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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dilma na Veja - oportunidade perdida pelo veículo de comunicação

Dilma na Veja - NIVALDO CORDEIRO  - 14 JUNHO 2010  - MEDIA WATCH - OUTROS
Dilma não é apenas o continuísmo, é o mergulho do Brasil na associação com os revolucionários, os ditadores, os Estados delinqüentes, os narcotraficantes travestidos de estadistas na Venezuela, Equador e Bolívia. Veja omitiu-se vergonhosamente sobre o assunto. A entrevista de Dilma Rousseff estampada por Veja na sua última edição é um exemplo de anti-jornalismo. O que poderia ser a oportunidade para aquele veículo de comunicação mostrar as entranhas da candidata do PT tornou-se um exercício de levantamento de bolas para ela cortar, em favor de sua campanha. Uma vergonha jornalística, uma propaganda política disfarçada. Quero sublinhar aqui alguns trechos, pois as páginas amarelas de Veja serviram mais para ocultar do que para revelar o essencial da candidata. A primeira pergunta de Veja foi menos uma interrogação do que uma afirmação: "A senhora tem uma vantagem clara sobre o candidato Lula na eleição de 2002. Ninguém fala agora de um "Risco Dilma". Por quê?" Ora, o certo teria sido colocar que não apenas a candidata, mas toda a política do Brasil de Lula, tem colocado o Brasil em graves riscos geopolíticos, bem como internos também. Nada foi perguntado sobre o papel do PT no Foro de São Paulo, a interferência no governo de Honduras, o obtuso voto na ONU a favor da bomba atômica do Irã, a leniência do governo Lula com a Bolívia (ver o excelente artigo de Sérgio Fausto no Estadão de hoje sobre a expansão acentuada de produção de cocaína para o mercado brasileiro na Bolívia), o que quer dizer, com as FARC, a hostilidade para com a Colômbia, o alinhamento com a China (lembrar de que Lula reconheceu a China como economia de mercado, a piada do milênio). O risco do Brasil jamais foi tão grande, mas para os próprios brasileiros, não para os investidores internacionais. A eleição da candidata não é apenas o continuísmo, é o mergulho do Brasil na associação com os revolucionários, os ditadores, os Estados delinqüentes, os narcotraficantes travestidos de estadistas na Venezuela, Equador e Bolívia. Veja omitiu-se vergonhosamente sobre o assunto, permitindo à candidata dar declarações soporíferas e mentirosas, enganando os leitores (eleitores). As perguntas seguintes giraram em torno dos alicerces da política econômica, obviamente aproveitadas para mais uma rodada de tranqüilizantes soporíferos. Nenhuma pergunta sobre o gritante desequilíbrio de nossa balança comercial, o sintoma mais evidente de que algo de muito errado está acontecendo na economia brasileira. Nada sobre o abandono do mercado norte-americano, deprimindo as exportações. E qual é esse erro? O imenso gasto público, puxado pela expansão do funcionalismo e dos clientes da Previdência Social, os portadores de bolsa-ditadura e bolsa-esmola. Calar sobre isso é deixar a candidata fazer proselitismo solto, como se tudo estivesse em ótimas condições. Uma grande mentira jornalística. A pergunta específica sobre a política de juros serviu para mais propaganda do governo Lula, perdendo-se a oportunidade de apontar o íntimo conluio entre o PT e os banqueiros e os rentistas, em prejuízo dos brasileiros. Toda gente sabe que os pagadores do mensalão foram os banqueiros, mas a imprensa, conivente e omissa, não diz uma palavra sobre o assunto. Enquanto o mundo inteiro pratica juros negativos ou ligeiramente positivos, o Brasil tem a espantosa cifra de dois dígitos, agravando a despesa pública de forma cavalar e desnecessária, em detrimento da produção. Bem sabemos que alguém paga a conta da milionária campanha governista. A pior pergunta, todavia, veio na parte final: "A sua opção pela luta armada na juventude vai ser um assunto da campanha eleitoral. As pessoas querem saber se a senhora deu tiros, explodiu bombas ou seqüestrou". Além de negar que tenha tido responsabilidade direta nas atrocidades cometidas pela esquerda que pegou em armas, a candidata ainda mentiu miseravelmente ao dizer que "O objetivo prioritário era nos livrar da ditadura, e lutamos embalados por um sentimento de justiça, de querer melhorar a vida dos brasileiros". O repórter da Veja ignorou a fato histórico de que a guerrilha comunista queria implantar aqui a ditadura do proletariado e que o movimento militar aconteceu exatamente para evitar que isso acontecesse. Tudo ao contrário das declarações da candidata. Dilma Rousseff jamais lutou pela democracia e pela justiça, mas sim, pela ditadura nos moldes de Cuba e da China (e da antiga URSS, que mandava então fundos milionários para fazer a revolução armada entre nós). Essa gente era militante do comunismo internacional, então em forte expansão. Todos têm as mãos sujas do sangue dos brasileiros inocentes que mataram.

