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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

FHC recriou a Petrobrás

Alberto Tamer - O Estado de S.Paulo - 21 de outubro de 2010 | 0h 00
Está sendo cometida uma grande injustiça com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a respeito da Petrobrás. Neste clima político, querem reverter contra ele o enorme trabalho que fez para o Brasil ao abrir o capital da Petrobrás, em 1997, atenuando os efeitos nocivos do monopólio estatal do petróleo. Ele recriou e salvou a Petrobrás de si mesma. Antes de Fernando Henrique, a Petrobrás era um "petrossauro", um paquiderme pesado repousando em si mesma; ocupava espaço, não fazia e não deixava ninguém fazer. Hoje, é a quarta maior do mundo em valor de mercado e a oitava entre as empresas de capital aberto. Um novo orgulho para o Brasil.
Antes, era aquele pretexto tacanho e mesquinho, da "soberania nacional", resquícios ainda da era de "O petróleo é nosso". Na verdade, não era nosso, era da Petrobrás e sua corporação, que só investia pouco em pesquisa e extração, se concentrava no refino e na comercialização interna porque davam lucro. Por que gastar em pesquisa e produção se podia ganhar mais sem correr risco importando em dólares, refinando e vendendo em reais? Quando o câmbio lhe era desfavorável, recorria aos cofres do governo, seu grande acionista e proprietário, que a protegia de pai para filho. Era uma conta complicada e obscura que ninguém entendia. Nem o governo.
Fernando Henrique ousou. O ex-presidente teve a ousadia feliz de não acabar totalmente com os privilégios da Petrobrás, mas abri-la ao capital privado.
Gás, o esquecido. A Petrobrás reclamou, mas não só sobreviveu como cresceu, se fortaleceu, se agigantou diante da injeção de recursos privados e do desafio das empresas internacionais. Descobriu que não vinham "competir" com ela, roubar-lhe mercado, mas colaborar na pesquisa e extração de petróleo e gás. Este foi sempre o grande esquecido e rejeitado. A Petrobrás sentou-se sobre ele por décadas , nada fez e não deixou que alguém fizesse. Por quê? É simples: o gás competia com o óleo que lhe dava enorme lucro num mercado cativo...
O resultado dessa iniciativa de Fernando Henrique foi que a Petrobrás cresceu, e é hoje umas das maiores e mais respeitadas empresas mundiais de petróleo! Investe no Brasil e no exterior onde extrai e refina petróleo para os mercados interno e externo também. Essa é a Petrobrás renovada que o Brasil precisava. E hoje tem. De uma empresa acanhada, superprotegida, transformou-se na primeira grande multinacional brasileira respeitada no mundo todo. Obra do ex-presidente, que hoje querem esquecer.
Provava-se ali que, ao fechar o Brasil à tecnologia e ao capital externo, o governo não estava reduzindo, mas aumentando de forma assustadora a dependência do Brasil do petróleo externo, das mesmas empresas que ele impedia que o encontrasse aqui.
Poucos se lembram, mas foi nas duas crises do petróleo, 1973 (invasão árabe contra Israel) e 1979, (a revolução dos aiatolás no Irã) que se formou a brutal divida externa brasileira de mais de US$ 200 bilhões. O Brasil pedia dinheiro emprestado no exterior para pagar à vista o petróleo que escasseava no mundo, acumulando dividas astronômicos. Era a cega política de Geisel, o abastecimento, primeiro, o petróleo depois...
A farsa dos contratos de risco. Quando muito, ele permitiu a farsa dos contratos de risco quando se descobriu o petróleo de Campos. Sim farsa, porque os termos dos contratos davam à Petrobrás a escolha das melhores áreas, que ela conheciam mas não explorava, e deixava as piores para o setor privado, nacional ou estrangeiro. Resultado: não vieram como poderiam ter vindo. E, nas duas crises do petróleo, 1973 e 1979, era mais dependente do que nunca do petróleo importado... Daí o titulo do nosso livro Petróleo, o preço da Dependência, um retrato histórico.
Aqui de novo FHC. E só vieram mesmo, de verdade, depois que o ex-presidente Fernando Henrique abriu o capital da Petrobrás. E estão vindo cada vez mais, não para "roubar"o petróleo recém-descoberto, mas para compartilhar com o Brasil a receita do petróleo que encontrarem. A Petrobrás não foi "enfraquecida", pois será a única operadora, mas revigorada. Obra do ex-presidente que acusam agora de "privativista".
A história - e estou sempre disposto a recontá-la - mostra que foi Fernando Henrique quem recriou e salvou a Petrobrás, quem a tirou da modorra, da apatia do monopólio total para a do semi-monopólio (é isso mesmo, ainda hoje monopólio de fato!) para ser o que é. A quarta maior empresa mundial em valor de patrimônio e a maior multinacional brasileira.
O presidente da Petrobrás, em vez de criticá-lo, deveria lhe oferecer a medalha de ouro! Foi ele, repito, quem recriou e salvou a Petrobrás de si mesma.
Senhores, o petróleo é coisa muito séria. Temos 50 bilhões de barris para extrair de mares profundos, nos transformando em grandes produtores e exportadores mundiais.. Não o misturem com o jogo político que passa a vai acabar em alguns dias. Por favor, deixem o petróleo e a Petrobrás em paz A libertação da Petrobrás do monopólio estatal - sim, libertação! - foi uma das maiores realizações do governo de Fernando Henrique, superada apenas pela privatização do setor de comunicação. Não fosse ele, teríamos hoje não só ainda não só um Petrossauro, mas um Telessauro também, como tivemos por muito tempo. Senhores da Petrobrás, façam justiça ao ex-presidente Fernando Henrique! O Brasil e a Petrobrás devem muito a ele.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

