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domingo, 1 de maio de 2011

Oito anos de enrolação com muita propaganda enganosa...

IBGE CONSTATA QUE SOMANDO OS DOMICÍLIOS QUE NÃO TEM RENDA MAIS OS QUE DECLARARAM TER ATÉ 1 SALÁRIO MÍNIMO PER CAPTA CHEGAMOS A 60,7% DOS DOMICÍLIOS BRASILEIROS. OS NUMEROS NÃO MENTEM E NÃO SEI COMO NÃO CALARAM O IBGE AINDA...

9,2 + 18,5 + 28,7 + 4,3 = 60,7

O pais de fantasia de Lula e a verdade mostrada pelo IBGE

A fossa e o fosso - Por: Mary Zaidan - 01/05/2011
A nova rodada de resultados do Censo 2010 derrama baldes de água fria na disputa pela nova classe média. É fato que houve mobilidade social, mas a maior parte dos brasileiros continua pobre e sem acesso a condições dignas de vida. Isso, nua e cruamente, é o que revela o IBGE.
Com números oficiais que não comportam paixões partidárias ou ideológicas, o Brasil se assemelha mais a países do mundo subdesenvolvido do que ao planeta dourado que o ex-presidente Lula e sua sucessora tentaram e ainda insistem em vender.
Os dados do IBGE indicam que a renda domiciliar per capita de 56,3% do universo de 57,3 milhões de residências pesquisadas é de até um salário mínimo referenciado em R$ 510. Em 9% não passa de R$ 127, em 18,4% é de até meio salário. A faixa mais dilatada, de 21%, fica entre um e dois mínimos.
A partir daí decresce vertiginosamente. Cai para 7% entre dois e três mínimos e para 5,1 % acima de cinco salários.
No vetor domiciliar per capita, o IBGE considera a divisão do rendimento pelo número de moradores do local, incluindo empregados domésticos, informais e crianças. Mais de 130 mil desse último grupo chefes e arrimo de família. Algo nada alentador para um país que pretende colocação entre os 10 primeiros.
Os indicadores são alarmantes. A coleta de esgoto não chega a 45,5% das residências. E a expansão dos serviços só anda para trás: pela série histórica, o volume de novas ligações diminuiu quase 5 pontos percentuais na última década.
Nesse ritmo, a universalização só aconteceria daqui a 60 anos. Sem canos enterrados, coleta e tratamento de esgoto, não dá para pensar em programas eficazes de saúde pública.
No Nordeste, dos 14,9 milhões de domicílios pesquisados, quase 10 milhões estão fora da rede de saneamento básico. No Norte, a coleta chega a apenas 13,9% dos domicílios.
Pior: dos 3,9 milhões de moradias, 2,4 milhões despejam dejetos em buracos ou diretamente em córregos e rios. Não contam nem com fossas sépticas.
Mais absurdo ainda é constatar que 3,5 milhões de brasileiros não têm sequer um cômodo, interno ou externo, uma parede ou uma simples cortininha, algo que possam chamar de banheiro, com um vaso sanitário.
Na outra ponta, 3 milhões têm três banheiros, 1, 2 milhões quatro ou mais, escancarando o tamanho do fosso.
Governos, políticos e seus partidos deveriam mirar os números parciais do 12º Censo, e, antes de se digladiarem pelos votos dos novos médios, intensificar, e muito, a luta para que eles tenham um mínimo de dignidade.
Eliminar o fosso que condena a muitos a não ter nem mesmo uma fossa.
Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan
Fonte: Blog do Noblat - O Globo

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A PDVSA E A FANTASIA PETISTA #gentequemente #dilma #PT

EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 14/10/2010
Nem sequer um centavo foi investido até agora pela estatal venezuelana PDVSA na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A obra é tocada só com recursos da Petrobrás, embora tenha sido planejada e anunciada como empreendimento conjunto. A pedra fundamental foi lançada em dezembro de 2005 pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez. Esse projeto seria a primeira grande realização da Aliança Estratégica formalizada em fevereiro daquele ano, em Caracas, com a presença da ministra de Minas e Energia do Brasil, Dilma Rousseff. Passados cinco anos, o balanço de realizações conjuntas é irrisório. A PDVSA deveria custear 40% da refinaria. Sem cumprir sua parte, pode ser forçada a renunciar ao projeto. Outras tentativas de cooperação também fracassaram. Uma delas, já abandonada, foi o plano de atuação da Petrobrás na área petrolífera do Orinoco.
A Aliança Estratégica formalizada pelos presidentes Chávez e Lula foi uma tentativa de combinar duas bandeiras do atraso - o bolivarianismo do caudilho venezuelano e o terceiro-mundismo requentado da diplomacia petista. Nada útil poderia resultar desse acasalamento.
Atribuir a expansão do comércio bilateral a essa iniciativa é um disparate evidente. O intercâmbio do Brasil com toda a América do Sul cresceu nos últimos dez anos, como consequência da prosperidade regional e de um esforço de integração intensificado a partir dos anos 90. Empresas brasileiras já tinham interesses na Venezuela bem antes da aproximação Chávez-Lula.
A "aliança" formalizada em 2005 e reafirmada em 2009 apenas acrescentou ingredientes ideológicos à cooperação bilateral. Foi mais uma aposta errada do presidente Lula - uma entre várias escolhas estratégicas baseadas na fantasia e não no cálculo de interesses concretos.
A ampliação do comércio bilateral foi muito mais acidentada do que teria sido, certamente, se a Venezuela estivesse sob um governo democrático, sem delírios expansionistas e livre da retórica anticapitalista. Atrasos de pagamentos foram um problema frequente para exportadores brasileiros, assim como a discriminação cambial a favor de produtores de outros países.
O governo petista não só aceitou essas distorções, como ainda se esforçou para incluir no Mercosul a Venezuela do presidente Chávez. A inclusão ainda não se consumou porque não foi aprovada pelo Congresso paraguaio. Se for consumada, o bloco regional, já emperrado e com enormes dificuldades para negociar com grandes parceiros como União Europeia e Estados Unidos, ainda passará a depender dos humores e das ambições de um caudilho fanfarrão.
Esse caudilho, é bom não esquecer, não tem prazo para deixar o governo de seu país nem está sujeito a limitações de tipo democrático. A diplomacia petista notabilizou-se pela frequência de suas apostas erradas. Ao enterrar a Alca, deixou espaço para uma série de acordos bilaterais dos Estados Unidos com outros países latino-americanos. Além disso, jogou fora a chance de negociar condições preferenciais de acesso a vários mercados antes da grande invasão chinesa.
Produtores brasileiros têm perdido competitividade tanto nos Estados Unidos como na América Latina. Se o Mercosul quiser iniciar um novo entendimento com Washington, terá de negociar levando em conta regras de investimento e de propriedade intelectual já acertadas naqueles acordos.
A diplomacia petista errou também - por esquecer os interesses nacionais - ao eleger a maioria dos "parceiros estratégicos". Estados Unidos e Europa continuam sendo muito mais importantes que o Brasil para russos e chineses. Nenhum desses parceiros se afastou de seus interesses para favorecer o comércio com o Brasil. Ao contrário: as conveniências brasileiras foram preteridas, quase sempre (como, por exemplo, na atribuição, pelo governo russo, de cotas para exportadores de carne). Os africanos nunca deixaram de se aliar aos europeus nas questões comerciais. Se a coerência no erro é uma virtude, então a diplomacia petista tem pelo menos essa qualidade. A aliança com Hugo Chávez comprova esse fato.
Fonte: PPS