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Os petistas, Lula e o poder, custe o que custar

Política e cotidiano por Sérgio Montenegro às 20:31 - terça-feira, 8 de junho de 2010
Sapos barbudos
Bom petista é aquele que, mesmo depois de tantas mudanças de rumo, ainda se surpreende com as guinadas políticas promovidas, vez por outra, pelo comando da legenda. Mas poucos deles conseguiriam imaginar o pacote eleitoral que vem sendo preparado pela cúpula partidária para alguns Estados. A ordem é suspender projetos de candidatura própria e hipotecar apoio a concorrentes de partidos aliados do Palácio do Planalto. Ainda que seus nomes tenham figurado, no passado, no index de inimigos do PT. Que petista de carteirinha esperaria, por exemplo, receber orientação para apoiar a candidatura de Fernando Collor de Mello (PTB) ao governo de Alagoas? Só para ativar a memória: além de derrotar Lula em 1989, Collor foi apeado da Presidência com a ajuda dos caras-pintadas e dos parlamentares do PT. Mas depois de quase vinte anos, o ex-presidente, hoje senador, conquistou a simpatia do Planalto. E alguns bons cargos também. Calma, que o pacote eleitoral é maior que isso. Qual petista imaginaria, há dez anos atrás, ter que pedir votos para eleger Roseana Sarney (PMDB) governadora do Maranhão pela terceira vez? Pois o "pesadelo" está para acontecer. Falta apenas selar o acordo, gestado com o aval de Lula e do seu amigo José Sarney - "capo" do clã maranhense e pai de Roseana - que há alguns anos era chamado por ele de "o maior ladrão do Brasil". E pouco interessa se a direção estadual do PT no Maranhão já tinha costurado uma aliança com o PSB e o PCdoB, para apoiar a candidatura de Flávio Dino ao governo. Se depender da cúpula nacional petista, no feudo sarneyzista não vai ter candidato de oposição. Por último, o pacotaço eleitoral governista traz o apoio incondicional do Planalto à candidatura do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais. Uma decisão que só pode ser chamada de surpreendente pelos petistas "de raiz". Porque qualquer observador mais desapaixonado há tempos já teria notado a intenção da direção nacional de "rifar" a candidatura própria do ex-prefeito de Belo Horizonte, o petista Fernando Pimentel, para garantir apoio ao fiel ex-auxiliar de Lula. Traduzindo para bom português, a orientação do comando petista nesses Estados é a de engolir sapos, em nome da governabilidade. E já não se trata mais do governo Lula. Estamos falando do governo Dilma Rousseff. Até porque, Lula não parece mesmo lidar com a possibilidade de sua candidata perder a eleição. Depois de preparar um sólido palanque - sacrificando, para isso, algumas regras até então bastante caras aos petistas mais aguerridos - agora, o presidente sacrifica candidaturas dos próprios companheiros nos Estados. É o poder, custe o que custar.
Fonte: Polis

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O projeto de poder de Lula não admite barreiras éticas ou limites legais

