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quarta-feira, 16 de março de 2011

VW Gol G4 lá e aqui!

Gol G4, ganhou nova motorização 1.4 de oito oito válvulas e quatro cilindros, na Argentina. É movido a gasolina e que entrega 83 cv.
Segundo A Volkswagen, a principal vantagem do novo motor está no consumo de combustível, que é 10% menor do que a versão Power 1.6, de 92 cv.
O Gol Power 1.4 Base com três portas tem preço sugerido de 44.240 pesos (ou 18.231 reais), sendo que a opção com cinco portas custa 46.100 pesos – aproximadamente 18.997 reais.
Já a versão Power 1.4 Base Plus com três portas pode ser comprada por 50.020 pesos – cerca de 20.613 reais.
O Gol Power 1.4 Base Plus com cinco portas é vendido por 52.130 pesos, ou 21.482 reais.
Nos próximos meses, o motor também chega à perua Gol Country, que nada mais é do que a versão argentina da Parati G4.
Fonte: Redação MeuCarroNovo
Fonte: meucarronovo

No Brasil a realidade é esta:
Gol G4 1.0 68 cv (G) / 71 cv (A) Transmissão1 total flex
R$ 26.160,00

Aqui no Brasil, impostos altos, sonegação, corrupção e atividade industrial se transferindo pra China.

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terça-feira, 15 de março de 2011

Por que ministros não cobram as dívidas do INSS?

Domingo, 13 de março de 2011 | 04:56 - Pedro do Coutto
Por qual razão os ministros da Fazenda, Planejamento e Previdência Social (em vez de reclamarem do déficit da Previdência Social, que na verdade não existe) não tomam a iniciativa de cobrar as dívidas de que o Instituto é credor e se elevam a mais de 170 bilhões de reais? Um mistério, um enigma.
Eles não podem alegar que desconhecem o assunto porque, em 2009, o Tribunal de Contas da União aprovou relatório do ministro Ubiratan Aguiar sobre o desempenho da economia brasileira, e um dos capítulos referia-se à Previdência Social. As dívidas na época eram de 142,3 bilhões, acumularam-se ao longo do tempo e representavam, no ano passado, praticamente dois terços do orçamento do INSS. Ubiratan Aguiar acentuou que o endividamento vem crescendo a velocidade de 12% ao ano, enquanto a cobrança não chega a atingir 1%.
As dívidas são formadas em 90% por débitos não saldados por empresas particulares e 10% por governos estaduais e municipais que possuem servidores regidos pela CLT. Incrível o lucro cessante que deixa de ser arrecadado em função da inadimplência. R$ 142 bilhões é quase o total que o governo paga de juros por ano à rede bancária para rolar a dívida mobiliária interna, da ordem, agora, de 1 trilhão e 600 bilhões de reais. Não é uma importância pequena. Pelo contrário.
Governantes e ministros reclamam tanto do déficit do INSS, que na verdade não existe. Então, por que não cobrar as dívidas?
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Aposentadoria custosa e desigual