domingo, 29 de agosto de 2010

Aparelhamento desafia o Estado

O que era um vazamento identificado na delegacia de Mauá, na Grande São Paulo, da Receita Federal se transforma num transbordamento de grandes proporções. Embora já seja inconcebível e grave crime um único desvio de informações privadas sob a guarda do Estado, o escândalo da invasão de arquivos da Receita para a captura de declarações de imposto de renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, ganha ainda maiores proporções com a descoberta de que outros tucanos também foram atingidos pelo aparelho instalado naquela delegacia. A invasão dos arquivos de dados fiscais do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações de FH; Ricardo Sérgio, diretor do Banco do Brasil na mesma época em que Mendonça de Barros conduzia a privatização das telecomunicações; e de Gregório Marin Preciado, marido de uma prima do candidato José Serra, denuncia a intenção da empreitada: encontrar algo para fragilizar o PSDB. Os contornos da patranha ficam ainda mais claros ao se constatar que o roubo dos dados ocorreu no final do ano passado, às portas de uma campanha eleitoral, àquela altura já antecipada pelo presidente Lula, e tudo no mesmo dia, num espaço de quase 20 minutos. E sempre por meio do computador da servidora Adeilda Ferreira dos Santos, com a senha de Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, chefe daquela sucursal do Leão. Em maio, a "Veja" noticiou que assessores contratados para o comitê da candidata Dilma Rousseff tentavam montar uma usina de dossiês contra Serra, além de outros tucanos, Eduardo Jorge entre eles. No mês seguinte, a "Folha de S.Paulo" revelou que dados fiscais de Eduardo Jorge circularam nesse bunker dilmista. Fecha-se a degradante e perigosa história - perigosa para a sociedade. Em sua defesa, o PT lembra ter pedido, já no início do escândalo, que a Polícia Federal entrasse no caso. Tem razão, é mesmo acertada medida. Também está certo Eduardo Jorge em não confiar na lisura do trabalho de corregedoria da Receita. Aliás, o alcance da quebra de sigilo só foi conhecido porque o tucano conseguiu, por via judicial, que a Receita lhe entregasse os resultados da investigação. Foi possível, então, saber a dimensão do crime: mais de cem arquivos de contribuintes não residentes na jurisdição da delegacia de Mauá foram invadidos. Entre eles, alguns da família Klein, das Casas Bahia; e da apresentadora do programa da TV Globo "Mais você", Ana Maria Braga. O assunto é muito sério, pois alerta para a fragilidade em que se encontram o estado de direito e a segurança institucional. Quando grupos utilizam postos na máquina burocrática para atacar adversários e ajudar aliados, a necessária impessoalidade do Estado é revogada. O Brasil se aproxima, em alguma medida, do modelo de Estado a serviço de interesses de esquemas, em voga no Leste da Europa até a queda do Muro de Berlim, na década de 80. Até hoje, a Rússia, por exemplo, padece do problema. É imprescindível, portanto, que defesas do Estado sejam acionadas para preservar o regime republicano, abalado devido à infiltração de aparelhos político-sindicais em áreas que têm de prestar serviços com estrita isenção ideológica. A Justiça começa a fazer a sua parte. Falta a PF demonstrar o mesmo. Este caso é um divisor de águas; não pode haver impunidade.
Fonte: O Globo

Lula MENTIU sobre a DÍVIDA externa, não pagou nada

E a dívida interna cresce de forma ASSUSTADORA.
Não se trata de “CALOTE”, pois não devemos coisa alguma, tudo FARSA.


Há tantos e tantos anos escrevemos sobre as “DÍVIDAS” do Brasil, a EXTERNA e a INTERNA, ficamos estarrecidos com os governos, T-O-D-O-S, mistificando o cidadão-contribuinte-eleitor. Já disse várias vezes que essas dívidas são IMPAGÁVEIS.
E não há dúvida que continuam e continuarão assim. Cheguei a chamar atenção para o duplo e lamentável sentido diverso da palavra IMPAGÁVEL. Tem essa denominação porque jamais poderemos pagar. E também, porque me português, IMPAGÁVEL significa o que é muito engraçado. (Pode ser para “os credores”, e não para nós, “devedores”).
Vou alinhar dados, dados, dados. E números, números, números. Fatos, fatos, fatos, alguns rigorosamente desconhecidos, inéditos, vergonhosos, mentirosos. Para que fique mais fácil a leitura e o esclarecimento, vou separar o que é INÉDITO, e numerar seguidamente. Incrível e impressionante, o que tem sido ESCONDIDO pelo governo Lula, que deixou tudo criminosamente como foi colocado por FHC. e na certa continuará impiedosamente com Dona Dilma.
1 – Lula RETUMBOU: “Pagamos a DÍVIDA EXTERNA“. Mistificação, que os jornalistas que adoram e falam em JORNALISMO INVESTIGATIVO, aceitaram, não fizeram a menor verificação.Coisa facílima de constatar.
2 – O Brasil “DEVE” 240 BILHÕES DE DÓLARES, não diminuiu um dólar que fosse, apesar das afirmações do presidente.
3 – O Brasil tem no exterior (Suíça), 180 BILHÕES DE DÓLARES, depositados num banco, RENDENDO (?) 1 por cento ao ano. Por que não paga esses 180 BILHÕES, fica devendo apenas “60 BILHÕES”? Mistério infindável e inexplicável.
4 – Onde é que o Brasil ARRANJOU esses 180 BILHÕES de dólares que tem depositado na Suíça? Elementar. O Banco Central começou a comprar dólares quando estava a 3,20.
5 – Gastou uma fortuna. Apesar de comprar incessantemente, o dólar foi caindo, baixando sempre, hoje está em 1,75. Quer dizer, se o Banco Central (Brasil) quiser vender esses 180 bilhões de dólares que tem na Suíça, receberá só a metade do que utilizou na compra.
6 – Além do mais, o Banco Central deveria VENDER em vez de COMPRAR dólares, pois quanto mais baixo estiver o dólar, melhor para o país. Espantosamente, o Banco Central COMPRAVA e o dólar continuava caindo.
7 – Reconheço que esse pessoal do Banco Central não é burro. Com essa confirmação, resta a alternativa da D-E-S-O-N-E-S-T-I-D-A-D-E. (Principalmente, em se tratando de Meirelles, indiciado por vários CRIMES FINANCEIROS).
8 – Explicação para o que alguns chamam de CALOTE, uma tolice. Não existe CALOTE, pela razão muito simples de que NÃO DEVEMOS NADA no plano externo. Temos que fazer AUDITORIA, como muitos já pediram, incluindo este repórter.
9 – Em relação à DÍVIDA INTERNA, temos que inverter o processo. A DÍVIDA está em 1 TRILHÃO E 800 BILHÕES. (Na verdade, é de 2 TRILHÕES E 200 BILHÕES, embora o governo fale em menos 400 bilhões, aceitemos, para não alongar a discussão.
10 – 1 TRILHÃO E 800 BILHÕES, a juros de 10,75%, significa que temos que entregar a banqueiros, seguradoras, ANUALMENTE, 188 BILHÕES. E até o fim do ano, como o juro vai subir novamente, a DÍVIDA INTERNA crescerá.
11 – O próprio Banco Central já confirmou: conseguimos “economizar” 90 bilhões por ano, assim, pagamos, perdão, AMORTIZAMOS metade do que precisava, a outra metade é jogada no total da DÍVIDA.
12 – Agora, o estapafúrdio, criminoso, desastroso: como o Brasil é o DEVEDOR, o natural é que ele, em vez de diminuir os juros que vai pagar, AUMENTA cada vez mais. Isso não acontece no mundo inteiro.
13 – Seria a mesma coisa se alguns de nós devesse ao Itaú, Bradesco, Santander e outros, a juros de 10,75%, e eles generosa e compreensivelmente comunicassem: “A partir de agora vamos reduzir os juros para 5 por cento”.
14 – Pagar (ou amortizar) 188 BILHÕES de reais por ano, é CRIME DE LESA PÁTRIA, roubo das nossas reservas, DESFALQUE no que deveria ser INVESTIMENTO nas grandes necessidades do país.
15 – Puxa, investir 188 BILHÕES, é tudo que precisamos para o crescimento, deixando de pagar a DÍVIDA INTERNA, sem falar na DÍVIDA EXTERNA.
16 – Para não dizerem que critico sem apresentar SOLUÇÕES, comecemos a conversar.
17 – Temos que NEGOCIAR e AUDITAR as duas DÍVIDAS, a EXTERNA e a INTERNA. Enquanto negociamos, suspendemos todos os pagamentos dessas “DÍVIDAS” inexistentes.
18 – Não importa ou interessa quanto tempo leva a NEGOCIAÇÃO, não teremos prejuízo, o prejuízo está não só no volume que pagamos, mas também no constrangimento de pagar miseravelmente o que não devemos.
19 – O que no início destas notas chamei de INVERTER o PROCESSO de ENDIVIDAMENTO, seria o seguinte. Em vez de TOMAR EMPRESTADO, o BRASIL EMPRESTARIA.
20 – O Tesouro Nacional, jogaria no mercado, digamos, 100 BILHÕES de reais, a juros de 4 ou 5 por cento ao ano, ou até um pouco menos.
21 – O Tesouro EMPRESTARIA a industriais DINHEIRO VIVO, o mercado precisa cada vez mais. Esses EMPRÉSTIMOS não serviriam apenas a industriais, mas a quem quisesse INVESTIR.
22 – Em vez de pagar 188 BILHÕES por ano, (e vem por aí um novo aumento nos juros), o Tesouro RECEBERIA 5 BILHÕES anuais, isso no caso de jogar no mercado apenas 100 BILHÕES. Mas poderia lançar mais, muito mais.
23- Se o Tesouro lançasse, digamos, 500 BILHÕES, receberia de juros anuais, 25 BILHÕES, INCREMENTARIA de forma fabulosa o crescimento.
24 – A PROSPERIDADE seria total, investiríamos em saúde, portos, estradas, educação, saneamento, transportes, segurança, metrô, estradas, ferrovias, portos, o CRESCIMENTO, notável e incessante.
25 – O crescimento dos juros tem sempre a mistificação: “Temos que aumentá-los, POR CAUSA DO RISCO DA INFLAÇÃO“. Ora, quando os EUA sentiram esse RISCO DA INFLAÇÃO, FORAM REDUZINDO OS JUROS, que CHEGARAM a 0,25 por ano. A União Européia (UE), idem, idem, o Japão chegou a ZERO POR CENTO.
***
PS – Temos que acabar com esses PAGAMENTOS desesperadores de 188 BILHÕES POR ANO.
PS2 – Sem contar, que se não FIZERMOS NADA, os juros aumentarão antes do fim do ano, como o ínclito, ilustre e inócuo Meirelles já anunciou.
PS3 – Em vez de PAGAR 188 BILHÕES (por enquanto), RECEBERIA (no mínimo) 25 BILHÕES. Que maravilha viver.
Por: Helio Fernandes