Bofetada na lei e no Judiciário - CARLOS ALBERTO DI FRANCO - O Estado de S.Paulo
Cinco centrais sindicais - CUT, Força Sindical, CGTB, CTB e Nova Central - defenderam recentemente, na assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Paulo, a continuidade do governo Lula e alertaram para um "retrocesso", em clara referência ao pré-candidato tucano José Serra. O evento, pago pelo imposto sindical, que desconta um dia de salário ao ano de todos os trabalhadores com carteira assinada, custou pelo menos R$ 800 mil, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força. Como lembrou recente editorial do jornal O Estado de S. Paulo, ao se porem a serviço direto, sem disfarces, da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, a infração menos grave que as centrais sindicais cometeram foi a "antecipação" da campanha presidencial - até porque nem a Força Sindical nem a CUT foram as primeiras a fazê-lo. Mais grave foi a debochada afronta que o deputado Paulo Pereira da Silva lançou à Justiça Eleitoral, ao declarar que de nada adiantaria ser processado de novo - já teve quatro processos e duas condenações -, pois "continuaria a falar". E falou, tanto para dizer que não se pode deixar "esse sujeito" - referindo-se ao candidato José Serra - tornar-se presidente da República, porque ele "vai tirar os direitos do trabalhador", "vai mexer no Fundo de Garantia, nas férias, na licença-maternidade", como para defender a continuidade do governo Lula, com a eleição de Dilma. Independentemente da falta de compostura e da demagogia explícita do deputado-sindicalista, o que preocupa, e muito, é a tranquilidade demonstrada por Paulinho ao esbofetear a lei e ao esnobar o Judiciário. A legislação proíbe, expressamente, a participação de sindicatos em campanhas eleitorais. A participação aberta de entidades sindicais na campanha eleitoral é apenas consequência do total atrelamento do sindicalismo ao Estado, do desrespeito sistemático às leis e do reiterado deboche aos valores éticos da sociedade democrática. A estratégia dos sindicatos representa uma triste emulação do comportamento do presidente da República. Lula, de fato, tem dado um contínuo show de antecipação da campanha. As frequentes viagens e inaugurações presidenciais, pagas com dinheiro público e com a Dilma a tiracolo, estão registradas nas páginas dos jornais. Quando multado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula faz graça e vai em frente. O projeto de poder de Lula, o presidente mais popular de nossa História, não admite barreiras éticas ou limites legais. Em nome da governabilidade e da perpetuação no poder, Lula aliou-se ao que de pior existe na vida pública brasileira. A relativização dos valores e a condescendência com os companheiros e aliados envolvidos em graves irregularidades virou rotina na fala presidencial. "Errar é humano", disse Lula, referindo-se aos casos mais emblemáticos de corrupção. O presidente da República, subestimando a gravidade do mensalão, acariciou a cabeça de petistas pilhados em situações, no mínimo, constrangedoras. Os pequenos erros mencionados por Lula derrubaram, em 2006, o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, destituíram dezenas de diretores de estatais e mandaram para o espaço a cúpula do partido do presidente da República. De lá para cá, outros escândalos se multiplicaram como cogumelos. O governo Lula, seguindo os cânones da práxis (a manipulação da verdade justifica-se na luta pelo poder), instaurou a cultura do cinismo na vida pública deste país. A simples leitura da imprensa oferece um quadro assustador da estratégia. Esbofeteiam-se a lei e a ética numa escala sem precedentes. As responsabilidades submergem num caldo pastoso e amorfo. Assiste-se ao lusco-fusco da cidadania. E tudo isso sob o manto protetor de uma popularidade sem precedentes. Os acertos de Lula, que reconheço e louvo (os investimentos sociais e a manutenção dos fundamentos da economia), não me impedem de vislumbrar as sombras projetadas por seus defeitos: um pragmatismo aético e uma hegemonia que conspira contra a saúde democrática. O excesso de poder investido num projeto ideológico de poder não é bom para a cidadania. A dinheirama dos fundos de pensão e, agora, o controle dos sindicatos não combinam com uma sociedade aberta e plural. "A intensa e ampla cooptação de chefias e entidades sindicais por parte do governo não é uma novidade na história política do nosso e de outros países. Faz parte dos esquemas populistas. Basta lembrar Getúlio e Perón", observa o cientista político Leôncio Martins Rodrigues, professor titular aposentado da USP e da Unicamp, estudioso do sindicalismo. A ideia da recriação da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) faz pensar "num amplo movimento, que poderia ir mais além da "simples" eleição da Dilma e que terminaria na formação de uma só entidade sindical gigante. Lula, já fora da Presidência da República, seria o grande chefe, mais poderoso do que nunca, capaz de cortar qualquer pretensão de independência que sua candidata possa imaginar que teria, caso seja eleita". A Argentina, um país rico e com fabulosas possibilidades, foi, há décadas, sequestrada pelo peronismo. Seria trágico que o Brasil, um país que soube fazer de um metalúrgico um presidente bem-sucedido, fique refém do lulismo. Ninguém é insubstituível. A alternância está no DNA da democracia. Lula tem méritos? Inúmeros. Mas sua maior grandeza, seu genuíno serviço ao Brasil, seria a renúncia ao projeto pessoal de perpetuação no poder. Saber sair da Presidência para entrar na História.
DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR
Fonte: ESTADAO

