa Menga.
Fonte: UOL - Esporte - Tênis





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A desmoralização do Enem

Os fatos não confirmam as repetidas declarações do presidente Lula de que o ministro da Educação, Fernando Haddad, é um dos mais competentes membros de sua equipe. O vazamento dos dados pessoais de 12 milhões de alunos que se submeteram às três últimas edições do Enem é mais uma confirmação de que pouca coisa funciona bem na área de educação. Informações que deveriam ser mantidas em sigilo foram expostas no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) com acesso livre. Trata-se de falha grave. Em primeiro lugar, porque resultou no desrespeito ao direito à inviolabilidade de informações pessoais previsto pela Constituição, no capítulo das garantias fundamentais, e em uma violação das leis que disciplinam a segurança no processamento de dados pessoais em órgãos públicos. E, em segundo lugar, porque o episódio expõe os alunos a investidas de criminosos, uma vez que os dados vazados constituem um verdadeiro maná de informações para estelionatários e até sequestradores. Com o CPF, o RG e os nomes dos pais de uma pessoa é possível a prática de uma série de delitos - da confecção de documentos falsos à abertura de empresas fictícias e contas bancárias. "O criminoso comete os crimes, mas consegue ficar com o nome limpo, enquanto o estudante que prestou o Enem pode ficar com o nome sujo", diz o delegado Eduardo Gobetti, do Deic. Como o regulamento do Enem é taxativo, comprometendo-se a resguardar o sigilo das informações sobre os candidatos, o vazamento é a pá de cal na desmoralização daquele que já foi um dos mais respeitados mecanismos de avaliação escolar do País. Decorrentes da inépcia do MEC, os primeiros problemas do Enem começaram em 2009, com as dificuldades enfrentadas pelos candidatos para se inscrever pela internet no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que permite usar as notas do exame no vestibular das universidades federais. Em seguida, houve o vazamento da prova dois dias antes de sua realização, que obrigou o MEC a elaborar um novo teste, a um custo de R$ 30 milhões, e desorganizou o calendário das universidades. Quando o teste foi finalmente realizado, o MEC divulgou o gabarito errado. Na fase de matrículas, o Sisu falhou mais uma vez e o MEC não conseguiu distribuir as vagas das universidades federais com transparência, a ponto de ter matriculado quem não tinha média. O Sisu também não publicou a nota de vários alunos que fizeram o teste. Para usá-la no vestibular, eles tiveram de recorrer à Justiça. Por fim, foram identificadas falhas na correção das provas, a ponto de um estudante que fez uma redação de somente quatro linhas ter tirado uma nota boa. Por causa da série de confusões provocadas pela incompetência do MEC, o Enem de 2009 teve uma abstenção de 40% dos inscritos - a maior já registrada desde sua criação, em 1998. Com o vazamento dos dados pessoais dos candidatos dos três últimos exames, o Enem perdeu a pouca credibilidade que ainda lhe restava. Acuado, Haddad, que já devia ter investido há muito tempo na modernização do sistema de informática do MEC, anunciou uma auditoria no Inep. A atual diretoria do órgão está no cargo há alguns meses, pois a anterior foi demitida depois do fiasco do Enem de 2009. A desorganização do Enem é apenas um dos aspectos do fracasso do governo Lula no campo da educação. Esse governo teve oito anos para tentar melhorar a qualidade do ensino fundamental e médio e fracassou. O MEC também perdeu tempo com a demagogia da democratização do ensino superior e expandiu as universidade federais com base em critérios mais políticos do que técnicos. Recentemente, sob a justificativa de estimular os programas de serviços à comunidade e evitar que o próximo governo "acabe" (sic) com o Programa de Educação Tutorial (PET), que tem por objetivo qualificar os melhores alunos da graduação, o MEC baixou duas portarias que o desfiguram inteiramente. Interpelado duramente por professores e alunos durante a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em Natal, Haddad prometeu rediscutir as mudanças e revogar as portarias.
Fonte: "ESTADAO.COM.BR"

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Boa parte da imprensa diária, hoje, ou está rendida ao Partido Único ou está com medo

