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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Eles querem calar a imprensa, mas não vão conseguir!


O presidente do PT e o silêncio de ouro
É sempre previsível que um petista se entusiasme diante de sua torcida e cometa bravatas retóricas. O calor humano e o alarido da militância ajuda a multiplicar a valentia.
O próprio ex-presidente Lula, sangue, nervos e razão de ser do partido, reconheceu que fazia muito isso quando era oposição. (Quando era governo também, mas isso não foi objeto de suas considerações).
Dias atrás, falando a uma plateia partidária em Embu das Artes, o presidente do partido, ex-jornalista Rui Falcão, foi mais fundo do que já tinha ousado ir na carga de sua brigada ligeira contra a imprensa.
Colocou seu guardanapo ideológico na testa, deixou cair os eufemismos e foi direto ao ponto:
“(a mídia) é um poder que contrasta com o nosso governo desde a subida do (ex-presidente) Lula, e não contrasta só com o projeto político e econômico. Contrasta com o atual preconceito, ao fazer uma campanha fundamentalista como foi a campanha contra a companheira Dilma (nas eleições presidenciais de 2010).”
Em suas intervenções anteriores sobre o tema da regulamentação das comunicações, o presidente do PT sempre tomou o cuidado de ressaltar que se tratava da elaboração do marco regulatório para as comunicações previsto no texto constitucional e que isso não tinha nada a ver com controle de conteúdos.
Ao declarar que a mídia “contrasta” com o projeto político e econômico do governo,e que por isso o governo se preparava para “peitar” (a mídia) como tinha acabado e “peitar os bancos”, o presidente do PT cometeu um ato falho.
Deixou explícito que o partido não admite que a mídia “contraste” o governo. Considerando-se o significado da palavra (comparar,cotejar, ser contra ou opor-se a), Rui Falcão defendeu nada menos que a interdição do debate e da oposição.
Não “contrastar” o projeto político e econômico do governo deveria, portanto, tornar-se uma obrigação. Já vimos isso antes aqui e em outros lugares, não vimos?
Paulo Bernardo, ministro das Comunicações e dos panos quentes, correu a esclarecer que as opiniões do partido não têm nada a ver com as do governo e desautorizou a bravata do presidente de seu partido.
Rui Falcão deve saber disso melhor do que ninguém, mas nem por isso deixou de aproveitar a chance de jogar um pouco de gasolina na fogueira das milícias partidárias virtuais.
Essas milícias estão empenhadas em promover uma campanha de desmoralização da imprensa, para ver se conseguem envolvê-la na mesma lama dos acusados do mensalão, na tentativa de diminuir o impacto do julgamento que se aproxima.
Em vez de negar o crime, o que é uma tarefa difícil, tentam distribuí-lo igualmente entre todos, democratizando a lama.
Além de peitar os bancos, seria saudável se a presidente da República peitasse também o presidente do seu partido e deixasse claro que ela, como a maioria do País, prefere “o barulho da imprensa ao silêncio das ditaduras”.
Nesse caso, o silêncio do presidente do PT seria de ouro. 
Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

Fonte: blog do NOBLAT

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dilma 2012 - O fim está próximo

A luta continua

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo - 27 de outubro de 2010Em oito anos uma das marcas do governo Luiz Inácio da Silva foi a total falta de disposição para comprar brigas com este ou aquele setor em prol do bem coletivo. Para não se indispor com áreas que poderiam a vir lhe fazer falta nos momentos que realmente interessam - os eleitorais -, o presidente da República desistiu das reformas sindical, trabalhista, previdenciária, política e tributária.
Defendeu malfeitorias em público e precisou até desistir de seu plano de conquistar um terceiro mandato quando viu que o Senado não aprovaria e, se aprovasse, o Supremo Tribunal Federal não deixaria prosperar. Mudou, então, o plano e decidiu disputar por meio de interposta pessoa.
De um só propósito Lula e o PT não desistiram até hoje: de controlar os meios de comunicação. As tentativas têm a idade dos dois mandatos de Lula, mudam de feição, alteram o figurino, mas não abandonam o ringue.
O mais direto seria propor regras mediante as quais o governo federal exercesse controle sobre o conteúdo do que é divulgado nos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.
Mas, por aí o caminho está interditado. Há a acusação de censura e reação forte.
Tenta-se, então, montar um disfarce e construir um discurso de defesa da "democratização" dos meios de comunicação. A palavra de ordem é desconcentrar, romper a ação da "mídia monopolista". O objetivo, entretanto, é sempre o mesmo: controlar, fiscalizar, punir, pressionar.
Todas as iniciativas que surgiram até agora tiveram esse mesmo caráter: o conselho lá do início, aquele cuja proposta de criação o próprio Planalto se comprometeu a encaminhar ao Congresso, a Conferência de Comunicação, o Plano Nacional de Direitos Humanos 3, o programa do PT aprovado em congresso no início deste ano e agora essas iniciativas estaduais de montagem de conselhos controladores.
Claro que a exposição de motivos oficial não é essa assim tão dura. Apresentam-se como defensores da sociedade contra abusos e ilegalidades cometidas por revistas, rádios, jornais e televisões.
E para isso evidentemente o Estado precisa ter instrumentos de fiscalização sobre os conteúdos. Ora, aquela argumentação acima é falsa pelo seguinte: para coibir abusos há a Justiça, para controlar ilegalidades, também; para regular confiabilidade há a avaliação do público e para assegurar a multiplicidade há a concorrência.
Mas, como o que interessa de fato é o controle direto para assegurar o enquadramento na "linha justa" e a disseminação do mesmo tipo de pensamento para que se possa, assim, construir uma hegemonia social em torno de um projeto de poder, torna-se imprescindível criar os conselhos.
E, se não for de um jeito, vai de outro como o Poder Legislativo do Ceará fez e como os Poderes Executivos dos Estados da Bahia, Piauí e Alagoas propõem.
Os dois primeiros governados pelo PT, mas o último pelo PSDB que se diz contrário às ofensivas autoritárias, mas não se pronunciou a respeito da proposta feita pela Casa Civil do governo Teotônio Vilela Filho.
Nenhuma das ofensivas prosperou até hoje. Dificilmente prosperarão as novas, exatamente porque a imprensa está atenta (daí a contrariedade).
Mas convenhamos que é um atraso uma democracia que se pretende madura precisar ficar de vigília para que não lhe roubem a liberdade de pensar e de dizer.
Simplicidade. Pelo menos um dos políticos de muito destaque que procuraram Marina Silva em busca de apoio eleitoral no segundo turno, ouviu dela com todos os efes e erres que será candidata a presidente em 2014.
Como aposta em ser reconhecida como a alternativa à dicotomia entre PT e PSDB, Marina explicou que não poderia se associar agora a nenhum dos dois candidatos.
O interlocutor não insistiu, mas saiu se perguntando se Marina tem noção de que só nas asas do PV não chegará nem perto de seu intento.
Achou bonita, mas um tanto utópica a ideia dela de juntar o melhor do PT e o melhor do PSDB para governar.