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Custo logístico do agronegócio sobe 147% entre 2003/09

A falta de alternativas para escoar a safra brasileira de grãos, que neste ano deve atingir novo recorde, provocou a explosão dos custos logísticos do agronegócio.
Entre 2003 e 2009, os gastos de transporte saltaram, em média, 147%, enquanto a inflação subiu 48%. Nos Estados Unidos e Argentina, principais concorrentes do País, o avanço foi de 16% e 35%, respectivamente, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec)
O aumento nos custos é decorrente de uma série de fatores, como estradas sem condições de tráfego e malhas insuficientes de ferrovias e hidrovias. Junta-se a isso, o fato de o agronegócio avançar fortemente para áreas mais afastadas do litoral e com infraestrutura ainda mais precária que o resto do País. Hoje, a Região Centro-Oeste é responsável por 35% da produção nacional de grãos. Mas a maioria da safra é exportada pelos portos do Sul e Sudeste, quando a lógica seria escoar pelos terminais da Região Norte.Um exemplo é o Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil, que exporta 80% da produção pelos portos de Vitória, Santos, Paranaguá e São Francisco do Sul. De Sorriso, principal polo produtor de soja do Estado, até Santos, no litoral paulista, são 2.100 quilômetros (km) de distância; até Paranaguá, 2.200 km; e até Vitória, 2.500 km.
Como a capacidade da ferrovia e hidrovia é limitada na região, cerca de 70% da safra é movimentada por caminhões a um custo de R$ 230 a tonelada de soja. Os produtores de Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que estão do lado dos portos, têm os menores custos: entre R$ 55 e R$ 70. Na média do País, o produtor paga R$ 135,6 por tonelada, segundo a Anec. Nos Estados Unidos, R$ 31,18; e na Argentina, R$ 34,64.
Mediocridade
Outro reflexo da dependência da rodovia é a perda de grãos no meio do caminho. Segundo o especialista em transporte e logística, Antonio Wrobleski Filho, sócio da AWRO Participações e Logística, cada caminhão perde, em média, 60 quilos da carga entre a fazenda e o porto.
Na avaliação dele, o País precisa, urgentemente, mudar sua matriz de transporte, ampliando os investimentos em ferrovia, que hoje tem apenas 28 mil km de extensão - até 2015, serão 35 mil km. Wrobleski destaca que, nos dois últimos anos, o volume de investimento em infraestrutura subiu de 0,5% para 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a necessidade do País está entre 3% e 5% do PIB.
Com esse volume de recursos, que parece estar distante de se tornar realidade, o Brasil demoraria entre cinco e dez anos para ter infraestrutura adequada. Na opinião do especialista, o País se aproxima da excelência quando se trata de plantar e colher, mas convive com a mediocridade quando se trata de transportar e embarcar os alimentos.
Fonte: Global21

Represento 0,0000005% que não aprova este presidente!!

A caminho dos 99,9999985%

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.
Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.
Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo.
Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição…
Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999985% você não passa.
Como você não é muito chegado em Aritmética, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999985% (o signatário do blog representa mais 0,0000005% e seu primo Sídney mais  ). Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% (e do signatário desse blog e seu primo Sidney) você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.
E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade…
dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo;
dos que detestam o trabalho e o estudo;
dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal;
dos que almejam os cabides de emprego e os cargos fantasmas;
dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos;
dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa;
dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados;
dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado;
dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família;
dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.
Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.
Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade.
Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.
Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?
Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.
Esse é seu legado maior: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis”. Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.
Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder.
Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.
Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.
A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?
Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor.
Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão.
Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho.
Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas.
Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante.
Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las.
Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.
Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.
Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.
Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.
Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma. Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.
Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.
Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?
A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.
Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.
Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?
É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.
Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente.
É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje… E, como se diz na França, “l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien”. ==>>Tradução Google Translater: O dinheiro é tudo, nos séculos em que os homens não fazem nada. Gilberto Geraldo Garbi


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lula e o país “dele” por Marcos Guterman

Como já se esperava, o programa gratuito de Dilma Rousseff na campanha presidencial usou de cara a “bomba atômica Lula”, na feliz expressão de José Roberto Toledo. A ideia óbvia é, como diz Toledo, tentar liquidar logo a fatura. Aqui, porém, interessa mais uma análise de como Lula apareceu na propaganda de Dilma. E o que se viu foi a reafirmação escancarada do patrimonialismo lulista.
Patrimonialismo, como se sabe, é a indistinção, para o governante, entre o que é público e o que é privado. Os reis absolutistas eram patrimonialistas. Lula também é, porque se vê como proprietário legítimo do Estado. Quando se trata de Brasil, o pronome “nosso” não existe para Lula. Apenas “meu”.
A certa altura da propaganda eleitoral no rádio, Lula pede o voto em Dilma e afirma: “É nela que eu confio pra cuidar do meu país”. Ou seja: o Brasil é o país que pertence a Lula – aquele que faz política externa com “companheiros” ditadores, ao arrepio das tradições diplomáticas brasileiras; aquele que mandou dar à própria mulher a principal condecoração do Itamaraty; aquele que violou a lei eleitoral seguidas vezes para conseguir transformar uma ilustre desconhecida numa candidata viável; aquele que não perde a chance de criticar a fiscalização pública das obras de seu governo, vista como um entrave a seus projetos grandiosos de transformação do Brasil.
O país de Lula é, enfim, aquele em que o monarca não precisa se justificar ante outros Poderes nem respeitar qualquer forma de oposição, porque tem a legitimidade garantida por unção histórica – e cujo patrimônio será transmitido por herança para uma sucessora escolhida exclusivamente segundo sua soberana vontade. Isso não significa que Lula lhe entregará a coroa, longe disso. Em entrevista a rádios do Nordeste, segundo o registro de Josias de Souza, Lula referiu-se a Dilma como “minha presidenta” (e não presidente do Brasil) e disse: “Se tiver alguma coisa errada, vou pegar o telefone e ligar para minha presidenta”.
A responsabilidade de Dilma, portanto, será a de gerenciar o patrimônio de Lula. Como diz a música que “fala pelo presidente Lula” e que fechou o programa de TV da candidata petista:
“Deixo em tuas mãos o meu povo”.
Fonte: Blogs.Estadão

