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domingo, 3 de março de 2013

Câmara e Senado juntas gastam 23 milhões por dia


Congresso Nacional custa R$ 23 milhões por dia
Marina Dutra - Do Contas Abertas

Em 2013, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem gastar juntos R$ 8,5 bilhões, o equivalente a R$ 23 milhões por dia. O valor é semelhante a todo o orçamento autorizado para a cidade de Belo Horizonte (MG) em 2012 – R$ 8,8 bilhões e aos dispêndios integrais de seis ministérios: Cultura, Pesca, Esporte, Turismo, Meio Ambiente e Relações Exteriores.

Veja tabela aqui.

Entre os gastos, estão incluídos os salários dos 15.647 servidores efetivos e comissionados da Câmara e dos 6.345 do Senado. As despesas, previstas na proposta Orçamentária da União para 2013, também incluem aposentadorias, pensões, indenizações, compra de materiais de consumo, serviços de terceiros, entre outros itens.

No ano passado, o Congresso Nacional gastou R$ 7,6 bilhões, valor 10% inferior ao previsto para o atual exercício. Desse total, R$ 373 milhões, ou 5% do valor, foram destinados ao custeio de despesas pendentes em 2011.

Apenas com o pagamento do vencimento aos servidores das Casas foram gastos R$ 3 bilhões, o que representa 40% das despesas do Congresso. Além dos salários propriamente ditos, dentro desse valor estão incluídos os adicionais noturnos, as incorporações, os adicionais de periculosidade e insalubridade, as férias, o 13º salário, entre outros. Só em adicional noturno, por exemplo, Câmara e Senado pagaram R$ 4,4 milhões em 2012.

Fora dos vencimentos, as despesas com horas extras somam uma quantia significativa ao orçamento do Congresso. Foram pagos pelas duas casas R$ 52 milhões em horas adicionais aos servidores. A Câmara dos Deputados foi responsável por R$ 44,4 milhões desse montante. O valor gasto pelo Senado só não foi maior, pois, de acordo com relatório divulgado no início do mês, a Casa economizou R$ 35 milhões com despesas de horas extras no ano passado, após a implementação do banco de horas.

Atrás apenas dos vencimentos, a maior despesa do Legislativo em 2012 foi com o pagamento de aposentadorias. Ao todo, R$ 1,7 bilhão foi gasto com os 2.839 servidores aposentados do Senado e com os 2.563 da Câmara. Em seguida, estão os custos das pensões, que somaram R$ 529 milhões.

Os gastos ainda envolveram os desembolsos com sentenças judiciais, indenizações e restituições e indenizações trabalhistas. As três rubricas custaram R$ 205 milhões ao Congresso. A Câmara dos Deputados foi responsável por 83% dos pagamentos deste tipo de despesa. Só em indenizações e restituições a Casa gastou R$ 145 milhões.

No ano passado, Câmara e Senado gastaram R$ 8,3 milhões com os pagamentos de auxílio-moradia aos parlamentares que não conseguiram vaga nos apartamentos funcionais. Entretanto, como mostrado no Correio Braziliense do dia 17 de fevereiro, a Câmara dos Deputados mantém 132 apartamentos de quatro prédios – dos 18 de que dispõe – vazios, à espera de reforma.

As despesas do Senado Federal em 2012 foram inferiores as dos últimos dois anos, considerando os valores constantes (corrigidos pela inflação). No ano passado, a Casa custou R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos. O valor também é menor que a média dos últimos sete anos – R$ 3,4 bilhões.

Já os gastos da Câmara dos Deputados foram os maiores desde 2003. A Casa pagou R$ 4,2 bilhões em 2012, montante superior em R$ 400 milhões a média dos últimos dez anos – R$ 3,8 bilhões.

Entenda o Congresso

O Congresso Nacional é constituído por 513 deputados e 81 senadores. Como o Senado representa a unidade da federação, todos os Estados (e o Distrito Federal) têm o mesmo número de representantes (três senadores), independentemente do tamanho de suas populações.

Na Câmara dos Deputados, o número de cadeiras por estado é distribuído conforme o número de habitantes da região. Entretanto, como essa proporcionalidade é limitada a um mínimo de oito deputados e a um máximo de setenta deputados por estado, a representação não se dá de forma justa. Enquanto Roraima tem um representante para cada 51 mil habitantes, São Paulo é representado por um deputado para cada 585 mil habitantes.