A ARMADILHA DO CONTROLE

EDITORIAL - ZERO HORA (RS) - 26/10/2010
A nação volta a assistir a tentativas de impor controles e fiscalizações aos meios de comunicação, repetindo-se o processo de ameaças à liberdade de informação. A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou com o voto de todos os partidos a criação de um Conselho de Comunicação Social, nos termos que haviam sido propostos pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) de dezembro de 2009, organizada e aparelhada pelo governo federal. Essa conferência, com uma composição politicamente parcializada e sem a representação de segmentos decisivos dessa atividade, apenas reiterava propostas que, com os nomes de Conselho Federal de Jornalismo ou Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual, já haviam sido rejeitadas pela opinião pública, que via nelas tentativas de intrusão do Estado na delicada e imprescindível questão da liberdade de informar e ser informado.
A estratégia de assédio a essas liberdades parece agora ter sido desviada para os Estados. Além do Ceará, cuja conselho foi aprovado pela Assembleia e depende de sanção do governador, Estados como Piauí, Bahia e Alagoas debatem projetos de monitoramento da mídia. O caso do Ceará parece ser a primeira vitória dos que, dentro do partido do governo, advogam o controle social da mídia, vendo nessa vaga expressão uma espécie de chave para imprimir “aperfeiçoamentos” aos meios de comunicação e colocá-los “a serviço da população”. Trata-se de uma proposta evidentemente incoerente: a tutela sobre a imprensa e, portanto, a limitação de sua liberdade representam riscos para a democracia.
Com alguns equívocos mas com inúmeros acertos, a imprensa livre tem uma história bonita de serviço público, de fiscalização do poder e de revelação de abusos. Colocar esse dinamismo sob controles que frequentemente têm caráter partidário e ideológico não é o melhor caminho para aperfeiçoar uma atividade que é essencial às sociedades livres. Sem uma imprensa atuante, muitos dos escândalos recentes de que o país tomou conhecimento teriam permanecido subdimensionados e sem produzir os efeitos depuradores que só a divulgação é capaz de provocar.
A criação de estruturas de controle numa atividade como a da imprensa pode ser a própria negação da maior e mais efetiva das virtudes de jornais, rádios e televisões: sua independência e sua liberdade. Os episódios recentes de envolvimento do Estado nessa área, verificados, por exemplo, na Venezuela e na Argentina, não são promissores. A chamada “democratização” dos meios de comunicação tem sido utilizada como um eufemismo para impor controles, direcionar opções editoriais e domesticar as redações, o que evidentemente só interessa aos governantes que não gostam de ter seus atos abertos à opinião pública.
Por isso, é claramente justificável que os veículos de imprensa e suas organizações reajam às tentativas de, sob qualquer pretexto ou qualquer forma, impor controles e fiscalizações, atitudes que são vedadas constitucionalmente. A imprensa livre é uma conquista da sociedade. Ao resistirem às tentativas de serem tutelados, os meios de comunicação o fazem em nome e em defesa dessa mesma sociedade.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Uma questão de caráter - Lula tem?

Opinião - O Estado de S.Paulo - 22 de outubro de 2010 | 0h 00
Na reta final do segundo turno da eleição presidencial a baixaria se generaliza. É impossível determinar até que ponto o lamentável rebaixamento do nível do que deveria ser um debate político esclarecedor deve-se à ação direta dos comandos das campanhas.
Certamente, boa parte dessa guerra suja pode ser debitada à iniciativa irresponsável de militantes extremamente agressivos, de ambos os lados, que, principalmente pela internet, lançam mão das mais torpes mentiras para atacar os adversários. Mas há também o horário gratuito na mídia eletrônica, que nos últimos dias vem sendo usado cada vez mais para veicular ataques e acusações. E assim, tudo considerado, não há como eximir de culpa os responsáveis pela condução das campanhas. É tudo muito lamentável e a constatação a que se acaba chegando, com benevolência, é a de que este é, infelizmente, o tributo que se paga à imaturidade política e à fragilidade dos valores democráticos da sociedade brasileira - problemas que muitos julgavam já superados. Somos, portanto, todos responsáveis.
A responsabilidade, porém, deve ser atribuída com peso proporcional à importância de cada um dos atores da cena política. E é aí que assoma o triste papel que vem desempenhando - na verdade, desde sempre - o presidente da República. Lula, que é, reconhecidamente, quem dá o tom da campanha da candidata do PT, não hesita em partir para a agressão sempre que se vê contrariado. E não mede palavras quando parte para o ataque. Nada mais natural, portanto, que seu exemplo de agressividade seja seguido pelos militantes petistas. Até com agressão física, como a que ocorreu em Campo Grande, no Rio de Janeiro, contra o candidato tucano José Serra.
Depois do susto do primeiro turno, o homem que se considera o inventor do Brasil resolveu partir para o tudo ou nada contra aqueles que elegeu como seus principais inimigos: a oposição e a imprensa. Na verdade, ele gosta de achar que uma e outra são a mesma coisa, mas isso faz parte da tática de confundir para dominar.
Na entrega dos prêmios "As empresas mais admiradas do Brasil", ao qual compareceu a convite da revista semanal promotora do evento, Lula pontificou: "Enquanto a classe política não perder o medo da imprensa, a gente não vai ter liberdade de imprensa neste país. A covardia é muito grande." Pouco lisonjeiro para a "classe política", certamente. Mas qual será o significado real dessa exortação? Mais uma ameaça à imprensa que não lhe rende loas? De fato, Lula tem uma visão muito peculiar de qual deva ser o papel dos veículos de comunicação. Foto e exaltação a Dilma Rousseff na capa do jornal da CUT pode. Crítica ao PT na capa da revista Veja é "acinte à democracia e uma hipocrisia". A indignação do presidente parece resultar de que boa parte dos jornais, revistas, rádios e televisões se nega a atender ao pouco que ele pede: "A única coisa que quero que digam é a verdade. Sejam contra ou a favor, mas digam a verdade." Mas, quando cada um tem a sua própria verdade, Lula quer que fiquemos sempre com a dele.
Por exemplo, em comício realizado dias atrás em Goiânia, ao lado de sua escolhida para governar o Brasil, Lula ensinou: "Política a gente não pode fazer com ódio, com agressão. Ninguém aguenta mentira. Não tem nada pior do que um político mau caráter, alguém que não colocou um trilho na ferrovia dizer que ele fez a ferrovia", disse, referindo-se ao candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo.
Claro que não se dá conta de que, partindo para a xingação pura e simples, está liberando os seus "balilas" do Rio de Janeiro para a agressão física. Em caso algum se pode admitir que um presidente da República insulte adversários políticos do alto de um palanque eleitoral. No caso de Lula, porém, a coisa é mais grave, considerando-se que se cercando das companhias de que se cercou para constituir maioria no Congresso, que autoridade moral tem para acusar alguém de mau-caratismo?
Como cidadão, Luiz Inácio Lula da Silva tem o direito de tomar partido no processo de sua sucessão - até inventando, como fez, a candidata. Como presidente, tem o dever de se comportar com a dignidade e a moderação que seu cargo exige. Não faz isso, por uma questão de caráter.

domingo, 3 de outubro de 2010

A farsa desmontada em 35 segundos

02/10/2010 às 15:35 \ Direto ao Ponto
“A senhora é socialista?”, pergunta o repórter a Dilma Rousseff. “Sou”, confessa a entrevistada que aprendeu ainda na adolescência nos anos 60 que, no Brasil, “socialista” é o esconderijo vernacular em que se enfurna todo comunista. Em seguida, o jornalista quer saber se Dilma faz restrições à legislação sobre o aborto. Então, adoçando a segunda confissão com eufemismos como “descriminalização”, a chefe da Casa Civil revela que é a favor do aborto.
Se Dilma mantivesse o que disse há pouco mais de três anos na sabatina na Folha, a primeira resposta apenas atestaria que a candidata de Lula continua estacionada na metade do século passado. Como a ditadura militar acabou há muito tempo, ela pode defender sem sobressaltos a ditadura do proletariado. Também está liberada para permanecer distante da religião e discordar das concepções do Vaticano sobre a interrupção da gravidez. O que transforma o vídeo em prova do crime é a comparação entre o que disse e o que anda dizendo nesta temporada de caça ao voto.
Com duas respostas, a Dilma de verdade implode a metamorfose malandra forjada para transformar em democrata desde criancinha uma autoritária juramentada -- e apresentar como católica praticante alguém que nunca recitou a segunda parte do Salve Rainha. Os 35 segundos valem por uma biografia, 10 reportagens, 500 comícios. Dilma Rousseff mente até quando diz bom-dia. Se for vitoriosa na eleição, o Brasil não terá escolhido uma presidente. Terá optado pelo salto no escuro.

Fonte: Augusto Nunes

domingo, 26 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ainda não é claro qual o modelo?