14 de março de 2011 | 0h 00
Em 2010, a cobertura do déficit do sistema de aposentadoria dos funcionários públicos federais consumiu R$ 51,248 bilhões dos tributos pagos pelos contribuintes. Essa assustadora quantia equivale ao ajuste prometido pelo governo para evitar a deterioração das contas fiscais e reduzir as pressões sobre a demanda interna, que tem alimentado a inflação. Mas, apesar de suas dimensões, o rombo de 2010 não é o aspecto mais preocupante do desequilíbrio do regime de previdência do servidor federal: o pior é que, se nada for feito, o déficit continuará a crescer, impondo ônus ainda maior aos contribuintes, atuais e futuros.Em 2010, os funcionários federais contribuíram com R$ 22,5 bilhões para o seu sistema previdenciário, mas as despesas com benefícios somaram R$ 73,7 bilhões, como mostrou o Estado na sexta-feira. A diferença, coberta pelo Tesouro Nacional, é 9% maior do que o déficit de 2009. Mantidas as regras atuais, pelas quais o servidor se aposenta com vencimentos integrais, mas não recolhe o suficiente para garantir atuarialmente esse benefício, os gastos do regime público de previdência federal continuarão a crescer bem mais depressa do que suas receitas - e esses encargos serão transferidos automaticamente para o contribuinte.Já o déficit do Regime Geral de Previdência Social, que atende os inscritos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de R$ 42,89 bilhões no ano passado, foi praticamente idêntico ao registrado em 2009, de R$ 42,87 bilhões. Em valores reais, isto é, descontados os efeitos da inflação, o déficit diminuiu 4,5%. A melhora deveu-se ao aumento do emprego formal observado no ano passado, que fez as receitas do INSS crescerem mais depressa do que cresciam nos anos anteriores.Não são apenas a estabilidade do déficit do INSS e seu valor bastante inferior que diferenciam a situação do Regime Geral de Previdência do regime próprio dos servidores. Há uma notória desigualdade de tratamento entre os funcionários públicos inativos e os trabalhadores da iniciativa privada que se aposentam.Embora seu déficit seja 19,5% maior do que o do Regime Geral, o regime próprio do funcionalismo federal beneficia um número muito menor do que o de aposentados e pensionistas do INSS. São 949.848 servidores aposentados, um número 96% menor do que o de segurados do Regime Geral, de 24 milhões de pessoas.No ano passado, o déficit por funcionário aposentado foi de R$ 53.950, enquanto o déficit por aposentado do INSS ficou em R$ 1.787. Isso quer dizer que, para o contribuinte, cada funcionário aposentado custou nada menos do que 2.900% mais do que o aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social. Também essa diferença tende a aumentar, caso as regras para a aposentadoria dos servidores não sejam alteradas, para torná-las menos onerosas para o contribuinte e menos injustas em relação aos demais aposentados.A Emenda Constitucional n.º 41, de 2003, instituiu a previdência complementar do servidor público, em todos os níveis de governo. Na esfera federal, a criação desse regime complementar foi proposta pelo governo em 2007, mas o projeto está parado na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.O objetivo central do projeto é limitar a cobertura do regime próprio do funcionalismo, que atualmente equivale à remuneração total do servidor, ao teto que se aplica aos aposentados pelo INSS, hoje de R$ 3.689,66.Se quiser receber benefícios maiores do que o teto, o servidor terá de contribuir adicionalmente para isso. Mas o fará num regime diferente do atual, chamado de "benefício definido", pelo qual ele sabe de antemão quanto receberá na aposentadoria (o valor de seu vencimento total), independentemente do valor da contribuição que fizer ao sistema. O regime proposto é o de "contribuição definida", no qual o servidor define quanto quer contribuir para sua aposentadoria, dentro dos limites legais, mas o benefício dependerá das aplicações feitas com seu dinheiro pelo fundo que ficará encarregado de administrá-lo.Quanto mais depressa o Congresso aprovar essas mudanças, menores serão os custos para os contribuintes. Fonte: ESTADÃOCOMBR

O que o PT, Lula e Dilma fizeram? Nada! A diferença continua e
os aposentados da iniciativa privada estão cada vez mais com os salários achatados e num futuro muito próximo todos receberão apenas um auxilio social e não haverá mais quem ganhe mais que um salário mínimo. VERGONHA!

