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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CAUSAS DA LENTIDÃO

EDITORIAL - FOLHA DE S. PAULO - 7/9/2010
Lula e Dilma Rousseff demoraram dois mandatos para corrigir falhas em tarifa de luz que prejudicavam famílias de baixa renda
Ao longo de dois mandatos, tornou-se comum ouvir queixas do presidente Lula a respeito da lentidão da máquina pública e do excesso de burocracia e de normas que a emperra. Ainda que haja muita verdade nessa constatação, ela não justifica os recorrentes desafios do petista, retóricos ou factuais, à legislação vigente e aos órgãos de fiscalização do Estado, como o Tribunal de Contas da União.
Tampouco desculpa -era esse o verdadeiro intento do queixume- os erros, as hesitações e a lentidão de seu governo na execução de investimentos e projetos.
Um novo exemplo de ineficácia administrativa, oriunda não das profundezas da burocracia "ibérica" do Estado brasileiro, mas de falhas de gestão da hoje candidata Dilma Rousseff, foi revelado pela Folha no domingo.
Alertada pelo TCU no início de 2003 sobre deficiências na lei que instituía uma "tarifa social" na conta de luz, a então ministra de Minas e Energia tardou em reconhecer e corrigir o erro, o que de fato só veio a ser feito anos depois de sua transferência daquela pasta para o comando da Casa Civil.
Criado no governo Fernando Henrique Cardoso, o benefício oferecia um abatimento na conta de energia dos domicílios que consumissem até 80 kWh por mês. Ao pretender subsidiar o acesso da população de baixa renda à rede elétrica, o programa falhava na seleção do público-alvo. Pelas regras originais, imóveis ociosos, como casas de praia, tinham acesso ao desconto.
O tribunal de contas afirma que metade dos recursos despendidos com a "tarifa social" no período em que Dilma esteve à frente do ministério -R$ 989 milhões de um total de R$ 1,978 bilhão- pode ter sido desperdiçada dessa forma. Por outro lado, residências de pessoas pobres foram preteridas pelo programa -muitas consomem acima do limite estabelecido, devido ao alto número de moradores sob o mesmo teto.
Os avisos se sucederam, endereçados à ministra -hoje exaltada na propaganda partidária por sua suposta capacidade gerencial. Já em 2003 os integrantes do TCU pediam que a responsável pela pasta contratasse estudo que indicasse novo cálculo para a tarifa, mais adequado a seus objetivos. Em 2005, novas recomendações. Dois meses depois da saída de Dilma da pasta, naquele mesmo ano, o novo titular criou um grupo de trabalho sobre o tema.
O estudo requisitado em 2003 só se materializou em janeiro de 2006. Em 2008, um projeto de lei afinal propôs novo critério para a tarifa, que agregava ao baixo consumo a comprovação de renda do beneficiado. O presidente sancionou a regra em janeiro deste ano.
Dilma Rousseff afirma ter trabalhado para mudar a forma de concessão do benefício e alega dificuldades na criação de um sistema para identificar corretamente as famílias pobres. Lula e a candidata por ele inventada, de toda forma, não podem pretender ter agido com eficácia neste episódio -nem responsabilizar normas e fiscalizações pelo atraso.
Fonte: pps

