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terça-feira, 16 de agosto de 2011

De chão de fábrica a dona do mundo!

Já pensou como será a China do futuro?

Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões… A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas… Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios…. estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a…

Horas extraordinárias? Na China…? Esqueça !!! O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso…

Atrás dessa “postura” está a grande armadilha chinesa. Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia ” de poder” para ganhar o mercado ocidental . Os chineses estão tirando proveito da atitude dos ‘marqueteiros’ ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela “agrega de valor”: a marca.

Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto “made in USA”. É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense.

As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares… Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço. Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que pode-se chamar de “estratégia preçonhenta”.

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo. Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designs…suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.

Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um “choque da manufatura”, como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais. Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês. Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo. Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda, terá o monopólio da produção .

Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos é quem vai regular os mercados e não os “preçonhentos”. Iremos, nós e os nossos filhos,netos… assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica… chinesa.

Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde. Nesse dia, os executivos “preçonhentos” olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados. E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando “balatinho dos esclavos” chineses, vendendo caro suas “marcas-grifes “aos seus conterrâneos.

E então, entristecidos, abrirão suas “marmitas” e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas…

Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação

Fonte: tribunadaimprensac.om.br

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O governo, qualquer governo, faz mal à imprensa. A imprensa, toda a imprensa, faz bem ao governo

O governo, qualquer governo, faz mal à imprensa. A imprensa, toda a imprensa, faz bem ao governo – principalmente quando critica. Governo não precisa do ‘sim’ da imprensa. Governo evolui com o ‘não’ da imprensa.
A proximidade da imprensa com o governo abafa, distorce o jornalismo. A distância entre governo e imprensa é conveniente para ambos, útil para a sociedade e saudável para a verdade. Jornalismo é tudo aquilo de que o governo não gosta. Tudo aquilo de que o governo gosta é propaganda. A imprensa, numa definição mais simples, deve ser o fiscal do poder e a voz do povo. Com o estrito cuidado para não inverter essa equação.

Todas as afirmações acima foram feitas em 9 de maio passado, na Universidade de Brasília (UnB), pelo jornalista que assina este artigo. Elas contrariam, na essência, tudo o que Luiz Inácio Lula da Silva praticou e pregou em seus 8 anos como presidente, no campo atritado das relações entre seu governo e a mídia. Este sentimento belicoso foi oficializado numa longa conversa com a revista piauí, em janeiro de 2009, quando confessou que não lia jornais, revistas, blogs ou sites. E explicou que não era por falta de tempo: “É porque eu tenho problema de azia”, explicou Lula a Mário Sérgio Conti, diretor da revista.
Erros apontados pela imprensa levaram Dilma a desencadear assepsia no governo
Pois tudo mudou com sua sucessora, Dilma Rousseff, que demonstra ter um fígado bem mais saudável. A presidente mostrou isso logo na noite de sua vitória na eleição de outubro de 2010, ao exibir um vigor hepático e uma face simpática impensáveis no seu antecessor: “Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. As críticas do jornalismo livre ajudam ao país e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório”, enunciou Dilma, pilotando um cavalo-de-pau que revertia toda a orientação emanada até então pelo Palácio do Planalto. E não era só discurso.

Dilma, como todo mundo sabe, lê jornais e revistas, vê TV e navega na Internet. Chamou duas mulheres — Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti — para recompor seu entorno palaciano, sem consultar o PT, e limitou-se a participar sua decisão a Lula, sem consultá-lo previamente. A celeridade do bisturi de Dilma, que cortou fundo a partir das manchetes e revelações de fim de semana da imprensa, desconcertou os partidos da base aliada e assustou o PT, habituado ao estilo manhoso e lerdo de Lula. A ensaiada retaliação dos partidos aliados esmaeceu diante do efeito positivo da ação presidencial junto à opinião pública, desacostumada a ver pronta reação do Planalto aos desvios evidentes de altos funcionários. Com Lula, tudo se ajeitava

Com Lula, tudo se ajeitava.

Pegos em flagrante delito, até os aloprados ganhavam o conforto do colo presidencial. Quando explodiu o Mensalão, o maior escândalo de seu governo, em 2005, Lula reagiu com a rigidez de uma gelatina. A primeira reação, instintiva, foi declarar-se traído. Depois, pensando melhor, alegou que não sabia de nada do que ocorria nos gabinetes contíguos ao seu, no Planalto. Por fim, desdenhou, com a versão de que era tudo caixa 2, financiamento clandestino de campanha eleitoral, pecado que todos os partidos sempre cometeram, disse Lula, ecoando a esperta defesa de Delúbio Soares, o tesoureiro do PT que centralizava o esquema do Mensalão.

Dois procuradores-gerais da República – Antônio Fernando de Souza e Roberto Gurgel – e a unanimidade do Supremo Tribunal Federal reconheceram o Mensalão que Lula desconhecia: os procuradores denunciaram e o Supremo aceitou a denúncia contra 40 mensaleiros, muitos deles amigos e companheiros próximos ao presidente. A começar por José Dirceu, o poderoso chefe da Casa Civil de Lula, acatado na denúncia ao STF como chefe da quadrilha, lindeiro de gabinete com Lula no Planalto e na intimidade do poder.

Este sonso álibi de Lula foi desmentido justamente por um dos jornalistas que ele mais respeita, Ricardo Kotscho, seu ex-secretário de imprensa. Comentando a azeda entrevista à piauí, Kotscho escreveu em seu blog: “[Lula] é um dos caras mais bem informados que conheço por um simples e bom motivo: conversa o tempo todo com todo tipo de gente e vai filtrando as informações que podem ser úteis para a sua tomada de decisões. Em vez de ler o que fulano disse na imprensa, chama o fulano e conversa diretamente com ele, quer dizer, não recebe informações de segunda mão, mas direto da fonte”.

