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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Brasil do mendigo magnata... Governo do PT!


Depois do pobre que vira classe média sem sair da pobreza, o Brasil Maravilha inventou o ex-miserável que continua paupérrimo. Vai acabar inventando o mendigo magnata

Às vésperas da celebração dos 10 anos da Descoberta dos Cofres Federais, a presidente da República animou a quermesse do PT com outra notícia assombrosa: falta muito pouco para a completa erradicação da miséria em território nacional. “Mais 2,5 milhões de brasileiras e brasileiros estão deixando a extrema pobreza”, informou Dilma Rousseff em 17 de fevereiro.

Eram os últimos indigentes cadastrados pelo governo federal. Graças aos trocados distribuídos pelo programa Brasil Carinhoso, todos passaram a ganhar R$ 71 por mês. E só é miserável quem ganha menos de R$ 70. Passou disso, é pobre. Nesta segunda-feira, depois de cumprimentar-se pela façanha, Dilma reiterou que o miserável-brasileiro só não é uma espécie extinta porque cerca de 500 mil famílias em situação de pobreza extrema estão fora do cadastro do Bolsa-Família.

Como nem sabe quem são, quantos são e onde moram esses miseráveis recalcitrantes, o governo não pôde transferi-los para a divisão superior. “O Estado não deve esperar que essas pessoas em situação de pobreza extrema batam à nossa porta para que nós os encontremos”, repetiu no Café com a Presidenta. Até dezembro de 2014, prometeu, o governo encontrará um por um.

Queiram ou não, estejam onde estiverem ─ num cafundó da Amazônia ou no mais remoto grotão do Centro-Oeste ─, todos serão obrigados a subir na vida. Enquanto isso, perguntam os que não perderam o juízo, que tal resolver a situação dos incontáveis pedintes visíveis a olho nu, o dia inteiro, nas esquinas mais movimentadas de todo o país?

O que espera a supergerente de araque para estender os braços do governo às mãos de crianças que vendem balas, jovens com malabares, adultos que limpam parabrisas sem pedir licença, mulheres que sobraçam bebês, velhos hemiplégicos e outros passageiros do último vagão? Porque não são miseráveis, informam os especialistas em ilusionismo estatístico a serviço dos farsantes no poder.

Desde maio de 2012, por decisão do Planalto, vigora a pirâmide social redesenhada pelo ministro Wellington Moreira Franco, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Segundo esse monumento ao cinismo, a faixa dos miseráveis abrange quem ganha individualmente entre zero e R$ 70 reais. A pobreza vai de R$ 71 a R$ 250. A classe média começa em R$ 251 e a acaba em R$ 850.

Os que embolsam mais de R$ 851 são ricos, e é nessa categoria que se enquadram milhares de seres andrajosos que plantam de manhã à noite nos principais cruzamentos de São Paulo. Esmolando oito horas por dia, cada um ganha de R$ 35 a R$ 40. Quase todos rondam os R$ 1.200 por mês. São, portanto, pedintes de classe média. Caso melhorem a produtividade, logo serão mendigos milionários.

Os analfabetos são quase 13 milhões, há mais de 30 milhões de analfabetos funcionais, a rede de ensino público está em frangalhos. Metade da população não tem acesso a serviços básicos de saneamento, o sistema de saúde pública é indecente. As três refeições diárias prometidas por Lula em fevereiro de 2003 nunca desceram do palanque, um oceano de desvalidos tenta sobreviver com dois reais e alguns centavos por dia.

De costas para o mundo real, os vigaristas no comando seguem fazendo de conta que o Primeiríssimo Mundo é aqui. O pior é que uma imensidão de vítimas do embuste parece acreditar na existência do Brasil Maravilha registrado em cartório. E vota nos gigolôs da miséria com a expressão satisfeita de quem vive numa Noruega com muito sol e Carnaval.

Essa parceria entre a esperteza e a ignorância faz milagres. Depois de inventar o pobre que sobe para a classe média sem sair da pobreza, inventou agora o ex-miserável que não tem onde cair morto. Vai acabar inventando o mendigo magnata.

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domingo, 23 de dezembro de 2012

Nunca antes na historia deste país aposentados perderam tanto! Culpa do Lula!


