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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

AO FIM E AO CABO... por Percival Puggina

Não é de meu hábito travar por falta de palavras. Mas quando tento identificar o que tenha feito Lula ungir Dilma Rousseff como sua sucessora, entro em dispnéia vocabular. Fico que nem ela perante o mais trivial dos conceitos. Não sei o que levou o presidente a tal desatino. Se lhe foi dado escolher, por que escolheu assim?
Convenhamos, a candidata do presidente não consegue (ou não está conseguindo) articular uma frase inteligível sequer. Suas apresentações são incompatíveis com a imagem de mãe do PAC, dama de ferro do governo, gestora que permitiu a Lula ser o que sempre desejou ser desde seu primeiro orgasmo populista com um megafone nos idos de São Bernardo dos Campos. Quando, no debate da Band, ela teve que enfrentar uma questão sobre a falência da infraestrutura nacional depois de oito anos de governo Lula, a mãe do PAC esteve muito mais para madrasta. Dessas de histórias infantis. A verdadeira mãe do PAC, se existir, deve andar por aí, chorando em silêncio. Interrogada sobre a situação das Apaes, a candidata de Lula foi incapaz de acolherar três palavras que se relacionassem com o tema, demonstrando total desconhecimento a respeito dessas meritórias instituições.
O processo sucessório em curso não visa a escolher a reitora de um convento de monjas cartuxas, onde não se deve falar. Nem de um Clube de Xadrez, onde mero "Bah!" arranca eloquentes sinais de reprovação. Ninguém melhor do que Lula sabe a importância da comunicação para o exercício do poder político numa sociedade de massa. No entanto, escolheu para sucedê-lo uma candidata que se dá melhor quando não fala e tem seus melhores momentos totalmente muda, sob os respingos da popularidade do chefe. Vem, então, a pergunta: teria ela sido escolhida por Lula numa atitude do tipo "tudo posso" e, portanto, "posso até fazer uma coisa dessas"? Se os delírios messiânicos o levaram a tanto, a conta lhe haverá de cair na caixa de correspondência. Esteja ele onde estiver.
Dilma somente demonstrou segurança quando afirmou que "nós criamos 14 milhões de empregos". E errou. Errou sob silêncio dos demais candidatos, que não lhe perguntaram: criaram como? Criaram com quê? Governos somente criam empregos no serviço público (vitalícios) e em obras e serviços (temporários) que lhe são prestados. E basta! No mais, quem gera postos de trabalho é a iniciativa privada.
"Mas o governo não cria condições para a atividade privada?", indagará meu leitor petista ou lulista. Respondo: nesse particular, o que existem são sistemas que favorecem a atividade empresarial, porque favorecem a estabilidade da moeda, proporcionam segurança jurídica e respeitam o direito de propriedade, o livre mercado, os contratos e assim por diante. E não me parece que estejamos mais do que engatinhando nessa direção, entre mamadas nas tetas do governo, papinha socialista servida desde as creches até o topo do mundo acadêmico, e longas sestas tiradas em berço esplêndido. Como Lula nada fez para corrigir essas realidades (ao contrário, ampliou as tetas, as papinhas e as sestas), tudo que hoje se colhe foi plantado antes dele. E contra sua esforçada militância, como se sabe.
Reconheça-se que a mídia eletrônica - rádio e tv -, por força de lei, não pode expressar opinião política mais contundente durante as campanhas eleitorais. Mas é escandalosa a omissão da mídia impressa. Nossos jornais, em vez de opinar sobre o que viram e sobre o que veem, ao término de um debate como o da Band, limitam-se a registrar o que cada lado disse de si mesmo e do opositor. Isso lá é opinião? Isso é suficientemente analítico? Serve à verdade? Serve ao país? Ao fim e ao cabo, diante do que vejo, acabarei concordando com a presunção do Lula. E com os fundamentos de sua opinião sobre o eleitorado nacional.

QUEM PRECISA DE CENSURA?

