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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Marco Antonio Villa: ‘A condenação do PT’

23/10/2012 às 17:20 \ Direto ao Ponto - Marco Antonio Villa: ‘A condenação do PT’

Trecho do artigo de Marco Antonio Villa no Globo desta terça-feira: “O único projeto da aristocracia petista ─ conservadora, oportunista e reacionária ─ é de se perpetuar no poder. Para isso precisa contar com uma sociedade civil amorfa, invertebrada”.Segue-se a íntegra do texto assinado pelo meu grande parceiro de debates sobre o mensalão:

O julgamento do mensalão atingiu duramente o Partido dos Trabalhadores. As revelações acabaram por enterrar definitivamente o figurino construído ao longo de décadas de um partido ético, republicano e defensor dos mais pobres.

Agora é possível entender as razões da sua liderança de tentar, por todos os meios, impedir a realização do julgamento. Não queriam a publicização das práticas criminosas, das reuniões clandestinas, algumas delas ocorridas no interior do próprio Palácio do Planalto, caso único na história brasileira.

Muito distante das pesquisas acadêmicas ─ instrumentalizadas por petistas ─ e, portanto, mais próximos da realidade, os ministros do STF acertaram na mosca ao definir a liderança petista, em 2005, como uma sofisticada organização criminosa e que, no entender do ministro Joaquim Barbosa, tinha como chefe José Dirceu, ex-presidente do PT e ministro da Casa Civil de Lula.

Segundo o ministro Celso de Mello: “Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder.” E concluiu: “É macrodelinquência governamental.” O presidente Ayres Brito foi direto: “É continuísmo governamental. É golpe.”

O julgamento do mensalão desnudou o PT, daí o ódio dos seus fanáticos militantes com a Suprema Corte e, principalmente, contra o que eles consideram os “ministros traidores”, isto é, aqueles que julgaram segundo os autos do processo e não de acordo com as determinações emanadas da direção partidária.

Como estão acostumados a lotear as funções públicas, até hoje não entenderam o significado da existência de três poderes independentes e, mais ainda, o que é ser ministro do STF.

Para eles, especialmente Lula, ministro da Suprema Corte é cargo de confiança, como os milhares criados pelo partido desde 2003. Daí que já começaram a fazer campanha para que os próximos nomeados, a começar do substituto de Ayres Brito, sejam somente aqueles de absoluta confiança do PT, uma espécie de ministro companheiro. E assim, sucessivamente, até conseguirem ter um STF absolutamente sob controle partidário.

A recepção da liderança às condenações demonstra como os petistas têm uma enorme dificuldade de conviver com a democracia.

Primeiramente, logo após a eclosão do escândalo, Lula pediu desculpas em pronunciamento por rede nacional. No final do governo mudou de opinião: iria investigar o que aconteceu, sem explicar como e com quais instrumentos, pois seria um ex-presidente.

Em 2011 apresentou uma terceira explicação: tudo era uma farsa, não tinha existido o mensalão. Agora apresentou uma quarta versão: disse que foi absolvido pelas urnas ─ um ato falho, registre-se, pois não eram um dos réus do processo. Ao associar uma simples eleição com um julgamento demonstrou mais uma vez o seu desconhecimento do funcionamento das instituições ─ registre-se que, em todas estas versões, Lula sempre contou com o beneplácito dos intelectuais chapas-brancas para ecoar sua fala.

As lideranças condenadas pelo STF insistem em dizer que o partido tem que manter seu projeto estratégico. Qual? O socialismo foi abandonado e faz muito tempo. A retórica anticapitalista é reservada para os bate-papos nostálgicos de suas velhas lideranças, assim como fazem parte do passado o uso das indefectíveis bolsas de couro, as sandálias, as roupas desalinhadas e a barba por fazer.

A única revolução petista foi na aparência das suas lideranças. O look guevarista foi abandonado. Ficou reservado somente à base partidária. A direção, como eles próprios diriam em 1980, “se aburguesou”. Vestem roupas caras, fizeram plásticas, aplicam botox a três por quatro. Só frequentam restaurantes caros e a cachaça foi substituída pelo uísque e o vinho, sempre importados, claro.