É difícil acreditar, portanto, que um cara tão bem informado, com tanta conversa como Lula, pudesse ser iludido por tanta gente, durante tanto tempo, sobre o insinuante Mensalão.

O sepultamento da ideia de “controle social” da mídia

Coincidência ou não, em 2009, a partir da Conferência Nacional de Comunicação, convocada por decreto de Lula, começou a sobrevoar o país o fantasma de um certo “Conselho Federal de Comunicação”, que entre outras atribuições teria o poder de “orientar, fiscalizar e monitorar” a imprensa, a pretexto de um “controle social” da mídia. A reação desatada colocou a proposta em banho-maria, que se evaporou com o final do governo Lula.

Os últimos vapores desta sulfúrica ideia se diluíram neste final de semana. Nem o PT defende mais a sugestão de um conselho federal para a mídia. A executiva nacional do partido, reunida no Rio de Janeiro, defendeu um caminho oposto: a ampliação da liberdade de expressão no país, para “repudiar e impedir qualquer tipo de censura”. Exatamente o contrário do ameaçador Conselho Federal de Comunicação, que nem foi citado no texto da resolução política aprovada pelo conselho supremo do PT e divulgada oficialmente neste domingo, 7.

Redirecionado para os novos tempos de Dilma Rousseff — uma presidente que prefere o barulho de uma imprensa livre e as críticas de um jornalismo que aponta erros e traz o necessário contraditório –, o PT começa a deixar o desvio da intolerância e resgata uma bandeira que havia desfraldado em sua fundação, 31 anos atrás.

O PT, como Dilma, abandonou Lula à sua própria azia

Fonte: veja.abril.com

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Carregando o Elefante – Como Transformar o Brasil no país mais rico do mundo

Encontra-se disponível para download o livro Carregando o Elefante - Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo, de Alexandre Ostrowiecki e Renato Feder. De forma didática, os autores se propõe a apresentar os fatores que emperram o crescimento do país, propondo também reformas nos mais diversos campos: político, econômico, educacional, carcerário, empregatício, etc. Entre outras propostas, falam da necessidade de uma reforma constitucional, da privatização de vários serviços hoje garantidos pelo governo e do voto distrital que permite aos eleitores conhecer melhor os candidatos de sua respectiva região, estando aptos a cobrar dos mesmos mais resultados.
De acordo com a obra, essas condições são imprescindíveis para o governo cumprir de fato seus quatro papéis fundamentais: garantir as liberdades individuais, manter a ordem, proteger pessoas contra a miséria absoluta e garantir qualidade na educação das crianças. Como exemplo de que é possível mudar o Brasil, citam a Irlanda, que até a alguns anos atrás era um dos países mais pobres da Europa, passou por profundas reformas, e hoje é uma das nações com maior índice de crescimento econômico do continente europeu.

Para assistir um o resumo de alguns pontos do livro, clique aqui. Para baixar o livro, clique aqui.

Fonte: contraocorodoscontentes.blogspot

Camarote cósmico Dora Kramer

Terça-feira, Agosto 02, 2011 - Dora Kramer - O Estado de S. Paulo - 02/08/2011

Oposição, numa concepção celebrada pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva, é um conjunto de seres mal-intencionados residentes em uma espécie de camarote cósmico de onde observam a cena e torcem impunemente pelo quanto pior, melhor. No caso de o País afundar, os oposicionistas não teriam o que temer, pois estariam imunes aos efeitos do desastre pela simples razão de que têm posição política, pensamentos e modo diferente de ver as coisas em relação aos que momentaneamente ocupam o poder. Por essa visão, só governistas vão ao supermercado. Só eles pagam mensalidades escolares, são usuários de serviços, compram roupas, pagam contas de luz, água, gás, condomínio, telefone, TV a cabo e internet. Outro dia em mais um de seus discursos baseados em argumentos da "quase-lógica do senso comum" apontada já nos primórdios do primeiro mandato pela cientista política Luciana Veiga, Lula exortou a plateia a considerar "mentira" qualquer coisa que digam seus adversários porque, segundo ele, torcem para que a inflação volte furiosa e o desemprego vá à estratosfera. Desse modo, teriam caldo de cultura para fomentar ambiente desfavorável ao governo e construir um discurso eleitoral eficaz. Dito assim até faz sentido, mas na prática as coisas não funcionam de maneira tão simples. Às vezes, quanto mais difícil é a situação, mais medo o eleitor tem de mudar o leme de mãos. Um exemplo disso aconteceu em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso se preparava para disputar a reeleição e as crises internacionais sucessivas não apontavam para um cenário eleitoral favorável ao governo. Isso durante os primeiros meses daquele ano. FH acabou vencendo outra vez em primeiro turno justamente porque o eleitorado preferiu não arriscar, reconhecendo no governo e não na oposição, mais capacidade de lidar com as dificuldades. Ademais, quando a coisa aperta sobra para todo mundo. Muito mais até para quem porventura venha a suceder a um governo de fracassos, porque perde tempo na reconstrução antes de conseguir começar a realizar. Se torcida tivesse poder de fazer acontecer, o Plano Real teria dado errado, o Brasil ainda estaria às voltas com a hiperinflação, os mais pobres continuariam a pagar a conta da subida diária de preços e o Brasil ainda estaria condenado ao isolamento mundial. Felizmente, tudo saiu bem melhor que a encomenda contratada pelo PT quando era oposição. Na época atuava na base do quanto pior, melhor. Essa régua Lula usa para medir seus adversários de novo agora quando retoma a campanha para fortalecer seus partido em 2012 nos municípios e aumentar o capital para disputar com Dilma ou consigo mesmo a Presidência em 2014. Graças ao fato de que torcida contra não faz verão, o PT pôde governar com relativa tranquilidade, incorporar como suas realizações sedimentadas ao longo dos quase 20 anos desde a redemocratização e até avançar no quesito inclusão social. Na tentativa de desqualificar o contraditório chamando de "mentirosas" todas as críticas, na prática acusando os adversários do grave crime de lesa-pátria na medida em que seriam todos arautos do caos, Lula falta com a verdade e calunia uma parcela da opinião pública e política do País que, como em toda democracia, exercita a discordância. Durante seus oito anos de governo e, ao que tudo indica também agora com Dilma Rousseff, o PT teve a oposição mais amena com a qual jamais poderia sonhar. Nem sempre isso funcionou para o bem. Fez mal quando permitiu que se consolidasse a falta de ética como hábito. Sempre que pôde, o PT zombou da ineficácia, da desarticulação e do medo que os oposicionistas têm da popularidade de Lula e de sua falta de pudor de aniquilar moralmente quem lhe faz oposição em suas diatribes de palanque. Buscando sempre mostrar que oposicionistas são brasileiros de segunda classe, insidiosos conspiradores a quem a população não deve dar ouvidos, a fim de que não se corra o risco de quebrar a hegemonia das forças representadas pelo PT, PMDB, PTB, PR e companhia, com Lula à frente como se fora o detentor do monopólio do bem.