Dia desses, um jornalista catarinense dos bons e amigo melhor ainda me confidenciou, magoado, que estava sofrendo pressões do veículo no qual trabalha por conta de suas posições políticas. Contou-me que, durante muitos anos, exprimira suas convicções livremente, pois que eram muito semelhantes ao pensamento e a opção editorial dos mesmos veículos, dos mesmos patrões. No caminho da constatação de que as coisas mudaram e como -, um belo dia ele foi chamado a uma conversa com o editor-chefe, que, por sua vez, havia sido provocado pelo diretor comercial que, por coincidência, era filho do patriarca. Ele foi informado que o cliente privado XPTO estaria tirando a verba da publicação caso ele permanecesse com sua linha de posicionamento. Ao ouvir o relato, perguntei a mim mesmo quem precisa de uma censura governamental se já temos, entre nós, mecanismos horrorosos de opressão e intimidação, públicos e também privados, capazes de submeter inclusive aqueles que, outrora, foram formidáveis e providenciais líderes de opinião?
Até mesmo o atual governo se deu conta de que não precisa mais se preocupar com essas polêmicas trivialidades. Descobriu que é muito mais fácil ligar para a agência de propaganda, que liga para o dono do jornal, que chama o jornalista e apela para o seu bom senso. Fulano, estou com as mãos atadas e precisamos deste patrocínio, se tu continuares dando porrada, vamos perder esta receita e não poderemos mais arcar com teu polpudo salário.
Depois desta descoberta, tão vil ou ainda pior do que invasões truculentas e armadas às redações, acabou o estresse de ter de aprovar um projeto como o tal Controle Social da Mídia, proposto e retirado do programa de governo de Dilma no TSE. O repórter aquele está incomodando? Avisa o dono da TV que a concessão dele vai ser questionada, que o BNDES vai abrir uma linha exclusiva para redes que não a dele e manda tirar aquela mídia gigantesca do grupo. O repórter logo terá apenas duas opções: calar-se ou demitir-se.
O problema são os ciclos de persistência, cada vez mais frágeis e desprovidos de qualquer convicção que não se renda às eficazes baionetas econômicas. E o que eu chamo de ciclo de persistência de líderes de opinião de outrora, está com os dias contados. O empresário, dono do jornal ou da TV, mudou de opinião quanto ao capitalismo, à livre iniciativa e à soberania do mercado? Provavelmente não. Sua postura empresarial diante de uma perspectiva não só de sobrevivência, mas de crescimento, ao se aliar aos novos mandatários, esta sim, em vários casos, mudou muito. Afinal de contas, ele é um empresário e não um monge e pode, sim, fazer o que quiser com seu patrimônio. Ficará mal nesta história quem costumava trabalhar com o antigo chefe, aquele que sobreviveu e prosperou nos anos de direita e centro e que, agora, não tem como ser clicado na mesma foto com um chefe que também deseja sobreviver e prosperar em tempos de PT e sua nova ordem.
Eu disse ao meu amigo, com a sinceridade que ele sempre me mereceu, que ou ele mudava de lado ou de profissão. O Brasil não precisa mais de uma censura verde-oliva. O Brasil tem hoje uma censura capitalista, ainda mais implacável, pública e também privada, que, se por um lado não confisca computadores, assim o faz com vozes, textos, imagens.
A história da nova censura brasileira poderá ser bem pior do que a da Venezuela de Chávez e sua Globovisión.
Por Glauco Fonseca

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Na frente dos bois - Dora Kramer