Realmente não sei o que alguns analistas esperavam que a petista Dilma Rousseff fizesse no debate da Band para constatar que, bem…, ela perdeu o confronto com o seu principal oponente, o tucano José Serra. Dilma se perdeu nas respostas? Muitas vezes. Estourou o tempo? Quase sempre. Engrolou incongruências? Com uma freqüência espantosa. Deixou de lado o tema em debate para se agarrar à generalidade do “nós somos melhores do que eles”? Foi seu único norte. Jogou dados errados no ar? Aos montes. Estava nervosa? Bem, ela abriu e fechou o programa consultando suas anotações: no começo, para poder dizer “boa-noite!”; no fim, para a saudação de despedida. Padeceu de aerofagia boa parte do tempo. Quando propôs a Serra o embate direto “governo Lula X governo FHC”, ele a atropelou com a penúria dos portos, aeroportos e estradas e ainda chamou ao debate Antonio Palocci, admirador e continuador da política econômica do governo anterior. Ela não reagiu. Não obstante, alguns se aventuraram: como ela não foi um desastre, então ganhou. É um modo muito particular esse de ver as coisas: se não quebra a cara de modo vexaminoso, então é vitória? O que ela precisava fazer para perder além do que fez? Ter um surto psicótico no ar? É uma análise que ofende os telespectadores que assistiram ao debate — aliás, nem os petistas viram a coisa assim. Até os que estavam na platéia saíram muito insatisfeitos. Os que não decretaram o “empate” — e, portanto, a vitória de Dilma (?) — preferiram, como destaquei ontem, a covardia explícita, declarando que o destaque do encontro foi Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. Já analisei essa postura. Plínio foi o vencedor numa única coisa: ninguém disse tanta bobagem no ar como ele. Conseguiu ser desonesto intelectualmente até no embate com Dilma, que não é exatamente um primor em matéria de apego aos fatos. Ele certamente ficou muito animado e vai tentar repetir a sua performance ideológico-circense em outros encontros de que participar. No post abaixo deste, faço uma análise específica do “jornalismo e o fator Plínio”. Quero voltar ao leito principal agora. Jamais dei motivos para o leitor ter dúvidas sobre o que considero o melhor para o Brasil nestas eleições. Quem achar que isso tira a minha objetividade — e que, então, estou apenas atuando na torcida — deve procurar outra página. Basta rever o debate: Serra teve um desempenho muito superior ao de seus adversários. E por que a dificuldade de dizê-lo com clareza? Porque boa parte da imprensa ou se deixa intimidar pela patrulha petista ou atua como braço do PT, comportando-se como mais uma célula da Al Qaeda Eletrônica. Quem se aventurasse, na grande imprensa, a dizer “Serra venceu o embate” cairia imediatamente na rede de difamação. E alguns têm um grande receio disso, deixando-se raptar pela delinqüência. Ora, não lançaram no ar até mesmo a sandice de que o Jornal Nacional estaria cassando a voz de Lula para prejudicar Dilma? Lula aparecer numa edição do JN a cada quatro lhe sparece muito pouco — e nem tentam saber como é essa relação em países democráticos. Usam como critério de comparação a TV do Franklin Martins — onde Lula aparece dia sim, dia não — e a do “bispo” Macedo, onde o presidente dá plantão quase todo dia. Essa máquina de tentar moer reputações está em funcionamento, com a ajuda de blogueiros de aluguel, que são, na prática, empregados de Franklin e de Lula. Muitos se assustam com isso. Talvez temam dizer a verdade e cair numa espécie de isolamento caso Dilma Rousseff vença a eleição. Sentem-se, então, confortáveis em dizer que a petista ganhou só porque não babou na blusa branca; que Plínio ganhou porque agitou a noite, mas jamais diriam que SERRA GANHOU PORQUE DEU AS MELHORES RESPOSTAS E PORQUE FALOU COISA COM COISA. Isso nunca! Aliás, até seria o caso de evitar os verbos “ganhar” e “perder”, porque isso só o eleitor pode dizer. O melhor é avaliar quem se saiu melhor com base nas respostas que deu, na clareza da fala, na organização do raciocínio, no apego ao que foi perguntado. Reitero: o vídeo já está na rede. E, convenham, só não reconhece o óbvio quem tem medo da patrulha ou quem, muito pior, já integra as falanges. A situação atingiu tal estágio, como escrevi ontem, que se trata como mera versão da oposição até um documento que carrega a inequívoca assinatura da Dilma — refiro-me, claro, ao requerimento que solicita a transferência da mulher de um terrorista para o Ministério da Pesca. Os blogs políticos foram matéria de uma mesa de debates no 7º Encontro da ABCP (Associação Brasileira de Ciência Política). Segundo a Folha, concluiu-se que eles “são usados mais para gerar repercussão fora da internet do que como um fim noticioso em si e não se desenvolveram como uma plataforma de comunicação mais democrática, como era a expectativa original.” Confesso não saber o que quer dizer “fim noticioso em si”. O que sei, aí sem sombra de dúvidas, é que os blogs significam hoje uma chance de se fugir da ditadura de opinião do Partido Único. E, por isso, milhões de leitores os procuram. Às vezes, estão em busca apenas de uma análise, de uma opinião ou de um comentário que não tenham receio da patrulha. Boa parte da imprensa diária, hoje, ou está rendida ao “partido” ou está com medo.  Afinal, hoje em dia, há mais petistas nas redações do que no PT.