Fonte: arquivoetc.blogspot.com

domingo, 24 de julho de 2011

Precisamos de educação diferente de acordo com a classe social

Gustavo Ioschpe

NASCE UMA LEI - A sugestão que fiz em VEJA recebeu grande acolhimento e deu origem a dois projetos de lei, de autoria dos deputados Edmar Arruda e Ronaldo Caiado, que já chegaram à Comissão de Educação da Câmara, na qual serão relatados por Lelo Coimbra (Eraldo Peres/AP)

No fim do artigo do mês passado, lancei aos nossos congressistas uma sugestão: que façam uma lei determinando que toda escola pública coloque uma placa de boa visibilidade na entrada principal com o seu Ideb. A lógica é simples. Em primeiro lugar, todo cidadão tem o direito de saber a qualidade da escola que seu filho frequenta. Hoje, esse dado está "escondido" em um site do Ministério da Educação. É irrazoável achar que um pai que nem sabe o que é o Ideb vá encontrar esse site. Já que o dado existe e é de grande relevância para a vida do aluno e de sua família, não vejo nenhuma razão pela qual ele não seja divulgado para valer. Em segundo lugar, acredito que essa divulgação pode colaborar para quebrar a inércia da sociedade brasileira em relação às nossas escolas. Essa inércia está ancorada em uma mentira: a de que elas são boas. Os pais de nossos alunos, tanto das instituições públicas quanto das particulares, acham (em sua maioria) que a escola de seus filhos é muito melhor do que ela realmente é (em outra oportunidade falarei sobre as escolas particulares). Não é possível esperar uma mobilização da sociedade em prol da educação enquanto houver esse engano. Ninguém se indigna nem se mobiliza para combater algo que lhe parece estar bem. E não acho que seja possível a aprovação de qualquer reforma importante enquanto a sociedade não respaldar projetos de mudança, que hoje são sempre enterrados pelas pressões corporativistas.

A sugestão desencadeou dois movimentos rápidos, enérgicos e antagônicos. Por um lado, houve grande acolhimento da ideia entre os reformistas. Ela deu origem a dois projetos de lei no Congresso, dos deputados Edmar Arruda e Ronaldo Caiado, que já chegaram à Comissão de Educação da Câmara, na qual serão relatados por Lelo Coimbra. Já foi aprovada como lei municipal em Teresina, em projeto de Ronney Lustosa, e tramita como lei estadual no Piauí e em Mato Grosso. Está em discussão em outras cidades, entre elas São Paulo, onde o vereador Floriano Pesaro e o secretário de Educação, Alexandre Schneider, desenvolvem o projeto de lei. Depois que lancei a ideia nas páginas de Veja, vários veículos de mídia já a apoiaram: a Folha de S.Paulo, o Grupo RBS, o Grupo ORM e o jornal O Globo. Nizan Guanaes cedeu o talento do seu Grupo ABC para trabalhar na formatação gráfica e na normatização da placa.

Ao mesmo tempo, a proposta vem sofrendo resistências. As críticas são interessantes: escancaram uma visão amplamente difundida sobre os nossos problemas educacionais que não podemos mais ignorar ou tentar contornar. Precisam ser endereçadas. São compartilhadas por gente em governos, na academia, por jornalistas e ongueiros. É uma mistificação inclusiva, que acolhe pessoas de todas as idades, geografias, níveis de renda e intelectual.
Disporia essa visão em três grupos, que postulam o seguinte: 1. para o aluno pobre, o objetivo principal é estar na escola; se aprender, é um bônus; 2. a finalidade da escola deve ser o bem-estar do professor; 3. é impossível esperar que o aluno pobre, que mora na periferia e vem de família desestruturada, aprenda o mesmo que o de classe média ou alta. Claro, ninguém diz isso abertamente, mas é o corolário do seu pensamento. Vejamos exemplos.