É de se perguntar para que mesmo eleição, campanha, gastos inúteis de tempo, dinheiro e energia. Apenas para que as urnas confirmem as pesquisas? De fato, parece ser a conclusão subjacente às argumentações de maior aceitação
No frigir, a prolongada dianteira do candidato da oposição a presidente não o favoreceu. Além de ter posto José Serra e o PSDB em relativo sossego durante bastante tempo, ajudou a consolidar a impressão de que uma vez perdida a primeira posição estaria também perdida a eleição.
Esta é a ideia preponderante hoje entre os analistas. Não todos, mas aqueles de compromisso marcado com a adivinhação já se aboletam sobre a certeza de que a eleição está decidida.
Se o cenário mudar não tem problema, basta atribuir ao efeito do horário eleitoral e fica tudo certo: todos ao menos parecerão justos e não engajados.
Realistas, sobretudo, uma vez que é mais fácil tomar como verdadeiro um cenário desenhado e depois adaptar o raciocínio do que raciocinar sobre os traços do desenho.
Por ora a explicação para as assertivas é a de que o apoio do presidente Luiz Inácio da Silva torna a candidata do PT imbatível. Se Dilma Rousseff inicia o horário eleitoral à frente de José Serra, isso quer dizer (de acordo com a norma em voga) que ela tende a crescer, ele a cair.
Ademais, como Dilma está a três pontos porcentuais da vitória no primeiro turno, não há o que se discutir.
É de se perguntar para que mesmo eleição, campanha, gastos inúteis de tempo, dinheiro e energia. Apenas para que as urnas confirmem as pesquisas? De fato, parece ser a conclusão subjacente às argumentações de maior aceitação.
Só um truque espetacular saído da cabeça do marqueteiro seria capaz de virar o jogo. Isso tudo é o que se diz, embora não seja necessariamente o que acontece.
E acontece que a eleição é daqui a dois meses e será decidida pela maioria dos 135 milhões de eleitores que compareceram às urnas.
Até lá o favoritismo da candidata governista pode se confirmar, se acentuar, disparar, mas pode também estacionar e até diminuir.
Tomemos a eleição anterior, de 2006. Lula em pessoa estava na disputa e nessa mesma época mais bem situado do que Dilma está agora. Ela tem 41% das intenções de voto contra 33% do adversário. Lula tinha 55% contra 24% de Geraldo Alckmin.
Eram 31 pontos de diferença. Dois meses depois, as urnas deram 48% para Lula e 41% para Alckmin. Ah, dirá alguém, havia a sombra do mensalão. Ainda assim Lula tinha 55% das intenções de voto.
Ah, mas houve o escândalo dos aloprados. Pois é, as coisas acontecem. Ou não.
Em Minas Hélio Costa tem 43% contra 17% de Antonio Anastasia e os mesmos analistas não tiram do cenário a hipótese de uma virada. Por que a diferença de expectativa?
Tudo depende da percepção e do desejo da maioria: se o eleitorado cotejar os atributos dos candidatos ganha Serra; se resolver votar apenas referido em Lula ganha Dilma e não haverá malabarismo publicitário capaz de mudar o curso desse rio.
De verdade o que José Serra poderia fazer ou inventar? Ele está em cena há anos, é conhecido de todos, não tem quem fale em seu lugar, não há Celso Kamura que dê jeito no visual nem existe margem para mágicas: Serra é o que é.
Isso pode beneficiá-lo ou pode prejudicá-lo, mas a realidade não pode ser alterada.
Diferente de Dilma, cuja situação se presta a quaisquer construções. Sendo desconhecida, tudo o que se diga ou se crie em torno dela passa a ser a circunstância real. Por mais fantasiosa que possa ser.
Incluindo aí a já afamada continuidade. Nada mais diferente de um governo de Lula que um governo de Dilma, a começar pela personalidade e o estilo da que terá sido (se for) eleita presidente, que não terá como levar o governo na base da conversa com as massas.
A se estender pela presença mais incisiva do PT e pela participação marcante do PMDB agora na posição de protagonista, de poder - note-se - moderador e da já auto anunciada condição de distribuidor de partilhas.
São parceiros de apetites inesgotáveis a serem administrados por uma pessoa ao mesmo tempo inexperiente e senhora absoluta do mando, cujo respaldo popular nunca lhe será atribuído a mérito próprio, mas pela conquista do empenho e da força de outrem.

Lula e a mãe

Em um de seus inflamados comícios de campanha, o presidente Lula declarou, ao lado de sua candidata, que “governar qualquer um governa; o que o Brasil precisa é de alguém que cuide dele, de uma mãe”. A primeira parte do raciocínio mal esconde um modo curioso de, discretamente, desfazer de sua candidata, já que, para governar, qualquer um serve – por que não ela? Mas a segunda parte revela, atrás do pitoresco típico de sua linguagem, de forte apelo popular, uma representação cativante do poder que re­­monta às raízes do Brasil. Em outras palavras, a ideia de que o Estado é um prolongamento da família, uma imagem aliás recorrente nas me­­táforas de Lula. Sim, uma imagem com sabor de povo, mas exa­­ta­­mente o mesmo conceito se encontra na clássica frase do elitista Ruy Barbosa, uma figura ornamental da cultura brasileira que pode ser acusado de tudo, exceto de iletrado: “A pátria é a família ampliada”.
A pátria tem muitas formas e vestimentas, até a célebre “pátria de chuteiras” na expressão de Nelson Rodrigues. Mas a reincidência histórica de sua identificação com os valores da família não é apenas pitoresca; é, de fato, uma ideologia de Estado que vamos encontrar tanto nas barbas paternais de dom Pedro II, que tinha um “grande carinho” pelos escravos, até o “pai dos pobres” do século 20, Getúlio Vargas. A disseminação de ditaduras em meados do último século – Stalin, Franco, Hitler, Mussolini, Getúlio, Perón, a lista é imensa – reforçou-se sempre na imagem do “pai da nação”, aquele senhor sábio que, na cabeceira da mesa, pela autoridade paterna indiscutível, leva a família pelo bom caminho. Não se discute à mesa, nem se ergue a voz contra o pai. Quando o presidente choraminga que a imprensa o destrata, ele dá voz a uma nostalgia atávica do “pátrio poder” contra os “filhos ingratos”. Quando o pai decide, não se discute – ele sempre quer “o melhor” para nós.
Ocorre que o Estado moderno só passou a existir quando destruiu o seu pressuposto familiar; o Estado, hoje, tem de ser o contrário do que é a família. Não pode jamais ser regido por laços de sangue, parentesco, hierarquia familiar, proteção de clãs, privilégios de berço, direito à herança. O Estado tem de ser a regulação abstrata de leis, o que pressupõe, necessariamente, a autonomia adulta de indivíduos, não a tutelagem familiar. Quem precisa de pai e mãe é criança; o cidadão precisa de presidente e de governo, ambos renováveis periodicamente (ao contrário das famílias, que são eternas). O mundo civilizado aprendeu a duras penas essa diferença. Imagine-se um candidato alemão, francês, americano ou sueco dizendo aos eleitores que eles “precisam de uma mãe” e veja-se o resultado nas urnas. Seria um bom modo de descobrir o grau de maturidade política de um país.
Publicado em 17/08/2010 - Cristovão Tezza