CARGA TRIBUTÁRIA CONTINUA A SER DAS MAIORES DO MUNDO

EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 7/9/2010
A recessão econômica e as isenções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ajudaram a reduzir levemente, em 2009, a proporção entre a carga tributária e o Produto Interno Bruto (PIB) - de 34,41%, em 2008, para 33,58%, no ano passado. Mas os dados distribuídos pela Receita Federal mostram que o Brasil continua a figurar entre os países que cobram tributos proporcionalmente mais altos.
Países com serviços públicos de qualidade muito superior aos do Brasil têm carga tributária semelhante, caso da Grã-Bretanha, cuja carga é de 35,7% do PIB (1,3 ponto porcentual maior que a do Brasil), e da Alemanha, cuja carga de 36,4% é 2 pontos porcentuais superior à brasileira. Em outros países a carga tributária é muito superior à do Brasil, como na Noruega (42,1%), na Suécia (47,1%) ou na Dinamarca (48,3%), mas é incomparável a qualidade das redes de proteção social desses países com a do Brasil.
Em alguns países ricos - e em graus variáveis - a carga chega a ser menor que a do Brasil, como no Japão (17,6% do PIB); nos Estados Unidos (26,9%); na Suíça (29,4%); no Canadá (32,2%); e na Espanha, 33% do PIB.
Com carga de 34,4% do PIB, o Brasil cobrou dos contribuintes apenas 1,1 p.p. menos do que os países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja carga média foi de 35,5% do PIB.
Em 2009, o Produto Interno Bruto brasileiro caiu 0,2% - e este foi o fator decisivo para a menor arrecadação de tributos. Mas a carga sobre a folha de salários aumentou 0,45 p.p. e os impostos sobre a propriedade não sofreram declínio. A Previdência Social arrecadou mais 0,35 p.p. e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mais 0,12 p.p. do PIB.
O tributo que mais contribuiu para a queda da receita foi o IPI, com 0,34 p.p. do PIB; seguindo-se o Imposto de Renda, com 0,32 p.p.; a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com 0,28 p.p.; e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com 0,14 p.p. Cabe notar que a diminuição do IPI sobre veículos, materiais de construção e eletrodomésticos ajudou a atenuar a queda do PIB. A União perdeu mais receita (0,67 p.p.) do que os Estados (0,16 p.p.), enquanto os municípios conseguiram preservar a arrecadação, que depende do Imposto Sobre Serviços (ISS) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Com a retomada da economia, a carga tributária voltará a crescer, como proporção do PIB. Além disso, poderá subir ainda mais, pois a candidata oficial à Presidência já prometeu recriar a CPMF ou tributo similar.
Fonte: pps

A POLÍTICA DO DEBOCHE

EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 7/9/2010
Quanto mais se acumulam as evidências de que o PT é o mentor do crime continuado da devassa na Receita Federal, de dados sigilosos de aliados e familiares do candidato presidencial do PSDB, José Serra, tanto mais o presidente Lula apela para o escárnio. É assim, desenvolto diante da exposição das novas baixezas de sua gente, que ele procura desqualificar as denúncias de que as violações tinham a única serventia de reunir material que pudesse ser utilizado contra os adversários da candidata governista, Dilma Rousseff.
Do mensalão para cá, essa atitude só se acentuou. No escândalo da compra de votos no Congresso Nacional, em 2005, ele ficou batendo na tecla de que não sabia de nada e que, de mais a mais, o que a companheirada tinha aprontado - diluído na versão de que tudo se resumia a um caso de montagem de caixa 2 - era o que se fazia comumente na política brasileira. Depois, propagou e mandou propagar a confortável teoria de que as acusações eram parte de uma "conspiração das elites" para apeá-lo do poder. Mas não chegou a zombar acintosamente das revelações que iriam ficar gravadas na história de seu partido.
Já no ano seguinte, quando a polícia detonou a tentativa de um grupo de petistas, entre eles o churrasqueiro preferido de Lula, de comprar um falso dossiê contra o mesmo José Serra, então candidato a governador de São Paulo, o presidente incorporou ao léxico político nacional o termo "aloprados" com que, para mascarar a gravidade do episódio, se referiu aos participantes da torpeza. Agora, enquanto escondia a sua escolhida - acusada pelo tucano como responsável, em última instância, pela fabricação de novo dossiê com os documentos subtraídos do Fisco -, o presidente se abandonou ao cinismo.
No fim da semana, em um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, a que Dilma não compareceu, ele acusou Serra de transformar a família em vítima. Ou seja, o que vitimou a filha do candidato não foi a comprovada captura de suas declarações de renda por um personagem do submundo - cuja filiação ao PT só não se consumou por um erro de grafia de seu nome -, mas o "baixo nível" da campanha do pai, que tratou do escândalo no horário de propaganda eleitoral. E ele o teria feito porque "o bicho está em uma raiva só" diante dos resultados desfavoráveis das pesquisas eleitorais. "É próprio de quem não sabe nadar e se debate até morrer afogado", desdenhou.
O auge da avacalhação - para usar uma palavra decerto ao gosto do palanqueiro Lula - foi ele perguntar retoricamente: "Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê os vazamentos?" Se é da filha de Serra que ele falava, o sigilo vazou para os diversos blogs lulistas que publicaram informações a seu respeito que só poderiam ter sido obtidas a partir do acesso ilícito aos seus dados fiscais. E o presidente sabe disso desde janeiro, quando o ainda governador Serra o alertou para a "armação" contra seus familiares na internet. Confrontado com o fato, Lula disse, sem ruborizar-se, ter coisas mais sérias para cuidar do que das "dores de cotovelo do Serra".
Se, no comício, a sua pergunta farsesca tratava das outras pessoas ligadas ao candidato, como, em especial, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o sigilo vazou para membros do chamado "grupo de inteligência" da candidatura Dilma. No caso de Eduardo Jorge, aliás, a invasão não se limitou à delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista, a primeira cena identificada do crime. Na última quinta-feira, o Estado revelou que um analista tributário lotado na cidade mineira de Formiga, Gilberto Souza Amarante, acessou dez vezes em um mesmo dia os dados cadastrais do tucano. O funcionário é petista de carteirinha desde 2001.
Ninguém mais do que Lula, com o seu imitigado deboche, há de ter contribuído tanto para a "maria-mole moral" em que o País atolou, na apropriada expressão do jurista Carlos Ari Sundfeld, em entrevista no Estado de domingo. Nem a bonança econômica nem os avanços sociais podem obscurecer o perverso legado do lulismo. Por minar os fundamentos das instituições democráticas, essa é hoje a mais desafiadora questão política nacional.
Fonte: pps

