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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Brasileiros se unem contra golpe fascista de Lula para favorecer Dilma Rousseff

22.09.2010 - 3:51am | Seção: Política
Ditadura não
Depois do discurso fascista em que afirmou que alguns setores da imprensa se comportam como partidos políticos, apenas porque exercem a tarefa de vigiar o governo e a ele fazer oposição quando necessário, Luiz Inácio da Silva determinou aos seus comandados a reverberação de sua insana fala. Por conta da tal ordem, os aduladores do messiânico Lula programaram um ato de protesto contra a imprensa para quinta-feira (23), no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, um braço do Partido dos Trabalhadores.
Para justificar mais um ato de tirania desmedida do governo Lula, o Partido dos Trabalhadores, que anunciou o evento em seu sítio eletrônico, afirma que “na reta final da eleição, a campanha presidencial no Brasil enveredou por um caminho perigoso. Não se discutem mais os reais problemas do Brasil, nem os programas dos candidatos para desenvolver o País e para garantir maior justiça social. Incitada pela velha mídia, o que se nota é uma onda de baixarias, de denúncias sem provas, que insiste na ‘presunção da culpa’, numa afronta à Constituição que fixa a ‘presunção da inocência”.
Para os petistas que arquitetaram o golpe que está sendo consumado lentamente, “os boatos que circulam nas redações e nos bastidores das campanhas são preocupantes e indicam que o jogo sujo vai ganhar ainda mais peso. Conduzida pela velha mídia, que nos últimos anos se transformou em autêntico partido político conservador, essa ofensiva antidemocrática precisa ser barrada. No comando da ofensiva estão grupos de comunicação que - pelo apoio ao golpe de 64 e à ditadura militar - já mostraram seu desapreço pela democracia”.
No início de 2003, quando Lula ainda identificava as entranhas do Palácio do Planalto, o editor do ucho.info alertou os leitores para o perigo de um processo de “cubanização” do País que se iniciava naquele momento. Muitos foram os que, embalados pela euforia da chegada de um operário ao poder, acusaram-nos de irresponsáveis e oportunistas. Não se trata de assumir a porção de profeta do apocalipse, mas a prova dos fatos aí está para ser conferida. Quando Dilma Rousseff, no último sábado (18), fez duras críticas ao jornal “Folha de S. Paulo”, que publicou o que a candidata não teve vontade de ler, estava claro que algo estava sendo armado.


Para contrapor esse ato verdadeiramente golpista, diversos notáveis decidiram lançar nesta quarta-feira (22), durante ato público em São Paulo, manifesto em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e de expressão, do regime democrático e dos direitos individuais. Apartidário, o evento, que tem como objetivo “brecar a marcha para o autoritarismo”, acontecerá ao meio-dia desta quarta, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, no centro da capital paulista.
Entre os que assinaram o manifesto em defesa da democracia estão Hélio Bicudo, Dom Paulo Evaristo Arns, Carlos Velloso, René Ariel Dotti, Therezinha de Jesus Zerbini, Celso Lafer, Adilson Dallari, Miguel Reali Jr., Ricardo Dalla, José Carlos Dias, Maílson da Nóbrega, Ferreira Gullar, Carlos Vereza, Zelito Viana, Everardo Maciel, Marco Antonio Villa, Haroldo Costa, Terezinha Sodré, Mauro Mendonça, Rosamaria Murtinho, Marta Grostein, Marcelo Cerqueira, Boris Fausto, José Alvaro Moisés, Leôncio Martins Rodrigues, José A. Gianotti, Lurdes Solla, Gilda Portugal Gouvea, Regina Meyer, Jorge Hilário Gouvea Vieira, Omar Carneiro da Cunha, Rodrigo Paulo de Pádua Lopes, Leonel Kaz, Jacob Kligerman, Ana Maria Tornaghi, Alice Tamborindeguy, Tereza Mascarenhas, Carlos Leal, Maristela Kubitschek, Verônica Nieckele, Cláudio Botelho, Jorge Ramos, Fábio Cuiabano, Luiz Alberto Py, Gabriela Camarão, Romeu Cortes, Maria Amélia de Andrade Pinto, Geraldo Guimarães, Martha Maria Kubitschek, Gilza Maria Villela, Mary Costa, Silvia Maria Melo Franco Cristóvão, Glória de Castro, Risoleta Medrado Cruz, Gracinda Garcez, Josier Vilar, Jussarah Kubitschek, Luiz Eduardo da Costa Carvalho e Tereza Maria de Britto Pereira.
Fonte: UCHO.INFO