OS PORÕES DO PT - GRUPO FEZ TRABALHO SUJO PARA LULA E CONSEGUIU CULPAR SERRA

Mais um sindicalista decidiu revelar os porões do PT. A VEJA desta semana traz uma reportagem de Policarpo Junior e Otávio Cabral sobre a atuação de um grupo de sindicalistas que produzia dossiês para a campanha do PT em 2002. Um de seus expoentes era Wagner Cinchetto, que concedeu uma entrevista estarrecedora à revista. O mais espantoso é que Cinchetto não se diz santo, não. Ele confessa, por exemplo: "Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula." Isso foi em 1989.
Em 2002, ele já estava trabalhando para o PT. O mais surpreendente de sua confissão: o objetivo era atingir todos os inimigos de Lula naquela ano e jogar a culpa nas costas do tucano José Serra. E assim se fez. E assim noticiou a imprensa! A ação mais vistosa, revela o sindicalista, foi o caso Lunus, a operação da Polícia Federal que recolheu na sede da empresa do marido de Roseana Sarney a bolada de R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo. José Sarney sempre acusou Serra de estar metido na operação, e isso foi determinante na sua aliança com… Lula — que era, na prática, o chefão dogrupo que havia destruído a chance de a filha se candidatar à Presidência. Outro alvo dos petistas foi Ciro Gomes — na verdade, seu então candidato a vice, Paulo Pereira da Silva, que também tinha a certeza de que estava sendo alvo de… Serra!
Segundo Cinchetto, Lula sempre soube de tudo. No comando da operação, ele informa, estavam Ricardo Berzoini e Luiz Marinho, hoje presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo.