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Lula e seu ambicioso plano para a implantação de um regime autoritário no Brasil

Lula - imagem estilhaçada - Por Carlos Alberto Di Franco - O Estadao de S.Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou em dezembro, às vésperas do Natal e aproveitando o recesso das festas, um ambicioso plano para a implantação de um regime autoritário no Brasil. Dias depois, por causa da reação dos comandantes militares à redação inicial do decreto, ensaiou um aparente recuo. Seguindo estratégia bem conhecida, tirou o bode da sala, mas manteve cobras venenosas debaixo da cama dos brasileiros. Estilhaçou-se, aqui e no exterior, a imagem do presidente da República. O líder equilibrado e respeitado vai, aos poucos, sucumbindo aos apelos do radicalismo ideológico. O projeto do presidente da República e de sua candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, reduz o papel do Congresso Nacional, desqualifica o Poder Judiciário, agride gravemente o direito de propriedade, sugere o controle governamental dos meios de comunicação e sujeita a pesquisa científica e tecnológica a critérios estritamente ideológicos. A educação, também moldada segundo os interesses do regime, faz parte do projeto. O governo deverá incentivar a produção de filmes, vídeos e áudios voltados para a educação sobre direitos humanos e para a reconstrução "da história recente do autoritarismo no Brasil". Será, como salientou recente editorial do jornal O Estado de S. Paulo, "um autoritarismo cuidando da história de outro". No campo dos valores morais e religiosos, tão caros ao povo brasileiro, o Lula real também mostrou sua verdadeira face. O presidente quer erradicar os símbolos religiosos dos estabelecimentos públicos, deseja descriminalizar o aborto e assume a bandeira da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Uma carta de leitora, publicada no jornal O Globo, mostra a reação dos brasileiros ao monstrengo presidencial. "O programa Nacional de Direitos Humanos me parece um pesadelo", escreve a leitora Célia Paula Borges, do Rio de Janeiro. "Se ele já estivesse em vigor, ao manifestar aqui meu desagrado sobre alguns itens, poderia ser perseguida, tendo em vista que minha mensagem será censurada. Se eu sair com minha cruz no pescoço, que uso desde criança, vou ostentar símbolos religiosos. Ao condenar a prostituição, estarei sendo preconceituosa com uma profissão legalizada. Se possuir algumas terras e, por alguma dificuldade financeira, não puder plantar nada, minha propriedade será invadida e não vou ter direito à reintegração de posse. Concluo que o melhor é ser ignorante, não manifestar nada, não ter religião, ser prostituta e pertencer a grupos que invadem terras alheias. Só assim vou ter meus direitos garantidos", conclui a leitora. O Brasil que Lula quer construir - autoritário e intolerante - tem pouca conexão com as verdadeiras raízes da nossa cultura. Agora, no ocaso de seu governo, mostra sua verdadeira face e quer impor um modelo autoritário inspirado no Foro de São Paulo, entidade fundada por Lula e Fidel Castro e cujas atas podem ser acessadas na internet. Está tudo lá. O pulo do gato, no entanto, reside em dois pilares do projeto: exercício da "democracia direta" e controle dos meios de comunicação. Tal como Hugo Chávez, o presidente Lula propõe a valorização de instrumentos como "lei de iniciativa popular, referendo, veto popular e plebiscito". É a instalação do populismo autoritário e a transformação de formas excepcionais de consulta em meios normais de legislação. Mas é no controle da imprensa, sobretudo da mídia independente e formadora de opinião, que os estrategistas do Planalto investem com mais vigor. Silenciada a imprensa, sucumbe a cidadania. Se as leis propostas forem aprovadas, o governo poderá suspender programações e cassar licenças de rádios e de televisões, quando houver "violações" de direito humanos. Será criado um ranking nacional de veículos de comunicação baseado em seu "comprometimento" com os direitos humanos. Lula manifesta crescente insatisfação com o trabalho da imprensa. Para o presidente da República, um político que deve muito à liberdade de imprensa e de expressão, imprensa boa é a que fala bem. Jornalismo que apura e opina com isenção incomoda. Está, na visão de Lula, a serviço da "elite brasileira". Na verdade, cabe à imprensa um papel fundamental na salvaguarda da democracia. Devemos, sem engajamento e atitudes de contrapoder, aprofundar fortemente no processo de apuração. A defesa da liberdade passa pela guerra ao jornalismo de registro e pela promoção da investigação de qualidade. Precisamos, sistematicamente, ir além das declarações para desnudar as reais intenções. Um jornalista deve ser um homem livre, independente, um demolidor de tabus, um questionador do politicamente correto. É a nossa missão. É o nosso papel. É o que a sociedade espera de nós. Não é de hoje a fina sintonia de Lula com governos autoritários. Assiste-se, de fato, a um processo articulado de socialização do continente. A biografia do presidente Lula foi construída graças aos seus méritos pessoais e aos amplos espaços que a democracia oferece a todos os cidadãos. Mas o poder fascina e confunde. Preocupam, e muito, a letra e o espírito do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). O governo se empenhará para que o assunto desapareça do noticiário. Mas o nosso dever é manter a cena iluminada. Os brasileiros apreciam a democracia. Assim como condenaram a ditadura militar, não aceitam projetos autoritários que, sob o manto da justiça social, anulam um dos maiores bens da vida: a liberdade.
Carlos Alberto Di Franco, doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, professor de Ética, é diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br) e da Di Franco - Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com) E-mail: difranco@iics.org.br