O único projeto da aristocracia petista ─ conservadora, oportunista e reacionária ─ é de se perpetuar no poder. Para isso precisa contar com uma sociedade civil amorfa, invertebrada. Não é acidental que passaram a falar em controle social da imprensa e… do Judiciário. Sabem que a imprensa e o Judiciário acabaram se tornando, mesmo sem o querer, nos maiores obstáculos à ditadura de novo tipo que almejam criar, dada ausência de uma oposição político-partidária.

A estratégia petista conta com o apoio do que há de pior no Brasil. É uma associação entre políticos corruptos, empresários inescrupulosos e oportunistas de todos os tipos. O que os une é o desejo de saquear o Estado.

O PT acabou virando o instrumento de uma burguesia predatória, que sobrevive graças às benesses do Estado. De uma burguesia corrupta que, no fundo, odeia o capitalismo e a concorrência. E que encontrou no partido ─ depois de um século de desencontros, namorando os militares e setores políticos ultraconservadores ─ o melhor instrumento para a manutenção e expansão dos seus interesses. Não deram nenhum passo atrás na defesa dos seus interesses de classe. Ficaram onde sempre estiveram. Quem se movimentou em direção a eles foi o PT.

Vivemos uma quadra muito difícil. Remar contra a corrente não é tarefa das mais fáceis. As hordas governistas estão sempre prontas para calar seus adversários.

Mas as decisões do STF dão um alento, uma esperança, de que é possível imaginar uma república em que os valores predominantes não sejam o da malandragem e da corrupção, onde o desrespeito à coisa pública é uma espécie de lema governamental e a mala recheada de dinheiro roubado do Erário tenha se transformado em símbolo nacional
Fonte: veja.abril.com.br

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como Lewandowski julgaria Hitler

"Senhores, não existem filmes, fotos, nem testemunhas de Hitler
abrindo registro de gás em campos de concentração, nem apertando o
botão de uma Bomba V2 apontada para Londres, pilotando um caça Stuka,
dirigindo um tanque Panzer, disparando um torpedo de um submarino
classe U-Boat sobre seu comando a navegar no Atlântico ou mesmo
demonstrando habilidades no manuseio de um canhão antiaéreo Krupp,
manipulando uma metralhadora MP40, uma pistola Walther P-38 ou
simplesmente dirigindo um jipe Mercedez Benz acompanhado do general
Von Rommel pelos desertos do norte da África.

Por isto, parece claro que não existe nada a incriminá-lo. Com
certeza, ele não participou de nada. Não viu nada. O Ministério
Público alega que foram queimados documentos incriminatórios
importantes, mas nada, absolutamente nada foi comprovado, apenas
evidenciou-se a existência de cinzas e destroços por todos lados que
somente foram trazidos com a chegada dos americanos e russos que não
fazem parte da peça de acusação do proceso entregue pelo "Parquet"; o
Sr. Procurador.

Afinal, ele seria apenas um Chanceler e presidente do Partido Nazista;
ou seja. ele não passava de um mequetreque. Jamais foi pego, ou mesmo
visto transportando armamentos debaixo dos braços (tipo pão francês)
ou carregando pacotes de dinheiro nas cuecas.

Alguns relatos que citavam seu nome eram meros registros de co-réus,
como alguns membros da Gestapo, os quais, por conseguinte, carentes de
confiabilidade. Outros relatos são de inimigos figadais - os
denominados "Países Aliados" e assim longe de merecerem qualquer
relevância para serem tomadas como fundamentos de acusação.

Alguns o acusam de ter invadido Paris e desfilado sob o Arco do
Triunfo. Esta é mais uma acusação inventiva dos opositores. Ele apenas
foi visitar seu cordial amigo o General De Gaule que infelizmente
havia viajado para o sul da França. Ele então, teria apenas
aproveitado a sua viagem para passear e fazer compras na Avenue de
Champs Elisé com seus amigos. Qualquer outra conclusão é mera ilação
ou meras conjecturas que atentam a qualquer inteligência mediana. Por
aí, vemos que nada, contribui para a veracidade das acusações.

Não afasto a possibilidade dele ser o suposto mentor intelectual, mas
nada, repito, nada consubstancia esta hipótese nos autos. E olha que
procurei em mais de 1 milhão e 700 mil páginas em 10.879 pastas do
processo.