Leiam a entrevista:
Qual era o objetivo do grupo?A idéia era atacar primeiro. Eu lembro do momento em que o Ciro Gomes começou a avançar nas pesquisas. Despontava como um dos favoritos. Decidimos, então, fazer um trabalho em cima dele, centrado em seu ponto mais fraco, que era o candidato a vice da sua chapa, o Paulinho da Força. Eu trabalhava para a CUT e já tinha feito um imenso dossiê sobre o deputado. Já tinha levantado documentos que mostravam desvios de dinheiro público, convênios ilegais assinados entre a Força Sindical e o governo e indícios de que ele tinha um patrimônio incompatível com sua renda. O dossiê era trabalho de profissional.
Os dossiês que vocês produziam serviam para quê?
Fotografamos até uma fazenda que o Paulinho comprou no interior de São Paulo, os documentos de cartório, a história verdadeira da transação. Foi preparada uma armadilha para "vender" o dossiê ao Paulinho e registrar o momento da compra, mas ele não caiu. Simultaneamente, ligávamos para o Ciro para ameaçá-lo, tentar desestabilizá-lo emocionalmente. O pessoal dizia que ele perderia o controle. Por fim, fizemos as denúncias chegarem à imprensa. A candidatura Ciro foi sendo minada aos poucos. O mais curioso é que ele achava que isso era coisa dos tucanos, do pessoal do Serra.
Isso também fazia parte do plano?Como os documentos que a gente tinha vinham de processos internos do governo, a relação era mais ou menos óbvia. Também se dizia que o Ciro tirava votos do Serra. Portanto, a conclusão era lógica: o material vinha do governo, os tucanos seriam os mais interessados em detonar o Ciro, logo… No caso da invasão da Lunus, que fulminou a candidatura da Roseana, aconteceu a mesma coisa.
Vocês se envolveram no caso Lunus?A Roseana saiu do páreo depois de urna operação sobre a qual até hoje existe muito mistério. Mas de uma coisa eu posso te dar certeza: o nosso grupo sabia da operação, sabia dos prováveis resultados, torcia por eles e interveio diretamente para que aparecessem no caso apenas as impressões digitais dos tucanos. Havia alguém do nosso grupo dentro da operação. Não sei quem era a pessoa, mas posso assegurar: soubemos que a candidatura da Roseana seria destruída com uns três dias de antecedência. Houve muita festa quando isso aconteceu.
Nunca se falou antes da participação do PT nesse caso…
O grupo sabia que o golpe final iria acontecer, e houve uma grande comemoração quando aconteceu. Aquela situação da Roseana caiu como uma luva. Ao mesmo tempo em que o PT se livrava de uma adversária de peso, agia para rachar a base aliada dos adversários… Até hoje todo mundo acha que os tucanos planejaram tudo. Mas o PT estava nessa.
Quem traçava essas estratégias?O grupo era formado por pessoas que têm uma longa militância política. Todas com experiência nesse submundo sindical, principalmente dos bancários e metalúrgicos. Não havia um chefe propriamente dito. Quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini e o Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo). Basicamente, nos reuníamos e discutíamos estratégias com a premissa de que era preciso sempre atacar antes.
O então candidato Lula sabia alguma coisa sobre a atividade de vocês?
Lula sabia de tudo e deu autorização para o trabalho. Talvez desconhecesse os detalhes, mas sabia do funcionamento do grupo. O Bargas funcionava como elo entre nós e o candidato. Eu ajudei a minar a campanha do Lula em 1989, com aquela história da Lurian. Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula. O grupo se preparou para evitar que ações como aquelas pudessem se repetir - e fomos bem-sucedidos.
De onde vinham os recursos para financiar os dossiês?Posso te responder, sem sombra de dúvida, que vinham do movimento sindical, principalmente da CUT. Se precisava de carro, tinha carro. Se precisava de viagem, tinha viagem. Se precisava deslocar… Não faltavam recursos para as operações. Quando eu precisava de dinheiro, entrava em contato com o Carlos Alberto Grana (ex-tesoureiro da CUT), o Bargas ou o Marinho.
Quem mais foi alvo do seu grupo?
O plano era gerar uma polarização entre o Serra e o Lula. Por isso se trabalhou intensamente para inviabilizar a candidatura do Garotinho, que também podia atrapalhar. Não sei se o documento do SNI que ligava o vice de Garotinho à ditadura saiu do nosso grupo, mas posso afirmar que a estratégia de potencializar a notícia foi executada. O Garotinho deixou de ser um estorvo. E teve o dossiê contra o próprio Serra. Um funcionário do Banco do Brasil nos entregou documentos de um empréstimo supostamente irregular que beneficiaria uma pessoa ligada ao tucano. Tudo isso foi divulgado com muito estardalhaço, sem que ninguém desconfiasse que o PT estava por trás.


  
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 O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria. Churchill

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bloqueio antes das eleições: reflitam como será depois!


Não sei se o que continuarei a escrever será lido,mesmo assim continuarei!
Pergunto? Que poder tem o meu despretencioso blog para ser bloqueado?
Não vou choramingar,quem entra na chuva é para se molhar,nem estou perplexo ou decepcionado,
pois quem é capaz de ser amigo dos piores ditadores do planeta,o que significa travar um blog?
Interessante: o sujeito que discorda do Lula,é classificado como direitista ou vendido...
Aonde estavam os petralhas quando fui sequestrado pelo DOI-CODI,por duas vezes,por protestar
contra a ditadura militar?
Quando postei o texto,2010:cristais quebrados,( já se vão uns 6 meses),os bolsas net, os fanáticos
petistas, me condenaram ao fogo eterno,porque afirmava,que Lula e capangas,fariam de tudo
para manter o poder!
E o que assistimos agora? Dossiês falsos,quebra de sigilo de Eduardo Jorge,engavetamento de CPIs,
a morte não explicada de Ives Hublet (aquele das sagradas bengaladas no crápula Zé Dirceu),
"manifesto" das Centrais Sindicais,subsidiadas pelo governo,apoiando o poste,a nomeação em
final de governo de mais de 30 mil companheiros,terrorismo virtual, a compra da dignidade
do povo,através das bolsas anestesias,e mais o que vem por aí!
Continuarei a escrever,a dar entrevistas,o que for possivel para denunciar esta quadrilha travestida
de partido de esquerda! Fascistas,é o que são!
Deus me poupou do sentimento do medo! Todo o dia é bom para viver ou morrer,mas sei bem
a diferença entre ditadura e democracia,e convoco a todos que desejam um Brasil livre a lutar
o bom combate!
Aos amigos seguidores ,abraços. Carlos Vereza
Postado por Nas veredas do Vereza às 02:25 domingo, 15 de agosto de 2010

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domingo, 15 de agosto de 2010