#Dilma (O Pior Cenário) #Serra é do bem! #Dilma não

Se perdemos, o futuro será uma agressão sem piedade à nossa inteligência e aos nossos valores. Teremos a imprensa sufocada pela falta de publicidade, tanto das estatais, quanto das empresas privadas, estas últimas apavoradas com a Receita Federal. Algumas poucas intervenções dos auditores petistas, examinando a contabilidade de grandes firmas, será o suficiente para garantir obediência. Com o tempo - e devemos imaginar doze longos anos – o governo terá seu próprio jornal porque dinheiro é o que não faltará para compra ou a modernização de um deles – O JB está aí para isso mesmo. Ficaremos indignados e humilhados pelo que veremos na televisão. A TV estatal poderá enveredar pelo terreno das novelas bregas, dos filmes, melhorando seus índices de audiência, e talvez criando seu próprio jornal Nacional. E se não tivemos oposição em tempos melhores como será na terceira derrota ? Quais serão nossos nomes em nivel nacional? Um FH cansado, que não percebeu a infantilidade de chamar Lula para um patético "cara a cara" (nem houve resposta ) Serra deprimido, e Aécio sozinho em um Senado amplamente governista. Os governadores de São Paulo e Minas não são líderes significativos o bastante para conter o furacão petista. E o ódio que revelamos porque não conseguimos suportar a Dilma terá consequências. A dona foi espancada dia e noite. Ela e o PT vão se vingar. No início pode até haver uma "chamada à reconciliação nacional", mas depois…Alguma dúvida ?
Teremos que torcer contra o país. Torcer para que se deteriore o que ajudou os emergentes no plano econômico mundial. Que a maré entre em refluxo. Corremos o risco da esquizofrenia.
O final do governo Lula foi uma pequena amostra do que nos espera no plano externo. Estaremos de forma muito mais decidida, muito mais efetiva, ao lado das figuras que detestamos, as mais acafajestadas, as mais distantes da democracia. O Brasil crescerá de importância para todo o mundo anti-americano, desde a China até a Rússia. Surge a hipótese de que negociar e tratar politicamente com um governo semi-sindicalista - que tem Mao Tsé Tung como uma das suas referências - possa ser muito interessante para os chinêses. Agora sim, eles dariam atenção ao nosso país, o que Lula imaginou que fosse possivel no início do seu mandato. A China poderá se tornar uma verdadeira aliada do Brasil, apoiando as nossas ridículas reivindicações, que instantâneamente se transformariam em propostas a serem levadas a sério. A contrapartida viria em acordos comerciais favoraveis aos chineses, ou com o mesmo tipo de penetração política que Rússia e Iran iniciaram na Venezuela.
O novo Congresso, já com maioria governista, aprovará projetos totalitários. Depois de algum tempo todos os ministros dos Tribunais Superiores serão petistas, e os processos contra o governo engavetados. O tempo das sondagens, o tempo das cautelas será passado. Esse foi o governo Lula. Com a Dilma será diferente. As firulas serão deixadas de lado e progressivamente teremos uma máquina governamental inteiramente do partido, onde as nomeações serão feitas às dezenas de milhares. Até agora eles não sabem de que maneira conciliar o capitalismo com seus desejos, que são confusos até para eles mesmos. Não vão conspirar para desmontar o sistema, porque de alguma maneira acreditam que ele funciona melhor do que os sonhos da juventude, mas o ódio permanece, o combustivel está lá, pronto para ser usado se alguém tiver uma boa ideía. Exercitam esse ódio no plano internacional, porque não existem consequências. Podem apoiar o Iran, Sudão, Coréia do Norte, Cuba - isso é uma catarse, colocar-se contra os Estados Unidos não afeta a economia brasileira - pelo menos enquanto o presidente americano for um Democrata tipo Jimmy Carter. É nesse contexto que se encaixa a vontade de ser um parceiro amoroso da companheira China. É o saudosismo que não incorre em riscos. Continuaremos no modelo macroeconômico capitalista - com algumas restrições, enquanto não surgir algo melhor no horizonte. A esperança é a última que morre.
A lista de mudanças em nossa vida seria muito grande, todos podem imaginar. Uma delas afeta diretamente filhos e netos: a educação petista nas escolas públicas, feita sem nenhum temor, sem nenhum receio dos protestos, já que a estrutura fiscalizadora virá do partido. Por último, as promessas e cartas assinadas por exigências dos religiosos serão esquecidas com o passar dos anos. Afinal, quem pode conter a vontade da maioria na Câmara e no Senado ? O Executivo sente muito, mas não conseguiu controlar a rebelião dos exigentes progressistas no Legislativo.
Boa sorte para todos nós.