E não podemos esquecer que ele foi vítima de diversos atentados que
desejavam sua morte, articulados pela mídia e pelas potentes e
inconformadas forças conservadoras. Seus ministros como Goebels,
Himmiler, Rudolf Hess e outros também nada sabiam. Eram coadjuvantes
do NADA; sem nenhuma responsabilidade de "facto".

O holocausto talvez tenha sido um suicídio coletivo ao estilo do
provocado há anos nos EUA pelo Pastor Jim Jones. É, ainda hoje, um
tema controverso. Assim trago aos pares, como contraponto, a tese
defendida pelo eminente filósofo muçulmano Almanidejah que garante a
inexistência de tal desgraça da humanidade.

Assim - já estou me dirigindo para encerrar meu voto Sr. Presidente -
afirmando acreditar que todos eles foram usados, trapaceados por algum
aloprado tesoureiro de um banco alemão que controlava financeiramente
a tudo e a todos; especialmente os projetos políticos e as doação
corruptivas. E tudo em nome da realização de um plano maquiavélico
individual de domínio total que concebeu e monitorava do porão da sua
pequenina casa nos Alpes.

"Enfim, depois de exaustivas e minuciosas vistas nos autos,
especialmente nos finais de semana, trago aos pares novos dados que
peço ao meu colaborador Adolfo para distribuir a todos. Depois desta
minha "assentada" declaro a improcedência da ação, inocentando por
completo o réu por falta de provas. É como voto Sr. Presidente."
Fonte desconhecida, recebi por e-mail
No Google tem muitos link's para publicações com este teor.

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domingo, 20 de maio de 2012

'Você é nosso e nós somos teu', por Mary Zaidan

Português abaixo da crítica, conteúdo mais baixo ainda. Assim pode ser definida a mensagem do deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) ao governador Sérgio Cabral, flagrado pelas câmaras do SBT durante reunião da CPI mista que deveria investigar as estripulias do contraventor Carlos Cachoeira. "A relação com o PMDB vai azedar. Mas não se preocupe. Você é nosso e nós somos teu.”
Embora não tenha revelado nada de novo, Vacarezza deu um azar danado.
Nos 83 toques em que confessa amor eterno ao governador do Rio, o ex-líder do governo na Câmara expôs com todas as letras o que muitos estão cansados de saber, mas jamais revelariam: a blindagem total aos que interessam – governo, PT e aliados amigos - em uma CPI patrocinada pela maioria, talvez a única na história.
Coisa que só a onipotência do ex-presidente Lula poderia conceber.
Precedida ou seguida de um “Por que? O que houve?” do preocupado interlocutor – algo a que poucos deram atenção -, o torpedo de Vacarezza ganha potencial explosivo. Pode significar muito mais do que a óbvia proteção aos cupinchas. Deixa claro que de sério a CPI tem pouco ou quase nada. Coisa para a plateia ver.
Mas o que será que tanto apoquenta Cabral? Se, como diz, não aparece em gravação alguma, não precisaria de proteção adicional. Muito menos de informações online, no auge do debate, sobre o quadro de convocações da CPI.
Os guardanapos dos seus lhe perturbam a cabeça? Teme novas fotos? Novas revelações?
Os motivos que levariam líderes de primeira grandeza do PT a se indispor abertamente com o PMDB, maior aliado e detentor da vice-presidência da República, são ainda mais inexplicáveis. Só mesmo encrencas das grandes valeriam tal preço.
Questões se amontoam às dezenas. Poucas serão respondidas a se medir pela primeira lista de convocações da CPI, todas para ouvir o que a Policia Federal já cansou de ouvir.
Uma comissão que se faz de inútil. Que, por escolha e gosto, desconsidera descalabros atrás de descalabros sob o argumento de que não se enquadram no escopo das investigações.
Imaginam, também por escolha e gosto, que investigações têm limites controláveis, esquecendo-se que a CPI mais devastadora já realizada no país começou com um alvo, o pagamento de propina nos Correios, e achou outro muito mais gigantesco, o mensalão.
Por essas e outras, é melhor proteger uns e outros, mandar torpedos e SMS – já que ligações telefônicas são perigosas demais – e tentar não dar sorte para o azar. Para quem deve e teme, não é um risco que dê para correr.
 
Mary Zaidan é jornalista, trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa, @maryzaidan
 
Fonte: Blog do Noblat