Contas Abertas responde nota da Casa Civil - PAC

13/08/2010 Da Redação Contas Abertas
Tendo em vista nota divulgada pela Casa Civil a respeito de informações publicadas nesta sexta-feira (13) pela Associação Contas Abertas e pelo jornal O Globo, em matérias sobre o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Contas Abertas esclarece:
1-A Associação confirma integralmente o teor da reportagem e todos os dados publicados, que, aliás, não foram contestados pela Casa Civil.
2-As informações utilizadas pelo Contas Abertas podem ser consultadas nos relatórios estaduais divulgados no próprio site da Casa Civil (http://www.casacivil.gov.br/casa_civil/pasta.2010-07-06.7730161012/pasta.2010-07-06.1493093572/baixe-aqui-os-relatorios-regionais-do-programa-de-aceleracao-do-crescimento/view).
3-Convém ressaltar que as classificações do andamento das ações do programa – “em contratação”, “não contratado”, “ação preparatória”, “licitação”, “em obra/em execução” e “concluída” – constam nos próprios relatórios estaduais publicados pelo comitê gestor do PAC no referido link.
4-Quanto à expressão “ainda estão no papel”, convém lembrar que é uma forma de reunir, segundo os estágios estabelecidos pela Casa Civil, as seguintes fases: “em contratação”, “não contratado”, “ação preparatória” e “licitação”, que, obviamente, caracterizam obras em fase preliminar.
5- O critério de avaliar o andamento do programa pelo valor investido é uma opção utilizada pela Casa Civil, mas não a única.
6-O Contas Abertas não ignora o critério adotado pelo governo federal para contabilizar o andamentos das ações. Em todas as reportagens que produziu sobre o tema, o “outro lado” sempre foi procurado, ouvido e inserido nas matérias.
7-É evidente que existem obras de diferentes dimensões. No entanto, seja qual for o porte do empreendimento, as fases de sua execução devem ser acompanhadas, até porque as ações de saneamento e habitação são extremamente relevantes à sociedade, especialmente para o extrato menos favorecido. Além disso, quando o governo computa os valores do programa, inclui todas as obras.
8-Informamos que não há falsidade nas informações prestadas pelo Contas Abertas, conforme afirmado na nota referenciada, até porque, como os dados são da Casa Civil, qualquer falsidade que houver é de inteira responsabilidade do próprio órgão do Palácio do Planalto.
Finalmente, o Contas Abertas reafirma que continuará avaliando o programa minuciosamente, obra a obra, estado por estado, com base nos relatórios das unidades da federação, entendendo que desta forma contribui para o enriquecimento do debate sobre os investimentos em nosso país.

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sábado, 14 de agosto de 2010