  
 buzz2feed - moisesalba

 O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria. Churchill

Artistas e intelectuais que apoiam #Serra45 Presidente

domingo, 17 de outubro de 2010

A COMPULSÃO FALA MAIS ALTO

EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 16/10/2010
Enquanto os condutores da campanha de Dilma Rousseff se perguntam onde foi que erraram, deixando escapar a vitória dada como certa no primeiro turno, e como conter o estreitamento da vantagem da candidata sobre o opositor José Serra nas pesquisas, eis que o presidente Lula reincide no comportamento belicoso que contribuiu para privar a sua afilhada dos votos que poderiam ter encerrado a contenda em 3 de outubro.
Foi um típico efeito bumerangue. Ao investir ferozmente contra a imprensa em três comícios sucessivos no breve período de 5 dias, Lula decerto buscava desqualificar as revelações dos escândalos na Casa Civil chefiada pela mais próxima colaboradora de Dilma, Erenice Guerra.
Diferentemente das notícias sobre as violações do sigilo fiscal de aliados e familiares de Serra, com as quais muitos não conseguiram atinar, essas outras repercutiram junto ao eleitorado.
Mas, em vez de cair no conto lulista de que as denúncias não passavam de calúnias, uma parcela dos eleitores que nas urnas se revelaria significativa entendeu que a virulência do presidente representava uma confissão de culpa, além de indicar uma ameaça potencial à liberdade de informar em um eventual governo Dilma. Na reta final, informado da mudança dos ventos, ele bem que tentou neutralizar a traulitada com uma autocrítica.
"A gente precisa de humildade para não ficar com muita raiva quando escrevem contra", penitenciou-se num comício em Porto Alegre, "e nem com muito ego quando é a favor." Foi muito pouco e muito tarde. Agora, diante de uma nova situação adversa - ou "problemática", como se ouve na ponte entre o Palácio do Planalto e o QG dilmista -, Lula torna a reagir pavlovianamente, atacando a oposição com renovado rancor.
Nessas horas, as suas palavras parecem atender antes a um arraigado sentimento, ou compulsão, do que ao objetivo de promover a sua candidata. Na noite de quinta-feira, num comício na cidade paraense de Ananindeua, em surto de livre-pensar, disse que as acusações a Dilma vêm "de uma parte da elite que fazia as mesmas acusações ao Ulysses (Guimarães), ao Tancredo Neves, às Diretas Já, a mim em 89, a mim em 94, a mim em 98 e 2006". E, virando-se para ela, disparou: "Estão transferindo para você o ódio que acumularam contra mim."
Ao que se saiba, nenhum dos políticos citados foi alguma vez acusado de ser "a favor do aborto" que é o que se passou a dizer de Dilma nos púlpitos, em panfletos e na internet. E ao que se saiba, os acusadores não são "uma parte da elite" - pelo menos não no sentido que Lula dá ao termo. Mas isso é detalhe quando ele dá vazão a si mesmo, quaisquer que sejam as consequências dessas irrupções para a sorte da candidata no tira-teima do próximo dia 31. Por sinal, num evento oficial em Teresina, a lava do ressentimento correu solta.
Também em fase de citar o nome de Deus a três por quatro, afirmou que Ele "fez a vingança que eu queria" contra os senadores piauienses Heráclito Fortes, do DEM, e Mão Santa, do PSC, que votaram contra a prorrogação da CPMF e não se reelegeram. De volta ao passado, atribuiu as suas três derrotas em eleições presidenciais às "mentiras" dos que o temiam. "Diziam que era comunista, porque tinha a barba comprida. Mas Jesus também tinha. Tiradentes também tinha", declarou, como quem se alça a uma esfera superior.
O resto foi repetição: o elogio da falta de estudo ("a arte de governar não se aprende em universidade, senão pegavam um na Academia Brasileira de Letras para ser presidente"), a divisão dos brasileiros entre ricos e pobres ("rico não precisa de governo, quem precisa de governo é pobre") e a alusão oblíqua a Dilma ("a arte de governar é como a arte de ser mãe, cuidar da família, garantir direitos e oportunidades a todos").
Descontados os "acertos de contas" sem os quais aparentemente Lula não consegue passar, é isso o que entende por politizar a campanha - a seu ver, a única estratégia capaz de revitalizar a candidatura que vem fazendo água. Os companheiros querem a sua presença no horário eleitoral como no primeiro turno. Compreende-se: para o bem ou para o mal, Lula é tudo que Dilma tem. Pior sem ele, pois.
Fonte: PPS

FIASCO CHAPA-BRANCA

EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 15/10/2010
O Brasil pode preparar-se para um vexame internacional, transmitido ao vivo e em cores, se até a Copa do Mundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) continuar investindo com a lentidão e a incompetência demonstradas mais uma vez neste ano. Com investimento de R$ 1,6 bilhão programado para 2010, a Infraero aplicou até agosto apenas R$ 258,6 milhões, 16,5% da verba total. Nesse período, nada foi desembolsado para algumas obras, como a da nova torre de controle do Aeroporto Internacional de Salvador e a do complexo logístico do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, entre outras. A verba prevista deve ser reduzida para R$ 1,1 bilhão, segundo a empresa, mas também esse valor dificilmente será usado até o fim de dezembro, a julgar pelo desempenho até agora. Esse padrão não é exclusivo de uma estatal. É uma das marcas da maior parte das empresas controladas pela União, sujeitas ao loteamento de cargos e a critérios político-partidários de orientação.
O caso da Infraero é especialmente visível porque a aviação civil vem sendo afetada, há anos, pelo baixo padrão gerencial do setor público. Esse padrão raras vezes foi tão deficiente quanto nos últimos oito anos. Os vários apagões do transporte aéreo foram causados por mais de um fator e a situação dos aeroportos é apenas parte de um problema bem mais amplo. Mas sua importância aumenta por causa da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.
Nomeações políticas devastaram também a administração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, uma empresa respeitada, em outros tempos, por sua eficiência. Essa estatal tem estado no centro de escândalos desde a primeira gestão petista. Houve mudanças na diretoria, mas a escolha de dirigentes continuou viciada por critérios impróprios. Isso foi demonstrado mais uma vez pelo envolvimento da ministra Erenice Guerra na indicação de novos diretores em agosto. Esse episódio contribuiu para a demissão da ministra, ex-braço direito e sucessora da candidata Dilma Rousseff na chefia da Casa Civil.
Dos R$ 680 milhões previstos para obras e compras de equipamentos em 2010, os Correios investiram até agosto apenas 24%, ou R$ 151 milhões. Como sempre, funcionários da companhia tentam justificar o fracasso na execução dos planos. Mas as metas e verbas não caem do céu nem são inscritas no orçamento à revelia dos dirigentes de empresas.
De modo geral, a execução dos planos fracassa ou se atrasa não por uma conspiração dos deuses, mas por falhas gerenciais. Não é difícil entender esse fato: afinal, conhecimento do setor e competência administrativa não são requisitos para a ocupação de cargos, no governo petista. Também nos Correios já se fala em redução do investimento programado para este ano - de R$ 640 milhões para R$ 380 milhões, um corte de 40,6%.
Apesar desses e de outros fiascos, o governo pode proclamar um aumento no valor investido pelas estatais. Até o quarto bimestre o total do investimento chegou a R$ 52 bilhões, a maior soma desde 1995. Mas é bom olhar os números com maior atenção. O Grupo Petrobrás foi responsável por 91% daquelas operações.
Com pouquíssima variação, esse tem sido o desempenho das estatais há anos. A Petrobrás está na trilha do crescimento há mais de duas décadas, enquanto outras estatais permanecem estagnadas. As grandes empresas privatizadas também teriam tido, quase certamente, um desempenho menos brilhante do que têm tido, se tivessem ficado sob controle estatal e sujeitas ao aparelhamento e à pilhagem dos políticos.
Na administração direta, a aplicação de dinheiro em obras e equipamentos continua emperrada, apesar de alguma melhora neste ano. Até 13 de outubro, foram desembolsados R$ 31,4 bilhões, 45,5% dos R$ 69 bilhões orçados para investimento, segundo a ONG Contas Abertas. Descontados R$ 19,4 bilhões de restos a pagar, o desembolso não passou de 17,3%. Mas a propaganda oficial continua proclamando as façanhas de um governo realizador.
Fonte: PPS