CHINA À FRENTE por: Joelmir Beting


Nesta terça, 15 de março, no site do Joelmir:
análise do dia 
A CORRIDA NUCLEAR
País rico não chora em serviço. O banco central japonês liberou nesta segunda-feira 183 bilhões de dólares para irrigar os bancos no financiamento da reconstrução das áreas devastadas pelo terremoto e pelo tsunami de sexta-feira.
  Leia mais
secos & molhados 
CHINA À FRENTE
Estudo do centro de pesquisas econômicas IHS Global Insight diz que a China foi o maior produtor industrial do mundo, ano passado, ultrapassando os EUA. Na indústria global de 2010, a parcela das fábricas chinesas foi de 19,8% e somou US$ 1,995 tri. A das americanas, 19,4%, no valor de US$ 1,952 tri. A diferença se deve mais à valorização do yuan em comparação ao dólar que a aumento físico de produção, explica o estudo. Detalhe: nos EUA, há 11,5 milhões de trabalhadores; na China, 100 milhões.  Leia mais
faróis de neblina 
BC, INFLAÇÃO & JUROS
A alta diretoria, presidente inclusive, do Banco Central se reúne nesta segunda com economistas de bancos e consultorias em São Paulo. Alexandre Tombini e seu pessoal ouvem o mercado antes de fechar o primeiro Relatório de Inflação do governo Dilma, a ser divulgado no final do mês e referente a janeiro/março.
  Leia mais
botocúndia s.a. 
TURBULÊNCIAS GLOBAIS
Entre as sequelas de terremotos e tsunamis que abalam o Japão desde a última sexta-feira, a bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 6,18%, efeito da estimativa dos investidores quanto aos custos da tragédia, mesmo tendo o BoJ, banco central, decidido liberar 15 trilhões de ienes (US$ 183 bi) ao mercado a fim de garantir sua sustentabilidade.   Leia mais
ideias 
A INFLAÇÃO & AS CLASSES DE RENDA
Saiu o Índice do Custo de Vida de fevereiro, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, para a cidade de São Paulo. Deu 0,41%, menos que o 1,28% de janeiro. Mantém-se a pressão em transporte (alta de 0,76%), alimentação (0,39%), despesas pessoais (2,50%) e habitação (0,18%), que, juntos, contribuíram com 0,36 ponto para o cálculo da inflação do mês.  Leia mais
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sábado, 12 de março de 2011

Saco plástico causa menos danos que ecobags, diz relatório

Uma pesquisa inédita do governo britânico indica que sacolas de plástico, odiadas por ambientalistas e rejeitadas por consumidores, podem não ser vilãs ecológicas.
Um relatório da Agência do Meio Ambiente britânica, obtido pelo jornal britânico "The Independent" no último domingo (27), descobriu que PEAD (polietileno de alta densidade) utilizado nas sacolas causa menos impacto ambiental do que as matérias-primas das ecobags.
Os sacos de polietileno são, a cada utilização, quase 200 vezes menos prejudiciais ao clima do que as sacolas de algodão. Além disso, emitem um terço do CO§2§ em comparação às sacolas de papel oferecidas pelos varejistas.
Os resultados do relatório indicam que, para equilibrar o pequeno impacto de cada saquinho, os consumidores teriam que usar a mesma sacola de algodão em todos os dias úteis do ano, ou sacolas de papel.
A maioria dos sacos de papel são utilizados apenas uma vez e o estudo levantou que sacos de algodão são usados apenas 51 vezes antes de serem descartados, tornando-se --de acordo com o novo relatório-- piores que as sacolas plásticas usadas apenas uma vez.
Apesar de ter sido encomendada em 2005 e programada para publicação em 2007, a pesquisa ainda não tinha sido divulgada ao público.
Oficialmente, a Agência do Meio Ambiente disse que o relatório --"Life Cycle Assessment of Supermarket Carrier Bags", de Chris Edwards e Meyhoff Jonna Fry-- ainda está sendo revisado. No entanto, foi submetido ao processo de revisão há mais de um ano.
A agência não tem a data da publicação, mas declarou que será em breve.
O relatório queria descobrir qual dos sete tipos de sacos têm o menor impacto ambiental na poluição causada pela extração das matérias-primas, produção, transporte e eliminação.
Segundo os pesquisadores, '" PEAD teve o menor impacto ambiental entre as opções de uso individual em nove das dez categorias. A sacola de algodão teve um bom desempenho porque foi considerada a mais leve".
Seis bilhões de sacolas plásticas são utilizadas em todo o Reino Unido por ano e não há dúvida de que causam problemas ambientais, como lixo e poluição marinha, utilizando petróleo. Limitar o uso e reutilizá-las reduz os danos.
QUE SACO DEVO USAR?
Todos os sacos causam impacto. A melhor solução seria utilizar um saco de algodão centenas de vezes, provavelmente por anos. Para usar poucas vezes, a melhor opção é o plástico, segundo o estudo.
Fonte: Folha

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Lucro da Ambev e o alcoolismo no Brasil