Grupo 1: o secretário da Educação do Rio Grande do Sul, José Clovis de Azevedo, declarou, em evento oficial em que falou como palestrante, a respeito de uma escola que tem o mais baixo Ideb de uma cidade da Grande Porto Alegre, que "o importante dessa escola não é o Ideb, mas o fato de ser uma escola inclusiva", pois recebe alunos de áreas de baixa renda etc. Essa é apenas uma manifestação mais tosca e descarada de um sentimento que você já deve ter encontrado em uma roda de conversa quando, por exemplo, alguém defende a escola de tempo integral porque tira a criança da rua ou do contato com seus amigos e familiares. É como se os pobres fossem bárbaros e a função da escola fosse civilizar a bugrada. O próprio MEC utiliza o conceito de "qualidade social" da educação, em contraposição a "qualidade total", esta última representada pelo apren-dizado dos alunos. Não conheço nenhuma definição acurada e objetiva do que seria essa "qualidade social", então utilizo a de um site da UFBA: "A Qualidade Social da Educação Escolar, para o contexto capitalista global em que se encontram nossas escolas, diz respeito ao seu desempenho enquanto colaboradora na construção de uma sociedade mais inclusiva, solidária e justa". A minha visão de educação é de que a inclusão social se dará justamente por meio do aprendizado dos conteúdos e das competências de que esse jovem precisará para ter uma vida produtiva em sociedade: todas as pesquisas indicam que gente mais (e bem) instruída recebe maiores salários, e é através desse ganho de renda que as populações marginalizadas se integrarão aos setores não marginalizados da sociedade e romperão o ciclo secular de pobreza e exclusão. Acho criminoso contrapor essa "qualidade social" ao aprendizado ou usá-la como substituição deste, porque sob nenhuma condição o ignorante e despreparado poderá triunfar no mundo real. Muitos educadores acham que seu papel é suprir as carências - de afeto, higiene, valores de vida etc. - manifestadas pelos alunos. Podem não conseguir alfabetizá-los ou ensinar-lhes a tabuada, mas "a educação é muito mais que isso", e há uma grande vantagem: o "muito mais que isso" não é mensurável e ninguém pode dizer se a escola está fracassando ou tendo êxito nessa sua autocriada missão.

Outra secretária, Rosa Neide, de Mato Grosso, é boa representante do grupo 2. Ao comentar a proposta de lei em palestra recente, Rosa afirmou ser contrária a ela, pois sua aprovação traria grande dificuldade à secretaria, que se veria atolada de pedidos de alunos de escolas ruins querendo ir para escolas boas, e também causaria grande estigma aos professores das escolas ruins. É uma visão ecoada por muita gente boa que, sempre que ouve alguma medida da área educacional, se pergunta como isso impactaria seus profissionais. Parte das pessoas que pensam assim o faz por cálculo político: quer ficar "bem na foto" com os "coitados" professores, ou pelo menos não tomar as bordoadas destinadas àqueles que não se submetem à sua cartilha. Parte o faz por reflexo espontâneo: a discussão sobre o tema no Brasil foi de tal maneira dominada, nas últimas décadas, pelas corporações de seus profissionais que eles se tornaram nossa preocupação número 1. Ouvimos a todo instante sobre a necessidade de "valorizar o magistério" e "recuperar a dignidade do professor", que é um adulto, que escolheu a profissão que quis trilhar e é pago para exercê-la. Apesar de o aluno ser uma criança e de ser obrigado por lei a cursar a escola, nunca vi ninguém falando na valorização do alunado ou na recuperação de sua dignidade. Por isso, faz-se necessário dizer o óbvio: a educação existe para o aluno. O bom professor (assim como o diretor e os demais funcionários) é uma ferramenta - importantíssima - para o aprendizado. Mas ele é um meio, não um fim em si. Se o professor estiver satisfeito e motivado e o aluno ainda assim não aprender, a escola fracassou. O lócus das nossas preocupações deve ser, em primeiro lugar, o aluno. Em segundo, o aluno. E em terceiro, aí sim... o aluno.

Mas sem dúvida a oposição mais comum vem dos membros do grupo 3, que usam a seguinte palavra mágica: contextualizar. Escreve Pilar Lacerda, secretária da Educação Básica do MEC: "Divulgar o Ideb é necessário. Mas o contexto onde está a escola faz muita diferença nos resultados. Por isso é perigoso (sic) uma comparação ‘fria’ dos resultados". Quer dizer: não é possível avaliar a escola de alunos pobres e ricos da mesma maneira. Não se pode esperar que pobres aprendam o mesmo que ricos, por causa da influência do meio sobre o aprendizado. De forma que colocar uma placa com o aprendizado em uma escola sem atentar para o contexto social em que ela está inserida seria dar uma falsa impressão da verdadeira qualidade daquela escola e do esforço de seus profissionais. Essa visão é caudatária de um mal que acomete grande parte dos nossos compatriotas: o de achar que o esforço importa mais que o resultado. Ela pode dar algum conforto para os tropeços que alguém sofre em sua vida pessoal, mas na vida pública de um país, especialmente quando lidamos com gente com dificuldades, acho que devemos ser radicais: o esforço é absolutamente irrelevante, só o que importa é o resultado. Nesse caso, o aprendizado dos alunos. Tanto para o aluno quanto para o país. Porque aquele aluno, quando sair da escola e for buscar um emprego, não vai poder dizer: "Eu não sei a tabuada, não falo inglês nem sei o que é o pretérito imperfeito, mas o senhor deveria me contratar, porque eu nasci numa favela, meu pai me abandonou quando eu tinha 2 anos". Da mesma forma, se exportarmos um produto mais caro e de menor qualidade que seus concorrentes, não poderemos esperar que o consumidor final decida comprar o nosso produto por ele conter uma etiqueta que diga: "Atenção, produto fabricado em país que só aboliu a escravidão em 1888 e foi vitimado por secular colonialismo predatório". O que importa é aquilo que o aluno aprende. É mais difícil fazer com que esse aluno, nesse contexto, aprenda o mesmo que outro de boa família? Sem dúvida! Mas o que precisamos fazer é encarar o problema e encontrar maneiras de resolvê-lo. O problema dessas escolas não é como os seus resultados ruins são divulgados, se serão servidos frios, quentes ou mornos: o problema são os resultados! E, quando começamos a querer escamotear a realidade, a aceitar desculpas, quem sofre é o aluno. Dados do questionário do professor da penúltima Prova Brasil tabulados pelo economista Ernesto Faria para a revista Educação mostram que mais de 80% dos mestres dizem que o baixo aprendizado "é decorrente do meio em que o aluno vive". Mais de 85% dos professores também apontam "o desinteresse e a falta de esforço do aluno" como razões para o insucesso da escola. A China mostra que a ideia de que não pode haver educação de alto nível em cenário de pobreza é balela: no último Pisa, o teste de educação mais conceituado do mundo, sua província de Xangai, que tem nível de renda per capita muito parecido com o brasileiro (11 118 dólares versus 10 816 dólares no Brasil), apareceu em primeiro lugar em todas as disciplinas estudadas, enquanto o Brasil não ficou nem entre os cinquenta melhores. Relatório recente da OCDE (disponível em twitter.com/gioschpe) mostra que nosso país também fica na rabeira na recuperação de seus alunos pobres: aqui, só 22% dos alunos de baixa renda têm performance alta, enquanto na média dos países da OCDE esse número é de 31%, e na China é de 75%. Nosso problema não é termos alunos pobres: é que nosso sistema educacional não sabe como ensiná-los, e está mais preocupado em encontrar meios de continuar não enxergando essa deficiência do que em solucioná-la. Por isso eu digo: precisamos, sim, de ensino e padrões diferentes para ricos e pobres. Mas é o contrário do preconizado pela maioria: precisamos que a escola dos pobres ensine mais do que a dos ricos. É difícil? Muito. Mas deve ser a nossa meta. Porque, se não for, não estaremos dando igualdade de oportunidades a pessoas que já nascem com tantos déficits em sua vida. E, se o Brasil como um todo não melhorar seu nível educacional, jamais chegará ao Primeiro Mundo. Esse é o non sequitur desse pensamento dos "contextualizadores": seria necessário nos tornarmos um país de gente rica para que pudéssemos dar educação de qualidade a todos. Mas a verdade é que o salto da educação precisa vir antes: sem educação de qualidade, não teremos desenvolvimento sustentado. Podemos nos enganar com um crescimento econômico puxado pela alta de valor das commodities, mas em algum momento teremos de encarar a realidade: um país não pode ser melhor, mais rico e mais bem preparado do que as pessoas que o compõem.