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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Em qual Lula acreditar? Quem apoia Roseana hoje?

Quem é Lula? Em qual deles acreditar? O Brasil e o Maranhão não merecem continuar convivendo com estas pessoas.... Veja o Vídeo e conclua. Lula fala em discurso quem é Roseana Sarney.



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PARAPRESIDENTE

Uma menininha de seis anos, vendo o grande apelo de marketing dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos pergunta para o seu pai:
- Papai, o que são PARAOLIMPÍADAS?
O pai responde:
- Assim como tivemos os Jogos PANAMERICANOS e os PARAPANAMERICANOS, teremos as OLIMPÍADAS e as PARAOLIMPÍADAS.
- As PARAOLIMPÍADAS, como os PARAPANAMERICANOS, são para os atletas especiais, com deficiência física ou mental. Entendeu, filhinha?
- Entendi tudinho, papai.
- É por isso que teve eleição PARAPRESIDENTE e o Lula ganhou, né?

 
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terça-feira, 8 de junho de 2010

A Onézima Explicação Petista


Fonte: Exilados
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Lula é o que?? ...é ver o presidente assumir a postura de um contraventor da lei,

Contraventor contumaz, por Paulo Brossard*
Tenho sob os olhos a primeira página de um dos jornais de maior circulação entre nós e cuja manchete diz tudo em duas linhas, “Lula pela quarta vez é multado pelo TSE”. Em outra folha, leio que a procuradora da República e vice-procuradora-geral eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral, Sandra Cureau, chama a atenção para o deslize que se repete e que pode comprometer o registro da candidata oficial, também duas vezes multada pela mais alta Corte eleitoral do país. Para completar o quadro, a corte (aqui a corte é em minúscula) dos amigos do rei se mostra indignada com a independência do Ministério Público e com sua vigilância ainda que discreta. Enfim, meia dúzia de palavras que se interpenetram e não ocultam a gravidade da arrogância cometida. Porque lei alguma permite a quem quer que seja colocar-se acima da lei e, em se tratando do presidente da República, o mau exemplo é ainda mais censurável.
Já vivi alguns anos e testemunhei muitas coisas pouco exemplares, mas nunca vi o presidente da República ser censurado pela Justiça Eleitoral por infração à lei e, indiferente ou desdenhoso, repetir a falta uma, duas, três vezes. Em uma delas chancelou, dizendo que mandaria a multa para os ouvintes. É de convir-se que o presidente nada ganha com essas vulgaridades e muito se afasta das regras do decoro que a liturgia do cargo lhe impõe. Volto a dizer que lei alguma permite ao presidente proceder, no trato com um dos ramos do Judiciário, com essa licenciosidade de contraventor contumaz.
Chama a atenção esse procedimento presidencial, tanto mais quando ele decorre de um ato que lei alguma lhe permitiria praticar, a escolha se sua própria sucessora, por decisão solitária.
A propósito, vou lembrar uma situação, não por prazer, mas com pesar, que se tornou corrente no regime autoritário. O que foi feito agora lembra, com efeito, o que era habitual; os presidentes militares tomaram decisões repugnantes, restando à Arena o privilégio de conformar-se com elas. Ao maior partido do Ocidente, como foi cognominado, cabia chancelar o que o Executivo todo poderoso fazia majestaticamente. Não sei por que, talvez pelo papel que se lhe reservava, “o maior partido do Ocidente” trocou de nome duas vezes, se não estou enganado, parece que levado pela necessidade de desvincular-se dos seus tempos de gloriosa... servidão.