Programa Serra Presidente 16/10/2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Serra Presidente - Programa10/10

Os ex-presidentes de cada um

No debate transmitido pela Band, José Serra brandiu por poucos segundos a arma que, acionada com firmeza e pontaria, liquidará de vez a aventura de Dilma Rousseff: o confronto entre os ex-presidentes que apoiam cada candidato. O palanque da sucessora que Lula inventou é assombrado por José Sarney e Fernando Collor. A campanha da oposição tem Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
Sarney conduziu o país à falência com o Plano Cruzado, levou a inflação às nuvens e saiu do Planalto pela porta dos fundos. Fora o resto. Collor conseguiu catapultar os índices inflacionários para o espaço sideral, apadrinhou uma quadrilha federal só igualada em gula e desfaçatez pelo bando do mensalão e foi despejado do Planalto por ter desonrado o cargo. Fora o resto.
Itamar Franco resgatou a nação da UTI e lançou o Plano Real. Fernando Henrique sepultou a inflação para sempre, modernizou o país com a privatização de mamutes estatais, enquadrou os perdulários malandros com a Lei de Responsabilidade Fiscal e consolidou as diretrizes da política econômica que Lula, por instinto de sobrevivência, cuidou de manter intocadas. Com tamanho zelo que nomeou para o comando do Banco Central, em 2003, o deputado federal Henrique Meirelles, eleito pelo PSDB de Goiás.
O Brasil, ensinou Ivan Lessa, esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anos anteriores. E milhões de jovens nem conheceram o país atormentado pela inflação medonha e agredido pelo primitivismo das estatais devastadas pela inépcia e pela corrução. Alguns programas eleitorais e debates na TV bastarão para recordar aos amnésicos crônicos como foram os governos de Sarney e Collor — e descrever didaticamente para as novas gerações o inferno de que se livraram graças aos governos de Itamar e FHC.
Collor e Sarney simbolizam o antigo, o coronelismo de terno e gravata, a roubalheira federal anabolizada pelo turbilhão inflacionário. Itamar e Fernando Henrique representam o país que pensa e presta. Dilma quer falar do passado? Seja feita a sua vontade. Os eleitores aprenderão que Lula, depois de malbaratar as safras plantadas pelos dois antecessores que apoiam Serra, pretende alojar no Planalto uma fraude que reverencia a dupla que arruinou o Brasil.
Fonte: serra45

PSDB criou o bolsa escola e o bolsa alimentação

Governo de Lula e Dilma gera perdas salariais aos aposentados e pensionistas de 40,67%

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Partido da Receita de Bolo & Serra cresce mais que Dilma em todas as regiões do Brasil. Ou: Dilma parte para o ataque