Anderson Schneider


A MISTIFICAÇÃO de que, para o aluno pobre, o objetivo principal é estar na escola e de que aprender é um bônus precisa ser combatida

Philippe Lopez/AFP


O EXEMPLO ASIÁTICO - A China mostra que a ideia de que não pode haver educação de alto nível em cenário de pobreza é balela. No último Pisa, a província chinesa de Xangai, que tem nível de renda per capita muito parecido com o brasileiro, deu um show

Fonte: Veja.Com

terça-feira, 19 de julho de 2011

“Enquanto o governo se debate com dificuldades reais, Lula rodopia País afora criando uma realidade paralela de ufanismo.”

Mil e uma utilidades - DORA KRAMER - O ESTADÃO - 19/07/11

“Enquanto o governo se debate com dificuldades reais, Lula rodopia País afora criando uma realidade paralela de ufanismo.”

Em projetos bem delineados de poder não há coincidência nem acaso. Descontados eventuais erros de cálculo, predomina a estratégia. Cada passo é pesado e medido de acordo com o objetivo pretendido.

Quando surgiu em meio ao episódio Antonio Palocci combinando atritos em toda a base por causa da desatenção da presidente Dilma Rousseff em relação ao Congresso, o ex-presidente Lula mais atrapalhou que ajudou.

A despeito das pesquisas de opinião mostrando que a maioria vê com bons olhos atos do antecessor que venham a compensar deficiências da sucessora, naquele momento não estava em jogo esse tipo de avaliação.

Mais importante era a percepção do mundo político, e a parcela mais bem informada da população permanentemente engajada no acompanhamento do desempenho governamental.

Para esse setor o resultado foi o oposto do pretendido, pois contribuiu para a fragilização da imagem da presidente como responsável pela condução do barco.

Refeito o cálculo, Lula recolheu-se e ficou na retaguarda.

Semana passada, em meio ao pesado charivari político-policial no Ministério dos Transportes, Lula reapareceu. Mas o fez em nova roupagem.

Já não mais se apresentou como o interlocutor dos partidos da base governista, no que foi criticado por, na prática, usurpar o poder de Dilma.

Ressurgiu em seu mais competente personagem: o de líder de massas, animador e exímio criador de cenários paralelos capazes de dividir, quando não desviar, as atenções do que requer foco e seriedade.

Enquanto em Brasília a presidente se via às voltas com a recalcitrante crise no PR, com atitudes ora elogiáveis, ora condenáveis, ora incompreensíveis, Lula atraía para si boa parte do noticiário com shows onde o sucesso é garantido: congressos da União Nacional dos Estudantes e da União Geral dos Trabalhadores, no Rio e em São Paulo.

Não fez nada de extraordinário. Apenas repetiu o que costumava fazer quando presidente. Na UNE redesenhou um conflito com a imprensa, a fim de levantar o estandarte do inimigo a ser combatido (qualquer um, menos o governo).

Na UGT levou ao delírio o auditório atacando as elites que “não se conformam” que o trabalhador possa comprar carro, eletrodomésticos e andar de avião.

Sem dizer quem é contra a inclusão de brasileiros no mercado de bens e serviços nem esclarecer que o estímulo desenfreado ao consumo sem planejamento e investimento em estrutura para sustentá-lo, produz desconforto urbano e serviços de baixa qualidade.

Para todos.

Lula não pode ser criticado por continuar a atuar politicamente depois de deixar a Presidência, embora não confira o mesmo direito a outros que, para ele, devem se recolher ao ostracismo como sinal de boa vivência na condição de ex-presidente.

Mas os movimentos de Lula podem e devem ser analisados à luz de suas intenções.

A maioria interpretou que ele está em campanha. Parece pouco: ele nunca deixou de fazer campanha, dado que sua lógica é sempre eleitoral.

Disseram também que já abriu a temporada de caça de votos para 2014. Parece precipitado: tanto que quando Dilma ou Lula fazem referência à hipótese de a presidente concorrer à reeleição as análises sobre a certeza da volta em 2014 imediatamente adotam o pressuposto contrário e não param mais em pé.