PNDH3, PauloVanucchi, Dilma e a eleição 2010

A DECISÃO É SUA.
Outro dia, postei no twitter uma mensagem a pedido de um amigo, convidando para uma passeata a favor da democracia e contra a ditadura, no Rio de Janeiro. Logo fui interpelado. Me perguntaram a qual ditadura eu me referia e completou “enquanto vocês não incendiarem esse País, não sossegam. Não bastam os 20 anos da ditadura militar? Confesso que, após responder-lhe que somos contra qualquer tipo de autoritarismo, independente da ideologia que o motivar, confesso que esse questionamento não me saiu da cabeça. Tudo começou com o lançamento do PNDH3 e o que está por trás desse verdadeiro projeto de levar o Brasil para um regime de extrema esquerda e ainda retaliar os militares. Analisando atentamente o programa elaborado pelo Sr. Paulo Vanucchi cheguei a conclusão que além de querer desfigurar a democracia representativa, pretende interferir no Judiciário, na religiosidade de nosso povo, no direito à propriedade, na cultura popular , na família e ainda pretende impor censura à imprensa, liberação do aborto, adoção de filhos por casais homessexuais, alteração do estatuto do índio, intromissão em assuntos como nanotecnologia e transgenia, financiamento público de campanha e taxação de grandes fortunas. Como se não bastasse, a criação da comissão da verdade com revisão da Lei da Anistia para avaliar ato dos militares à época da ditadura, poupando os que roubaram, seqüestraram e mataram em nome do combate ao regime. O programa, pretenso defensor dos direitos humanos, naturalmente teve o conhecimento prévio do Presidente Lula e de sua candidata Dilma Rousseff não contribui em nada para o aprimoramento democrático, pelo contrário, leva o País perigosamente a caminho de um regime muito parecido com a República Bolivariana de Chávez, tornando-se na verdade um programa partidário e não para valorizar os ideais democráticos, porque se assim o fora, não se posicionaria contra qualquer resolução da ONU que reprovem os Direitos Humanos em países como Cuba , China e Venezuela.
Sentindo-se ameaçados, os militares, que a bem da verdade até então se ocupavam apenas de suas obrigações constitucionais, apoiados por segmentos mais conservadores começaram a se manifestar com mais ousadia, usando o velho argumento anti-comunista , da defesa da pátria , da família e da propriedade, num recado direto, de que não vão aceitar revanchismos e julgamentos a pretexto de passar a limpo a história, ainda mais porque não se fala em julgamento dos que os combateram.
O Partido dos Trabalhadores que na verdade não combateu a ditadura, pois sequer existia quando tudo começou e não tinha representatividade política importante quando terminou, tem a responsabilidade histórica de não tirar o Brasil da trilha da democracia que conquistamos , que permitiu que um operário chegasse à Presidência da República, não pode agora, através de sua ala mais radical, convulsionar o País, levando a retrocessos ou a ressuscitar sonhos socialistas já enterrados em todo o mundo.
Nossa jovem democracia chega em 2010 numa encruzilhada que nos aponta dois caminhos a seguir, o da social democracia progressista, com liberdade de imprensa, com respeito à propriedade, aos valores religiosos e culturais de nosso povo , a família e o pluripartidarismo. Um Estado justo que respeite a iniciativa privada e que se dedique principalmente à saúde, educação, segurança pública e programas de infra-estruturas necessárias ao crescimento, que mantenha a tradição de não ingerência e respeito à soberania das outras Nações ou o socialismo ultrapassado, estatizante e seguindo as normas preconizadas nesse famigerado PNDH3, com risco de levar o País a aventuras imprevisíveis e indesejadas. Fico com a primeira opção..
Postado por Marco Sobreira, sabado, 27/02/2010

Sua opinião esta sendo manipulada!

O MASSACRE MIDÁTICO CONTRA JOSÉ SERRA
Veja o vídeo!!

Em esplêndido artigo publicado na edição de ontem da Folha de São Paulo, o cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque (Entre o erro e a torcida) apontou com propriedade os erros elementares na metodologia de pesquisa do Datafolha, que levaram o instituto, na semana passada, a apresentar larga margem de vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra. O autor foi muito elegante e irônico ao escolher as palavras. Não sublinhou apenas o erro metodológico, mas a "torcida". Eu digo: não é torcida, é propaganda da causa. É ação de má fé para com os brasileiros, tentando obstinada e deliberadamente enganar e conduzir os votos.
As pesquisas eleitorais no Brasil tornaram-se elemento importante na estratégia de campanha, transformando-se em agentes ativos do processo eleitoral como um todo, a começar pela definição dos apoios políticos, importantíssimos na reta final de campanha. Sem esses apoios regionais as candidaturas majoritárias têm muita dificuldade de falar com os eleitores distantes dos grandes centros. O eleitor isolado talvez nem esteja tão sujeito ao alarido provocado por elas, mas os cabos eleitorais, os caciques locais e, sobretudo, a mídia que gera notícia a partir de si mesma, em looping fabricado como um sonho replicando dentro de um sonho, libera grande energia contra a vontade soberana do eleitorado.
O que está senso feito é um gesto de engenharia de comunicação para manipular a consciência do público eleitor, de maneira deliberada e desonesta. Essa ação desleal e infame precisa ser denunciada não apenas porque acaba se tornando uma manipulação das eleições, mas porque retira da democracia a sua própria legitimidade. Chegamos ao estágio em que a vontade popular deixou de ser sujeito, soberana; quem manda agora na escolha dos governantes é o consórcio sórdido de sociólogos dos institutos e editores de jornais.
Por detrás de tudo o poder imenso da Presidência da República e seus faustosos recursos. E também a má índole dos que lá estão aboletados. Sua ânsia de se manter no poder não tem qualquer limite moral. Fazem o jogo do vale tudo. E os institutos, como o Datafolha, a troco de dinheiro e prestígio com o poder, são lenientes e coniventes com a pressão dos poderosos.
A edição de hoje da  Folha de São Paulo anunciou uma vantagem massacrante de Dilma Rousseff sobre José Serra, apoiada em nova pesquisa da sua coligada, o Datafolha. É veraz? Não creio. Penso que está em processo um movimento de "abafa" midiático para definir, ainda no primeiro turno, as eleições em favor de Dilma Rousseff. Esse tipo de ação tem muito a ver com um golpe de estado "soft", sem sangue, mas com a mesma eficácia de empolgar o poder de forma ilegítima e contra a vontade consciente do eleitorado, que acaba votando como zumbis.
Se as eleições fossem apuradas pelos pesquisadores do Datafolha Dilma Roussef estaria eleita no primeiro turno, com maioria qualificada.

  

 
  
 O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria. Churchill

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PT investe contra liberdade de imprensa desde o começo do governo, diz PSDB

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), rebateu nesta sexta-feira as declarações do ministro Franklin Martins (Comunicação Social) de que o candidato José Serra (PSDB) "falta com a verdade" ao acusar o governo federal de cercear a liberdade de imprensa.
Guerra diz, em nota, que o PT tem investido contra a liberdade dos meios de comunicação de massa desde o início do governo Lula e expôs sua posição no primeiro programa de governo registrado pela candidata Dilma Rousseff (PT) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"Se a imprensa no Brasil é livre e cumpre sua missão, deve isso não ao governo e a seu partido, o PT, mas à derrota e à rejeição das ameaças contra a liberdade de expressão expostas no Plano Nacional de Direitos Humanos III e no primeiro da série de programas de governo registrados pela candidata do PT."
Na nota, Guerra afirma que as conferências nacionais realizadas pelo PT no país propuseram o controle social da mídia e a criação de "instâncias punitivas para os que não se submetam aos seus ditames".
O tucano diz que Franklin Martins, jornalista, já manifestou publicamente seu "entusiasmo pelas teses que conspiram contra os fundamentos mais elementares" da sua profissão. "Sua nota, pois, desmente a si mesmo", afirma Guerra.
O presidente do PSDB disse que a declaração do ministro é "falsa e nociva" uma vez que as liberdades de imprensa e informação "não são dádivas de governo".
"São conquistas da sociedade brasileira, imperativos constitucionais indissociáveis do Estado Democrático de Direito. O PT tem investido contra elas desde o início do atual governo. As ações do ministro Franklin Martins as têm ameaçado desde o início de sua gestão", diz Guerra.
EMBATE
O ministro respondeu ontem em nota à acusação de Serra de que o governo tenta censurar a imprensa. "O candidato do PSDB a presidente da República, José Serra, acusou hoje o governo federal de cercear, constranger e censurar a imprensa. Trata-se de uma acusação grave e descabida, sem qualquer apoio nos fatos", diz o texto.
"A imprensa no Brasil é livre. Ela apura e deixa de apurar o que quer. Publica e deixa de publicar o que deseja. Opina e deixa de opinar sobre o que bem entende. Todos os brasileiros sabem disso", diz a nota.
A presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Tereza Cruvinel, também divulgou nota, em que diz que as declarações de Serra "não correspondem à atuação dos canais públicos da EBC". "[Serra] participou de uma série de entrevistas com presidenciáveis na TV Brasil, confirmando a observância dos princípios de isenção, apartidarismo e isonomia na cobertura", diz a nota.
Serra fez as declarações ontem ao participar de evento na ANJ (Associação Nacional de Jornais), no Rio de Janeiro.
20/08/2010 - 12h34 - GABRIELA GUERREIRO DE BRASÍLIA
Fonte: Folh.com 
  