RECEITA DEMONSTRA NÃO TER COMANDO

EDITORIAL - O GLOBO - 7/9/2010
A semana passada chegou ao fim com o PT, a candidata Dilma Rousseff e o presidente Lula na defensiva, cada um a seu modo. Silêncios, evasivas e deboches foram usados na tentativa frustrada de desconectar militantes petistas do grave caso de acesso criminoso a aquivos da Receita Federal em busca de informações que desestabilizassem a campanha tucana à presidência. A cronologia da sucessão de fatos que denunciam de maneira cristalina como o aparelhamento político-partidário da máquina pública corrói as bases do estado de direito começa em abril de 2009, quando o analista tributário Gilberto Souza Amarante, de seu terminal na cidade de Formiga, interior de Minas, acessa por dez vezes informações sobre Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente tucano, alvo escolhido para ser investigado pelo "núcleo de inteligência" que funcionaria no PT.
Amarante é um petista de carteirinha desde 2001. Ontem, ele negou qualquer má intenção ao dar entrada no sistema da Receita Federal com o CPF de Eduardo Jorge. Afirma que procurava dados de um homônimo. Difícil acreditar, pois, quase cinco meses depois, ocorreria mais um ataque em busca de informações sobre tucanos: Antônio Carlos Atella Ferreira, identificado como contador, deu entrada, na delegacia da Receita em Santo André, no ABC paulista, com procuração falsificada para obter dados do imposto de renda de Verônica Serra, filha do candidato tucano. Atella Ferreira tem ficha de filiado ao PT - o partido desmente, mas a Justiça Eleitoral confirma. A nebulosidade que cerca o personagem é compatível com o tipo de crime que executou.
O comportamento da Receita, do ministro da Fazenda Guido Mantega, superior hierárquico do órgão, e de Lula esteve à altura de toda esta desabonadora história. O presidente, com sarcasmo, se fez de desentendido sobre as reclamações que Serra lhe fizera, não porque a internet fora usada para fazer circular dados privados da filha, mas devido à evidência da invasão de computadores do Estado. A Receita, dirigida por Octacílio Cartaxo, comprovadamente retardou o envio de resultados da sindicância em Santo André para o Ministério Público, manobra com evidente intenção de proteger a campanha de Dilma Rousseff. Já o superior hierárquico de Octacílio, o ministro, procurou minimizar o acesso a informações privadas de tucanos e da filha de Serra da pior maneira: vulgarizou o crime de quebra de sigilo num setor-chave da administração pública sob sua responsabilidade. Eis um caso de gestão temerária contra o interesse público.
Ganhe a eleição Dilma, Serra ou Marina Silva, a sociedade brasileira está diante da séria ameaça de haver segmentos estratégicos do Estado sob controle de militantes petistas, sindicalistas, grupos subordinados a corporações. E sem qualquer controle, pois até o Ministério da Fazenda considera rotineiro o desvio de dados dos seus computadores.
Fonte: pps
Secretário da Receita na era FH, Everardo Maciel identifica a origem do descontrole na decisão do governo Lula de permitir o loteamento do órgão entre correntes políticas e sindicais do setor. E agora se vê que a Receita se tornou um instrumento à mercê de quadrilhas que atuam em balcões de negócios escusos com informações sobre o patrimônio e renda de milhões de brasileiros, de interesse de meliantes políticos, sequestradores, estelionatários, toda sorte de marginais.