A eleição presidencial será definida mais à frente. O que se tem agora é um governo representativo de uma etapa a ser cumprida em nome do projeto de poder referido lá no início.

É a essa etapa que Lula se dedica agora. Tocando esse projeto no papel que desempenha melhor: o de ilusionista. Enquanto o governo se debate com dificuldades reais, Lula rodopia País afora criando uma realidade paralela de ufanismo e reforçando nas mentes que ele está firme no papel de garantidor do Brasil por ele inventado.

Assegura o eleitorado de sempre, não deixando espaço para a oposição se aproveitar das deficiências da sucessora. Dilma, de seu lado, faz o que pode no sentido oposto, de um jeito meio atrapalhado, mas ao gosto de quem não gosta de Lula.

Na hora da eleição, será somar dois mais dois, e se der cinco, como ensina o livro do MEC, melhor ainda.

LULA, O MENTIROSO DE SEMPRE!

Palanqueando no Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores, o MENTIROSO contumaz, disse: “Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho, ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência, e com a Presidente Dilma Rousseff para que possa resolver isso, afirmou.” E mais: “Nunca antes na história deste país houve um presidente que tratou os trabalhadores com o respeito que eu tratei que recebeu as Centrais Sindicais a quantidade de vezes que eu recebi”.

Quando em campanhas eleitorais, e não foram poucas as promessas para a classe trabalhadora e aos aposentados, assegurou que faria e não cumpriu, e mesmo tendo à sua disposição todas as possibilidades. Foi assim que agiu ao vetar em maio de 2010 o fim do fator previdenciário que fora aprovado pelo Congresso. Antes, e como candidato não só prometeu extingui-lo, assim como junto e pelo seu partido entrou com demanda no STF para considerá-lo inconstitucional. Mera bravata. No mesmo veto (MPV-475) não concedeu a 8,4 milhões de aposentados e pensionistas menos de 2% que os igualaria em reajustes ao mesmo concedido ao piso previdenciário.
O seu partido, o PT era o guardião da ética e da moralidade, o que deixou de ser tão logo assumiu o poder em 2003. O que se viu nos seus oito anos de desgoverno foram escândalos e mais escândalos de corrupção, tendo um dos ápices o “mensalão” que ele MENTIU dizendo que não sabia da nada. Os seus Ministros quando flagrados com a boca na botija, só saíram do governo, por força das insistentes denúncias da imprensa, mesmo assim, após longos períodos de relutâncias e insistência em manter os farsantes nos cargos. Aliás, este é um comportamento normal dos governos do PT.

Estão aí, os recentes casos Antonio Palocci, mais uma vez; Alfredo Nascimento, Luiz Antonio Pagot, etc. Em dezessete semestres de administração do lulopetismo-fisiológico, e que continua neste governo, foram 12 ministros expurgados do, e pelo próprio governo por denúncias de corrupção, enriquecimento ilícito, prevaricação e até formação de quadrilha.

Quando ele, na sua ótica desfocada, falou que foi o melhor presidente para os trabalhadores, continuou MENTINDO. Na verdade, ele foi o pior presidente para trabalhadores e ex-trabalhadores que são os aposentados e pensionistas de hoje. No seu desgoverno, as perdas chegaram a 34% em relação à variação concedida ao salário mínimo; – foram 8,4 milhões de famílias prejudicadas. E não ficou só por aí, senão, vejamos:

– Em 1988, quando candidato, no Programa Sílvio Santos, respondendo a uma senhora, que lhe perguntou o que ele iria fazer para melhorar a situação dos aposentados e pensionistas, o MENTIROSO respondeu que ele iria fazer tudo para melhorar a vida dos aposentados e pensionistas, pois, os ex-presidentes tinham jogado os mesmos na lata do lixo. Prometeu que daria o mesmo tratamento que os aposentados europeus tinham nos seus países, para viajarem e gozarem a vida. Em 2002 se elegeu e tomou posse em 2003, daí em diante foi só perseguição aos aposentados e pensionistas, concedendo-lhes reajustes menores que os aplicados ao salário mínimo, defasando como já supracitado.

– Quando FHC criou o maldito Fator Previdenciário, o PT e o ex-presidente foram terminantemente contra;

-Em 2010, o Congresso Nacional derrubou o Fator Previdenciário, e ele o vetou. Esse Fator condena o trabalhador do sexo masculino a uma perda de 40%, e de 50% para o sexo feminino, quando requer a sua aposentadoria. O Fator Previdenciário prejudica o trabalhador atual, que, para não perder dinheiro, continua na ativa, esperando que o mesmo venha a cair para poder se aposentar. Isso é beneficiar o trabalhador?

– Em 2006, vetou reajuste de 16,67% aprovado pelo Congresso Nacional para o salário mínimo, extensivo aos aposentados e pensionistas, nos concedendo apenas 5,1%;

– Os Projetos Legislativos de números 01/07, 3299/08 e 4434/08, aprovados por unanimidade no Senado Federal, e já aprovados pelas Comissões na Câmara, estão prontos para serem votados em plenário há mais de três anos, porém, o presidente MENTIROSO “determinou” ao Presidente da Câmara, Michel Temer, que não os colocasse em votação. A ordem foi fiel e vergonhosamente cumprida. Até hoje, os PL’s continuam engavetados por ordem da pseudopresidente Dilma, e o atual presidente da Câmara, Deputado Marco Maia, ex-metalúrgico, cumpre a determinação à risca. Esses projetos beneficiarão sobremaneira a nossa classe, sem comprometer a economia do país, como amplamente comprovado;

– O Presidente e seus Ministros, alegavam que a Previdência Social é deficitária e que se concedessem os reajustes, a mesma quebraria. Mais uma MENTIRA do ex-presidente.