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Lula e Dilma sabiam da fábrica de dossiês?

Ex-diretor e ex-assessor da presidência da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Gerardo Xavier Santiago diz que o fundo funciona como "fábrica de dossiês" contra a oposição do governo Lula e máquina de arrecadação para o PT. Gerardo foi gerente-executivo da Previ entre 2003 e 2007, sendo ligado diretamente ao ex-presidente do fundo Sérgio Rosa, que deixou o cargo em junho de 2010. Gerardo saiu da Previ após brigar com Rosa em 2007, quando deixou o PT. As declarações sobre a espionagem foram feitas à revista "Veja" desta semana. À revista ele afirma que o fundo é "um bunker de um grupo do PT" e que "a Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto". Segundo revelou a Folha neste mês, um dossiê sobre a filha do ministro Guido Mantega foi feito por essa ala do PT, ligada ao sindicalismo bancário. O Planalto atribui o dossiê ao grupo de Rosa, que perdeu espaço na campanha de Dilma Rousseff. "Estranharia se na minha época tivessem me pedido coisa semelhante contra o Mantega. Uma coisa é fazer com o adversário. É uma involução do PT por causa da disputa interna", afirmou Gerardo à Folha. Ele também disse que concedeu a entrevista à "Veja" há dois anos e confirmou as acusações à revista nesta semana, antes da publicação. O ex-diretor, que também já foi do Sindicato dos Bancários do Rio, disse à Folha que, além de montar dossiês, a Previ serviu a interesses do partido para aumentar a arrecadação. Segundo ele, a Previ montou uma rede de conselheiros ligados ao PT em empresas nas quais o fundo tem participação. A intenção era influenciar as doações das companhias para beneficiar o partido. Santiago diz que o primeiro dossiê produzido por ele na Previ é de 2002, no governo FHC. O material deveria, diz ele, comprometer a gestão tucana e provar a ingerência do governo na Previ. "Dossiês com conteúdo ofensivo, para atingir e desmoralizar adversários políticos, só no governo Lula mesmo, na gestão do Sérgio Rosa", diz o ex-diretor à "Veja". Santiago lista os oposicionistas que teriam sido investigados com base em dados sigilosos, cujo acesso teria sido ordenado por Rosa: o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já morto, o governador José Serra (PSDB) e o então presidente do DEM Jorge Bornhausen. O ex-diretor diz na entrevista que reuniu denúncias sobre eles em 2005, na CPI dos Correios, e que Rosa solicitou "informações sobre investimentos problemáticos da Previ que estivessem ligados a políticos da oposição". O PT não se manifestou. A Previ disse que "a atual cúpula desconhece essa prática e está muito tranquila em relação a suas recentes práticas de governança". Rosa não comentou o assunto.
Fonte: Folha.com

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Estilo PT de arrumar fundos para eleger Dilma

Para você que não doou…
A hora da grana - Carta-convite: me dá um dinheiro aí...
Grandes empresários brasileiros que não doaram seus reais a Lula em 2006 estão recebendo uma cartinha num tom nada delicado do tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, José de Filippi Junior. Começa assim: “Em 2006, procurei sua empresa como coordenador financeiro da campanha de reeleição do presidente Lula. Naquele momento, sua empresa não aceitou o convite para contribuir com nossa campanha. De todo modo, acredito que ela tenha se beneficiado com os avanços conquistados pelo Brasil…”. Ou seja, daquela vez passou; mas agora é melhor contribuir.
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