ÚLTIMO DA FILA

EDITORIAL - ZERO HORA (RS) - 8/9/2010

Mesmo com os esforços empreendidos nos últimos anos para levar mais alunos a concluírem o Ensino Médio e para facilitar o acesso à universidade, o Brasil continua em último lugar na fila quando o critério é o número de diplomas de Ensino Superior. No estudo Olhares sobre a Educação 2010, divulgado ontem, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alerta para o fato de que, entre 39 países pesquisados, o Brasil aparece com o menor percentual da população entre 25 e 34 anos com Ensino Superior completo. Com um percentual de apenas 11%, o país está longe da média de 35% registrada pela instituição no mesmo levantamento, o que dá uma ideia do quanto ainda precisa avançar nesta área.
Além de apontar escassez de mão de obra qualificada, o levantamento demonstra que, entre quem concluiu o Ensino Médio, a taxa de desemprego costuma se mostrar ainda maior do que entre quem não atingiu esta etapa. O fenômeno reforça a tese de que não basta apenas ampliar a média de anos de escolaridade dos brasileiros, inferior até mesmo à de muitas nações sul-americanas. O país precisa investir em ensino de qualidade mas também no fortalecimento de um mercado capaz de absorver e valorizar adequadamente profissionais mais habilitados.
Além do reduzido número de profissionais de nível superior, em comparação com outros países, o Brasil tem carências particularmente preocupantes sob o ponto de vista da formação profissional. É o que acaba ocorrendo, por exemplo, pelo fato de formar a cada ano menos da metade das necessidades na área de engenheiros profissional que costuma ter sua procura ampliada em momentos de reativação econômica. O descompasso é agravado pelas disparidades registradas entre a qualificação obtida nas universidades e as carências das empresas interessadas nesses profissionais.
Todas as projeções são de que, em 2010, o país viverá um recorde histórico sob o ponto de vista da criação de empregos. Só no primeiro semestre, foram ocupadas quase 1,5 milhão de vagas. Até o final do ano, a expectativa do Ministério do Trabalho é de que o total possa alcançar 2,5 milhões de oportunidades no mercado formal. A questão é que a quantidade pode ser boa, mas a qualidade deixa a desejar. As vagas, em sua maioria, são geradas em áreas de pouca exigência sob o ponto de vista da qualificação e, em consequência, nas quais os ganhos costumam frustrar os trabalhadores que, ou têm pouca qualificação, ou já concluíram até mesmo o curso superior, mas são obrigados a se contentar com oportunidades nas quais as exigências são apenas de nível médio. Um dos tantos desafios de quem vier a suceder ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de janeiro é o de reforçar o volume e a qualidade dos investimentos em ensino em todos os níveis, contribuindo para levar o Brasil a se situar melhor nos rankings educacionais.
Fonte: pps