Ilusões

23.09.2010 - 3:11am | Seção: Destaque | Roberto Romano da Silva
O mantra repetido por boa parte da mídia nacional, sob comando teleguiado dos marqueteiros a serviço do governo, é que tudo vai bem no país. As instituições democráticas seriam sólidas, a economia iria bem e o povo sentir-se-ia feliz, consumindo como nunca. Alguns propagandistas, sob a pele da ciência política, falam em “racionalidade” econômica da “nova classe média”. Num salto mortal os mesmos profetas proclamam a racionalidade política da mesma “classe”. Tal setor, por harmonia pré-estabelecida aprovaria, de modo voluntário, o atual presidente. E votaria na sua candidata apenas por simpatia ou gratidão. Tudo ocorreria de maneira automática, como se uma premissa levasse a outra. A propaganda nada teria a ver com o assunto, ou pouco seria devido às mágicas de João Santana e demais técnicos da persuasão. Passa batido o fato de que há oito anos o governo faz apenas propaganda, pouco mais. Vai bem a democracia na qual o presidente, em vez de investigar e punir auxiliares, ataca a imprensa que denuncia os crimes cometidos no próprio Palácio do Planalto? “A felicidade é uma gota, de orvalho numa pétala de flor, brilha tranqüila, depois de leve oscila, e cai como uma lágrima de amor”.
Vai bem a economia que na pauta de exportações pode perder US$ 27 bilhões (aproximadamente R$ 48 bilhões) ? Segundo estudo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), com a queda nas vendas ao exterior de produtos industrializados (eles tem maior valor agregado e independem do vaivém das cotações) como é o caso das matérias-primas, ocorre uma diferença entre o que poderia ser exportado até o fim do ano (não fossem o real valorizado, as deficiências estruturais e o custo Brasil) e o que o país embarcou em 2008. Para o mesmo estudo, o valor bastaria para cobrir 56% do déficit em conta corrente previsto pelo mercado para 2010, de US$ 48 bilhões. A queda do saldo comercial é um dos principais motivos para o rombo nas contas externas, deixando o país mais dependente de capitais de curto prazo. A participação dos manufaturados sofre queda progressiva nas exportações brasileiras. Em 2000, bens industrializados eram 58,91% de tudo o que se enviava ao exterior, contra 22,79% de produtos básicos. Em 2010, até junho, os produtos de maior valor agregado foram 40,52% do total, contra 43,38% dos básicos. A última vez que o Brasil exportou mais produtos básicos do que manufaturados foi em 1978. À época, a participação das commodities (matérias-primas, como minério de ferro, soja etc.) na pauta era de 47,2%, contra 40,2% dos manufaturados. (Para as informações iniciais, cf. O Globo, 07/08/2010).
Vai bem uma democracia na qual o projeto que regulamenta o lobby está engavetado no Congresso Nacional, no exato instante em que filhos da ministra chefe da Casa Civil, o posto mais próximo da Presidência, do Congresso e do Judiciário, negociam vantagens em favor de grupos privados? O povo está feliz? Perguntem aos que são assaltados, aos que não têm hospitais nem saneamento básico, aos 65 % de analfabetos funcionais do Brasil, se eles estão mesmo felizes. São felizes ou estão sentindo que devem ser felizes, segundo as manipulações da propaganda governamental? Adrenalina em altas doses é veiculada pelos palácios, como na era Vargas, com o Dipe, e na ditadura com o “Prá frente Brasil”. “A felicidade é uma pluma, que o vento vai levando pelo ar, voa tão leve, mas tem a vida breve, precisa que haja vento sem parar”.
A democracia vai bem se o presidente, que deveria ser o Supremo Magistrado, berra em comícios ser preciso extirpar os que “são do contra”? Só faltaram os chaleiras entoarem o hino dos tempos em que mandava o General Médici: “Eu te amo, meu Brasil, eu te amo…”. E para terminar, “Brasil, ame-o ou deixe-o”. O governo Lula será lembrado pela felicidade opiácea que injetou na população. “A felicidade do pobre parece, a grande ilusão do carnaval. A gente trabalha um ano inteiro, por um momento de sonho, prá fazer a fantasia, de rei ou de pirata ou de marinheira, prá tudo se acabar na quarta-feira”. Boa ressaca, Brasil.
Fonte: UCHO.INFO