O Partido da Receita de Bolo
Franklin Martins é o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Antes de assumir esse posto, Franklin foi comentarista político na Rede Globo e na Rede Bandeirantes. Depois disso, das mais osbcuras profundezas, eis que 'brota' o PIG. O chamado 'Partido da Imprensa Golpista' é a diversão de todo comunistinha solto por aí. O PIG é o partido que Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e Franklin Martins combatem. Estes, por sua vez, fazem parte do PdaRB --Partido da Receita de Bolo.
O PdaRB têm como principal diretriz, a criação de uma agência reguladora da mídia. Essa agência seria criada por um motivo muito simples, que está na boca dos comunistinhas: "Ahh, mas essa 'Falha' de S. Paulo é tucana" / "Essa Veja é golpista" / "Odeio o Diogo Mainardi" / "Reinaldo Azevedo é canceroso" / "A Globo é manipuladora", e assim por diante. (Para Franklin Martins, aliás, a Globo se tornou uma grande manipuladora quando parou de lhe remeter contra-cheques.) (Para Luis Nassif, a Folha de S. Paulo virou uma grande vigarista depois que Otávio Frias Filho o demitiu por supostas práticas ilegais. Para Luis Nassif, a Veja é uma vigarista. Afinal, não é que ele foi obrigado a indenizar o diretor da revista por praticar calúnias?)
As matérias que vão para os jornais e revistas, terão que ser lidas e aprovados pelo PdaRB. Pra quem entende minimamente o jornalismo, isso se chama censura. No lugar das notícias, eles querem ver a publicação de receitas de bolo --conforme era feito pelos jornais, em forma de protesto, na época da ditadura. E o pior de tudo é que o Sindicato dos Jornalistas quer se transformar, ao que parece, numa grande confeitaria. Eles não só apoiam a ideia, como promovem palestras e eventos pelo Brasil, com a bandeira de que são "contra a imprensa golpista".
Enfim, a imprensa tem sido alvo de ataques massivos pelos petistas, pelos blogueiros, pelos comunistinhas e pela própria classe jornalista-sado-masoquista. Afinal, foi a imprensa golpista que criou o escândalo dos aloprados, dos sanguessugas, dos mensaleiros, da quebra de sigilos, da casa civil... tudo invenção desses golpistas! Com o PdaRB em ação, não existirão mais Erenices! Com o PdaRB em ação, Nassif não será demitido por Otávio Frias Filho. Otávio que será demitido. E, aliás, a Veja que terá que indenizar Nassif!
Tem uma rede de televisão que não está dentro do PIG. Ela tem crescido muito, né!? Vi no Blog do Nassif outro dia. Ahh sim, a Rede Record! Aquela mesma que é controlada pelo bispo Edir Macedo. Que engraçado, eu quase tinha me esquecido disso. E olha, lembrei de mais uma coisa! Edir Macedo é aquele sujeito da Igreja Universal do Reino de Deus que declarou apoio à Dilma, certo? Nossa.. minha memória está falhando muito, mas acho que me lembro de ver a Globo, a Folha e a Veja denunciando supostas irregularidades dessa igreja.
PRB? Não, eu chamei o Partido da Receita de Bolo de PdaRB!. Ah, o que? PRB é o Partido da República, aquele que é aliado do PT de Dilma e Lula e que foi fundado pelo pessoal da Igreja Universal do Reino de Deus? Hummm... que delícia de bolo!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010 - postado por Marcel Beghini
Serra cresce mais que Dilma em todas as regiões do Brasil. Ou: Dilma parte para o ataque
Durante o breve período em que estive fora, o Datafolha divulgou a primeira pesquisa de intenções de voto do segundo turno para a Presidência da República. O levantamento não trouxe grandes surpresas, uma vez que a tendência de queda apresentada pela candidata Dilma Rousseff (PT) continua a perpetuar. O crescimento de José Serra (PSDB), também esperado, é proveniente da migração da maior parte dos votos obtidos por Marina Silva (PV) para a candidatura tucana (51% contra 22% para Dilma).
Confira abaixo, em um dinâmico infográfico produzido por este blog, o quadro eleitoral nas regiões brasileiras. Como estava (apuração do primeiro turno) e como está agora (pesquisa Datafolha):
É possível perceber através dos gráficos, que Serra lidera para 71% do eleitorado --das regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. No primeiro turno, apenas o Sul --14% do eleitorado-- garantia vitória para o tucano, com margem de 1% de vantagem sobre Dilma.
A região Nordeste, por sua vez, é detentora de pouco mais de 1/4 do eleitorado brasileiro. A vantagem da candidata petista por lá é expressiva --o que explica a dianteira de Dilma no levantamento que contempla todos os eleitores brasileiros. O crescimento de Serra na região, porém, é de mais da metade do crescimento de Dilma (12% x 5%).
Creio que tudo isso, acrescido do empenho dos aliados vitoriosos na campanha de Serra, explique a postura de Dilma no debate da BAND e no Horário Eleitoral Gratuito. A estratégia da petista no momento, é atacar, desmentir falas do passado no que diz respeito ao aborto e à sua religiosidade e insinuar que em um Brasil de José Serra e FHC não haveria 'Bolsa Família', 'Minha Casa Minha Vida' e 'Luz para todos' --típica medida para colocar medo na população com menos acesso à informação, como o 'Não troque o certo pelo duvidoso', de 2006. (Ora, todos sabemos que o Bolsa Família é a união do Vale-Gás, do Bolsa Escola e do Bolsa Alimentação, provenientes dos governos Itamar e FHC. PS: O tucano Marconi Perillo que sugeriu tal unificação.) (O Luz para todos é o Luz no Campo do governo FHC.) (Os programas são os mesmos, mas com nomes populistas, como pode-se perceber.) (Minha Casa, Minha Vida? Esse não existe direito nem no governo Lula. Os programas habitacionais feitos por Serra em SP se mostraram muito mais eficazes.)
Tudo indica que as próximas pesquisas apresentarão resultado ainda mais otimista para a campanha de Serra --provavelmente ocorrerão oscilações dentro da margem de erro, de acordo com as tendências já apresentadas. Uma parcela dos eleitores de Marina que ainda estão indecisos devem se decidir pelo voto no tucano, uma vez que uma das bandeiras da candidata verde era a aversão pelos ataques --não que ela própria não os praticasse de vez em quando. A estratégia petista, por sua vez, visa cristalizar seus eleitores mais assíduos --mas pode fazê-la perder votos entre aqueles que ainda podem mudar o voto, cerca de 10% do eleitorado.
Nada definido. Mas as tendências estão aí.