- O RGPS – Regime Geral da Previdência Social/Urbano é SUPERAVITÁRIO. Em 2010, ano em que ainda desgovernava o presidente MENTIROSO, o superávit foi de R$7,8 bilhões no sub-regime urbano e onde todas as maldades incidem. O problema da Previdência Social está no bolo comum a que foram juntadas as contas com os outros Regimes deficitários e sem nexo contributivo como o urbano;

– O RGPS/Rural, é assistencialista, e em 2010, gerou um déficit de R$50,7 bilhões, portanto, deveria sair do Tesouro Nacional; isto é um custo da nação e não dos contribuintes e ex-contribuintes do RGPS. O RPPS/ Regime Próprio da Previdência Social/Funcionários Públicos da União, gerou um déficit de R$51,2 bilhões, cujo déficit o Tesouro Nacional, ou seja, a sociedade brasileira paga a 982 mil ex-servidores públicos. Tal gasto equivale aos gastos com Educação Pública pelo governo federal e que financia livretos que não só ensinam os jovens a escrever errado como desaprender aritmética.

O RGPS/Urbano, ao qual nós pertencemos, é o único que é SUPERAVITÁRIO. E como tal, o governo não quer abrir mão desses R$ bilhões. Enquanto isso, pela irresponsabilidade do governo, que unilateralmente quebra um contrato assinado entre ele e os trabalhadores, leva os oito milhões e quatrocentos mil aposentados e pensionistas a uma derrocada total, nos obrigando a viver em condições sub-humanas, e humilhantes a quem contribuiu por décadas.

Os aposentados e pensionistas do RGPS/Urbano estão pagando pela MENTIRA de um presidente que não cumpriu as suas promessas de campanha e durante os seus dois mandatos, tudo fez para prejudicar ex-trabalhadores, além de descumprir o Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741, de 1º/10/2003, por ele sancionado.

Está ai, ex-presidente que MENTE o senhor disse que, quem tiver problema social, lhe avise – que o senhor irá ao Gilberto Carvalho e a Presidente Dilma, para que possam resolver o problema. Estamos com problema sim, somos milhões de famílias que foram brutalmente prejudicados pela sua política previdenciária genocida. Vá lá e cumpra a sua promessa de campanha antecipada para 2014! Só devo lembrar-lhe que, os aposentados e pensionistas não acreditam mais em suas promessas. Aliás, eu nunca acreditei!

O que se esqueceu de dizer, e isto infelizmente para o Brasil é verdade, é que ele foi o melhor presidente para os banqueiros. “Nunca na história deste país,” banqueiro ganhou tanto dinheiro. Só da dívida interna, esse infeliz pagou aos banqueiros, durante os seus oito anos de desgoverno, a incrível quantia de R$7.154,5 trilhões, sendo: R$5.939,1 trilhões de amortização e mais R$1.215,4 trilhão de juros, tendo recebido de FHC, uma dívida de R$645 bilhões. Como herança maldita, ele deixou para Dilma Rousseff, a estupenda dívida interna de R$2.388 trilhões e sob os maiores juros do planeta. Repito, recebeu de FHC, a dívida de R$645 bilhões. Se fosse tão bom para os trabalhadores, não comprometeria o futuro dos mesmos, com uma dívida interna deste valor, comprometendo o futuro das novas gerações.
O ex-presidente está solto na buraqueira. Diz e faz o que quer, mentindo e enganando o povo que lhe deu confiança.

Resta agora, o povo acordar e desde já, sem perda de tempo acabar com essa desfaçatez etílica, com que ele escarnica aos verdadeiros trabalhadores e aposentados do Brasil.

Belém-PA, 17 de julho de 2011 - Odoaldo Vasconcelos Passos - Aposentado/Belém-PA

Fonte: Companhia dos Aposentados

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Revista Time diz que Brasil é a antítese da China

iG São Paulo: Julho, 10 de 2011 - Olivia Alonso, enviada especial do iG a China
O Brasil é a antítese da China, diz Ruchir Sharma, diretor de mercados emergentes do banco de investimento Morgan Stanley em um artigo para a revista norte-americana Time Magazine. Ele brinca com a frase “Deus é brasileiro”, e diz que se o País não realizar reformas necessárias será difícil crescer mesmo os 4% esperados para os próximos anos. “Se conseguir mais que isso, então talvez Deus realmente seja brasileiro,” afirma.

Sharma compara o Brasil com a China, afirmando que enquanto o país asiático possui uma moeda barata, um alto nível de poupança e um baixo custo de capital, “o Brasil é o oposto em todos os aspectos, inclusive no que deveria fazer para continuar crescendo.”

Enquanto a China precisa reduzir sua compulsão por investimentos, ter uma rede melhor de seguridade social e deixar sua moeda valorizar um pouco, o Brasil precisa de menos gastos com seguridade social, mais investimentos e de uma moeda mais barata, defende Sharma.
No artigo, chamado de “Brasil, o não-China”, ele fala do grande fluxo de capital estrangeiro que vem entrando no Brasil, o que vem contribuindo para a valorização do real, e “o que pode ser sentido em uma viagem ao País”.

“Quartos de hotel em Rio de Janeiro custam mais do que no sul da França. Restaurantes em São Paulo são mais caros do que em Paris. Bellinis são mais baratos em Veneza. Apartamentos no Leblon vendem mais do que em frente ao Central Park,” diz Sharma.

Em seguida, afirma que "há algo errado" quando um país de renda média tem uma moeda de país rico. “A sobrevalorização do real é um sintoma de economia seriamente desequilibrada.”