Há um vídeo circulando pela internet, relativamente recente, provavelmente em algum encontro do Foro de São Paulo ou Foro Social Mundial. Lula e Dilma fazem parte do vídeo mas não se sabe se o evento é o mesmo.
O risco de tratar desse assunto e ser incompreendido é sempre grande. Como o brasileiro comum não tem conhecimento do que seja uma conspiração política, o tema perde a devida importância; normalmente é entendido na chave errada, como simples defesa de interesses e que, afinal de contas, todos devem fazer o mesmo. Mas uma oposição política tem o dever de saber.
Já povos que passaram por experiências políticas advindas de projetos subterrâneos que resultaram em regimes totalitários, como os russos e cubanos, possuem uma perspicácia realmente aguçada para perceber algo do gênero. Farejam as jogadas e movimentos do poder de longe, já possuem o léxico. Preâmbulo necessário: "Lá vem de novo a mesma teoria da conspiração", poderiam afirmar. Não sou eu quem está sugerindo que tudo foi uma conspiração. É o próprio Lula, já presidente da República, quem afirma que agiam em segredo, em 2003, na criação do Grupo de Amigos da Venezuela. Já é assunto bem sabido e documentado no "Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo São Paulo-SP, 02 de julho de 2005" "E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente" e mais adiante "Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política". A esfinge do momento histórico brasileiro é Lula. Quando nos subterrâneos dos Foros ele fala de revolução, esquerda, direita reacionária, sepultamento do capitalismo, é o Lula da ação. Quando na inauguração de um poste para candidato fala em lágrimas, alegrias, amor, futuro, é o Lula da esperança. O Lula da esperança é conhecido de todos. Passemos ao Lula do subterrâneo:
“A América Latina já conseguiu produzir uma revolução como a revolução cubana, que não é cubana mas é de todos nós (aplausos)”


Ele sabe que não pode falar isso no programa da Dilma. Ok, eles produziram a revolução cubana. Revoluções não são fáceis de serem produzidas, levam tempo e eles sabem o quanto isso custa em vidas alheias. Lula tinha 15 ou 16 anos nessa época, deve ter tido conhecimento do fato aos 18, 20 mas sente-se historicamente ligado à revolução cubana, que pretende dar continuidade. “Mas eu volto pra casa de Cuba e vou trabalhar em São Paulo no meu escritório e eu começo a ver coisas num país que é a oitava economia mundial que eu não vi em Cuba, que é pobre. Cuba perto do Brasil é muito pobre. Economicamente é pobre, financeiramente é pobre, industrialmente é pobre. O que é que Cuba tem mais do que nós? O povo cubano tem mais dignidade que a maioria dos povos da América Latina. (aplausos)” Essa história é conhecida. Os cubanos a conhecem profundamente. Os agentes do bem começam às vezes como combatentes em nome da dignidade alheia e terminam com perseguições políticas, mandando ao paredão os dissidentes, estabelecendo regime de partido único, como o PT admite desejar utilizando o termo “hegemonia”. Assista ao vídeo do Congresso do PT, produzido para a militância, para se familiarizar um pouco com o linguajar intra-muros. A mensagem parece clara: Fidel Castro trouxe a dignidade ao povo e a ele a devem os cubanos. Percebam que, para Lula, o povo cubano com dignidade é aquele que apóia os Castro. Antes de Castro, não havia dignidade, assim como o Brasil antes de Lula, cantado nos versos:
Meu Brasil novo
Brasil do povo
Que o Lula começou
Vai seguir com a Dilma
Com a nossa força
com o nosso amor
É dignidade partidária, de cabresto, independente da pessoa. Os cubanos que estão nos presídios por divergência de opinião, os jornalistas amordaçados e os milhares de cubanos assassinados ou que abandonaram a ilha por serem perseguidos pelo regime, obviamente não fazem parte dos cubanos dignos. Os indignos devem morrer, em greve de fome ou presos. No los queremos, como afirmou Fidel Castro. Difícil é entender a transmutação de bolsa governamental em dignidade. ‘Hoje tenho dignidade, recebo bolsa família’. É falsa dignidade e ainda mais, dependente do governo, como em Cuba. “Não pensem que eu vou à Cuba buscar modelo, não serve pra nós” Claro que não, em Cuba há praias maravilhosas, dizem. Em outro momento, Lula presidente afirma: “Eu e o Marco Aurélio [N.E. top-top Garcia], sobretudo, temos responsabilidade com a organização da esquerda na América Latina, porque criamos o Foro de São Paulo, e hoje, vários companheiros que assumiram a Presidência, eram companheiros do Foro de São Paulo, que participaram desde os anos 90. Então, como eu conheço toda essa gente, eu vou ficando otimista cada vez que eu vejo que a reunião andou um passo. De passo em passo, termina o meu mandato, vem outra pessoa, vai continuar dando passos, aí nós construiremos uma muralha da China aqui na América Latina.”
Muralha da China? Esse simbolismo isolacionista de “muro”, “muralha” também faz parte da história do século passado. Hummm. E também é de inspiração cubana, a ilha de dignidade. Ora, não é preciso que o modelo seja o mesmo, basta a inspiração. É o modelo mental dos dirigentes e do partido que gera o modelo político, amadurecido com e após a revolução cubana. Nós fizemos a revolução, disse Lula. Os meios são distintos mas o fim normalmente é o mesmo, ditadura de partido único e suas consequências. Ou então qual o motivo de se vangloriar com a revolução cubana? A inteligência política brasileira contrária ao projeto hegemônico petista não conseguiu acompanhar os passos do partido, seus símbolos e sua cultura subterrânea para poder prever os próximos lances, todos eles já cantados. Julgando-os de cima como toscos, vulgares, num péssimo português e brutamontes, foram engolidos. Ficando à reboque das ações do PT, contentando-se com a posição defensiva e de denúncia reiterada, tornou-se terrivelmente previsível ao inimigo político, que quanto mais agia na criminalidade, mais popular se tornava. Não se sabe ainda se a popularidade é advinda de simples ignorância, de pesquisas forjadas ou do senso de proteção que até os bandidos oferecem ao povo inerme. Quando nos anos 1990 o PT denunciava o que queria, ele não fazia apenas isso - como a oposição fez e faz hoje de forma tímida. Ele se articulava nos Foros de São Paulo para o momento do Grande Salto, o da destruição da ordem burguesa. Não digam que foram pegos de surpresa. Vinte anos não são vinte dias, como diria a vizinha patusca de Nelson Rodrigues.