terça-feira, 12 de outubro de 2010 - postado por Marcel Beghini

domingo, 10 de outubro de 2010

Chamado à razão

Muitos amigos meus, ex-ce-len-tes católicos, diga-se, estão incorrendo em um equívoco muito sério. Estão colocando um critério só para votar ou não: se a pessoa tem um histórico pró-vida ou o contrário. Isso seria fator decisivo realmente caso não houvessem outras coisas - muito maiores - em jogo.
Vários falam que não votarão no Serra quanto na Dilma pelos dois serem abortistas (ela por defender a legalização do aborto e ele por ter assinado a norma técnica atual em relação ao assunto) e que isso encerraria a questão. Ah, se o problema fosse somente esse! Seria bom. A questão é que tem coisas bemmmm maiores envolvendo essa eleição que muitos parecem não ver.
Como disse o prof. Ivanaldo, um dos melhores intelectuais católicos desse Brasil hoje, a questão maior é que se ela vencer essa eleição, teremos dado um passo imenso para o Brasil caminhar para uma ditadura socialista:
Não podemos repetir a experiência da Venezuela. Neste país todos achavam que Hugo Chávez era apenas uma "chuva", algo passageiro, mas ele veio para ficar. E estar no poder a mais de 10 anos e está destruindo a identidade católica da Venezuela. A esquerda quer fazer a mesma coisa. Primeiro Lula, depois Dilma e depois ditadura socialista. (O perigo da eleição de Dilma Roussef)
Como diz ele no texto em voga, a questão é muito mais do que Serra x Dilma. A questão aí é evitar que o Brasil enverede pelo caminho da Venezuela. A "retirada" do programa original do PT no Tribunal Superior Eleitoral foi mero disfarce por ter "pego mal" na mídia quando vazou o conteúdo. Eles fizeram a troca de fachada. Aquilo é parte do PROGRAMA do PT! Ou seja, ganhando, ela está comprometida com aquelas coisas. Não duvide: o PT está irremediavelmente comprometido com implantar uma república socialista no Brasil. Aliás, o Chavez já disse ser ela sua candidata.
Ao contrário, o PSDB não é estatutariamente a favor do aborto. Isso muda muito as coisas. Além do que, há vários bons católicos sérios na assessoria do Serra. Já não se pode falar isso da Dilma. Já que quem tenta ser católico coerente no PT é expulso, como recentemente 2 deputados pró-vida foram expulsos de lá por se recusarem a votar em favor do aborto.
A Igreja tem sofrido horrores em países comunistas/socialistas. Cuba, Venezuela, China... Ler um pouco do sofrimento e da perseguição imposta a esses irmãos nossos talvez dê uma dimensão do que falo, pois caso ela for eleita, veremos o mesmo filme aqui. Não achem que a Dilma dominará os radicais do PT como o Lula fez. Não! O Lula não depende do PT, ao contrário: o PT depende dele. Já ela, seria somente uma fachada para os radicais governarem. Em SP já vimos esse filme com a Erundina e creiam, foi desastroso.
Não só eu enxergo além, da maneira como falo aqui, mas muitos sacerdotes, seminaristas, pessoas católicas e piedosas, das quais eu conheço a fé e fidelidade à Igreja. E por causa disso, sabemos que se fosse somente a questão da vida/aborto a pesar nessa eleição, seria muito simples. Mas não é. É mais complexo e exige que tenhamos consciência de que se não ajudarmos a deter essa terrorista, seremos cumplices dos males que vierem com a ditadura - que virá se o PT continuar lá! - e das perseguições.
Sermões falando a verdade (como ouvi nesse domingo e na semana passada), doa a quem doer, serão crime passível de prisão e tortura. Aliás, o PT já nesse governo deu um aperitivo disso, vide o PLC 122/06, de autoria de um... petista! E emcampado in-con-di-cio-nal-men-te pelo governo! Viveremos uma ditadura, onde pregar a verdade católica será crime. A vida? Ah, isso - infelizmente - será um mero detalhe, afinal, eles não só atentarão contra a vida, mas contra a liberdade de expressão, a família, a propriedade privada, etc. A Igreja que enfie a viola dela no saco, dirão. Falarão com todas as letras (como Chavez falou recentemente ao arcebispo de Caracas) que somos representantes do imperialismo e que não deveriamos ter voz.
Eu vejo - portanto - claramente aí uma gradação. Muito mais do que atentar contra a vida, o PT com Dilma Roussef atentará contra todos os dreitos - dados por Deus - a nós! Não contra UM, mas TODOS! Percebem a diferença? Fora o compromisso do Serra em não mexer na questão. Um amigo no twitter perguntou se ele vetaria, caso o congresso mandasse uma lei legalizando o aborto. Oras. Santa inocencia, Batman. Qualquer um que não for um cristão daqueles, de fibra mesmo, não vetaria. Para ter essa fibra moral, tem que se cristão dos bons, não um cristão desleixado. Mas isso - infelizmente - não temos no cenário político ainda. Em breve, com o crescimento do Movimento Franco Montoro, poderemos ter bons políticos católicos (vejas todas as fotos aqui e outro relato da fundação em SP aqui). Mas não é algo a aparecer do dia pra noite. Só que não é por isso que podemos deixar qualquer um ganhar, sob o argumento de que é tudo igual. Não é!! É comparar um democrata a uma terrorista (o passado dela prova isso). E outra coisa: infelizmente, na política, nem sempre fazemos o que queremos.
Vou dar um paralelo com uma situação eclesiástica que muitos católicos conhecem. Quem frequenta esse blog sabe que sou ligada à liturgia tradicional e que frequento a missa com padres da Adm. Apostólica S. João Vianney em SP. Oras, só Deus sabe o quanto eu já ouvi de calúnias a Dom Fernando Rifan, por ele não ser "curto e grosso" e não cortar relações com muitos clérigos (não tãão recomendáveis) Brasil - e mundo - afora. Acham que ele devia se separar, pra mostrar que é diferente e tal, que ele deveria confrontar Deus e o mundo na CNBB. Mas... como pessoa sábia e prudente, ele sabe que não é no cacetete que conseguimos as coisas, mas com política, com jeitinho, sabe? E muitas vezes, você tem que ceder em coisas até importantes para você no momento, mas em prol de um objetivo bem maior na frente. Com isso ele tem quebrado muitas resistencias e vemos a missa tradicional passar a ser mais bem recebida em lugares que até então nem se sonhava (Rio e Vitória estão prestes a ter a missa semanalmente, segundo informações).
Mas, saindo do campo eclesiástico, podemos ver no exemplo de D. Rifan, que muitas vezes precisamos abrir mão de alguma coisa, para lá na frente a termos de modo mais pleno nas nossas mãos. Por isso, será muito temerário no contexto atual reduzir a coisa a um debate pró/contra o aborto. Eu sou irredutivelmente pró-vida, mas sei ver que ou alijamos o PT agora, ou será tarde demais e pagaremos com nossas liberdades - e quiçá com a vida - se não agirmos rápido para impedir a tomada do poder por essa corja.
De uma ditadura socialista, libera nos Domine.
Postado por Juliana R. Lima  26 de julho de 2010 às 02:22