Segundo o Ministério do Planejamento, em 2012 a média salarial do Legislativo era de R$ 15.055. O valor é mais que o dobro do que ganham os servidores do Executivo – R$ 5.906. No Judiciário a média é de R$ 10.385.

Para se ter uma ideia, o salário de um parlamentar é de R$ 26,7 mil. O valor pode ser ainda maior se considerados os acréscimos de auxílio-moradia (R$ 3,8 mil) e a cota para exercício do mandato (R$ 34,2 mil).

Congresso brasileiro é o segundo mais caro do mundo

O congressista brasileiro é o segundo mais caro em um universo de 110 países. É o que aponta estudo realizado em 2012 pela Organização das Nações Unidas (ONU) em parceria com a UIP (União Interparlamentar), divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o levantamento, cada um dos 594 parlamentares do Brasil - 513 deputados e 81 senadores - custa para os cofres públicos US$ 7,4 milhões por ano. O custo brasileiro supera o de 108 países e só é menor que o dos congressistas dos Estados Unidos, cujo valor é de US$ 9,6 milhões anuais.

Em resposta à Folha, os assessores da presidência da Câmara disseram que a constituição brasileira é recente, o que exige uma produção maior dos congressistas e faz com que eles se reúnam mais vezes - na Bélgica, por exemplo, os deputados só têm 13 sessões por ano no plenário. No Brasil, a Câmara tem três sessões deliberativas por semana. Ainda segundo a publicação, no total, as despesas do Congresso para 2013 representam 0,46% de todos os gastos previstos pela União. O percentual é próximo à média mundial, de 0,49%.

Logo após a divulgação do ranking dos Congresso, o consultor político Rogério Schmitt escreveu um artigo para a Folha apontando dois motivos para o Congresso brasileiro ser o segundo mais caro entre os 110 países analisados.

Schmitt cita o elevado número de funcionários e aposentados na folha de pagamentos, como um dos fatores. Segundo ele, a quantidade é da mesma magnitude do Congresso americano.

O segundo fator é o número de dias com sessões plenárias no ano: em 2012 foram 160. O consultor político aponta que o Congresso brasileiro é o 5º que mais vezes se reúne para votar leis. No ano passado, o Congresso Nacional aprovou 193 leis ordinárias (propostas por parlamentares) e 45 medidas provisórias (propostas pelo Executivo).

Reforma administrativa do Senado

Um dia antes de ser entregue uma petição com cerca de 1,6 milhões de assinatura pedindo pelo impeachment de Renan Calheiros (PMDB), na terça-feira da semana passada, o Presidente do Senado anunciou reforma administrativa na Casa.

A reforma que prevê economia anual de R$ 262 milhões já foi aprovada pela Mesa Diretora do Senado. Embora a economia seja bem-vinda, ela representa apenas 7% do orçamento da Casa previsto para este ano, de R$ 3,5 milhões.

De acordo com o Senado, a proposta se baseou em sugestões apresentadas pelos dirigentes dos ¬diversos órgãos administrativos da Casa e procura eliminar excessos e superposições.

Entre as mudanças propostas, está a ampliaçao da jornada de trabalho dos servidores da Casa de seis para sete horas diárias. Além da não renovação de contratos de mão de obra com vencimento até o meio do ano e a demissão de 512 funcionários do apoio administrativo e outros 61 do arquivo, entre outras medidas.
Fonte: contasabertas.com.br

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Essa é a Dilma Rousseff, e isso é o PT!