Como à Arena do passado, ao numeroso partido do presidente, a despeito das várias facções que o segmentam, foi reservado o honroso encargo de aprovar a escolha unipessoal do presidente pelo silêncio e desse modo engolir a indicação feita e entregue ao saber dos marqueteiros, do penteado ao estilo das roupas e à linguagem com acentos cesáreos.
Deixando de lado esses aspectos, embora nada irrelevantes, o fato que constrange
é ver o presidente assumir a postura de um contraventor da lei, assim acoimado pela mais alta Corte eleitoral do país, já agora sob a advertência do Ministério Público Federal. Terá sido essa estranha febre que levou o presidente da República ao redil finamente democrático de Ahmadinejad ou terá sido nas terras persas que o presidente contraiu a febre islâmica?
Faz mais de século, Rui Barbosa notou que “as ideias políticas germinam e frutificam em utilidades como as sementes no solo, ou produzem nas sociedades fenômenos fatais, como os venenos nos organismos vivos”. E não se esqueça o presidente de que os maus exemplos são ainda piores, porque mais fáceis de serem repetidos.
*Jurista, ministro aposentado do STF
Fonte: ZeroHora

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"Vou implantar o Socialismo no Brasil", diz Lula à Walesa



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"O PT é um serpentário, que não está preparado para fazer uma campanha e muito menos para governar o País"


Pivô do escândalo do suposto dossiê contra o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, o ex-delegado da Polícia Federal Onézimo Sousa disse ontem ao Estado ter provas de que a proposta de espionagem política partiu do comando do PT, em reunião para a qual foi convocado num restaurante de Brasília. Ele disse que aceita fazer uma acareação "para desmascarar" os emissários petistas presentes, que teriam se apresentado em nome do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. "Tenho provas definitivas da abordagem que eles me fizeram e topo a acareação de bom gosto, desde que seja séria, na Justiça", afirmou.
Ele disse que recusou a proposta de trabalho, pela qual receberia R$ 1,6 milhão em dez parcelas, porque considerou o comitê petista uma bagunça, sem controle e dirigido por irresponsáveis. "O PT é um serpentário, que não está preparado para fazer uma campanha e muito menos para governar o País", disse.
Ligado à comunidade de informações, Onézimo afirmou que, pelo que constatou, "há uma guerra de facções" no PT envolvendo, de um lado, Pimentel e do outro o ex-ministro Antônio Palocci e o deputado estadual Rui Falcão.
Ele disse que recusou a proposta e avisou que a iniciativa repetiria o episódio dos "aloprados" - o escândalo que levou à prisão de um grupo de petistas envolvidos na confecção de um dossiê contra Serra na eleição de 2006.
Da reunião em Brasília, realizada em abril, participaram o jornalista Luiz Lanzetta, dono da empresa Lanza, ex-coordenador da área de comunicação da campanha petista, o empresário Benedito de Oliveira Neto, sócio das empresas Dialog e Gráfica Brasil, que prestam serviços ao governo federal, e o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que acusa Onézimo de ser o autor da proposta de espionagem política.
O ex-delegado negou a acusação de que tenha trabalhado numa equipe de espionagem montada pelo deputado Marcelo Itagiba, também ex-delegado federal, a serviço de Serra quando este era ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas admitiu ter ligações com ele. 


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