Comentários 
Dom, 05 de setembro de 2010 19:31 (Agapito Costa) Senhor "Excelentissimo Presidente Lula". Por favor responda porque a "Dra Olga Herrera Marcos" foi a primeira mulher a ser fuzilada em Cuba, após Fidel assumir o domínio da ilha ? Será por falta de dignidade ?
Qua, 01 de setembro de 2010 17:04 (Agapito Costa) Senhor presidente Lula,saiba que mesmo antes de se consolidar a lei nº 859 que "Che" Guevara pronunciou em uma conferência na praça Central da Universidade, na qual, depois de expor o seu conceito unilateral, estreito e marxista da univesidade, teve o desplante de dizer: "A história da Universidade de Havana começa agora".Lembramos que o estatuto da Universidade autônomo assumiu "manu militar". A lei nº 917 de 31/12/1960, extingui a inamovibilidade dos professores, funcionários e técnicos das três Universidades de Havana. Na mesma data baixou-se a lei nº 916, que criou o conselho Superior das Universidades, composta de membros do partido comunista. Portanto senhor presidente assuma seu lado comunista e pare de fazer o papel ridiculo.
Qua, 01 de setembro de 2010 10:36 (Agapito Costa) Sabemos que a "Universidade de Havana foi fundada em 1728, e levou José Marti ao excelso conceito "Ser culto é o único modo de ser livre". Em 10 de março de 1952, Fulgêncio Batista voltou a escarnecer do povo cubano. Pergunta-se: Por que este foco de cultura foi barbaramente atacado por Fidel Castro, que nomeou para a "Universidade", o comandante comunista Rolando Cubela para presidente da Federação de Havana ? Presidente Lula, o que o senhor sabe da lei nº 859 baixada em 04 de agosto ? Diga-me por que 75% dos professores da referida Univesidade foram afastados, ou perseguidos ? Sendo o senhor um admirador do povo cubano esta na hora de saber sobre suas histórias.
Ter, 31 de agosto de 2010 10:52 (Agapito Costa) Infelizmente, em 35 as raízes deste flagelo não foram de tudo estripadas como deveriam. Repetimos o mesmo erro em 64.
Persistir no erro é burrice...
A árvore cresceu, os frutos do comunismo estão maduros prontos para serem colhidos. Não podemos repetir os mesmos erros; ou acordamos e vamos á luta, ou vamos sucumbir, por pura e simples covadia. E não digamos que foi falta de aviso.
Muito embora, no fundo dos meus pensamentos, acredito que só com ajuda do"REINO DO ALTÍSSIMO", poderemos reverter este quadro com menos sofrimento para o Brasil.2. Ter, 31 de agosto de 2010 05:07 (Quase ex-brasileiro)Por burrice arrogante, indolência e amor à frivolidade, o "maravilhoso" povo desta taba escolheu o seu destino: a servidão à canalhice.
Ter, 31 de agosto de 2010 01:20 (MACARTHUR) "O pior cego é aquele que não quer ver", já dizia o ditado. Assim está o povo brasileiro nos dias atuais. Cego pela ignorância, cego pelo comodismo e pela conveniência. Acordará apenas quando sentir a barriga roncar de fome, e tiver em mãos o cartão de racionamento de alimentos, ou quando ver seus filhos sendo executados por divergirem das diretrizes do Poder Central. Deus tenha compaixão de nós e que antes que isso ocorra, possa ocorrer algo que impeça a vitória desses canalhas que desejam apenas ver sangue correndo e transformar a vida em um inferno ! O pior de tudo é que nesse momento não há opção de escolha, pois todos os candidatos alinham-se com esse ideal maldito do Comunismo.
Fonte: midiaamais

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Gabeira adverte: "Dilma quis acabar com a ditadura militar e implantar a ditadura comunista"

A entrevista a seguir do deputado Fernando Gabeira, do PV, candidato ao governo do Rio de Janeiro, não é apenas honesta politicamente, mas é sobretudo uma confissão do tipo que a sra. Dilma Roussef não quer fazer de nenhum modo.
O editor tem insistido com vigor em dois pontos sobre o período obscuro da vida clandestina de Dilma Roussef, que cobre o período que vai dos seus 17 aos 30 anos, todo ele mergulhado nas sombras de uma luta armada de caráter comunista, como confirma o deputado Fernando Gabeira a seguir. Isto significa que a candidata do PT precisa abrir o jogo, confessar-se perante os eleitores, admitindo que errou ou reafirmando que agia corretamente em relação a dois pontos vitais:
1) A luta de Dilma Rousse na Colina e depois na VAR Palmares, não foi para derrubar a ditadura militar e restabelecer a democracia, mas para implantar a ditadura comunista, como admite Fernando Gabeira.
1) A ideologia seguida na época pela candidata do PT, não admitia e não admite o abraço simultâneo ao catolicismo e ao ateísmo, porque a ditadura do proletariado, dogma marxista, está casada com o dogma do materialismo histórico e dialético.
É muito desonesto, politicamente, fugir de respostas relevantes como as questões colocadas, como é mais desonesto ainda, politica, moral e eticamente, fazer-se passar pelo que não se é, visando enganar os eleitores.
LEIA a entrevista desta quarta-feira:
"Temos [eu e Dilma] um passado comum, mas existem diferenças no que foi a nossa atuação. Nós participamos dessa luta [contra a ditadura], mas com objetivos diferentes". disse Gabeira.
"Todos os principais ex-guerrilheiros que se lançam na luta política costumam dizer que estavam lutando pela democracia. Eu não tenho condições de dizer isso. Eu estava lutando contra a ditadura militar, mas, se você examinar o programa político que nos movia naquele momento, [ele] era voltado para uma ditadura do proletariado. Então, você não pode voltar atrás, corrigir seu passado e dizer que estava lutando pela democracia. Havia muita gente lutando pela democracia no Brasil, mas não os grupos armados, que tinham como programa esse processo de chegar à ditadura do proletariado. A luta armada não estava visando a democracia, pelo menos em seu programa", afirmou.
Gabeira também criticou a comparação, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre os presos políticos de Cuba e presos comuns brasileiros. "Outra diferença [entre Gabeira e os petistas] é que eu não tenho nenhuma condescendência com as ditaduras de esquerda."

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O mito da prosperidade na era petista