O PT, aquele partido que arquitetou o maior esquema de corrupção da história do Brasil, oficializou ontem aquilo que todos já sabem - exceto o TSE, que finge não ver: Dilma Rousseff será a candidata do governo à sucessão de Lula.
Nem vou me deter falando das ideias estatizantes e filosocialistas da ex-terrorista e ex-sequestradora. Isso, acreditem, se tornou coisa pouca. O mais importante, creio, é tentar mostrar a todos quais são os heróis de Dilma. Quem são as figuras que a inspiram e que ajudaram a moldar o caráter daquela que pode se tornar a primeira mulher a presidir o Brasil.
Em seu longo discurso, Dilma disse, por exemplo, o seguinte:
Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.
Carlos Alberto Soares de Freitas.
Beto, você ia adorar estar aqui conosco.
Maria Auxiliadora Lara Barcelos.
Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.
 Iara Iavelberg.
Iara, que falta fazem guerreiras como você.
O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.
Os leitores talvez não saibam que são as distintas pessoas arroladas acima. Eu os ajudo a descobrir:
Carlos Alberto, conhecido como Beto, foi um terrorista como Dilma. Fez parte, assim como a atual candidata do PT, de grupos bandoleiros como Colina, Vanguarda Popular Revolucionária e VAR-Palmares. Dilma, que de bandido entende bem mais do que este vosso criado, afirmou que o - como é mesmo? - "companheiro de armas" adoraria estar lá, prestigiando o nascimento (oficial) da candidatura petista. Bem, eu duvido... O tal Beto, como todo terrorista vagabundo, não leva lá muito a sério esse negócio de eleição democrática. Pra ele, a democracia é só mais uma "invenção burguesa", que precisaria ser suprimida pela revolução.
O mesmo discurso vale para Maria Auxiliadora, a Dodora. Este, aliás, era um dos apelidos que a meliante costumava usar dentro das organizações terroristas de extrema esquerda da época. Para ser mais específico, a sujeita atuou abertamente dentro da VAR-Palmares, junto com Dilma e com o tal Beto. Era mais uma dessas "humanistas do assassinato", sempre disposta a sacrificar milhões de pessoas em nome de um amanhã glorioso.
Iara Iavelberg foi namorada de Carlos Lamarca. E isso, de per si, já bastaria para dar uma noção do caráter dela... E, sim! Eu realmente acredito que quem aceita se render a convescotes com um terrorista não possui muito crédito moral. A moça também atuou ativamente na VPR e no MR-8, dois dos mais sanguinários antros terroristas que a extrema esquerda já criou. Desnecessário dizer que ela também não dava a menor pelota para as urnas. O negócio dessa gente sempre foi a morte, a miséria e o terror.
Não deixa de ser sintomático ver quais nomes surgem na mente de Dilma no dia em que ela se torna a candidata oficial do governo Lula. Confesso que faria uma análise com a ministra, a fim de descobrir que tipo de sociopatia permite a um indivíduo correlacionar uma eleição democrática - como a deste ano - com um passado sanguinário de sabotagem da ordem democrática. Mas talvez Dilma nem veja nada de estranho nisso... Vocês sabem: essa coisa de rejeitar o terror é própria da "nossa moral burguesa"... A deles, é sabido, é muito mais nobre. São "bandidos com pedigree", pois cometem atrocidades para o nosso bem. Para salvar o mundo da opressão capitalista...
Eu ainda acredito que o povo brasileiro, uma vez confrontado com tais escolhas morais, rejeitaria Dilma imediatamente. Sei perfeitamente que o discurso ideológico está fora de moda no Brasil, mas considero isso um erro. A nossa sociedade é majoritariamente "conservadora" e, vocês sabem, ser conservador se tornou sinônimo de condenar o terror... Vai ver que isso aconteceu porque os pogreçistas decidiram abraçá-lo...
No mais, caso o que vai acima não sirva para tirar uns votos de Dilma, sempre é possível lembrar que ela e sua turma pretendem acabar com Jack Bauer e com o Dr. House. E isso nós não podemos permitir!
Postado por Yashá Gallazzi - domingo, 21 de fevereiro de 2010


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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Não "FALE COM TODOS OS DEPUTADOS"

Isto mesmo, não fale com todos os Deputados Federais. Até meados do ano de 2009 podíamos mandar mensagens através do site da Câmara Federal para todos os deputados ao mesmo tempo, Eu mandava, as vezes, mais de uma mensagem por dia. Isto causou furor em alguns que conseguiram tirar esta opção do menu do "fale com os deputados". Agora só podemos falar com cada um separadamente. Não podemos mandar um mensagem para todos ao mesmo tempo. Com isto eles não devem estar recebendo mais mensagens com sugestões ou reclamações, pois quem vai querer preencher o formulário mais de 500 vezes para falar com todos os deputados sobre o mesmo assunto? Impossível isto ocorrer, fiz vários contatos com a ouvidoria e postei anteriormente aqui sobre este assunto e agora recebi a resposta. Não me convence, é desrespeito com o eleitor e isto deve ser revertido nas urnas este ano. Precisamos trocar a maioria dos representantes que temos em Brasília. Para quem quer enviar uma reclamação para todos os deputados dou uma dica, o Gmail permite enviar para até 500 contatos uma mesma mensagem. Como são mais de 500 deputados e senadores, recomendo duas contas de email para conseguir mandar uma mesma mensagem para todos ao mesmo tempo. Eu tenho 4 contas de email do Google e uso as mesmas para este fim, não consigo evitar este contato saudável que tenho com a maioria deles. Para aqueles que gostariam de ter a lista de email's de todos deputados e senadores é só solicitar aqui nos comentários que envio ela completissima, ai é só colar no CC ou CCO (com copia ou com copia oculta) e enviar a mensagem. Coloco abaixo a resposta da ouvidoria sobre minha reclamação de tirarem do ar a opção falar com todos os deputados.