William Woo: Comportamento de Lula não é o que se espera de um chefe de Estado

08/09/2010 - Por: Renato Nunes 
O deputado federal William Woo (PPS-SP) classificou como lastimável a participação do presidente Lula no programa eleitoral da candidata governista Dilma Rousseff na noite desta terça-feira (7). Woo, que está em campanha pela reeleição no interior de São Paulo, disse ao Portal do PPS que o presidente abdicou da neutralidade e do distanciamento que se espera de um Chefe de Estado, principalmente em uma data nacional tão importante como o dia da Independência."Não tenho notícias na história recente da República de que outro presidente tenha deixado de se pronunciar à nação em rede nacional para comportar-se como mero cabo eleitoral de campanha, isso é lamentável em todos os sentidos", criticou o parlamentar, que integra a comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e a de Constituição e Justiça, da Câmara dos Deputados.
Violação de sigilo
Para William Woo, o recente episódio de violação de sigilo fiscal de pessoas ligadas a partidos da oposição, incluindo Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra, trata-se de algo muito grave e que não pode ser varrido para baixo do tapete como parece querer o governo federal."Independentemente dos nomes envolvidos, o episódio revela uma completa falta de respeito à cidadania, à Constituição, à sociedade brasileira e às nossas instituições", alertou. Na avaliação do deputado, o caso deve ser esclarecido e os agentes públicos envolvidos devem ser punidos exemplarmente, para servir de modelo. "O Estado e suas instituições não podem ser instrumentalizados de acordo com a vontade ou interesses dos governantes, que são passageiros", disse.
 Fonte: pps.org.br
  
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 O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria. Churchill

Ao tentar transformar vítimas em réus, Lula mostra que não é mais presidente, apenas cabo eleitoral

08/09/2010 - Presidente do PPS critica ataque de Lula a oposição em programa de Dilma.
Causou indignação na oposição o papel agressivo que o presidente da República assumiu no último programa eleitoral da candidata do PT, Dilma Roussef. Foi uma atitude inédita no país até então. O presidente do PPS, Roberto Freire, acha que o fato de Lula ter aparecido se fazendo de vítima e acusando a oposição de baixar o nível da campanha demonstra que "ele já não é mais o presidente". Para Freire, Lula "abdicou do cargo e das responsabilidades, perdeu o respeito pela instituição Presidência da República ao transformá-la em instrumento eleitoral; tornou-se cabo eleitoral da candidata dele".Freire disse que a vítima não é Dilma, mas todos os brasileiros, ou seja, a situação é o contrário do que disse Lula no programa eleitoral. "É um governo que não respeita as instituições republicanas, desmoraliza o Estado, as repartições públicas, como no caso das quebras de sigilo, que deixou a Receita Federal completamente desmoralizada". Na opinião de Freire, "isso é próprio de uma republiqueta".Normalmente, no dia sete de setembro, os presidentes da República pedem a formação de cadeia de rádio e televisão para um pronunciamento à nação. O presidente Lula não fez isso. Entretanto, apareceu no final do programa da candidata Dilma vestindo terno, usando o broche da Presidência para acusar a oposição e defender a ex-ministra. Embora ostentasse o brasão, não parecia um presidente; apenas mais um político no jogo demagógico a tirar proveito do cargo, utilizando a mentira em prol de seu projeto de continuar no poder.
Fonte: pps.org.br
  
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Honoráveis terroristas


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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Se apoiasse a candidata de Lula, Fernando Henrique seria canonizado pela seita