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 O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria. Churchill

PT, IMPRENSA e Boris Casoy


O desabafo de Boris Casoy: "O PT pressionou a direção para me tirar da Record"
Boris Casoy, no comando do Jornal da Record, tem feito a cobertura mais incisiva da escândalo do "mensalão". Seus comentários ácidos, porém, já custaram caro para a emissora.
Nesta entrevista para Portal IMPRENSA, Casoy revela que o PT pressionou violentamente a direção da Record para que ele fosse demitido, chegando até a ameaçar cortar verba publicitária do canal.
IMPRENSA –Você sofreu muita pressão do governo e do PT?
Boris – Muita... Mas muita mesmo...No começo da administração do PT, pressionaram a direção violentamente para me tirar da Record. Ameaçaram cortar a publicidade. A diretoria me deixou a par o tempo todo
IMPRENSA – E isso acabou?
Boris – Acabou no dia 13 de fevereiro, quando aconteceu o caso Waldomiro.
IMPRENSA – Por que?
Boris – As razões da pressão eram as mais estúpidas possíveis. Eles me atacaram muito no caso do BANESTADO. E agora eu entendo porque... pelo menos eu suponho.
Fizeram um grande pressão...Não sei se a diretoria vai gostar... Queriam que eu não cobrisse mais o caso Celso Daniel. E olha que eu cobria de maneira absolutamente neutra. Eu não podia ligar o Roberto Texeira ao Lula. Nem dizer que era amigo do Lula.
IMPRENSA – Eles chegaram a te processar?
Boris – Não, porque não fiz acusação nenhuma. Eles, no começo do governo, não suportavam, por exemplo, que nós pusemos um debate do Congresso no ar, onde, ao invés de terminar com o PT, a discussão terminava com a oposição, com o Virgílio. Foram reclamações diárias. Diziam que eu era tucano.
"Eu não defendo o "Fora Lula" "
IMPRENSA –Em termos de verba publicitária, houve cortes? As fontes em Brasília secaram?
Boris – Houve ameaças. Em termos de fonte, tive que me virar, mas acho que todo mundo teve que se virar. Menos a Globo que teve todas as fontes. O presidente, na noite em que ele ganhou, disse: "Bom, eu preciso sair porque estão me esperando num outro compromisso", e ele saiu pra dar entrevista na Globo, sentou na mesa do "Jornal Nacional". Isso é um problema dele, virtude da Globo e incompetência nossa.
IMPRENSA – Sua relação com o governo melhorou?
Boris – Melhorou. Eu converso sempre com o Gushiken. Ele não é acessível, foi ele que me procurou. É uma pessoa de quem eu gosto.
IMPRENSA – Existem muitas coincidências entre o escândalo de 1992, que culminou no impeachment do Collor, e o escândalo do mensalão. Você acredita que essas denúncias podem derrubar o presidente Lula?
Boris – Existe uma diferença extremamente forte entre os dois processos. O Collor, em 1992, tinha rompido com praticamente com toda a elite brasileira. Já o Lula tem o apoio decidido das elites. Os interesses dos grupos que permeavam os dois processos políticos, eram opostos. O Collor havia desafiado os bancos, a FIESP, a indústria automobilística... Ele tinha contra si a elite brasileira. Aí apareceu o Pedro Collor, o motorista, e as coisas desandaram. Hoje, não há interesse da elite brasileira em prejudicar a administração do Lula.
IMPRENSA – Quando você fala em elites, você inclui os donos dos grandes meios de comunicação?
Boris – Não, eu estou falando na elite em geral. Os donos dos meios de comunicação na maioria são neutros.
IMPRENSA – Em 1997, FHC passou batido pela crise e se reelegeu. Aquela crise foi tão grave ou maior do que esta agora?
Boris – O Fernando Henrique estava muito bem blindado diante daquela crise. As figuras que estavam no front da crise eram menores. A habilidade dos "operadores do Fernando Henrique" também era maior do que a habilidade dos operadores do Lula.
IMPRENSA – Um argumento que tenho escutado de muitos petistas é que, se existe "mensalão" para comprar deputados, isso aconteceria em nome de um projeto político.
Boris – Eu vou avançar... Eu fui surpreendido, nos meus últimos 40 anos de jornalismo, por pessoas nas quais eu acreditava e, repentinamente, foram cercadas por um mar de corrupção. Como eu tinha conversas francas com essas pessoas, me sentia a vontade em questiona-las. E cheguei a seguinte conclusão: existe um mecanismo de auto-defesa, um sistema imunológico que supostamente protege o caráter de quem está fazendo isso. Todos eles, sem exceção, estavam usando essas armas da corrupção dizendo que não era para eles
De início, o dinheiro não é mesmo para uso pessoal, é para a campanha. Mas se cara tem milhões de dólares no exterior e vê que o filho está estudando em grupo escolar de quinta categoria da periferia de São Paulo, ele vai quer melhorar de escola. Se ele mora numa casa muito ruim, ele acaba achando que uma casa melhor vai melhorar a eficiência dele para poder trabalhar pelo bem. A partir disso, a consciência fica limpa.
O Jânio de Freitas disse outro dia que existe um projeto socialista por trás disso...Eu não acho nada disso. Eu vivo dizendo: "todos os partidos são iguais", inclusive o PT. Tudo começa com a campanha eleitoral.
IMPRENSA – Você acredita ideologicamente no PT?
Boris – Não. A máquina está lá, de boca aberta. É aquilo mesmo que o Jefferson disse, sobre a "síndrome da abstinência": ‘os pásssaros de biquinho aberto esperando a comida".
IMPRENSA – Será que só é possível construir uma maioria sólida no parlamento usando esse tipo de esquema?
Boris – O país precisa de uma reforma política. Não agora, porque seria apenas um socorro. É preciso que a reforma política não seja fatiada, mas sofisticada. O que não pode acontecer é o Brasil ter um presidente da república refém.
"Os operadores do FHC eram mais habilidosos que os de Lula"
IMPRENSA –Você acredita que existem indícios para que seja levantada a bandeira do "Fora Lula"?
Boris – Eu não vou falar em um "Fora Lula!", não defendo isso. Deve haver um processo em que as pessoas se convençam de que isso é verdade. Quando você fala em prova testemunhal, você fala em prova com valor jurídico. Então eu volto ao Collor, que foi absolvido em todos os processos Segundo a decisão da justiça, o Collor pode voltar moralmente para o Palácio do Planalto. O processo de impeachment é político. Tem nuances jurídicas, mas é político. Quer dizer: basta a maioria da CPI do Plenário estar convicta. Isso que aconteceu no tempo do Collor. Mas não tinha nenhuma firula jurídica, tipo perda de prazo. Nenhum cara esqueceu de por uma vírgula, não houve nenhuma prescrição. O processo é político e se dá dentro do parlamento.
IMPRENSA – Você acha que o Lula conseguiu se descolar da crise?
Boris – Ele é o presidente da república. Tem um passado correto, honesto. Não quero incriminá-lo. Mas existem algumas perguntas não respondidas. Se é verdade que o Roberto Jefferson falou alguma coisa sobre isso, por que o Lula não tomou nenhuma providência? Se ele tomou algumas providências legais, porque elas não apareceram até agora? Ele se omitiu? Ele não sabe o que se passa sob o nariz dele?".
IMPRENSA – Prevaricação?
Boris – Não, se ele não sabe o que se passa, ele é um incompetente.
IMPRENSA – Ou ele prevaricou ou ele é um incompetente?
Boris – Eu não vejo outra saída. Seria menos pior ser só incompetente. Eu acho que o governo está em pane. Você vê o que aconteceu...O Roberto Jefferson fez aquela ameaça e 48h depois o José Dirceu sai, sem que esteja escolhido seu sucessor. Eu não sei o que os olhos do Roberto Jefferson disseram naquela advertência. Não sei como o planalto recebeu. Eu sei que funcionou. Do jeito que foi feito, corroborou mais ainda: "Ué, porque que saiu?". Essa história de que o José Dirceu saiu pra poder se defender...Não existe melhor lugar para se defender do que na altura do poder. Vai se defender no congresso? Vai sair fazendo uma cruzada? Isso não tem um menor sentido. Ele saiu porque precisava sair. Eles estão blindando o Lula.
Boris – Claro que foi. E ele reconhece que foi. Como ele dizem: "quem está oposição faz bravatas".
IMPRENSA – Nesse caso, o PSDB está sendo mais responsável ou é tudo uma estratégia?
Boris – Eu não sei. Até esse instante, está sendo mais sério do que foi o PT. Não interessa paro PSDB, nesse instante, colocar em risco a democracia brasileira. Aliás, não interessa pra ninguém. Também o PSDB tem que olhar o entorno e ele é favorável ao governo Lula. Os números da economia são bons. A economia é a mesma que o PSDB fez. Os bancos estão com o Lula. Não estou dizendo isso de uma forma pejorativa, mas existem vários apoios que o Collor não tinha. O PSDB não pode também romper com todo mundo.
IMPRENSA – Chegaram a vir com aquela história de que você era do CCC?
Boris – Nunca fizeram ataque pessoal. Até porque muita gente que estava lá, sabe que era mentira
IMPRENSA - Você acha que o poder pode mudar o caráter das pessoas? O Zé Dirceu de hoje não parece o mesmo de antes?
Boris – Eu sempre tive uma relação respeitosa, boa com ele, apertei ele também, acho ele muito inteligente. Eu não sei se aconteceu. Mas o comportamento não é o mesmo. Houve gente que me disse, "Olha, vai ser um governo mais autoritário", gente ligado ao PT, gente que disse "você não sabe o que vai acontecer" e aconteceu, e eu não acreditava. Eu achei que iria ter uma certa camaradagem. Uma outra pessoa que não rompeu foi o Genoino.
"Lula tem o apoio das elites"
IMPRENSA – Com o Fernando Henrique era mais tranqüilo?
Boris – O Fernando Henrique tem uma visão diferente da imprensa. Tanto que nunca processou ninguém. Não reclamava, não pedia a cabeça. Nem o Collor, nem o Sarney, nem o Tancredo. O Tancredo me telefonava no jornal chorando pitangas, mas é normal. Diziam, "olha que manchete e tal".
IMPRENSA – Isso foi dito naquele filme "Entreatos", tem uma cena em que o José Dirceu diz "Tire esse cara daqui!", que era o cineasta, "não da para confiar em ninguém".
Boris – Eu soube disso, mas eu perdi esse filme. Agora, eu no começo pensei que essa era uma blindagem natural de quem ia ser presidente da república, mas o Fernando Henrique não era assim. Quando eu falo isso vão dizer que eu sou tucano.
IMPRENSA – Porque você acredita que o PSDB e o PT uma vez no poder eles preferem fazer acordo com a direita?
Boris – Do jeito que está, eles precisam fazer acordo com quem tem voto. Não tem outro jeito. Quando se fala na questão da maioria, eu sempre procuro me colocar na posição do cara. Porque sempre se diz "sai pra rua batendo, vai na praça e denuncia", e é função nossa falar isso. Agora o cara senta naquela cadeira, ele quer fazer alguma coisa. Eu acho que o Fernando Henrique, o Sarney, o Lula, eles possuem boa intenção. Ninguém está lá dizendo, "bom, quem é que eu vou estrepar hoje?", não existe isso. O cara quer marcar o nome dele na história. O Lula possui uma história muito bonita e tudo, ele quer coroar. Agora ele chega lá e vê aquele plano que ele mesmo classificou de 300 picaretas, porque ele conhece aquele lá, não são todos, tem uma minoria lá, nomes que se destacam e como é que o cara vai fazer? Ele fez aliança com quem ele pode. E eu não vejo mal nenhum em ele fazer aliança a direita, mas aí tem essa circunstância, não justifica, mas é assim, o cara fica refém. Ou então ele não governa e vão derrubar o cara. Vide o Jânio Quadros, o processo como culmina, como se materializa, é outra história, mas se materializa.
IMPRENSA – Na sua opinião vai acabar em pizza, em reeleição...?
Boris – Não sei, eu não tenho um prognóstico. Eu estou assustado. Eu sempre me assusto com esse processo. Quando ele começou a ocorrer com o Collor, o Ulysses não queria, dizia "olha, temos que tomar cuidado, os milicos podem voltar". Talvez essa coisa de dizer que é golpismo é mais pra assustar as pessoas. O PSDB nunca dá golpe. Nem é da matriz do PSDB, ele não tem nenhuma tendência autoritária.
IMPRENSA – Agora, o PT tem uma capacidade maior em aumentar as crises?
Boris – A crise surgiu dentro da base governamental, o Roberto Jefferson não teve uma palha movida pela oposição. O congresso estava paralisado pelo próprio PT. O PT elegeu o próprio Severino. Começou com o Severino, onde é que já se viu perder uma eleição para presidente da Câmara tendo maioria e ainda com o descontentamento do pessoal fisiológico e também não-fisiológico, que concorre com os fisiológicos, que precisa se eleger. Eu acho que PT não deu a devida atenção à base parlamentar e se afastou da sua base social.