Alguém pode me responder se melhorou a segurança pública? Preciso comentar sobre isto? Não precisaria, a não ser para lembrar aos ainda desavisados que o PT é sócio das FARC no Foro de São Paulo.
Diante de tantos descalabros cometidos por Lula e seu partido (foi mesmo por um Fiat Elba que Collor caiu?), o povo, em acepção ampla, o que inclui também a classe empresarial, tem se sentido seguro por agarrar-se tão somente aos indicadores econômicos, por acreditar que Lula e a sua equipe têm se saído bem nesta área. Pois então, hoje, venho frustar as suas esperanças. Quem sabe assim entenderão que o oásis de sombra e água fresca que lhe é apresentado pelo governo com a cumplicidade de grande parte da mídia tradicional não resiste a um exame mínimo de lógica.
Trata-se de um crasso erro histórico a opção do nosso povo em abdicar alegremente dos seus preceitos morais, de sua dignidade e da liberdade para endossar as políticas econômicas do PT. Com efeito, não há como a população em geral não ter tido a mínima ciência dos passos deste partido imbuído do mais bem acabado projeto de conquista de um poder totalitarista, depois de tantos escândalos de corrupção, intervenção, golpes contra a ordem institucional (falo dos dossiês falsos, dos acessos a dados sigilosos e do acionamento do crime organizado para perpetrar atos terroristas em massa, como aconteceu em São Paulo em 2006 e recentemente) e investidas contra a propriedade privada e contra a liberdade de expressão.
Diante de tantos descalabros cometidos por Lula e seu partido (foi mesmo por um Fiat Elba que Collor caiu?), o povo, em acepção ampla, o que inclui também a classe empresarial, tem se sentido seguro por agarrar-se tão somente aos indicadores econômicos, por acreditar que Lula e a sua equipe têm se saído bem nesta área. Pois então, hoje, venho frustar as suas esperanças. Quem sabe assim entenderão que o oásis de sombra e água fresca que lhe é apresentado pelo governo com a cumplicidade de grande parte da mídia tradicional não resiste a um exame mínimo de lógica.
Para tanto, comecemos por nossa infra-estrutura: Temos oito anos de governo lulista, e neste tempo todo, nada - absolutamente nada - foi feito para melhorar as nossas estradas, as ferrovias, os portos e os aeroportos. Pelo contrário, no governo da estrela vermelha assistimos ao apagão aéreo, que perdura até hoje, e à tragédia anunciada dos desastres que causaram a morte de centenas de pessoas. E o que nos disseram com respeito a isto? "-Relaxa e goza!"
Com relação ao nosso sistema elétrico, testemunhamos a fragilidade de uma rede que não agüenta uma chuva, e o que tivemos como resposta, justamente desta que hoje se apresenta como candidata do continuísmo? "Ôôô querida, não vai ter apagão, só blecaute!". Pois saibam os meus compatriotas que na região metropolitana de Belém falta luz todos os dias, sendo que nas áreas um pouquinho mais afastadas o "blecaute" tem sido, em média, de dezoito a vinte horas diárias, segundo recente reportagem televisiva! Igualmente, tenho recebido comunicados de amigos de todo o Brasil, relatando que em suas respectivas localidades acontece o mesmo! De fato, o barramento está sobrecarregado de tal forma que os operadores se vêem na contingência de praticar o revezamento entre os bairros, com o especial cuidado de "caprichar" nos lugarejos mais pobres.
E quanto ao gás natural? O que o atual governo fez por todos nós? Além de ter entregado graciosamente cinco refinarias da Petrobras (não era pra ser um patrimônio dos brasileiros?) ao seu amigo cocaleiro e colega do Foro de São Paulo, concordou em aumentar estupidamente a tarifa do gás proveniente daquele país. E o que recebemos como resposta? "- o povo boliviano é pobre e precisa da nossa ajuda". Ué, o Sr Lula é presidente do Brasil ou da Bolívia?
Vamos resumir a interminável coleção das inaugurações de promessas? Recordemos do fiasco do biodiesel, da tv digital, da banda larga, do pré-sal, da obras da Copa e agora, do factóide trem-bala! Enquanto em outros países todas estas coisas existem, funcionam otimamente ou foram bem construídas e executadas, aqui batemos palmas e estouramos champanhe para o vento.
Passemos aos serviços típicos de estado: alguém pode me responder se melhorou a segurança pública? Preciso comentar sobre isto? Não precisaria, a não ser para lembrar aos ainda desavisados que o PT é sócio das FARC no Foro de São Paulo, e que tem agido consistentemente para a proteção e apoio àquela entidade narcoterrorista. Como um sócio de narcoguerrilheiros poderia ter interesse em acabar com o tráfico de drogas no Brasil, a principal causa da violência, ou melhor, da criminalidade?
Passemos à questão da educação: o que melhorou? Ainda somos o país mais burro do mundo, a empunhar a lanterna na popa. E tomem escândalos de corrupção envolvendo roubos de provas, vestibulares, concursos públicos e vazamentos de dados sigilosos.Na saúde, todos os dias, todos os dias, todos os dias, as notícias se repetem de gente morrendo nos corredores dos hospitais fétidos, e o que nos respondem? "- Que o sistema público de saúde beira à perfeição..."
Trago fatos de amplo conhecimento. Nada é novo. Assim, se todas estas coisas andam tão ruins, porque haveríamos de concluir que no estrito plano econômico vamos bem? Pois a resposta é que justamente estamos andando de ré.
Para tanto, recorro a levantamentos recentes amplamente divulgados pela imprensa que têm demonstrado que as nossas pautas de exportações gradativamente estão sendo caracterizadas pelo majoritário envio de commodities (minérios e produtos do agronegócio), em detrimento de bens industrializados com tecnologia agregada. Saliente-se que o governo, via MST e política indigenista, ao invés de estimular estes setores que ainda se mostram competitivos, concentra-se justamente em espicaçá-los. Então, de onde o mérito do Sr Lula e da candidata Dilma?
Com relação aos nossos parceiros, estamos perdendo o contato com as nações para as quais mantínhamos um tradicional comércio - inclusive de bens de maior valor agregado - para privilegiarmos a desleal China, aquela que logo no início do primeiro mandato do Supremo Apedeuta nos impingiu um embargo à soja que já estava embarcada, causando-nos um prejuízo de mais de quatrocentos milhões de reais, e isto, para ironia das ironias, logo depois do governo de Lula tê-la reconhecido como uma economia de livre-mercado. Quem se lembra daquela recorrente propaganda televisiva, logo no início do primeiro mandato petista, em que uma voz muito semelhante à do ator global Paulo José (será que a voz era mesmo dele?), aquele que só interpreta papéis de personagens abobalhados, anunciava a China como a nossa futura principal parceira comercial?
Quem diria! Depois de tanto esforço por diferentes governos rumo à industrialização, vêem logo os petistas para nos remeter ao status daquilo que eles sempre fizeram questão de criticar neste termos: "- o Brasil é uma grande fazenda!"..."-somos uma pátria de colonizados fornecedores de matéria-prima"...e assim por diante.
Por fim, mas sem esgotar, reitero o perigo do gradual abandono da única medida administrativa dos dois mandatos recentes: a responsabilidade fiscal. Com uma despesa que não pára de crescer, as impressoras já estão em aquecimento, e não tarda a um processo inflacionário vir corromper o poder de compra dos atuais salários e o valor dos produtos da exportação. Quiçá venha acompanhado de um colapso energético e dos transportes, estaremos bem fritos. E por tudo isto grossa parte da nossa gente ignora ou se faz de besta.
No cotejo com outras nações, quer sejam pequenas como o Uruguai, desenvolvidas como a Coréia do Sul ou os Estados Unidos, ou grandes como a China e a Índia, nossos índices de crescimento econômico têm se mantido sempre aquém. Portanto, cabe ao leitor perguntar a si próprio: temos crescido graças ao governo Lula ou apesar dele?

Não ao "dedazo" de Lula

Lula optou por uma auxiliar direta, sem projeto político ou experiência eleitoral, mas capaz de cumprir à risca suas determinações: Dilma Rousseff
Nas eleições de 1970, em pleno "milagre econômico", o partido do regime militar teve uma vitória arrasadora. Os eleitores votaram maciçamente na antiga Arena e por muito pouco o MDB, o partido de oposição criado por imposição da ditadura, não se autodissolveu. Estava em curso um projeto de "mexicanização" do país.
Na terra de Zapata e Pancho Villa, um "dedazo" do presidente da República indicava o candidato oficial e este era eleito por esmagadora maioria. E assim o Partido Revolucionário Institucional (PRI) se mantinha no poder, graças ao clientelismo, à corrupção e ao aparelhamento do Estado.
Com as devidas ressalvas, quatro décadas depois, estamos diante de situação semelhante. Um "dedazo" do presidente Lula, amparado por seus índices de popularidade e pelo prestígio popular de seu governo, ameaça transformar o maior patrimônio político da nação -o voto direto, secreto e universal- em mero ritual de legitimação da sucessão presidencial.
Sim, porque há dois anos o presidente da República abusa de todos os meios à sua disposição e de todas as pessoas sob sua influência para fazer o seu sucessor. Lula não escolheu nenhum líder petista calejado nas lutas políticas, como os petistas José Dirceu ou Antônio Palocci, que foram expelidos de seu governo por motivos éticos.
Muito menos um aliado, como o ex-ministro da Integração Nacional Ciro Gomes, cuja legenda lhe foi negada pelo PSB a pedido do próprio presidente da República. Optou por uma auxiliar direta, sem projeto político próprio ou experiência eleitoral, mas capaz de cumprir à risca suas determinações: a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Ex-militante da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares), Dilma nunca disputou uma eleição para chegar ao Executivo, jamais exerceu um mandato eletivo no Legislativo.
Chegou ao Palácio do Planalto por integrar a tecnoburocracia petista, na qual se destacou por coordenar com mão de ferro a equipe ministerial. Revelou-se o nome mais adequado para comandar um modelo de governo verticalizado, centralizador e dirigista-estatal.
Encarna um projeto de poder de longo prazo, alavancado pelo aparelhamento do Estado brasileiro, pela adoção de políticas sociais assistencialistas, por práticas eleitorais de clientela e alianças com velhas oligarquias.
No governo Lula, Dilma foi uma das responsáveis pela adoção de um novo tipo de intervenção do Estado na economia, graças a um pacto perverso entre o governo, com suas empresas públicas e fundos de pensão, e as grandes empreiteiras, grandes grupos exportadores e alguns bancos privados.
O risco de "mexicanização" do país tem nessa conexão entre o setor público e o grande capital monopolista sua mola-mestra, daí a origem da campanha eleitoral milionária do PT. Mas isso não para por aí. A aliança entre o PT e o PMDB, partido que controla o Congresso Nacional, é uma simbiose entre o aparelhamento do Estado e o clientelismo político, cuja inédita capilaridade alcança todos os municípios do brasileiros. É outra semelhança com o velho PRI.
O PT manipula os sindicatos, enquanto o PMDB controla a velha política municipal. Como enfrentar, então, essa ameaça?
Para enfrentar os problemas do câmbio do país, temos que desatrelar o governo dos bancos, das empreiteiras e dos oligopólios. A única maneira de evitar a "mexicanização" é a alternância de poder, ou seja, a eleição de um oposicionista para a Presidência da República.
No meu caso, apoio José Serra, um político capaz de barrar uma estratégia do presidente Lula para manter o PT no poder central pelas próximas décadas.
Roberto Freire, advogado, é presidente do PPS (Partido Popular Socialista) e candidato a deputado federal por São Paulo. Foi deputado federal e senador pelo PPS-PE.