Pesquisa eleitoral provoca apreensão no PT e explica oscilação do humor de Lula

23.09.2010 - 2:10am | Seção: Política
Números não mentem
O destempero comportamental de Lula da Silva e os goles extras a que o presidente tem se entregado ultimamente, conforme revelou uma fonte do ucho.info bem instalada no Palácio do Planalto, podem ser explicados pelos números da última pesquisa Datafolha, divulgada na noite de quarta-feira (22). De acordo com o instituto, a petista Dilma Rousseff perdeu dois pontos percentuais e caiu de 51% para 49%. O tucano José Serra, que na pesquisa anterior tinha 27% das intenções de voto, subiu um ponto e agora tem 28%. Presidenciável do Partido Verde, Marina Silva registrou 13%, contra 11% do levantamento anterior.
A preocupação maior do presidente-metalúrgico e do staff de campanha de Dilma explica-se pela vantagem da candidata do PT em relação à soma dos percentuais dos outros candidatos, que caiu de 12% para 7% em apenas uma semana. De acordo com a pesquisa Datafolha, os adversários somam 42% de intenção de voto, contra 49% de Dilma Rousseff. Mesmo com os números atuais, Dilma venceria a eleição ainda no primeiro turno se a eleição fosse hoje.
Como na reta final da campanha a artilharia contra o líder nas pesquisas é normalmente intensificada, o PT palaciano está preocupado com razão. Considerando que Lula da Silva conseguiu a proeza de capitanear o governo mais corrupto da história política brasileira, o medo de que algo aconteça fora do script deve estar muito maior do que imaginam os incautos. Por isso, os brasileiros devem estar preparados para suportar nos próximos dias o messianismo de alguém que é pago pelo povo para ser presidente, mas brinca de ser cabo eleitoral de companheiros e aliados.
Fonte: UCHO.INFO

Golpe de Lula contra a imprensa e a liberdade de expressão é um tiro no pé

23.09.2010 - 2:36am | Seção: Política
Projeto em marcha
O destempero de humor que o presidente Luiz Inácio da Silva exalou nos últimos dias deve aumentar consideravelmente nas próximas horas, não sem antes se transformar em preocupação profunda. Tudo porque o ato contra a imprensa e a liberdade de expressão, marcado para esta quinta-feira (23) no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, tem todos os ingredientes para repercutir negativamente na campanha da neopetista Dilma Rousseff, repetindo o estrago provocado pelo escândalo que culminou com a demissão de Erenice Guerra, então ministra da Casa Civil. O que Lula e seus companheiros tentam erroneamente passar à opinião pública é que a imprensa brasileira está unida contra a candidata palaciana, quando a verdade é diametralmente oposta. O que a imprensa tem feito é o papel que lhe cabe em uma democracia: vigiar os governantes e denunciar transgressões de todos os matizes. A tentativa do Partido dos Trabalhadores de calar a imprensa, como vem sinalizando desde a eclosão dos recentes escândalos, é um atentado contra o Estado Democrático de Direito, além de rasgar a história de luta contra o totalitarismo que se alastrou pelo país durante a ditadura militar. Por ocasião das “Diretas Já”, movimento das oposições pelo fim do bisonho Colégio Eleitoral, a imprensa foi decisiva e mereceu loas inclusive dos petistas. Quando estava na oposição, o PT se valeu dos veículos midiáticos para divulgar sua ideologia, especialmente após derrotas eleitorais. Foi assim quando Lula da Silva perdeu as disputas presidenciais e na sequência criou os utópicos governos paralelos. E lá estava a imprensa para registrar o palavrório petista. Situação que se repetiu com a enfadonha caravana da cidadania.
Quando Fernando Collor de Mello, agora aliado do governo Lula, inaugurou seu calvário político, o PT contou com a imprensa para apear do cargo o presidente que durante a campanha prometeu caçar os marajás. E os veículos de comunicação foram decisivos ao espalhar pelo país imagens e notícias sobre o movimento que ficou conhecido como “Caras Pintadas”. O sucesso da operação levou ao êxtase a esquerda verde-loura, que endeusou jornalistas e donos de jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão.
Na opinião dos que agora tentam transformar o Brasil em uma versão continental de Cuba, a imprensa agiu corretamente ao ser implacável com Paulo Salim Maluf, cuja biografia fala por si só. E os petistas aplaudiram a imprensa, porque à época o pensamento reinante era que a mídia deveria, sim, denunciar as transgressões dos governantes.
Quando a tese da reeleição passou a circular nos meios políticos, os petistas, liderados por Lula da Silva, utilizaram a mídia para criticar com veemência o que eles classificaram como golpe.
No caso do Dossiê Cayman, obra de ficção sobre fatos verdadeiros que marcaram o governo de Fernando Henrique Cardoso, o PT, que à época disputava a Presidência da República com Lula da Silva, desistiu de comprar os documentos relativos ao imbróglio, mas comemorou o fato de a imprensa ter dado larga divulgação ao assunto. Na ocasião, o jornal “Folha de S. Paulo” e a revista “Veja” foram os veículos que mais atenção deram ao caso do Dossiê Cayman, mas nos dias atuais são considerados pelos petistas como integrantes da mídia golpista. Fora isso, não custa lembrar que José Dirceu, que se diz dono do PT, foi um assíduo frequentador de redações, onde costumeiramente aparecia com misteriosos e anônimos envelopes debaixo do braço.
Fascista convicto e temendo o pior para Dilma Rousseff, o que colocaria as malandragens do atual governo na vitrine, Luiz Inácio da Silva acredita que lhe cabe o direito de julgar a imprensa. Esse tipo de “achismo” repentino é reflexo das pesquisas de opinião, que conferem ao presidente-metalúrgico índices de aprovação tão absurdos quanto duvidosos. O direito de julgar a imprensa cabe à sociedade, ao leitor, não ao presidente. No rastro da soberba que atinge o Palácio do Planalto já há quem defenda a estatização da imprensa brasileira. Ou seja, todos os jornais e revistas seriam reduzidos a pó, abrindo caminho para a criação de um Granma tupiniquim.
O presidente Luiz Inácio pode até não conseguir controlar o seu utópico raciocínio, reforçado pelo viés autoritarista de sua fala, mas daí a querer dar um golpe, começando pela asfixia da imprensa, é demais.