Serra é do Bem

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O milagre da multiplicação dos descontentes deixou grogue o recordista de pesquisa

07/10/2010 às 19:46 - Direto ao Ponto
Ainda atônito com o milagre da multiplicação dos descontentes, que transformou os 4% das pesquisas fabricadas em 54% dos votos válidos, o presidente Lula decidiu que, para avançar no segundo turno, o palanque de Dilma Rousseff precisa voltar a 2006. “Temos que tirar o foco do aborto e discutir a questão das privatizações”, ordenou o Mestre a seus devotos. A ideia só confirmou que um campeão nocauteado não deve tomar a iniciativa quando ainda está grogue. Antes que alvejasse José Serra com as invencionices forjadas há quatro anos para confundir o eleitorado e derrotar Geraldo Alckmin, foi devolvido à lona pela ofensiva da oposição.
Com o ânimo combatente que faltou no primeiro turno, Serra elogiou Fernando Henrique Cardoso, defendeu enfaticamente a abertura das telecomunicações e registrou que Lula, que teve oito anos para estatizar o que não deveria ter sido privatizado, leiloou dois bancos. Ao lado de Serra, o senador Aécio Neves deu o tom do segundo turno, como registra com o brilho habitual o colunista Ricardo Setti. Numa frase, resumiu o que Dilma ouvirá nos debates do segundo turno caso obedeça à ordem do chefe: “Se eles condenam as privatizações, estão dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular e jogue na lata de lixo mais próxima”, avisou Aécio.
“Temos que mostrar que existem dois projetos, e que um deles representa o passado”, disse Lula para justificar a retomada da lengalenga de 2006. As mudanças ocorridas no governo de Fernando Henrique Cardoso, como atestam os números reproduzidos na seção Feira Livre, tornaram o Brasil bem mais moderno. O que lembra o tempo das cavernas é o país das estatais corrompidas, ineptas e aparelhadas que Lula preside. Nos últimos oito anos, a privatização foi substituída pelo arrendamento. Os Correios, por exemplo, estão arrendados ao PMDB. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal passaram ao controle do PT. A Eletrobrás foi anexada à capitania hereditária explorada pela Famiglia Sarney.
As declarações de Serra e Aécio confirmam que os líderes do PSDB finalmente ajustaram o discurso à partitura composta por milhões de oposicionistas que enfrentam sem hesitações a Era da Mediocridade. Nos duelos com Dilma, Serra tem o dever de atacar primeiro. Em vez de esperar que a adversária lhe atribua a ideia de privatizar a Petrobras, por exemplo, o candidato tucano deve exigir que ela explique o arrendamento da empresa petroleira a um condomínio liderado pelo PT.
Em seguida, é só perguntar a Dilma se é verdade que pretende estatizar a telefonia. Se a Doutora em Nada disser que não, estará endossando as mudanças implantadas no governo de FHC. Se disser que sim, será condenada ao naufrágio nas urnas.
Fonte: Veja - Coluna do Augusto Nunes

Defensoria move ação contra redução de pensões do INSS

RIO - A Defensoria Pública da União vai entrar na Justiça com ação coletiva contra a decisão do INSS de reduzir as pensões por morte que ultrapassam o teto previdenciário de R$ 3.467,40. Mês passado, o Ministério da Previdência começou a enviar correspondências a algumas pessoas que recebem valores acima dessa quantia, informando que o benefício seria reduzido e haveria cobrança retroativa a cinco anos. A Defensoria entende que, por se tratar de "uma pensão de natureza alimentar e recebida de boa-fé", ela não pode ser diminuída. O órgão abriu procedimento administrativo nesta quinta-feira para apurar o assunto e prevê ajuizar a ação na próxima semana.
Nas correspondências, o INSS também informa que a cobrança referente a cinco anos atrás será feita por meio de débito automático, limitado a 30% do vencimento recebido por mês, e que os pensionistas terão dez dias para apresentação de defesa após os comunicados. Na ação, a Defensoria também pedirá que os valores recebidos não sejam devolvidos e que a cobrança automática seja interrompida. Na avaliação do órgão, qualquer questionamento do INSS quanto aos valores recebidos pelos pensionistas deveria ser feito por meio de ação individual, de modo que o titular do benefício pudesse se defender.
- A pensão por morte existe para assegurar que cônjuges da pessoa que morreu ou filhos com até 21 anos não fiquem desprovidos de itens básicos que eram garantidos pelo orçamento familiar. A redução do benefício causa um abalo na renda familiar, ainda que quem o receba trabalhe e tenha renda própria - diz o defensor público André Ordacgy, titular do Ofício de Direitos Humanos e Tutela Coletiva da Defensoria Pública da União, que entrará com a ação.
De acordo com o defensor, seguindo a jurisprudência, verbas de natureza alimentar não podem ser cortadas ou devolvidas por quem as recebe, caso tenham sido recebidas de boa-fé e as pensões por morte se enquadram nessa categoria.
Federação: a maioria está na faixa de 80 anos
Segundo Ieda das Dores Gaspar, presidente Federação das Associações dos Aposentados e Pensionistas do Estado do Rio de Janeiro (Faaperj) , a instituição tem recebido cerca de 50 ligações por dia de pensionistas preocupadas com os descontos nas suas pensões:
- A maioria não se enquadra entre os que correm o risco de redução do benefício. Mesmo assim, já temos mais de cem pessoas agendadas com a nossa advogada. A agenda está lotada até novembro. As pessoas estão muito assustadas com essa possibilidade de redução. Entre quem nos procurou, a maioria está na faixa de 80 anos.
A assessoria da Previdência não quis comentar a possível ação da Defensoria. Segundo a assessoria, os pensionistas notificados têm, além dos dez dias para apresentar provas, nova possibilidade de recorrer da primeira decisão. Só então, se for negado novamente, diz, começam os descontos. No entanto, o beneficiário que tiver decisão judicial a respeito da sua pensão por morte - como liminar, tutela antecipada e mandado de segurança - não terá vencimento reduzido e o INSS terá de resolver a questão na Justiça.
Os interessados na ação coletiva devem procurar a Defensoria na Rua da Alfândega 70, Centro, das 8h30m às 17h30m, telefone 2460-5130 (entre 12h30m e 17h). A Faaperj atende pelo telefone (21) 2507-2455.
Fonte: OGLOBO.COM