Semiautoritarismo maquiado

 A democracia nunca predominou no mundo nem induziu entusiasmo popular semelhante ao induzido por líderes carismáticos e messiânicos – no século 20 ocidental, de Hitler e Mussolini, na Europa, a Vargas, Perón e Chávez, na América do Sul. Em algumas regiões jamais existiu e é improvável que possa existir – situação refletida na resposta de cientista político russo, perguntado se Putin era democrático: “Para a Rússia é.” Insere-se aí a ilusória pretensão de fazer do Iraque e do Afeganistão democracias que requerem as circunstâncias ocidentais, não transplantadas pela vitória militar.
Nos anos 1900 dezenas de milhões de europeus viram no fascismo e no comunismo totalitários opções melhores que a democracia, menos de 50% da população mundial vive hoje sob regime democrático e não se espera melhora significativa no futuro breve. Ao contrário: depois do avanço da democracia social de massa no século 20, a democracia vive hoje restrições em suas combinações de liberdade civil, mercado e interveniência estatal e corre o risco de retrocesso, já transparente em países, inclusive da América Latina, onde a eleição do chefe do Executivo, ungido à liderança redentorista rotulada de democracia, é pretendida como respaldo legítimo ao detrimento das demais instituições.
No Brasil, as razões que perturbaram a democracia no nosso passado ainda não estão satisfatoriamente superadas e algumas vêm sendo até intensificadas. Particularmente grave hoje: o descrédito das instituições representativas pluralísticas e dos agentes políticos que, pautados pela cultura patrimonial-clientelista, confundem o exercício legal com lassidão na posse do poder. Descrédito que está levando o mundo político a ser visto como defensor da reeleição e da continuidade no usufruto do poder acima dos interesses nacionais que possam prejudicá-las – precedência transparente, por exemplo, na derrubada do fator previdenciário no Congresso Nacional.
Apesar da tendência global (muito, latino-americana…) e da preocupante conjuntura brasileira, nossa normalidade processual democrática não está ameaçada, intervenções à século 20 são implausíveis hoje. Mas essa implausibilidade tem limites e nossa fragilidade política abre espaço, se não ao trauma, ao menos a medidas não exatamente na ortodoxia democrática, ao semiautoritarismo maquiado de democracia, que, sem agredi-la ostensiva e radicalmente, mutila a concepção da democracia pluralista e representativa. E não será o caso de atribuir eventuais atribulações à interferência estrangeira: os interesses multinacionais preferem tranquilidade política e segurança jurídica, para investir e lucrar. Tampouco aos militares, que, ao contrário, desejam a consolidação do regime democrático, desejam que os políticos aprimorem a democracia e lhes assegurem espaço funcional para suas finalidades precípuas.
A responsabilidade caberá à combinação de nossas mazelas políticas (em evidência porque da política depende a correção de tudo) com as socioculturais, à combinação da fragilidade de dois requisitos da democracia – povo educado e em segurança socioeconômica, para exercer seus direitos imune ao fascínio populista ilusório, e atores políticos capazes e éticos – com a cultura sebastianista herdada do absolutismo português e estimulada por ideias do positivismo, fascismo e socialismo. Combinação em que o Estado é visto como a solução de todos os problemas e a fonte de benesses de toda ordem.
O Brasil desejável e possível exige bons alicerces políticos, e – ao contrário do regime de Franco, que, superado o trauma da guerra civil, facilitou a formação de quadros para a democracia que inexoravelmente o seguiria na Espanha – nosso regime de 1964 não foi feliz nesse campo. A insuficiente emersão da política de qualidade acabou desembocando na política medíocre, permeada pelo populismo por vezes proxeneta irresponsável em temas nacionais (previdência, por exemplo) e irrealista em internacionais, pelo arrivismo que transforma a política, de sacerdócio cívico, em meio de vida patrimonialista, caracterizado pelo cultivo do usufruto do poder.
O clima de avanço econômico que estamos vivendo e alguns aspectos efetivamente positivos (nem todos são) do assistencialismo ajudam a mistificar os riscos da situação política. Entretanto, mais dia, menos dia, a deterioração da prodigalidade mágica (?) do BNDES, a exaustão do modelo macunaíma da cidadania “subprime”, em que crédito e endividamento são vistos como aumento da renda, a violência e a criminalidade, a má qualidade da educação e da saúde, o descalabro infraestrutural e outros problemas de magnitude similar vão fragilizar a euforia. Em coerência com o DNA sociopolítico latino-americano, a consequência será a atração por soluções salvacionistas, em geral com nuanças “menos democráticas”. A mais provável hoje: o populismo semiautoritário amparado no número emocional, que não é garantia de acerto (Sócrates foi condenado por maioria, Barrabás foi preferido a Jesus e o apoio do povo alemão permitia que Hitler se dissesse democrático), e na cooptação do capital, via benesses e obras públicas do Estado, e do trabalho, via sindicalismo oportunista.
É da natureza intrínseca dessas soluções que os conluios “fisiológicos”, descomprometidos com a ética e o rigor do direito, facilitem a formulação da estrutura legal que confere ao poder redentorista o respaldo da tintura de legitimidade democrática para práticas semiautoritárias – para o cerceamento da liberdade de expressão e de outras liberdades civis, para restrições a direitos, como o de propriedade. Facilitem, enfim, a estruturação legal do governo forte de perfil semiautoritário, diferente do Estado democrático forte como deve ser. Há que estar atento a essa hipótese, de que é exemplo relevante hoje a Venezuela, vista com simpatia mimética por segmentos políticos brasileiros!
Fonte: Jornal “O Estado de S. Paulo” – 17/08/10