Fonte: UCHO.INFO

PSDB coloca na internet vídeos que ligam Dilma aos 'radicais do PT'

Começou a circular hoje à tarde na internet, em um canal do Youtube, um pacote de comerciais associando a candidata à Presidência Dilma Rousseff à intolerância e ao extremismo dos chamados "radicais do PT".
Os filmes foram encomendados pelo PSDB, que considera ameno o tom adotado pelo marqueteiro Luiz González nos comerciais exibidos no programa eleitoral na TV.
O responsável pelas peças, de 30 segundos cada, é o publicitário Adriano Gehres, que em 2006 trabalhou na campanha vitoriosa de Lula à Presidência contra o tucano Geraldo Alckmin.
Gehres foi um dos autores dos comerciais que associaram Alckmin a privatizações --dizendo que, se eleito, o tucano privatizaria estatais como Banco do Brasil e Petrobras.


Veja Vídeo
Em um dos filmes, um apagador vai eliminando o conteúdo de capas de jornais, enquanto o locutor diz: "PT, o partido que não gosta da imprensa. O partido que em diversas ocasiões tentou calar os jornais. PT, o partido que vira e mexe manda para o Congresso projetos para controlar os órgãos de imprensa [neste ponto um esparadrapo é grudado num gravador]. O PT só não conseguir calar de vez a imprensa [um aparelho de TV é sufocado por um saco plástico] porque Lula não deixou. [fecho:] Será que a Dilma segura o PT?".
Em outra peça, o rosto de Dilma vai se transfigurando até virar o do ex-ministro José Dirceu. O locutor afirma: "Dilma foi escolhida a dedo pelo PT. Por um motivo muito simples: ela vai trazer de volta todos os petistas que foram cassados ou renunciaram. (...) Você pode até escolher a Dilma. Mas quem vai governar é o PT".
Na verdade, Dilma foi escolhida como candidata exclusivamente pelo presidente Lula, sem consulta ao PT --o partido inicialmente resistiu à escolha.
Em outro comercial, uma maquete de Brasília vai sendo pintada de vermelho até ficar totalmente desta cor, que representa o PT.
A narração diz: "O PT persegue os adversários. Usa órgãos federais para perseguir opositores e até mesmo a família dos opositores. O PT quebra sigilo dos que levantam a voz contra o partido. O que o PT quer é transformar Brasília na sede do partido. O Brasil não é do PT. O Brasil é dos brasileiros".
Há ainda uma peça em que um homem caracterizado como Lula segura quatro cães rottweiler raivosos. "Lula fez coisas boas pelo país. A maior delas foi não deixar o PT mandar em seu governo", diz o locutor. De repente os cães escapam, e o texto encerra: "Lula conseguiu segurar. Mas e a Dilma: será que ela vai ter força para segurar o PT?".
Fonte: Folha.com