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 12/03/2011 15h45O lucro líquido da Ambev em 2010, dona da Brahma e Skol, foi de R$ 7,7 bilhões. A fortuna do principal acionista, Jorge Paulo Lemann, também dono das Lojas Americanas, de acordo com a última lista da Forbes, está na casa de US$ 11,5 bilhões. O que o coloca em 48º lugar entre todos os ricos do mundo.Estamos falando de um primeiro time da excelência do capitalismo mundial. Gente estudada, que se prepara nas melhores universidades do mundo com o objetivo de aumentar o lucro dos seus negócios sem qualquer compromisso maior com a sociedade. Todo o resto é segundo plano. Aqui não vai nenhum preconceito moral, apenas a verdade crua.Até pelas cifras envolvidas, o consumidor de bebidas alcoólicas precisa ter consciência que está lidando com uma operação complexa. Uma máquina muito poderosa. Não é um copo de chope que transformará ninguém em sócio desta engrenagem, mas o exagero e a continuidade. O alcoolismo é uma doença crônica. Já é a terceira que mais mata no mundo. Números do Ministério da Saúde dão conta que a dependência leva à morte uma média de 15 mil pessoas por ano. O contribuinte paga uma fortuna de impostos para o governo investir no tratamento médico e internações hospitalares. Todo mundo sabe que o uso contínuo do álcool liquida o reflexo no trânsito e empurra o consumidor contumaz até o câncer e outras doenças. Quem quiser saber para onde estamos indo basta acompanhar a dimensão do problema na Rússia, a terra da vodca.
Fonte: sidneyrezende.com

domingo, 6 de março de 2011

O fóssil corporativista

Gaudêncio Torquato - O Estado de S.Paulo
Ao passar por São Paulo para participar de eventos de ciência política, o professor americano Philipe Schmitter, autor de densa pesquisa sobre a democracia brasileira, com a qual embasou sua tese de doutoramento no final da década de 60, deixou no ar incitante provocação: não entende ele por que o Brasil ainda se vale do "fóssil corporativista". A expressão usada para se referir ao conceito - conotando coisa antiquada, ultrapassada, defasada no tempo - se refere, evidentemente, ao modelo adotado por Getúlio Vargas e inspirado em Mussolini, cujos elementos se apresentam organicamente vivos (e como) ainda hoje, bastando olhar para instituições amarradas à frondosa árvore estatal, como as centrais sindicais, ou a constelação de entidades que vivem de contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas, agrupadas no chamado Sistema S, encabeçadas por Sesi e Senai, por parte da indústria, e por Sesc e Senac, por parte do comércio.A dúvida suscitada pelo pesquisador aponta para uma relação de troca: o corporativismo brasileiro continua a dar as cartas por conta do interesse das partes que dele se valem e nele se escudam em mantê-lo vivo. Para usar a conhecida expressão popular, os escudeiros do corporativismo, sejam representações laborais ou empresariais, querem mamar nas tetas do Estado. E este usa o equipamento para manter certo controle sobre as partes.Impacta o professor Schmitter o fato de o Brasil, em pleno século 21, ainda não se ter livrado de um fenômeno que faria sentido nos anos 30 ou, como ele admite, até nos anos 50, e que hoje foi eliminado em países de costumes parecidos, como o México, onde a democratização esfacelou o modelo corporativista. A surpresa se torna ainda maior quando se observam a variedade de grupos étnicos e religiosos e a diferenciação das economias sub-regionais, características brasileiras que, por si só, dariam margem ao desenvolvimento de sólidas estruturas pluralistas e, consequentemente, ao desmoronamento do corporativismo. A dificuldade, não de todo detectada por aquele cientista social, reside na formação do ethos nacional. Expliquemos.Somos um povo acostumado a viver sob a tutela do Estado. Cada ator social - grupamento, núcleos organizados, setores - imbui-se de pertencimento, a noção de que tem direito a uma cota do patrimônio estatal. O patrimonialismo é, assim, o desenho de fundo do traço corporativista. A este valor se agrega o cartorialismo, pelo qual a parte que cabe a cada um deve ser oficializada, documentada, registrada em cartório. Resulta desse impulso a proliferação de leis e decretos. O foro legislativo entope-se com a enxurrada de normas que visam a atacar, defender, proteger e preservar posições. O corporativismo, como se pode aduzir, se ancora em restrições, concessões, janelinhas de oportunidades e balcões de benefícios. São tantas as injunções que o oxigênio da liberdade de escolha acaba sendo ministrado a conta-gotas.Nesse ponto, convém apontar a imensa contradição que permeia o tecido institucional: quanto mais o País avança na avenida da modernização de processos e práticas da gestão pública - cujo foco é o compromisso com metas, resultados, eficiência e eficácia -, mais preso permanece à floresta legislativa. Dessa forma, os trens velozes da contemporaneidade correm atrás da carroça protecionista. Eis aí o gigantesco paradoxo de nossa democracia funcional. O pluralismo que se enxerga na gama de instituições sociais e políticas, nas organizações não governamentais, nos grupos de interesse, não ganha correspondência no campo do voluntarismo e nas frentes de livre escolha. Há, quase sempre, a mão imperiosa do Estado determinando preceitos e obrigações. Não é assim, por exemplo, no engessamento das relações de trabalho? Não é assim com o salário mínimo, decisão do Estado, quando deveria ser uma negociação entre o capital e o trabalho? Sindicatos, mesmo os que se manifestam contrariamente ao imposto compulsório, fazem dele seu eixo. As centrais sindicais se assemelham, cada vez mais, a corporações utilitaristas, que vivem intensa disputa para ampliar as bases e expandir receitas.A miríade de associações, cada qual defendendo reivindicações de nichos e cadeias produtivas, se acostumou ao ofício de articular com os Poderes para baixar decretos, normas, instruções ou leis específicas de cunho protecionista. Mas tal composição não condiz com o formato de uma sociedade agrupada em núcleos especializados? É verdade. A especialização de grupos, incluindo os profissionais liberais, tende a crescer e a gerar efeitos, inclusive de natureza política, com a formação de cadeias e coalizões voltadas para eleger suas representações ao Parlamento. Impõe-se a pergunta: então, quem levantará a bandeira dos grupos sociais desorganizados, das massas periféricas, enfim, dos contingentes populacionais mais carentes? Os partidos? Ora, também começam a agir de maneira corporativa. Defendem, primeiro, suas fatias de poder. As 27 siglas que giram na constelação partidária acabam, elas próprias, sendo responsáveis pelo caráter fluido da política. Competitividade maior haveria se tivéssemos apenas cinco, seis ou sete partidos, que, ajustados ao arco ideológico, fariam representação mais adequada às divisões sociais. Sob essa configuração, o conceito de bem comum ganharia força.Como se pode ver, os impedimentos para desmonte do corporativismo se repartem em muitos espaços. Um nó vai puxando o outro. O Estado gordo e intervencionista atrai ambições dos atores, que, por sua vez, lutam para ganhar terreno e administrar feudos corporativistas. Já o foro de legalidade é respaldado pela massa legislativa. Explica-se, assim, como o fóssil corporativista repousa na tumba repleta de interesses praticamente imune às moléstias do tempo. Protegido por uma guarda pretoriana, que, a ferro e fogo, afasta aqueles que ameaçam sua sobrevida.
JORNALISTA, É PROFESSOR - TITULAR DA USP, CONSULTOR
POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO TWITTER: @GAUDTORQUAT
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quinta-feira, 3 de março de 2011