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Brasil de Lula e Dilma não é melhor que Jamaica, Argentina, México, Uruguai, Peru, Costa Rica e Chile

O Brasil é o 48º melhor país do mundo para se viver, segundo o primeiro ranking de 100 Nações publicado pela revista Newsweek. O País perde, somente entre os países da América Latina e do Caribe, para a Jamaica, a Argentina, o México, o Uruguai, o Peru, a Costa Rica e o Chile - o mais bem colocado da região, no 30º posto da lista. Apesar de seu Produto Interno Bruto de US$ 2,013 trilhões, o nono maior do mundo nas contas do Banco Mundial, o Brasil não figura entre as dez economias mais dinâmicas. Mas, de acordo com a Newsweek, é o melhor lugar do planeta para se fazer cirurgia plástica.
"Nenhum outro país tem mais cirurgiões (plásticos) per capita; essa indústria de US$ 15 bilhões talvez atraia mais turista que as praias. Regulações inovadoras dão uma mãozinha aos cirurgiões", afirma a revista.
Para formular o ranking, a Newsweek cruzou indicadores de cinco categorias - educação, saúde, qualidade de vida, competitividade econômica e ambiente político - e convidou laureados analistas, como o economista Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de 2001. O desafio era responder a uma pergunta: se você fosse nascer hoje, que país escolheria?"
A revista advertiu que o ranking "não é perfeito" e que esse exercício reforçou a constatação de que "não há um único modelo de sucesso" para as Nações. O país campeão foi a Finlândia, seguido pela Suíça e pela Suécia. Os Estados Unidos aparecem em 11º lugar, desgastados por duas frentes de guerra e pela crise econômica. Mas, estão na frente das três potências europeias - Alemanha, Inglaterra e França.
Já o Brasil, atrás da Jamaica no ranking, tem o consolo de ter passado a perna nos seus colegas emergentes do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e de seus parceiros da hora, Venezuela, Cuba e Irã. O País não aparece nos sub-rankings dos dez melhores nas categorias de educação, de saúde, de qualidade de vida e nem mesmo de dinamismo econômico entre países em desenvolvimento - lista liderada pela China e com a Índia em terceiro lugar.
Entretanto, o Brasil surge em 8º lugar em um sub-ranking dos 10 melhores países para se viver, entre os mais populosos do mundo. Essa lista é encabeçada pelo Japão, com os EUA no segundo posto, seguidos pela Alemanha. Ainda assim, o México fica com o sétimo lugar. Também figura na lista - sem hierarquia - dos "primeiros da classe", os dez líderes que "administraram de forma a ganhar sério respeito".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é mencionado como o chefe de Estado que está por partir, mas que ainda tem "status de estrela do rock no País e tapete vermelho no exterior". "O ex-chefe de sindicato foi suficientemente sensato para reconhecer que os negócios são aliados, não inimigos", diz a revista.
Fonte: FManager & NewsWeek

O naufrágio da Marinha Mercante

Por: Carlos Tavares  - Jornalista e assessor de comércio exterior da CNC
Sem dúvida, o resultado do crônico desinteresse federal pelo assunto foi o verdadeiro naufrágio da Marinha Mercante brasileira, tanto a internacional quanto a de cabotagem e fluvial. Comprovado o desastre, altamente prejudicial ao desenvolvimento do país, os dados comparativos são, de fato, impressionantes. Contrastando com o auspicioso crescimento da economia nacional, já entre as dez maiores do mundo, a frota brasileira, em queda vertiginosa ocupa agora o 33º lugar no ranking internacional (estava em 12º em 1980), com apenas 144 navios. No comércio exterior, a pequena participação brasileira não passa de 1,2%, mas, em nível ainda mais baixo, os navios mercantes nacionais, correspondem a apenas 0,43% da frota mundial. Enquanto a China, líder do comércio mundial, com a maior frota (4.179 navios) chega até a vender (exportar) fretes em seus navios para outros países.
Em 1970 a frota mercante brasileira transportava 52% do comércio exterior do país, índice que despencou para menos de 3%, em 2009. Assim, os US$ 14 bilhões obtidos com a exportação de minério, o principal item da pauta, foram consumidos no pagamento de fretes em navios estrangeiros. Com a preferência do transporte geral de carga, no Brasil, pelo modal rodoviário (61,8%), o segmento aquaviário, com um dos índices mais baixos do mundo, registra apenas 13,8%, enquanto no Japão e na Noruega chega a 60% e nos Estados Unidos a 20%.
A propósito, no Plano Brasil 2022, o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, reconhecendo a “dependência do modal rodoviário” – mais caro e com maior índice de poluição – está propondo a elevação da participação do modal aquaviário de 13% para 29%. No mesmo projeto, são anunciadas as Ações necessárias para “Ampliar a participação da armação nacional no tráfego marítimo mundial”.
Por seu turno, o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), em excelente trabalho técnico – preparado pelo seu quadro de antigos oficiais superiores da Marinha de Guerra – também apresentou projeto para renovação da frota mercante. Para solução imediata da grave questão, com estratégia esboçada por quem vive de perto o problema, o Syndarma propõe medidas práticas para igualar os custos de manutenção da frota nacional com os dos navios mercantes estrangeiros, inclusive os de “bandeira de conveniência”.
Atualmente, cerca de 60% da frota mercante mundial estão vinculados a esses “open registry” – são 18.981 navios com a “foreign flag”, segundo a Unctad,– existentes em vários pequenos países como Panamá, Libéria e Ilhas Marshall, que não cobram tributos nem obedecem aos acordos marítimos internacionais, inclusive na área trabalhista. Visando reduzir o tamanho dessa frota “de conveniência”, mas de concorrência desequilibrada, alguns países resolveram criar seus “registros especiais”, fiscais e previdenciários, como a Alemanha, França, Itália, Inglaterra, entre outros.
Seguindo o (bom) exemplo, em 1997 aqui foi também criado o Registro Especial Brasileiro – REB, com a Lei nº 9.432. Porém, apesar de louvável, a iniciativa não deu resultado, pois os mecanismos adotados foram insuficientes para assegurar competitividade aos navios nacionais. Agora, com esse projeto/programa (denominado Pró-REB), o Syndarma visa igualmente a desoneração fiscal e tributária, norma adotada pelos países industrializados para expansão das suas frotas. Inclusive, boa parte desses países, para combater os registros de conveniência, reduziu o imposto de renda das empresas (armadoras) proprietárias dos navios.
As corretas observações englobadas no Pró- REB são úteis não só aos empresários e interessados no assunto, como, particularmente, para o Governo, quando assinala que o Brasil, “com o fluxo de suas mercadorias à mercê dos navios estrangeiros ficou em posição de extrema vulnerabilidade estratégica”. E, criticando os poucos benefícios concedidos pelo REB, a exposição esclarece: “Com isto frustrou-se a expectativa de uma retomada de investimentos em navios do REB, para conter o envelhecimento e progressiva redução da frota mercante brasileira”.
Evolução Mundial
Sobre as excessivas despesas para manutenção da frota nacional, tornando-a sem poder de competição, o Syndarma assegura: “Atualmente o custo operacional dos navios de bandeira brasileira é cerca do dobro do mesmo navio operando com bandeira estrangeira”. Segundo estudo da FGV, essa considerável desvantagem na competição com as embarcações estrangeiras livres de tributação deve-se, em parte, aos “elevados encargos sociais e previdenciários que colocam o custo de mão de obra dos navios brasileiros em um patamar cerca de 140% mais elevado do que a média internacional”.
Sobre a cabotagem (navegação entre os portos brasileiros), que também será beneficiada com o Pró-REB, a exposição ressalta sua importância para o desenvolvimento do país, acrescentando que “sobre pressão de demanda de navios decorrente da dificuldade de retomar investimentos, renovar e expandir a frota cujos custos se situam bem acima da média internacional”.
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Ambigüidade do Governo - O Perigo na economia - Um cenário para a Terceira Guerra