Roberto Freire compara governo Lula com máfia italiana

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, comparou, nesta quarta-feira, o governo do presidente Lula à máfia italiana. Para o ex-senador e ex-deputado, que concorre a uma vaga na Câmara Federal por São Paulo, a nova denúncia de que a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) teria beneficiado, por meio de “licitação combinada”, uma empresa ligada ao filho do ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, é uma demonstração de que a corrupção está enraizada na atual estrutura administrativa.
“É um governo em que é difícil encontrar uma área onde não tenha processo de degradação moral e ética. Onde você aponta tem podridão. O governo todo é um governo da Cosa Nostra”, disse Freire, numa referência a um dos maiores grupos criminosos surgidos na Itália.
O caso de suposta fraude foi denunciado pelo Jornal O Estado de S.Paulo. A reportagem mostra que a Tecnet Comércio e Serviços Ltda. venceu, no penúltimo dia de 2009, a concorrência para cuidar do sistema de arquivos digitais da EBC, um dos grandes projetos do governo. O valor do contrato é de R$ 6 milhões.
O que chama a atenção é o fato de a Tecnet ter em seus quadros funcionais o jornalista Cláudio Martins, filho de Franklin, a quem está diretamente subordinada a EBC, apelidada de TV Lula. Ainda segundo o Estadão, o ministro teria pedido à direção da estatal “prioridade zero” para o assunto, durante o período que antecedeu o processo licitatório. A ordem foi acatada e a suspeita é de “adequação” do edital para facilitar a vitória da Tecnet na disputa.
Em menos de 15 dias, é a segunda denúncia de envolvimento de pessoas do primeiro escalão do governo federal em casos de franco favorecimento a interesses empresariais. Na semana passada, Erenice Guerra foi apeada do cargo de ministra da Casa Civil depois que denúncias apontaram o envolvimento de parentes dela em um grande esquema de tráfico de influência, inclusive, alguns acordos teriam sido realizados sob o teto do Palácio do Planalto.
Inversão de valores
Roberto Freire acrescentou que, assim como em outros episódios de corrupção no governo do PT, as recentes denúncias de tráfico de influência que derrubaram Erenice Guerra do cargo levaram a administração petista a por em curso uma estratégia de tentar inverter valores. O objetivo seria o de colocar os veículos de comunicação como vilões da história por denunciarem as irregularidades e os acusados como vítimas de um complô de jornalistas.
“É um governo do lulo-petismo, daquele que não tem compromisso com a República e ainda reclama da imprensa. Eles queriam o quê? Fazer tudo isso e ninguém noticiar?”, questionou Freire.
Fonte: Portal.PPS

GOLPISMO MIDIÁTICO

EDITORIAL - ZERO HORA (RS) - 22/9/2010
Estimuladas pelo emocionalismo eleitoral e por manifestações sectárias do presidente da República, lideranças sindicais e de movimentos ditos sociais, com o respaldo de partidos governistas, estão anunciando para esta quinta-feira um ato público contra o golpismo midiático. A manifestação, que é legítima na democracia que os brasileiros sensatos defendem para o país, envolve também uma evidente ameaça às liberdades constitucionais, em especial à liberdade de expressão. Quem é a mídia golpista? São os meios de comunicação independentes que estão noticiando irregularidades no governo, apropriação indébita da máquina pública por apadrinhados políticos do poder e por seus familiares, evidenciada no explícito tráfico de influência que provocou recentemente a demissão da ministra-chefe da Casa Civil? A imprensa pode cometer equívocos, como qualquer obra humana, e pode ser criticada por determinada reportagem ou mesmo por alguma posição editorial. Mas deve ter também, como atribuição democrática, a representação da sociedade para ver e denunciar as irregularidades e as distorções do poder público em todas as esferas.
Evidentemente, denúncias como as que vêm sendo publicadas nas últimas semanas podem trazer prejuízo político para quem está no governo e para os candidatos e militantes da chamada situação. Mas este é o preço da democracia. Imprensa digna é a que denuncia e não a que se alinha submissa ao poder, abandonando seu compromisso com os interesses da população. As mesmas vozes que se erguem contra o papel da imprensa nos atuais episódios, a que qualificam de golpista, são as que elogiam quando as denúncias atingem seus adversários políticos. Assim, para esse pensamento sectário e deformado, a imprensa cumpre seu dever quando denuncia o mensalão do DEM, mas é antidemocrática quando descobre o tráfico de influência exercido na Casa Civil da Presidência. O ex-ministro José Dirceu chega ao cúmulo de ver na atitude fiscalizadora da imprensa o pecado de abusar do direito de informar, algo que soa como autoritário. Para corrigir tal pecado, propõe a receita embutida numa frase que eufemisticamente encobre a tentativa de controlar a imprensa livre: A democratização dos meios de comunicação.
O presidente da República, iludido pela sua estrondosa popularidade, corre o risco de manchar sua biografia de democrata ao avalizar tais gestos e ao respaldar o patrulhamento de conotação fascista, patrocinado por lideranças incapazes de conviver com a crítica e com ideias contrárias. O golpismo não está no exercício da liberdade de imprensa, insumo indispensável para qualquer democracia, mas na tentativa de silenciá-la. As frustradas tentativas de impor controles sobre os meios de comunicação, reiteradamente propostas nos últimos anos, recendem ao condenável modismo antidemocrático que vem sendo praticado na Argentina e na Venezuela.