ouvidoria@camara.gov.br  - 11 jan 2010

Ouvidoria da Câmara dos Deputados

Sr.MOISESALBA

Nota de Esclarecimento sobre a retirada do item

"FALE COM TODOS OS DEPUTADOS"

A Ouvidoria Parlamentar da Câmara dos Deputados, por orientação política e pedagógica do Ouvidor, Deputado Mário Heringer, esclarece que a iniciativa de retirar o item "Fale com todos Deputados" no site da Câmara dos Deputados, foi um medida consciente e estudada a partir da própria importância do significado da intervenção popular.
Ao tomarmos esta atitude, fizemos clara demonstração de estarmos em sintonia com uma sociedade que se organiza em diversas matizes sociais, visando cobrar, intervir no processo legislativo e no mandato parlamentar.
É cediço que a Câmara dos Deputados é o Poder mais próximo do povo brasileiro que prima pela plena liberdade do exercício da cidadania. Contudo, a Ouvidoria Parlamentar trabalha movida pela experiências de entidades civis e movimentos organizados que acreditam que o melhor caminho para qualificar o Parlamento brasileiro é o de acompanhar pari passu o mandato, a partir da própria escolha do eleitor em eleger o seu candidato.
Diversas pesquisas comprovam que a população brasileira participa da eleição e vota; muitas vezes esquece em quem votou, pouco se importando em acompanhar o mandato parlamentar seja no Congresso Nacional, no Estado e ou no próprio município.
Infelizmente é um comportamento recorrente em tempos de pós-eleições que no entendimento do Ouvidor Parlamentar, urge pensar numa outra forma de participação popular, de forma mais didática e eficiente, em termos de cobrança e coerência político-partidária. A democracia se aperfeiçoa na mesma proporção em que o cidadão se organiza.
A supressão do "Fale com todos Deputados", foi pensando na melhor forma de qualificar o voto popular e a consciência coletivo do exercício da cidadania.
O lançamento de mensagens virtuais, de forma indiscriminada, para todos os deputados, independentemente do Estado donde o cidadão ou a cidadã esteja enviando mensagem, funciona mais como instante emocional e psicológico a que como instrumento de pressão popular. Na compreensão do papel da Ouvidoria, seria mais plausível o cidadão ou a cidadã cobrar de imediato do parlamentar no próprio Estado que o representa.
Esta experiência é sobejamente exercitada pelas entidades civis e movimentos sociais. Esta prática de endereçar, cobrar ou pressionar o parlamentar na base, no município ou no Estado é uma exercício habitual dos segmentos organizados, que compreendem que a melhor forma de manifestar as suas opiniões ou cobrar posturas políticas é individualizar a cobrança comportamental, política e ideológica dos nossos representantes.
A Ouvidoria Parlamentar, como interlocutora das manifestações populares, tem a clareza de que tal endereçamento "Fale com todos os Deputados", acaba atingindo a todos de forma aleatória, sem levar em conta a conduta individual. Por vezes, de forma equivocada, a opinião pública julga a todos em razão de comportamento desviante de um ou outro parlamentar.
Longe de cercear a liberdade de expressão, a Ouvidoria Parlamentar, ao tomar esta medida, não titubeou diante de eventuais reações contrárias. Já antevia tais contrariedades e de forma serena acata todas as manifestações e as respeita, sem abrir mão da própria convicção didática de que a melhor forma do cidadão se expressar ou indignar-se é cobrar daqueles que escolhemos nas urnas.
A democracia representativa importa em consolidarmos a própria consciência acerca da importância do voto e da eleição. Reconhecer o significado das eleições é reconhecer que a escolha dos nosso representantes requer que sejamos mais criteriosos nas decisões, pois a escolha equivocada implica em possível prejuízos para a sociedade e para espírito ética que tanto reivindicamos na política e no seio do nosso processo civilizatório.

Ouvidoria da Câmara dos Deputados
Palácio do Congresso Nacional
Praça dos Três Poderes
Brasília - DF
CEP 70160-900
Tel.: 0800 619 619

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