  
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Represento 0,0000005% que não aprova este presidente!!

A caminho dos 99,9999985%

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca antes visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.
Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.
Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo.
Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição…
Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999985% você não passa.
Como você não é muito chegado em Aritmética, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999985% (o signatário do blog representa mais 0,0000005% e seu primo Sídney mais  ). Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% (e do signatário desse blog e seu primo Sidney) você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.
E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade…
dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo;
dos que detestam o trabalho e o estudo;
dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal;
dos que almejam os cabides de emprego e os cargos fantasmas;
dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos;
dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa;
dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados;
dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado;
dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família;
dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.
Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.
Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade.
Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.
Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?
Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.
Esse é seu legado maior: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis”. Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.
Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder.
Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.
Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.
A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?
Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor.
Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão.
Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho.
Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas.
Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante.
Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las.
Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.
Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.
Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.
Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.
Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma. Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.
Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.
Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?
A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.
Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.
Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?
É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.
Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente.
É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje… E, como se diz na França, “l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien”. ==>>Tradução Google Translater: O dinheiro é tudo, nos séculos em que os homens não fazem nada. Gilberto Geraldo Garbi


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PNDH3, PauloVanucchi, Dilma e a eleição 2010

A DECISÃO É SUA.
Outro dia, postei no twitter uma mensagem a pedido de um amigo, convidando para uma passeata a favor da democracia e contra a ditadura, no Rio de Janeiro. Logo fui interpelado. Me perguntaram a qual ditadura eu me referia e completou “enquanto vocês não incendiarem esse País, não sossegam. Não bastam os 20 anos da ditadura militar? Confesso que, após responder-lhe que somos contra qualquer tipo de autoritarismo, independente da ideologia que o motivar, confesso que esse questionamento não me saiu da cabeça. Tudo começou com o lançamento do PNDH3 e o que está por trás desse verdadeiro projeto de levar o Brasil para um regime de extrema esquerda e ainda retaliar os militares. Analisando atentamente o programa elaborado pelo Sr. Paulo Vanucchi cheguei a conclusão que além de querer desfigurar a democracia representativa, pretende interferir no Judiciário, na religiosidade de nosso povo, no direito à propriedade, na cultura popular , na família e ainda pretende impor censura à imprensa, liberação do aborto, adoção de filhos por casais homessexuais, alteração do estatuto do índio, intromissão em assuntos como nanotecnologia e transgenia, financiamento público de campanha e taxação de grandes fortunas. Como se não bastasse, a criação da comissão da verdade com revisão da Lei da Anistia para avaliar ato dos militares à época da ditadura, poupando os que roubaram, seqüestraram e mataram em nome do combate ao regime. O programa, pretenso defensor dos direitos humanos, naturalmente teve o conhecimento prévio do Presidente Lula e de sua candidata Dilma Rousseff não contribui em nada para o aprimoramento democrático, pelo contrário, leva o País perigosamente a caminho de um regime muito parecido com a República Bolivariana de Chávez, tornando-se na verdade um programa partidário e não para valorizar os ideais democráticos, porque se assim o fora, não se posicionaria contra qualquer resolução da ONU que reprovem os Direitos Humanos em países como Cuba , China e Venezuela.
Sentindo-se ameaçados, os militares, que a bem da verdade até então se ocupavam apenas de suas obrigações constitucionais, apoiados por segmentos mais conservadores começaram a se manifestar com mais ousadia, usando o velho argumento anti-comunista , da defesa da pátria , da família e da propriedade, num recado direto, de que não vão aceitar revanchismos e julgamentos a pretexto de passar a limpo a história, ainda mais porque não se fala em julgamento dos que os combateram.
O Partido dos Trabalhadores que na verdade não combateu a ditadura, pois sequer existia quando tudo começou e não tinha representatividade política importante quando terminou, tem a responsabilidade histórica de não tirar o Brasil da trilha da democracia que conquistamos , que permitiu que um operário chegasse à Presidência da República, não pode agora, através de sua ala mais radical, convulsionar o País, levando a retrocessos ou a ressuscitar sonhos socialistas já enterrados em todo o mundo.
Nossa jovem democracia chega em 2010 numa encruzilhada que nos aponta dois caminhos a seguir, o da social democracia progressista, com liberdade de imprensa, com respeito à propriedade, aos valores religiosos e culturais de nosso povo , a família e o pluripartidarismo. Um Estado justo que respeite a iniciativa privada e que se dedique principalmente à saúde, educação, segurança pública e programas de infra-estruturas necessárias ao crescimento, que mantenha a tradição de não ingerência e respeito à soberania das outras Nações ou o socialismo ultrapassado, estatizante e seguindo as normas preconizadas nesse famigerado PNDH3, com risco de levar o País a aventuras imprevisíveis e indesejadas. Fico com a primeira opção..
Postado por Marco Sobreira, sabado, 27/02/2010

Sua opinião esta sendo manipulada!

O MASSACRE MIDÁTICO CONTRA JOSÉ SERRA
Veja o vídeo!!

Em esplêndido artigo publicado na edição de ontem da Folha de São Paulo, o cientista político José Augusto Guilhon Albuquerque (Entre o erro e a torcida) apontou com propriedade os erros elementares na metodologia de pesquisa do Datafolha, que levaram o instituto, na semana passada, a apresentar larga margem de vantagem de Dilma Rousseff sobre José Serra. O autor foi muito elegante e irônico ao escolher as palavras. Não sublinhou apenas o erro metodológico, mas a "torcida". Eu digo: não é torcida, é propaganda da causa. É ação de má fé para com os brasileiros, tentando obstinada e deliberadamente enganar e conduzir os votos.
As pesquisas eleitorais no Brasil tornaram-se elemento importante na estratégia de campanha, transformando-se em agentes ativos do processo eleitoral como um todo, a começar pela definição dos apoios políticos, importantíssimos na reta final de campanha. Sem esses apoios regionais as candidaturas majoritárias têm muita dificuldade de falar com os eleitores distantes dos grandes centros. O eleitor isolado talvez nem esteja tão sujeito ao alarido provocado por elas, mas os cabos eleitorais, os caciques locais e, sobretudo, a mídia que gera notícia a partir de si mesma, em looping fabricado como um sonho replicando dentro de um sonho, libera grande energia contra a vontade soberana do eleitorado.
O que está senso feito é um gesto de engenharia de comunicação para manipular a consciência do público eleitor, de maneira deliberada e desonesta. Essa ação desleal e infame precisa ser denunciada não apenas porque acaba se tornando uma manipulação das eleições, mas porque retira da democracia a sua própria legitimidade. Chegamos ao estágio em que a vontade popular deixou de ser sujeito, soberana; quem manda agora na escolha dos governantes é o consórcio sórdido de sociólogos dos institutos e editores de jornais.
Por detrás de tudo o poder imenso da Presidência da República e seus faustosos recursos. E também a má índole dos que lá estão aboletados. Sua ânsia de se manter no poder não tem qualquer limite moral. Fazem o jogo do vale tudo. E os institutos, como o Datafolha, a troco de dinheiro e prestígio com o poder, são lenientes e coniventes com a pressão dos poderosos.
A edição de hoje da  Folha de São Paulo anunciou uma vantagem massacrante de Dilma Rousseff sobre José Serra, apoiada em nova pesquisa da sua coligada, o Datafolha. É veraz? Não creio. Penso que está em processo um movimento de "abafa" midiático para definir, ainda no primeiro turno, as eleições em favor de Dilma Rousseff. Esse tipo de ação tem muito a ver com um golpe de estado "soft", sem sangue, mas com a mesma eficácia de empolgar o poder de forma ilegítima e contra a vontade consciente do eleitorado, que acaba votando como zumbis.
Se as eleições fossem apuradas pelos pesquisadores do Datafolha Dilma Roussef estaria eleita no primeiro turno, com maioria qualificada.