Lula deixou herança maldita!

Marta Salomon, de O Estado de S. Paulo | 02 de março de 2011 | 23h 00
BRASÍLIA - A ministra Miriam Belchior (Planejamento) já orientou seus colegas de Esplanada a selecionar despesas contratadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e que não serão honradas pela sucessora Dilma Rousseff. Levantamento do Estado indica que o cancelamento de contratos pode alcançar R$ 33,9 bilhões, valor equivalente ao custo estimado do polêmico trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.
No primeiro dia de março, depois de quitar R$ 28 bilhões de contas pendentes deixadas por Lula no ano eleitoral, o governo ainda acumulava mais de R$ 98 bilhões de despesas a quitar, informa levantamento feito pela ONG Contas Abertas no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União). Isso é quase o dobro do tamanho no corte no Orçamento de 2011 anunciado pela equipe econômica. Obrigados a escolher entre levar adiante gastos autorizados no Orçamento deste ano e pagar as contas deixadas por Lula, tecnicamente chamadas de "restos a pagar", vários ministros procuraram orientação da ministra do Planejamento. Ao Estado, o ministério informou: "Estamos em contato com os ministérios para que eles façam esse trabalho de análise para o cancelamento de restos a pagar".
A reportagem perguntou o valor das despesas sujeitas ao cancelamento. "Não existe informação sobre a expectativa de cancelamento", respondeu a assessoria do Planejamento.
Fonte: ESTADÃO