VOLTA A MANIPULAÇÃO DO ´GOLPISMO´

22/9/2010 - EDITORIAL - EDITORIAL - O GLOBO
Assim como garante a liberdade de imprensa e expressão, a Constituição sustenta o direito à reunião prerrogativas democráticas clássicas, restabelecidas pela Carta de 1988. O PT, portanto, faz o que a lei permite ao convocar para amanhã, em São Paulo, um ato contra o golpismo da mídia, ao qual haviam aderido centrais sindicais, CUT à frente, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os partidos aliados PCdoB, PSB e PDT.
Se não contraria qualquer dispositivo legal, a iniciativa do PT, de evidente intuito eleitoreiro, atropela os fatos, não passa de repeteco do truque manipulador usado desde o estouro do escândalo do mensalão, em 2005. Ali começou, com tinturas acadêmicas, fermentada por intelectuais petistas, a tese do golpismo da imprensa independente, usada toda vez que, por dever profissional e ético, ela noticia fatos objetivos que porventura contrariem o projeto de poder lulopetista. Foi assim também no caso dos aloprados; e agora o mesmo mecanismo volta a ser acionado na defenestração do braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora da candidata no cargo de ministra.
É desconhecer a função do jornalismo profissional imaginar que o caso de Erenice e de sua grande família não deveria ter destaque no noticiário, em nome de um equivocado tratamento equânime dos candidatos.
Como cada notícia tem peso próprio, impossível não dar destaque às acusações, com provas documentais, da existência de um ninho de lobismo montado na Casa Civil pelo filho da ministra Erenice, Israel. Os desdobramentos do escândalo falam por si sobre a proporção da história: além da ministra, exonerações na Casa Civil e nos Correios.
Mais uma vez a militância desengaveta a ideia de golpismo como forma de jogar areia nos olhos da sociedade, para esconder evidências difíceis de disfarçar. Uma delas é que, se tudo não passa de maquinações da imprensa, por que exonerar a confiável, fiel Erenice e os demais funcionários? Também é preciso muito contorcionismo para dissimular a condição de obedientes correias de transmissão governista das centrais sindicais e UNE, cuja adesão tem rendido nestes quase oito anos de lulismo generosos repasses de dinheiro do contribuinte. As centrais, tornadas entes reconhecidos pelo Estado, dentro do velho modelo varguista que Lula e a CUT tanto criticaram em outros tempos, passaram a recelulopetisber parte do imposto sindical. Já a UNE perdeu o poder de crítica e de mobilização, quando aprendeu o caminho mais curto de acesso a verbas oficiais.
A encenação de amanhã é apenas mais uma prova de como o governo Lula, com o manejo de recursos públicos verbas e vagas , cooptou o sindicalismo, partidos e organizações outrora aguerridas. E com isso a vida política brasileira foi amesquinhada, passou a ser um jogo de cartas marcadas, onde proliferam o fisiologismo, clientelismo e o patrimonialismo os três ismos que resumem um cenário desanimador, no qual o Brasil demonstra ter dificuldades de escapar da sina nacional-populista que voltou a rondar a América Latina.
O golpismo é mais um efeito especial, um adereço de mão neste enredo de fins autoritários, com slogans em prol da democracia, mas cujo objetivo, ao investir contra independência da imprensa, é o oposto.Fonte: clipping.pps

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Brasil não é do PT - O Brasil é dos brasileiros!!

Ainda não é claro qual o modelo?

Há um vídeo circulando pela internet, relativamente recente, provavelmente em algum encontro do Foro de São Paulo ou Foro Social Mundial. Lula e Dilma fazem parte do vídeo mas não se sabe se o evento é o mesmo.
O risco de tratar desse assunto e ser incompreendido é sempre grande. Como o brasileiro comum não tem conhecimento do que seja uma conspiração política, o tema perde a devida importância; normalmente é entendido na chave errada, como simples defesa de interesses e que, afinal de contas, todos devem fazer o mesmo. Mas uma oposição política tem o dever de saber.
Já povos que passaram por experiências políticas advindas de projetos subterrâneos que resultaram em regimes totalitários, como os russos e cubanos, possuem uma perspicácia realmente aguçada para perceber algo do gênero. Farejam as jogadas e movimentos do poder de longe, já possuem o léxico. Preâmbulo necessário: "Lá vem de novo a mesma teoria da conspiração", poderiam afirmar. Não sou eu quem está sugerindo que tudo foi uma conspiração. É o próprio Lula, já presidente da República, quem afirma que agiam em segredo, em 2003, na criação do Grupo de Amigos da Venezuela. Já é assunto bem sabido e documentado no "Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo São Paulo-SP, 02 de julho de 2005" "E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente" e mais adiante "Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política". A esfinge do momento histórico brasileiro é Lula. Quando nos subterrâneos dos Foros ele fala de revolução, esquerda, direita reacionária, sepultamento do capitalismo, é o Lula da ação. Quando na inauguração de um poste para candidato fala em lágrimas, alegrias, amor, futuro, é o Lula da esperança. O Lula da esperança é conhecido de todos. Passemos ao Lula do subterrâneo:
“A América Latina já conseguiu produzir uma revolução como a revolução cubana, que não é cubana mas é de todos nós (aplausos)”