via Augusto Nunes - VEJA.com de Augusto Nunes em 07/09/10
Se não lhe sobrasse a dignidade que falta a tantos cardeais da oposição, se não soubesse o que é o sentimento da honra, se não tivesse uma história a preservar, Fernando Henrique Cardoso trataria de fazer o que já teriam feito, em seu lugar, os oportunistas monitorados pelo imediatismo cretino dos marqueteiros: perguntaria ao chefe da campanha de Dilma Rousseff se está interessado numa declaração de apoio à candidata. Claro que sim, berraria Lula ainda no meio da pergunta. E nem esperaria o fim da conversa para convocar uma cadeia nacional de rádio e TV, e comunicar aos brasileiros, na hora do Jornal Nacional, que fora Lula nunca antes neste país houve um governante como FHC.
Os devotos da seita , como ensinaram os casos de José Sarney e Fernando Collor, são todos desprovidos de autonomia afetiva: amam quem está com o chefe, odeiam quem está contra o chefe. Anunciada a canonização, tanto os Altos Companheiros quando os soldados rasos das milícias se poriam de joelhos para rezar em louvor de São Fernando Henrique. No mesmo dia, o Grande Satã do PT seria instalado na vaga mais espaçosa do altar companheiro. E o horário eleitoral governista começaria a contar ao Brasil quem é o mais recente aliado de Dilma Rousseff.
O primeiro programa, dedicado ao Plano Real, provaria que a inflação foi vencida por FHC. O segundo, amparado na Lei de Responsabilidade Fiscal, provaria que foi ele o único presidente a impor limites à gastança criminosa do dinheiro público. Um ensaio do professor Antonio Cândido registraria a importância da obra do sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Um artigo da professora Marilena Chauí lembraria que o mundo que se ilumina quando ouve Lula fica cheio de estrelas quando lê Fernando Henrique. E a UNE finalmente voltaria às ruas para exigir que o professor Fernando Henrique Cardoso fosse aclamado paraninfo de todas as turmas diplomadas em 2010.
No último programa da temporada, Lula juraria que nunca ouviu falar em "herança maldita": se alguém ousasse usar tal expressão em sua presença, sairia da sala aos arrancos, solidário com o homem que fixou as diretrizes da política econômica. Depois de lembrar que só por isso o Brasil sobreviveu a crises internacionais e continua crescendo, Lula lembraria, com Henrique Meirelles ao lado, que entregou a presidência do Banco Central a um deputado federal eleito pelo PSDB porque não se mexe em time que está ganhando.
Em menos de três semanas, os brasileiros descobririam que devem ser creditados à Era FHC os programas sociais que originaram o Bolsa Família, o tratado de paz que encerrou o interminável conflito fronteiriço entre o Peru e o Equador, a construção do gasoduto que liga a Bolívia ao Brasil, o processo de privatização que ressuscitou ou modernizou empresas devastadas pelos tumores da corrupção, do empreguismo e da incompetência.
Há quase 16 anos, Lula e seus devotos tentam transformar um grande presidente em traidor da pátria e inimigo do povo. Há quase oito anos, a oposição engole em silêncio críticas improcedentes, versões fantasiosas e falsidades infamantes. Os petistas não acreditam numa única palavra do que dizem. Os tucanos acreditam, sugerem os programas do horário eleitoral.
Já que raramente aparece no horário da oposição, por que Fernando Henrique Cardoso não pergunta se o PT está interessado em mostrá-lo na tela? Os portadores de miopia pusilânime merecem esse castigo. A sorte do país que presta é que FHC prefere pensar nos brasileiros decentes. Caso fosse como os outros, bastaria o telefonema para Lula. Ainda acabaria nomeado, com a aprovação unânime da base alugada, Presidente de Honra do Brasil.

  
 buzz2feed - moisesalba

 O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria. Churchill
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: moisesalba <moisesalba@gmail.com>
Data: 7 de setembro de 2010 12:45
Assunto: Se apoiasse a candidata de Lula, Fernando Henrique seria canonizado pela seita
Para: "moisesalba. gmail"
moisesalba@gmail.com

 

Vamos errar de novo?

Em 7 de setembro de 2010 - Por: FERREIRA GULLAR - Poeta e escritor
‘Ao chegar à Presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio’
Faz muitos anos já que não pertenço a nenhum partido político, muito embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre examinar os fatos com objetividade.
Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria.
Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e ouvir Lula discursar.
Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter acusado “essa gente de Ipanema” de dar força à ditadura militar, quando os organizadores daquela manifestação - como grande parte da intelectualidade que lutava contra o regime militar - ou moravam em Ipanema ou frequentavam sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca.
Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura – o de Sarney, o de Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para integrar seu ministério, foi expulsa.
Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca teve.
Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo de sua obscura carreira política.
No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe muito bem enganar a plateia.
A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito.
O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes surgidos do nada - Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale a pena correr de novo esse risco?
Fonte: Jornal Pequeno