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Previdência pública “A extorsão”


Excelentíssimos senhores parlamentares, como estamos em início de mandato eu tomei a liberdade de enviar este questionamento a cada parlamentar. Eu, quando jovem, acreditei nos princípios republicanos e democráticos que afirmam que numa sociedade justa o interesse que deve prevalecer é o da maioria. Os interesses particulares são legítimos e devem ser respeitados mas não podem se sobrepor aos interesses coletivos, e hoje sinto que fui ludibriado, e que vivemos num país quase ditatorial. No Brasil de hoje pode-se falar que não será ouvido, pois o sistema resguarda uma extorsão que o Estado pratica sobre o cidadão comum que é de fazer chorar de inveja a qualquer tirano.
O pior é que eu poderia citar muitos motivos, mas vou me ater ao tema previdência, no qual eu e todos os trabalhadores da iniciativa privada fomos e somos extorquidos, enquanto os funcionários públicos federais tiveram e ainda têm diversos privilégios inexistentes em países ricos.
Vejam o quadro abaixo com dados do boletim estatístico da Previdência Social – MAS e da Contabilidade Governamental – Tesouro Nacional, todos do ano de 2009, portanto oficiais e já encerrados.
Clique no quadro para ampliar



Pelo quadro percebemos que:
1 – O INSS urbano que tem 15 milhões de aposentados aparece quase sem déficit, e o seria se não fossem as constantes retiradas do Governo. Neste sistema o funcionário paga 11% sobre seu salário até um limite e o empregador paga 20% sobre o salário bruto do empregado. É a classe que mais contribui para o INSS
2O INSS rural que contém quase 8 milhões de aposentados gera um déficit de R$ 40 bilhões, porque a constituição de 88 resolveu que seus participantes poderiam se aposentar mesmo que nem ele nem seus empregadores tivessem contribuído para o INSS, ou seja, é assistencialismo e deveria constar em outra conta do Tesouro e não junto com o INSS urbano.
3 – RPPS federal, esta é o maior extorsão da história. Enquanto os trabalhadores do INSS têm milhares de dificuldades de emprego e de aposentadoria, estes têm estabilidade e se aposentam com o salário da ativa. São 988 mil aposentados e geram um déficit de 47,5 bilhões de reais. Resumindo:
– Para os 15 milhões de aposentados urbanos o Tesouro aporta anualmente R$ 167,00, por cada aposentado;
– Para os quase 8 milhões de aposentados rurais o Tesouro aporta anualmente R$ 5.040,00 por cada aposentado;
– Para os 988 mil aposentados do serviço público federal, o Tesouro aporta anualmente R$ 47.541,00 para cada aposentado.

Conclusão:
Para o INSS urbano aposentadoria no Brasil é extorsão, não segue os princípios de moralidade nem de equidade que um país republicano e democrático deve seguir, para os demais foi ganho na loteria. O Tesouro Nacional aporta anualmente 285 vezes mais para cada aposentados do RPPS federal do que para o do INSS urbano. Estamos numa ditadura? O que os servidores aposentados federais fizeram para ganhar tanto? Legaram um país totalmente injusto, infestado de corrupção e com serviços públicos de 3º mundo?
Agora o governo ensaia mexer novamente nas aposentadorias. Pergunto-lhes: num país sério e democrata o que seria feito: uma transferência de conta do INSS rural para outra que não fosse o INSS urbano e uma profunda reforma no RPPS federal porque os brasileiros não são escravos destes últimos.
Finalizando: quando o Estado devolverá ao INSS os recursos que lhes foram tirados para concluir as obras de JK e dos militares? Segundo estimativa do senador Paulo Paim o valor atual chega a 3,5 TRILHÕES de reais, é um PIB do Brasil que nos foi roubado. Pensem no assunto e lembrem-se que até os muçulmanos estão reivindicando seus direitos, o que vocês acham que o povo brasileiro, que cada vez está mais informado, pensa disso tudo?
A sociedade aguarda notícias.
Atenciosamente,
Artur LARANGEIRA Filho
artur_larangeira@uol.com.br

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Lula e o amigo Kadafi

Uma imagem vale mais do que mil palavras...


Fonte: Revista Veja

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