  

 
  
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

PT investe contra liberdade de imprensa desde o começo do governo, diz PSDB

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), rebateu nesta sexta-feira as declarações do ministro Franklin Martins (Comunicação Social) de que o candidato José Serra (PSDB) "falta com a verdade" ao acusar o governo federal de cercear a liberdade de imprensa.
Guerra diz, em nota, que o PT tem investido contra a liberdade dos meios de comunicação de massa desde o início do governo Lula e expôs sua posição no primeiro programa de governo registrado pela candidata Dilma Rousseff (PT) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
"Se a imprensa no Brasil é livre e cumpre sua missão, deve isso não ao governo e a seu partido, o PT, mas à derrota e à rejeição das ameaças contra a liberdade de expressão expostas no Plano Nacional de Direitos Humanos III e no primeiro da série de programas de governo registrados pela candidata do PT."
Na nota, Guerra afirma que as conferências nacionais realizadas pelo PT no país propuseram o controle social da mídia e a criação de "instâncias punitivas para os que não se submetam aos seus ditames".
O tucano diz que Franklin Martins, jornalista, já manifestou publicamente seu "entusiasmo pelas teses que conspiram contra os fundamentos mais elementares" da sua profissão. "Sua nota, pois, desmente a si mesmo", afirma Guerra.
O presidente do PSDB disse que a declaração do ministro é "falsa e nociva" uma vez que as liberdades de imprensa e informação "não são dádivas de governo".
"São conquistas da sociedade brasileira, imperativos constitucionais indissociáveis do Estado Democrático de Direito. O PT tem investido contra elas desde o início do atual governo. As ações do ministro Franklin Martins as têm ameaçado desde o início de sua gestão", diz Guerra.
EMBATE
O ministro respondeu ontem em nota à acusação de Serra de que o governo tenta censurar a imprensa. "O candidato do PSDB a presidente da República, José Serra, acusou hoje o governo federal de cercear, constranger e censurar a imprensa. Trata-se de uma acusação grave e descabida, sem qualquer apoio nos fatos", diz o texto.
"A imprensa no Brasil é livre. Ela apura e deixa de apurar o que quer. Publica e deixa de publicar o que deseja. Opina e deixa de opinar sobre o que bem entende. Todos os brasileiros sabem disso", diz a nota.
A presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Tereza Cruvinel, também divulgou nota, em que diz que as declarações de Serra "não correspondem à atuação dos canais públicos da EBC". "[Serra] participou de uma série de entrevistas com presidenciáveis na TV Brasil, confirmando a observância dos princípios de isenção, apartidarismo e isonomia na cobertura", diz a nota.
Serra fez as declarações ontem ao participar de evento na ANJ (Associação Nacional de Jornais), no Rio de Janeiro.
20/08/2010 - 12h34 - GABRIELA GUERREIRO DE BRASÍLIA
Fonte: Folh.com 
  