Lula vetou e Marina Silva também vetaria o fim do fator previdenciário

Marina Silva disse que vetaria o fim do fator previdenciário
“A evolução de uma sociedade depende do permanente estado de vigilância exercido sobre os desmandos do poder público”.
Na manhã de 24 de maio, em entrevista a rádio CBN, a candidata à Presidência – Marina Silva disse que vetaria o fim do fator previdenciário; disse ainda que se possível instituirá uma Constituinte para a Reforma Fiscal e Previdenciária. E justificou o veto pelo “déficit causado pelo RGPS ao Tesouro Nacional da ordem de 5%”.
- Antes de tudo, o que o Governo, chama de déficit do RGPS, versa pelo saldo previdenciário, ou saldo primário. Confusão impetrada no sentido de absolutamente nada acrescer qualitativamente ao debate. Agora, a candidata que se apresenta como opção entre “velho” e o “atual” – tem o mesmo tom de discurso que permeia nossos destinos nos últimos 16 anos. Alega ter agora outro entendimento sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, e que havia votado contra enquanto no exercício parlamentar. Diz que assim se portou a época no Congresso, pelo entendimento geral (e mando) do seu então partido – o PT. Assim o que era contra fica a favor. Tudo é circunstancial na vida política brasileira e que tanto carece de pensamentos; diretrizes e marcos regulatórios de longo prazo. Desta forma, a DRU aplicada sobre as contribuições à seguridade social está corretíssima; fato este que era a bandeira do PT pela votação contrária no Congresso. Lula da Silva, também fez a mesma coisa e em nada alterou como prometido desde a sua primeira eleição e tão pouco reduziu a carga fiscal, mas sim a ampliou. Propôs também, e desnecessariamente, uma reforma fiscal e previdenciária e que absolutamente nada se concretizou ou pelos menos em favor dos contribuintes e segurados da Previdência. Governo após Governo; passam oito anos com suas pífias políticas públicas e depois buscam novamente os palanques para pedirem mais oito alegando não terem tido tempo de fazer o que almejavam; alegam não terem concluído, pois a oposição não permitiu (!?). Quando assumem, sempre recebem uma herança maldita e prometem o milagre do crescimento. Só os tolos ainda esperam.
Lamentavelmente a história se repete num circulo vicioso, e aquilo que se apresentava como opção – se apresenta como reencenação dos últimos dezesseis anos…
Nossa expectativa é a de sempre demonstrar opções e não simplesmente se pautar pelo contraditório em razão de qualquer balizamento político ou ideológico. Até mesmo porque a ideologia em nosso cenário político é uma ironia. A quase totalidade dos que se ‘dizem’ dotados de alguma ideologia são as viúvas do muro de Berlin; outros adoram ficar em cima do muro (qualquer um serve); e talvez a grande maioria sequer saiba se o muro de Berlin existiu, ou era continuação da muralha da China; ou do paredón de Fidel em Cuba. - No relatório divulgado pela própria Previdência (2009), e sem a inferência de qualquer entidade externa ou mesmo de análises econômicas independentes, o resultado final do exercício de 2009 foi positivo ou superavitário em R$ 2,8 bilhões. Reafirma-se, que tal resultado não sofre nenhum outro entendimento senão aquele praticado pela Previdência, e pelo qual até podemos discordar; porém não é o caso. Não há, portanto considerações como as aprovadas pelo Congresso (LDO) onde se destaca a renúncia previdenciária de R$ 18,9 bilhões para corrente ano. Não há também, embora legal, porém discutível, a retenção pela DRU nesse resultado oficial. No ano passado, tais contribuições (CSSL e COFINS) somaram R$ 162 bilhões; sendo que 80% deveriam seguir seu destinado apropriado pela Constituição para a Cobertura Social e Previdenciária – RGPS. São aproximadamente R$ 129 bilhões para cobrir o saldo previdenciário negativo de R$ 42,9 bilhões; portanto, qual déficit o Tesouro cobriu no RGPS como dito pela candidata Marina Silva? Para onde foram as “sobras desse superávit”? Onde candidata encontrou um déficit de 5%? E sobre o que foi calculado?
Quiçá, para melhor informar, em especial à sua assessoria econômica e aos que discutem onde aplicar seja lá quanto e de onde tirar os recursos – vale ainda informar:
1º Em estudo da Professora da UFRJ- Dra. Denise Lobato Gentil, e em análise no período 1995 a 2005 sobre as Contas Nacionais; demonstra-se que foi arrecadado nas contribuições previdenciárias (CSLL; CONFINS e CPMF) o total de R$ 652 bilhões. Foram aplicados na Seguridade Social R$ 339 bilhões → (52%). O valor pertinente a DRU seria de R$ 122 bilhões no mesmo período – regime de caixa. Do saldo resultante: (i) R$145 bilhões foram destinados para cobertura do déficit do RPPS federal; (ii) R$ 17 bilhões para despesas correntes em vários Ministérios; (iii) e R$ 33 bilhões, cujo destino e aplicações não aparecem analiticamente nos demonstrativos de execução orçamentária por fonte de receita – SIAFI1.
2º Ainda entre 1995 e 2005, → notadamente entre 2000 e 2005, foram “sacados” – R$ 107 bilhões2 além dos 20% que a DRU permite; e assim denotam-se os motivos de tanta e tamanha defesa, além de aceites elogiáveis aos mecanismos pelos quais petistas e ex- petistas; políticos ou financistas travestidos de comentaristas econômicos e/ou a serviço de interesses corporativistas têm em defender o indefensável; ou seja, a “eminente falência do regime público previdenciário; pois desde já se aventuram herdeiros ao espólio arrecadátorio que certamente não cessará”. Responde-se assim por motivos que possam levar a muitos a propagandearem a “dúbia” interpretação do que é déficit ou não; do “misturar” Previdência com pavimentar estradas; do “dizer ou omitir” que em 2009 a incidência do saldo previdenciário negativo do RGPS foi de 1,26% do PIB e atendeu diretamente a mais de 27 milhões de segurados; e o déficit do RPPS Federal que atende pouco mais de um milhão de inativos foi de 1,92% do PIB. Assim, no Brasil, os políticos não só apenas reescrevem a história, mas também a aritmética mais elementar possível – “onde o menos vale mais”.
“A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios. “ (Barão de Montesquieu).
Oswaldo Colombo Filho Membro fundador Movimento Brasil Dignidade
1 Fonte SIAFI, Ministérios da Educação; Agricultura; Integração Nacional; Meio Ambiente; das Cidades; Minas e Energia; Justiça, Presidência da República; Câmara dos Deputados.
2 Fonte Ministério da Fazenda; Receita Federal; Secretaria do Tesouro e Contabilidade Governamental.
Em 25 de maio de 2010. São Paulo