Ele sabe que não pode falar isso no programa da Dilma. Ok, eles produziram a revolução cubana. Revoluções não são fáceis de serem produzidas, levam tempo e eles sabem o quanto isso custa em vidas alheias. Lula tinha 15 ou 16 anos nessa época, deve ter tido conhecimento do fato aos 18, 20 mas sente-se historicamente ligado à revolução cubana, que pretende dar continuidade. “Mas eu volto pra casa de Cuba e vou trabalhar em São Paulo no meu escritório e eu começo a ver coisas num país que é a oitava economia mundial que eu não vi em Cuba, que é pobre. Cuba perto do Brasil é muito pobre. Economicamente é pobre, financeiramente é pobre, industrialmente é pobre. O que é que Cuba tem mais do que nós? O povo cubano tem mais dignidade que a maioria dos povos da América Latina. (aplausos)” Essa história é conhecida. Os cubanos a conhecem profundamente. Os agentes do bem começam às vezes como combatentes em nome da dignidade alheia e terminam com perseguições políticas, mandando ao paredão os dissidentes, estabelecendo regime de partido único, como o PT admite desejar utilizando o termo “hegemonia”. Assista ao vídeo do Congresso do PT, produzido para a militância, para se familiarizar um pouco com o linguajar intra-muros. A mensagem parece clara: Fidel Castro trouxe a dignidade ao povo e a ele a devem os cubanos. Percebam que, para Lula, o povo cubano com dignidade é aquele que apóia os Castro. Antes de Castro, não havia dignidade, assim como o Brasil antes de Lula, cantado nos versos:
Meu Brasil novo
Brasil do povo
Que o Lula começou
Vai seguir com a Dilma
Com a nossa força
com o nosso amor
É dignidade partidária, de cabresto, independente da pessoa. Os cubanos que estão nos presídios por divergência de opinião, os jornalistas amordaçados e os milhares de cubanos assassinados ou que abandonaram a ilha por serem perseguidos pelo regime, obviamente não fazem parte dos cubanos dignos. Os indignos devem morrer, em greve de fome ou presos. No los queremos, como afirmou Fidel Castro. Difícil é entender a transmutação de bolsa governamental em dignidade. ‘Hoje tenho dignidade, recebo bolsa família’. É falsa dignidade e ainda mais, dependente do governo, como em Cuba. “Não pensem que eu vou à Cuba buscar modelo, não serve pra nós” Claro que não, em Cuba há praias maravilhosas, dizem. Em outro momento, Lula presidente afirma: “Eu e o Marco Aurélio [N.E. top-top Garcia], sobretudo, temos responsabilidade com a organização da esquerda na América Latina, porque criamos o Foro de São Paulo, e hoje, vários companheiros que assumiram a Presidência, eram companheiros do Foro de São Paulo, que participaram desde os anos 90. Então, como eu conheço toda essa gente, eu vou ficando otimista cada vez que eu vejo que a reunião andou um passo. De passo em passo, termina o meu mandato, vem outra pessoa, vai continuar dando passos, aí nós construiremos uma muralha da China aqui na América Latina.”
Muralha da China? Esse simbolismo isolacionista de “muro”, “muralha” também faz parte da história do século passado. Hummm. E também é de inspiração cubana, a ilha de dignidade. Ora, não é preciso que o modelo seja o mesmo, basta a inspiração. É o modelo mental dos dirigentes e do partido que gera o modelo político, amadurecido com e após a revolução cubana. Nós fizemos a revolução, disse Lula. Os meios são distintos mas o fim normalmente é o mesmo, ditadura de partido único e suas consequências. Ou então qual o motivo de se vangloriar com a revolução cubana? A inteligência política brasileira contrária ao projeto hegemônico petista não conseguiu acompanhar os passos do partido, seus símbolos e sua cultura subterrânea para poder prever os próximos lances, todos eles já cantados. Julgando-os de cima como toscos, vulgares, num péssimo português e brutamontes, foram engolidos. Ficando à reboque das ações do PT, contentando-se com a posição defensiva e de denúncia reiterada, tornou-se terrivelmente previsível ao inimigo político, que quanto mais agia na criminalidade, mais popular se tornava. Não se sabe ainda se a popularidade é advinda de simples ignorância, de pesquisas forjadas ou do senso de proteção que até os bandidos oferecem ao povo inerme. Quando nos anos 1990 o PT denunciava o que queria, ele não fazia apenas isso - como a oposição fez e faz hoje de forma tímida. Ele se articulava nos Foros de São Paulo para o momento do Grande Salto, o da destruição da ordem burguesa. Não digam que foram pegos de surpresa. Vinte anos não são vinte dias, como diria a vizinha patusca de Nelson Rodrigues.