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PT, IMPRENSA e Boris Casoy


O desabafo de Boris Casoy: "O PT pressionou a direção para me tirar da Record"
Boris Casoy, no comando do Jornal da Record, tem feito a cobertura mais incisiva da escândalo do "mensalão". Seus comentários ácidos, porém, já custaram caro para a emissora.
Nesta entrevista para Portal IMPRENSA, Casoy revela que o PT pressionou violentamente a direção da Record para que ele fosse demitido, chegando até a ameaçar cortar verba publicitária do canal.
IMPRENSA –Você sofreu muita pressão do governo e do PT?
Boris – Muita... Mas muita mesmo...No começo da administração do PT, pressionaram a direção violentamente para me tirar da Record. Ameaçaram cortar a publicidade. A diretoria me deixou a par o tempo todo
IMPRENSA – E isso acabou?
Boris – Acabou no dia 13 de fevereiro, quando aconteceu o caso Waldomiro.
IMPRENSA – Por que?
Boris – As razões da pressão eram as mais estúpidas possíveis. Eles me atacaram muito no caso do BANESTADO. E agora eu entendo porque... pelo menos eu suponho.
Fizeram um grande pressão...Não sei se a diretoria vai gostar... Queriam que eu não cobrisse mais o caso Celso Daniel. E olha que eu cobria de maneira absolutamente neutra. Eu não podia ligar o Roberto Texeira ao Lula. Nem dizer que era amigo do Lula.
IMPRENSA – Eles chegaram a te processar?
Boris – Não, porque não fiz acusação nenhuma. Eles, no começo do governo, não suportavam, por exemplo, que nós pusemos um debate do Congresso no ar, onde, ao invés de terminar com o PT, a discussão terminava com a oposição, com o Virgílio. Foram reclamações diárias. Diziam que eu era tucano.
"Eu não defendo o "Fora Lula" "
IMPRENSA –Em termos de verba publicitária, houve cortes? As fontes em Brasília secaram?
Boris – Houve ameaças. Em termos de fonte, tive que me virar, mas acho que todo mundo teve que se virar. Menos a Globo que teve todas as fontes. O presidente, na noite em que ele ganhou, disse: "Bom, eu preciso sair porque estão me esperando num outro compromisso", e ele saiu pra dar entrevista na Globo, sentou na mesa do "Jornal Nacional". Isso é um problema dele, virtude da Globo e incompetência nossa.
IMPRENSA – Sua relação com o governo melhorou?
Boris – Melhorou. Eu converso sempre com o Gushiken. Ele não é acessível, foi ele que me procurou. É uma pessoa de quem eu gosto.
IMPRENSA – Existem muitas coincidências entre o escândalo de 1992, que culminou no impeachment do Collor, e o escândalo do mensalão. Você acredita que essas denúncias podem derrubar o presidente Lula?
Boris – Existe uma diferença extremamente forte entre os dois processos. O Collor, em 1992, tinha rompido com praticamente com toda a elite brasileira. Já o Lula tem o apoio decidido das elites. Os interesses dos grupos que permeavam os dois processos políticos, eram opostos. O Collor havia desafiado os bancos, a FIESP, a indústria automobilística... Ele tinha contra si a elite brasileira. Aí apareceu o Pedro Collor, o motorista, e as coisas desandaram. Hoje, não há interesse da elite brasileira em prejudicar a administração do Lula.
IMPRENSA – Quando você fala em elites, você inclui os donos dos grandes meios de comunicação?
Boris – Não, eu estou falando na elite em geral. Os donos dos meios de comunicação na maioria são neutros.
IMPRENSA – Em 1997, FHC passou batido pela crise e se reelegeu. Aquela crise foi tão grave ou maior do que esta agora?
Boris – O Fernando Henrique estava muito bem blindado diante daquela crise. As figuras que estavam no front da crise eram menores. A habilidade dos "operadores do Fernando Henrique" também era maior do que a habilidade dos operadores do Lula.
IMPRENSA – Um argumento que tenho escutado de muitos petistas é que, se existe "mensalão" para comprar deputados, isso aconteceria em nome de um projeto político.
Boris – Eu vou avançar... Eu fui surpreendido, nos meus últimos 40 anos de jornalismo, por pessoas nas quais eu acreditava e, repentinamente, foram cercadas por um mar de corrupção. Como eu tinha conversas francas com essas pessoas, me sentia a vontade em questiona-las. E cheguei a seguinte conclusão: existe um mecanismo de auto-defesa, um sistema imunológico que supostamente protege o caráter de quem está fazendo isso. Todos eles, sem exceção, estavam usando essas armas da corrupção dizendo que não era para eles
De início, o dinheiro não é mesmo para uso pessoal, é para a campanha. Mas se cara tem milhões de dólares no exterior e vê que o filho está estudando em grupo escolar de quinta categoria da periferia de São Paulo, ele vai quer melhorar de escola. Se ele mora numa casa muito ruim, ele acaba achando que uma casa melhor vai melhorar a eficiência dele para poder trabalhar pelo bem. A partir disso, a consciência fica limpa.
O Jânio de Freitas disse outro dia que existe um projeto socialista por trás disso...Eu não acho nada disso. Eu vivo dizendo: "todos os partidos são iguais", inclusive o PT. Tudo começa com a campanha eleitoral.
IMPRENSA – Você acredita ideologicamente no PT?
Boris – Não. A máquina está lá, de boca aberta. É aquilo mesmo que o Jefferson disse, sobre a "síndrome da abstinência": ‘os pásssaros de biquinho aberto esperando a comida".
IMPRENSA – Será que só é possível construir uma maioria sólida no parlamento usando esse tipo de esquema?
Boris – O país precisa de uma reforma política. Não agora, porque seria apenas um socorro. É preciso que a reforma política não seja fatiada, mas sofisticada. O que não pode acontecer é o Brasil ter um presidente da república refém.
"Os operadores do FHC eram mais habilidosos que os de Lula"
IMPRENSA –Você acredita que existem indícios para que seja levantada a bandeira do "Fora Lula"?
Boris – Eu não vou falar em um "Fora Lula!", não defendo isso. Deve haver um processo em que as pessoas se convençam de que isso é verdade. Quando você fala em prova testemunhal, você fala em prova com valor jurídico. Então eu volto ao Collor, que foi absolvido em todos os processos Segundo a decisão da justiça, o Collor pode voltar moralmente para o Palácio do Planalto. O processo de impeachment é político. Tem nuances jurídicas, mas é político. Quer dizer: basta a maioria da CPI do Plenário estar convicta. Isso que aconteceu no tempo do Collor. Mas não tinha nenhuma firula jurídica, tipo perda de prazo. Nenhum cara esqueceu de por uma vírgula, não houve nenhuma prescrição. O processo é político e se dá dentro do parlamento.
IMPRENSA – Você acha que o Lula conseguiu se descolar da crise?
Boris – Ele é o presidente da república. Tem um passado correto, honesto. Não quero incriminá-lo. Mas existem algumas perguntas não respondidas. Se é verdade que o Roberto Jefferson falou alguma coisa sobre isso, por que o Lula não tomou nenhuma providência? Se ele tomou algumas providências legais, porque elas não apareceram até agora? Ele se omitiu? Ele não sabe o que se passa sob o nariz dele?".
IMPRENSA – Prevaricação?
Boris – Não, se ele não sabe o que se passa, ele é um incompetente.
IMPRENSA – Ou ele prevaricou ou ele é um incompetente?
Boris – Eu não vejo outra saída. Seria menos pior ser só incompetente. Eu acho que o governo está em pane. Você vê o que aconteceu...O Roberto Jefferson fez aquela ameaça e 48h depois o José Dirceu sai, sem que esteja escolhido seu sucessor. Eu não sei o que os olhos do Roberto Jefferson disseram naquela advertência. Não sei como o planalto recebeu. Eu sei que funcionou. Do jeito que foi feito, corroborou mais ainda: "Ué, porque que saiu?". Essa história de que o José Dirceu saiu pra poder se defender...Não existe melhor lugar para se defender do que na altura do poder. Vai se defender no congresso? Vai sair fazendo uma cruzada? Isso não tem um menor sentido. Ele saiu porque precisava sair. Eles estão blindando o Lula.
Boris – Claro que foi. E ele reconhece que foi. Como ele dizem: "quem está oposição faz bravatas".
IMPRENSA – Nesse caso, o PSDB está sendo mais responsável ou é tudo uma estratégia?
Boris – Eu não sei. Até esse instante, está sendo mais sério do que foi o PT. Não interessa paro PSDB, nesse instante, colocar em risco a democracia brasileira. Aliás, não interessa pra ninguém. Também o PSDB tem que olhar o entorno e ele é favorável ao governo Lula. Os números da economia são bons. A economia é a mesma que o PSDB fez. Os bancos estão com o Lula. Não estou dizendo isso de uma forma pejorativa, mas existem vários apoios que o Collor não tinha. O PSDB não pode também romper com todo mundo.
IMPRENSA – Chegaram a vir com aquela história de que você era do CCC?
Boris – Nunca fizeram ataque pessoal. Até porque muita gente que estava lá, sabe que era mentira
IMPRENSA - Você acha que o poder pode mudar o caráter das pessoas? O Zé Dirceu de hoje não parece o mesmo de antes?
Boris – Eu sempre tive uma relação respeitosa, boa com ele, apertei ele também, acho ele muito inteligente. Eu não sei se aconteceu. Mas o comportamento não é o mesmo. Houve gente que me disse, "Olha, vai ser um governo mais autoritário", gente ligado ao PT, gente que disse "você não sabe o que vai acontecer" e aconteceu, e eu não acreditava. Eu achei que iria ter uma certa camaradagem. Uma outra pessoa que não rompeu foi o Genoino.
"Lula tem o apoio das elites"
IMPRENSA – Com o Fernando Henrique era mais tranqüilo?
Boris – O Fernando Henrique tem uma visão diferente da imprensa. Tanto que nunca processou ninguém. Não reclamava, não pedia a cabeça. Nem o Collor, nem o Sarney, nem o Tancredo. O Tancredo me telefonava no jornal chorando pitangas, mas é normal. Diziam, "olha que manchete e tal".
IMPRENSA – Isso foi dito naquele filme "Entreatos", tem uma cena em que o José Dirceu diz "Tire esse cara daqui!", que era o cineasta, "não da para confiar em ninguém".
Boris – Eu soube disso, mas eu perdi esse filme. Agora, eu no começo pensei que essa era uma blindagem natural de quem ia ser presidente da república, mas o Fernando Henrique não era assim. Quando eu falo isso vão dizer que eu sou tucano.
IMPRENSA – Porque você acredita que o PSDB e o PT uma vez no poder eles preferem fazer acordo com a direita?
Boris – Do jeito que está, eles precisam fazer acordo com quem tem voto. Não tem outro jeito. Quando se fala na questão da maioria, eu sempre procuro me colocar na posição do cara. Porque sempre se diz "sai pra rua batendo, vai na praça e denuncia", e é função nossa falar isso. Agora o cara senta naquela cadeira, ele quer fazer alguma coisa. Eu acho que o Fernando Henrique, o Sarney, o Lula, eles possuem boa intenção. Ninguém está lá dizendo, "bom, quem é que eu vou estrepar hoje?", não existe isso. O cara quer marcar o nome dele na história. O Lula possui uma história muito bonita e tudo, ele quer coroar. Agora ele chega lá e vê aquele plano que ele mesmo classificou de 300 picaretas, porque ele conhece aquele lá, não são todos, tem uma minoria lá, nomes que se destacam e como é que o cara vai fazer? Ele fez aliança com quem ele pode. E eu não vejo mal nenhum em ele fazer aliança a direita, mas aí tem essa circunstância, não justifica, mas é assim, o cara fica refém. Ou então ele não governa e vão derrubar o cara. Vide o Jânio Quadros, o processo como culmina, como se materializa, é outra história, mas se materializa.
IMPRENSA – Na sua opinião vai acabar em pizza, em reeleição...?
Boris – Não sei, eu não tenho um prognóstico. Eu estou assustado. Eu sempre me assusto com esse processo. Quando ele começou a ocorrer com o Collor, o Ulysses não queria, dizia "olha, temos que tomar cuidado, os milicos podem voltar". Talvez essa coisa de dizer que é golpismo é mais pra assustar as pessoas. O PSDB nunca dá golpe. Nem é da matriz do PSDB, ele não tem nenhuma tendência autoritária.
IMPRENSA – Agora, o PT tem uma capacidade maior em aumentar as crises?
Boris – A crise surgiu dentro da base governamental, o Roberto Jefferson não teve uma palha movida pela oposição. O congresso estava paralisado pelo próprio PT. O PT elegeu o próprio Severino. Começou com o Severino, onde é que já se viu perder uma eleição para presidente da Câmara tendo maioria e ainda com o descontentamento do pessoal fisiológico e também não-fisiológico, que concorre com os fisiológicos, que precisa se eleger. Eu acho que PT não deu a devida atenção à base parlamentar e se afastou da sua base social.