A entrada de dólares no País, ele explica, é impulsinada pelo alto custo das commodities e do alto juro brasileiro, mas ele alerta para a formação de uma bolha de dinheiro especulativo (“hot money”) no Brasil. Segundo Sharma, apenas uma parte da riqueza que chega no território brasileiro é investida em infraestrutura. Ele lembra também que o País usa somente 3% de suas receitas para este fim. “Não admira que exista morosidade excessiva nos portos e nas estradas. Agora é comum para altos executivos brasileiros viajar por toda São Paulo de helicóptero, a fim de evitar o tráfego da cidade,” completa.

O chefe de mercados emergentes do Morgan Stanley lembra que o Brasil teve em sua história recente um período de hiperinflação e estagnação econômica, mas que ressurgiu. “Sua taxa de crescimento dobrou nos últimos anos. Mas agora o Brasil está atolado pelo fardo do “grande governo,” acrescenta.

Sharma destaca que os gastos do governo são altos, de 35% da economia – em comparação com uma média de 25% em outros mercados emergentes. “A maior parte dele vai para a pensões generosas e programas de previdência, em vez de para a construção de estradas ou melhorar as escolas.” Ele menciona ainda que o Brasil é mal posicionado em rankings de educação, “aparecendo depois da maioria dos outros países de renda média.”

O artigo afirma que os investidores estrangeiros “encobrem essas deficiências” e concentram-se na estabilidade que o Brasil tem alcançado desde a crise dos anos 80 e 90, e nas commodities, “do minério de ferro ao café”, além do esperado petróleo de águas profundas. Mas acrescenta que a “moda” das commodities acaba contribuindo para elevar o valor do real a um nível que “fere outras indústrias”.

Como os brasileiros estão gastando muito com importações, diz Sharma, o saldo da conta corrente está no vermelho. “Se os preços das commodities caírem, esse buraco se tornará incontrolável,” diz. Tudo isso, conclui o diretor do Morgan Stanley, faz do Brasil a antítese da China.

A China tem 174 aeroportos comerciais em ótimas condições, limpos, organizados e modernos. Mesmo nos horários de maior fluxo, é difícil se deparar com longas filas. Trens e esteiras rolantes ajudam no deslocamento de um terminal a outro e não há tumulto para pegar as bagagens. “Na China, qualquer aeroporto pequeno tem oito pistas de bagagem,” comenta Tang Wei, diretor da Câmara Brasil China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE). Apenas como comparação, Congonhas, o segundo mais movimentado do Brasil, tem apenas cinco esteiras para a retirada das malas.

Nos próximos cinco anos, a China planeja investir R$ 360 bilhões para construir outros 56 novos aeroportos, disse Li Jiaxiang, diretor da Administração Geral da Aviação Civil (CAAC) da China, em uma conferência, em março deste ano. Os aportes levarão o número atual a 230. Enquanto isso, os investimento do Brasil na área devem ser 40 vezes menores, somando cerca de R$ 9 bilhões, até 2014, segundo informações da Infraero.

Este é apenas um exemplo da voracidade chinesa para melhorar sua infraestrutura. De 2011 a 2015, a China deverá investir pelo menos R$ 3,2 trilhões em aeroportos, ferrovias, rodovias, portos, energia elétrica e telecomunicações, segundo levantamento do iG com base em números divulgados por autoridades e pela imprensa oficial do país. E o país não tem nenhuma previsão de sediar uma Copa do Mundo tão cedo.

O valor é nove vezes maior do que o estimado para os mesmos setores no Brasil também em cinco anos, no período de 2010 a 2014. Veja a comparação no infográfico abaixo.

Os aportes em infraestrutura são de altíssima prioridade em um momento em que a China pretende incentivar o consumo interno – e ficar menos dependente das exportações -, levando parte da população que vive no campo para as cidades.

“O governo vem colocando bilhões de dólares em estradas, aeroportos, sistemas de transmissão de energia e escolas. É uma forma de preparar cidades para receberem mais moradores”, afirma Daniel Lau, chefe do escritório para a China na auditoria KPMG.

Ao mesmo tempo, uma boa infraestrutura para viajar aquece o setor de turismo dentro do país.Hoje, os chineses podem percorrer 8 mil quilômetros em limpos e modernos trens de alta velocidade. O iG passou por seis trechos e, mesmo em cidades menores, não houve atraso e os vagões eram novos e confortáveis. Ao todo, são mais de 26 rotas, ligando 43 cidades, além do MagLev, trem de levitação magnética que atinge 431 Km/hora no trajeto do aeroporto de Pudong ao centro de Xangai.

Até 2013, o plano do governo é atingir 13 mil quilômetros de ferrovias para trens velozes para passageiros – o que daria para ir três vezes de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, até Macapá, no Amapá.

No total, as estradas de ferro chinesas devem receber investimentos de aproximadamente R$ 680 bilhões até 2015, segundo declaração de Sheng Guangzu, ministro das Ferrovias. No Brasil, os planos são de um investimento dez vezes inferior, de aproximadamente R$ 60,4 bilhões, incluindo o projeto do trem bala que ligará o Rio de Janeiro a Campinas, com 510 quilômetros de extensão, de acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os investimentos chineses em infraestrutura superam os brasileiros não apenas em valor total, mas também em porcentagem do PIB. Se os aportes se concretizarem e forem distribuídos de forma equilibrada nos próximos cinco anos, nos dois países, a China investirá em torno de 11% do PIB do país em infraestrutura anualmente, contra 3,4% do Brasil.

Mas os números podem ser maiores. Na China, foram considerados apenas os aportes cujos valores foram anunciados. No caso dos portos, por exemplo, o governo chinês afirma que pretende construir seis novas unidades para materiais pesados, além de expandir e modernizar os já existentes. No entanto, a quantia que será usada para todos os projetos não foi revelada. No levantamento, o iG considerou apenas os investimentos que serão feitos na província de Shandong e no porto de Ningbo, na província de Zhejiang. Nas contas do Brasil, entraram os dados coletados pela Infraero e do BNDES.

Fonte: AviaçãoGeral.Com

quinta-feira, 14 de julho de 2011