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Aécio pede mudança de tom para apoiar Serra

Christiane Samarco - ENVIADA ESPECIAL - BELO HORIZONTE - O Estado de S.Paulo
Embalado pela conquista de um lugar no segundo turno, o presidenciável tucano José Serra desembarcou ontem no segundo maior colégio eleitoral do Brasil para virar tributário do sucesso que o PSDB desfruta em Minas Gerais. Uma operação política recebida com uma contraproposta pelo tucanato mineiro: o compromisso de lançar o senador eleito Aécio Neves ao Planalto em 2014 e acabar com o fator previdenciário no cálculo das aposentadorias do INSS, instituído no governo FHC.
O que era, portanto, para ser apenas uma visita de pêsames ao recém-eleito senador, que acabara de perder o pai e ex-deputado Aécio Cunha, teve outra serventia e abriu espaço aos tucanos para falar do segundo turno da disputa presidencial e apresentar a conta política de Minas Gerais para virar o jogo favorável à adversária petista Dilma Rousseff.
Assim, além de preservar o projeto de poder de Minas, com Aécio Neves candidato à Presidência em 2014, o tucanato local quer que Serra mude a campanha e adote o figurino e o discurso de candidato da oposição. E mais: pedem ousadia na apresentação de propostas para mudar a vida do eleitor, a começar pelo fim do fator previdenciário.
Foi neste clima que o deputado estadual Domingos Sávio (PSDB-MG), no embalo das urnas que na véspera o promoveram a deputado federal, tomou o braço de Serra pela mão e desceu as escadas da Assembleia Legislativa de Minas, onde ocorria o velório de Aécio Cunha, e cochichou sua proposta: "O senhor tem de ir para a televisão e anunciar o fim do fator previdenciário. Se o senhor acabar com isto, antes que o PT o faça, a gente ganha a eleição".
Serra não disse nem que sim, nem que não. Ouviu com a atenção devida ao interlocutor que, sete meses atrás, arriscara uma campanha para que Aécio aceitasse ser seu vice na corrida sucessória, como forma de facilitar a vitória do PSDB sobre o PT de Lula e sua candidata.
O fator previdenciário é um sistema de desestímulo à aposentadoria precoce, uma vez que o INSS paga uma pensão maior ao aposentado que adiar a decisão de se aposentar. Nos primeiros dez anos de vigência, o método gerou economia para os cofres públicos calculada em R$ 10 bilhões. Caso seja extinto, a despesa deverá voltar a crescer.
Erro. Atento às abordagens, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aconselhava Serra a não repetir o erro que ele cometera em 2006, quando demorou para reiniciar a campanha do segundo turno contra o presidente Lula e acabou derrotado. "Aqueles dez dias que eu fiquei sem programa de televisão, desmobilizaram a campanha. Quanto mais rápido começar o horário eleitoral, melhor. Como o Brasil é muito grande, é preciso um mutirão, incorporando todo mundo", sugeriu.
O deputado estadual Carlos Mosconi (PSDB) acredita que um acordo simples político para preservar o projeto Aécio 2014 pode virar uma "onda maluca" a favor de Serra em Minas. "A força política do Aécio coloca o fim da reeleição na pauta", completa o segundo suplente do ex-governador no Senado, Tilden Santiago (PSB), que votou em Marina Silva (PV) no primeiro turno. "Se o Aécio me pedir para votar no Serra neste segundo turno, não terei como negar, mas é hora de o PSDB paulista se redimir e acabar com a reeleição", adverte Tilden.
Um tucano experiente adverte que Aécio pode fazer a diferença em Minas, mas com uma condição: "É preciso que haja uma tendência nacional favorável. E o clima positivo de virada prosseguirá, mas só o Serra pode dar início a isso, mostrando algo diferente. O que tem de haver é um discurso novo para o segundo turno".
"Precisamos passar a falar para os eleitores que nós não conseguimos atingir e que a Marina atingiu de maneira muito especial. Isto é fundamental", sugere o secretário-geral do PSDB e deputado federal mais votado de Minas Gerais, Rodrigo de Castro.
Para o presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito tucano de Conselheiro Lafaiete, José Milton Rocha, se quiser conquistar os mineiros neste segundo turno, Serra terá de encontrar um outro "mote de campanha, com apelo popular". Ele entende que será preciso, também, mudar "radicalmente" a postura e se assumir como candidato de oposição. "Para ganhar os prefeitos, ele vai ter de bater no que o PT tem de pior, que é a corrupção, com um discurso mais forte e mais firme", propõe. / COLABOROU EDUARDO KATTAH