Comentário da Semana de Gelio Fregapani
Assuntos : Ambigüidade do Governo; Economia e Um Cenário para Terceira Guerra.

Ambigüidade do Governo
Para o julgamento da História - Lula visita Jirau e diz que Brasil não abrirá mão de auto-suficiência na produção de energia
O governo Lula emite sinais contraditórios; busca uma política exterior independente e cede às exigências absurdas da Bolívia; afrouxou-se às exigências das ONGs no caso da Raposa e as enfrenta nas hidrelétricas do rio Madeira. Apóia o direito do Irã ao programa nuclear, mas aceita aplicar-lhe as sanções da ONU.
O que terá levado o Lula a concordar com as sanções, sabendo que o próximo alvo é o nosso País? É óbvio que cedeu a pressões. O governo não ignorou a visita de três emissários do Departamento de Estado, eficientes em levar a ameaça ao Governo, a Indústria e Entidades Bancárias. Certamente contaram com o reforço dos internacionalistas da época FHC – veja-se o artigo de José Goldemberg, na revista “Época”
De fato, o Lula parece querer o bem do País, mas falta-lhe coragem para enfrentar os obstáculos. Conseguiu, depois de afastar a Marina, levar adiante as hidrelétricas do rio Madeira. Estas já são irreversíveis. Entretanto o capital internacional se mobiliza para evitar a construção da usina de Belo Monte. A luta será dura. Terá o Lula coragem de enfrentar? E quanto ao asfaltamento da rodovia 163, no Pará, que poupará 30 dólares de frete por tonelada de soja, demonizada pelos ambientalistas do mundo?
O que está feito, certo ou errado, está feito, mas neste final de governo veremos se o Lula criou coragem ou não. Até agora, na maior parte do tempo se acovardou.


O Perigo na economia
Desde o Plano Real de 1994, nossos governos têm adotado a política de valorização artificial da moeda . O objetivo é o do barateamento das importações com o conseqüente controle dos preços. Essa política mata a produção nacional e incentiva às indústrias estrangeiras. Com a supervalorização do Real face às moedas de nossos parceiros comerciais, as tarifas de 12% deixaram de ser o obstáculo natural e jurídico de proteção à indústria nacional.
É um verdadeiro incentivo às importações, único num mundo pautado pelo protecionismo. Exportadores estrangeiros descobrem no Brasil a terra prometida: O país subsidia as vendas deles no nosso próprio mercado interno. Incrível!, Nosso povo aprende a comprar produtos estrangeiros e que é mais barato viajar para férias no exterior do que conhecer o próprio País. A atividade industrial deixa de crescer. O país se desindustrializa. Vejam o anexo sobre Alexander Hamilton
Com a deterioração das contas aumentarão as taxas de juros e diminuirão as reservas externas. Teremos em seguida o já conhecido fenômeno de uma máxi-desvalorização do Real, com todas suas nefastas conseqüências.

Apenas considerações
Há quem afirme que temos demasiados parlamentares. A verdade é que temos mais deputados federais do que os Estados Unidos. Precisamos realmente de tantos? De tentos deputados estaduais? Da multidão de vereadores?
A resposta cada um o fará. Concentrar-me-ei no que me parece mais claro: o número de senadores. São três por estado. Ao contrário dos deputados, que representam o grupo que os elegeu, os senadores deveriam representar o seu Estado, mas como são três, terminam por cada um representar apenas uma facção. Nenhum deles pode dizer que seu Estado quer isto ou não quer aquilo.
Parece-me óbvio que deveríamos ter um só senador representando cada Estado. Também é lógico que tem que estar afinado com o governador, pois seu posicionamento representará o posicionamento do Estado, como um todo. Talvez o mais correto seria que fosse nomeado por seu governador e pudesse inclusive ser substituído por ele. Para dar maior legitimidade poderia ser escolhido forçosamente entre os deputados estaduais;.
Isto seria realmente vantajoso? Certamente a representação estadual seria mais autêntica. Em termos de economia pode até ser significativo, mas não é o mais importante. Para ter uma idéia, um senador custa cerca de um milhão e seiscentos mil por ano, sem contar as passagens aéreas e outras mordomias.
Parece irrealizável? Certamente, mas quem sabe um dia a idéia não cola.

Situação Mundial - Um cenário para a Terceira Guerra
O grupo financeiro internacional tem como principal braço armado os EUA, no auge do poder militar, ao mesmo tempo em que sua economia depende cada vez mais desse poder para manter de pé a estrutura que lhes permite sobreviver. A razão de qualquer força é dar respaldo aos objetivos dos povos, ou ao menos dos governos que os lideram. Quando a simples ameaça de uma força esmagadora resolve a divergência em favor de seus interesses vitais do mais forte, a força terá cumprido sua tarefa sem lutar. Haverá paz – mas dificilmente haverá justiça.
Não se sabe que conluios levaram a Rússia e a China a, aprovando a resolução das sanções, desistir de seus negócios no Irã. Difícil que tenha sido por um acordo vantajoso. Mais provável que tenha sido ameaças convincentes. Talvez o mesmo tenha ocorrido com o nosso governo.
Por vezes, seja por emoção, fanatismo ou desespero, um grupo decide desafiar a força esmagadora. Um previsível ataque por parte dos EUA, da OTAN e de Israel contra o Irã a ser desencadeado antes do Irã conseguir armas nucleares (depois seria improvável), e haveria o cuidado de não transformá-la em guerra mundial pois a preocupação mais séria dos EUA (e do sistema financeiro internacional) parece ser com a China, que desenvolve armas que poderiam obstruir a capacidade dos navios de guerra americanos de operar em águas internacionais; essas armas incluem mísseis de precisão de longo alcance e uma crescente frota de submarinos.caçadores de submarinos.
No contexto iraniano, as consequências devastadoras de uma guerra são banalizadas ou simplesmente não se mencionam. Alardeia-se que crise “real” que ameaça a humanidade é o “aquecimento global” e não uma guerra local. O contexto atual se caracteriza por uma acumulação militar global controlada por uma superpotência mundial que está utilizando seus aliados para desencadear guerras regionais. Estamos falando de um desenho militar mundial cuidadosamente coordenado e controlado pelo Pentágono, com a participação de forças armadas combinadas de mais de quarenta países. A humanidade está numa encruzilhada perigosa. Os preparativos de guerra para atacar o Irã estão em estágio avançado. Sobre o tabuleiro de xadrez está a opção de guerra para salvar a economia em crise insolúvel por outro processo, mas elas só serão desencadeadas se a vitória anglo-americana estiver garantida. Aguardemos.
Como fica o nosso País nesse cenário?Fica pronto para perder as jazidas de minérios estratégicos com a independência das “nações” indígenas e o petróleo do pré sal por simples ameaças, se não nos prepararmos antes

Que Deus guarde a todos vocês
Gelio Fregapani
ANEXO Aprendendo com um Americano ==>> Link
Fonte: DefesaNet