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nossas vidas por trinta dinheiros

Caro leitor, venho trazer-te uma proposta: que tal me vender o teu filho ou a tua filha? Não, não te interessa o que vou fazer com eles! Da feita que mo entregares, é problema meu! Bom, talvez eu os ensine a trabalhar pra mim por um salário mínimo...talvez eu os use como meus seguranças particulares ou como capangas a convencerem alguns renitentes a me compreenderem melhor; uma boa parte os enviarei para as minhas fazendas coletivas, eis que a produção de alimentos é para mim uma questão estratégica...ando precisando de jovens que me escutem e me apoiem quando necessito....depois eu penso nisto... Quanto ganhas? Que tal um valor igual a vinte por cento do teu salário? Olha só, vinte por cento...pro resto da tua vida! É pouco? Então, que tal trinta ou quarenta por cento? Ok, cinquenta por cento! Pra mim não é problema, eis que sou eu mesmo quem fabrica o dinheiro...já o que puderes comprar com ele não é da minha conta... Absurda a minha proposta? Por quê? Pois, sem exageros, é exatamente isto o que hoje faz tão popular o atual governo. Pois, só quero seguir a receita do sucesso...por acaso peco por ser mais franco e direto ao assunto?O fato é que hoje praticamente ninguém está dando bola para os nossos bens que são permanentes e basilares na construção das nossas vidas em liberdade, enquanto justamente a maioria esmagadora se delicia com pedaços de papel que daqui a pouco tempo não terão valor nem para uso da higiene pessoal. Em termos mais concisos, estamos (os brasileiros) vendendo a nossa moralidade, a nossa liberdade e a nossa dignidade por trinta dinheiros. Questões como o aborto, a lei da palmada, a descriminação das drogas (enquanto cresce o combate ao mero cigarro), a feroz repressão contra o motorista que contenha uma desprezível concentração de álccol no corpo enquanto se protege o trabalhador porre de bêbado da justa-causa, as campanhas pela adulação total ao comportamento GLBSTUVXZ, o compadrio de nosso governo com os regimes mais tirânicos da face da Terra e a intensa doutrinação ideológica nas escolas deveria merecer o repúdio eloquente de toda a sociedade, mas tudo o que vemos são funcionários públicos ávidos por aumentos, empresários atrás de empréstimos a juros camaradas e contratos milionários com as centenas de órgãos públicos, de preferência, com a lei de licitações adequadamente lobotomizada, e o andar de baixo nadando de costas com o bolsa-voto. Os funcionários públicos e a classe E já estão razoavelmente adaptados a um regime estatal, digo, comunista. Quanto aos empresários, estes que tudo fazem para se esquivar de produzir e de atender ao público segundo as regras da leal concorrência, seu círculo de influência há de se tornar cada vez menor, justamente por estratégia de quem anda mandando, e assim será até que, tendo de lidar com meia dúzia de dois ou três indivíduos, o governo decida melhor para a nação "avocar" todos os bens de produção dado o esforço do governo em buscar lidar com um número cada vez mais seleto desta gente. A propriedade privada, a igualdade perante a lei e as liberdades individuais vão desaparecendo a cada colherada no prato de mingau que o estado passa pelas bordas do prato Brasil.
Publicado por Klauber Cristofen Pires
Fonte: LIBERTATUM
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PAC só entregou 565 casas para renda até 3 salários mínimos

Caixa omite dado negativo sobre casas populares
Balanço de junho do programa Minha Casa, Minha Vida traz dados negativos ao governo que são omitidos pela Caixa. O documento mostra que, para o grupo de renda de até três salários mínimos, só 565 das 240,5 mil casas foram entregues. Esse conjunto da população concentra cerca de 90% do deficit habitacional do país, informa reportagem de Andréa Michael e Daniela Lima, publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). O programa é tido como prioritário no Planalto e é uma das principais plataformas de Dilma Rousseff (PT). Inicialmente, o banco afirmou que os dados não existiam. Depois, sustentou que não havia informações consolidadas. O SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) confirmou a veracidade dos dados do balanço da Caixa.
OUTRO LADO
Procurada em três ocasiões, a assessoria da Caixa disse não ter dados consolidados sobre o número de unidades concluídas pelo Minha Casa, Minha Vida, com detalhamento por faixa de renda. Foram feitos contatos nos dias 15 de julho e em 4 e 6 de gosto. Informada sobre o teor da reportagem, a assessoria disse inicialmente que não divulgaria os dados. Depois informou que só divulgaria "quando houver o número disponível".
Leia a reportagem completa na Folha desta sexta-feira, que já está nas bancas.


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