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Dom, 05 de setembro de 2010 19:31 (Agapito Costa) Senhor "Excelentissimo Presidente Lula". Por favor responda porque a "Dra Olga Herrera Marcos" foi a primeira mulher a ser fuzilada em Cuba, após Fidel assumir o domínio da ilha ? Será por falta de dignidade ?
Qua, 01 de setembro de 2010 17:04 (Agapito Costa) Senhor presidente Lula,saiba que mesmo antes de se consolidar a lei nº 859 que "Che" Guevara pronunciou em uma conferência na praça Central da Universidade, na qual, depois de expor o seu conceito unilateral, estreito e marxista da univesidade, teve o desplante de dizer: "A história da Universidade de Havana começa agora".Lembramos que o estatuto da Universidade autônomo assumiu "manu militar". A lei nº 917 de 31/12/1960, extingui a inamovibilidade dos professores, funcionários e técnicos das três Universidades de Havana. Na mesma data baixou-se a lei nº 916, que criou o conselho Superior das Universidades, composta de membros do partido comunista. Portanto senhor presidente assuma seu lado comunista e pare de fazer o papel ridiculo.
Qua, 01 de setembro de 2010 10:36 (Agapito Costa) Sabemos que a "Universidade de Havana foi fundada em 1728, e levou José Marti ao excelso conceito "Ser culto é o único modo de ser livre". Em 10 de março de 1952, Fulgêncio Batista voltou a escarnecer do povo cubano. Pergunta-se: Por que este foco de cultura foi barbaramente atacado por Fidel Castro, que nomeou para a "Universidade", o comandante comunista Rolando Cubela para presidente da Federação de Havana ? Presidente Lula, o que o senhor sabe da lei nº 859 baixada em 04 de agosto ? Diga-me por que 75% dos professores da referida Univesidade foram afastados, ou perseguidos ? Sendo o senhor um admirador do povo cubano esta na hora de saber sobre suas histórias.
Ter, 31 de agosto de 2010 10:52 (Agapito Costa) Infelizmente, em 35 as raízes deste flagelo não foram de tudo estripadas como deveriam. Repetimos o mesmo erro em 64.
Persistir no erro é burrice...
A árvore cresceu, os frutos do comunismo estão maduros prontos para serem colhidos. Não podemos repetir os mesmos erros; ou acordamos e vamos á luta, ou vamos sucumbir, por pura e simples covadia. E não digamos que foi falta de aviso.
Muito embora, no fundo dos meus pensamentos, acredito que só com ajuda do"REINO DO ALTÍSSIMO", poderemos reverter este quadro com menos sofrimento para o Brasil.2. Ter, 31 de agosto de 2010 05:07 (Quase ex-brasileiro)Por burrice arrogante, indolência e amor à frivolidade, o "maravilhoso" povo desta taba escolheu o seu destino: a servidão à canalhice.
Ter, 31 de agosto de 2010 01:20 (MACARTHUR) "O pior cego é aquele que não quer ver", já dizia o ditado. Assim está o povo brasileiro nos dias atuais. Cego pela ignorância, cego pelo comodismo e pela conveniência. Acordará apenas quando sentir a barriga roncar de fome, e tiver em mãos o cartão de racionamento de alimentos, ou quando ver seus filhos sendo executados por divergirem das diretrizes do Poder Central. Deus tenha compaixão de nós e que antes que isso ocorra, possa ocorrer algo que impeça a vitória desses canalhas que desejam apenas ver sangue correndo e transformar a vida em um inferno ! O pior de tudo é que nesse momento não há opção de escolha, pois todos os candidatos alinham-se com esse ideal maldito do Comunismo.
Fonte: midiaamais