Perdas salariais dos aposentados alcançarão 81%

Guilherme Almeida
Realmente podemos dizer que dinheiro para maracutaias existe, enquanto os governos sempre sacrificam os aposentados. Para constatar essa situação, vamos transcrever trecho de um artigo de Maurício Oliveira, assessor econômico da COBAP (Confederação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil):
Depois de anunciar na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) de que não haverá aumento real para as aposentadorias e pensões acima do salário mínimo em 2013, o governo federal piora a situação salarial de mais de 9 (nove) milhões de pessoas e suas famílias. Além disso, a medida também aumentará o endividamento de todos.
Em termos percentuais, no período de janeiro de 1994 a janeiro de 2013 (previsão), as perdas salariais dos aposentados e pensionistas somarão 81%. Separando os governos, as perdas salariais no governo FHC foram de 26,6%; no governo Lula foi de 42,61% e no governo Dilma já alcança, em apenas dois anos 11,34% (previsão).

Fonte: Tribuna da Imprensa

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sábado, 19 de maio de 2012

VERTIGEM NA EUROPA

EDITORIAL - FOLHA DE S. PAULO - 19/5/2012

Saída da Grécia da zona do euro, cada vez mais provável, abre novo capítulo de turbulência quanto ao futuro da união monetária

O resultado das eleições gregas foi catastrófico para as perspectivas da receita de austeridade a fim de debelar a crise europeia.

A queda acumulada de 17% no PIB da Grécia desde 2010 e a ausência de um horizonte de melhoria levaram o eleitorado a emitir mensagem clara: está farto das medidas de ajuste e seduzido por partidos extremistas -como se isso representasse solução para as dificuldades criadas em vários anos de indisciplina nos gastos.

A expressiva votação do partido Syriza, adversário do programa de ajuste, inviabilizou a formação de um governo. Haverá novas eleições em junho, que devem se configurar como um plebiscito pela permanência do país na eurozona.

A rejeição aos duros cortes exigidos dificultará desembolsos de dinheiro novo pela Europa, o que levaria à insolvência grega. Sair do euro seria o resultado inevitável.

Os gregos parecem apostar que a Europa mostrará flexibilidade para abrandar o programa. Contam também com o medo dos europeus de que deixar a Grécia à deriva desencadearia uma crise financeira sem precedentes, com ataques do mercado a outros membros cambaleantes, como Portugal e Espanha.

A liderança europeia se vê compelida a lidar com uma agenda de crescimento, que ganhou peso com a eleição do socialista François Hollande na França. O próximo encontro de cúpula, em 29 de junho, debaterá sugestões francesas, como a capitalização do EIB (o BNDES europeu) e a emissão conjunta de títulos de dívida para custear investimentos. São passos importantes, mas insuficientes.

Há obstáculos políticos, em especial na Alemanha, para novas concessões à Grécia. Já se fala abertamente, porém, em salvaguardas para enfrentar sua saída do euro.

Elas implicariam provar de modo inequívoco que não haverá ruptura generalizada com a defecção grega. Os europeus precisarão dar passos mais audazes de integração para convencer os mercados de que a arquitetura incompleta da moeda única evoluirá rapidamente.

Entre as medidas que restaurariam confiança está uma maior velocidade na integração fiscal e na supervisão bancária.

O objetivo é evitar casos como o da Espanha, cujo governo não tem recursos para lidar com a insolvência de suas próprias instituições, drenadas pelo estouro da bolha imobiliária. Discute-se recorrer ainda mais aos fundos de resgate, hoje em 700 bilhões de euros, para socorrer os bancos ibéricos.

Quanto ao Banco Central Europeu, persistem as resistências alemãs ao uso pleno de seu arsenal. Mas, se a saída da Grécia revelar-se inevitável, será a única instituição capaz de evitar o colapso do euro.

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PARA INFLAR O PIB, O GOVERNO ESTIMULA A INADIMPLÊNCIA EDITORIAL O ESTADO DE S. PAULO 19/5/2012 O governo parece estimular a inadimplência, é o que se pode concluir de duas medidas em estudo: a primeira, visando a transferir créditos podres da Caixa Econômica Federal (CEF), BNDES e Banco do Nordeste para uma instituição criada pelo Ministério da Fazenda; e a segunda, isentando do IOF os créditos destinados à compra de carros de passeio para reduzir os estoques das montadoras. Foi o governo que estimulou os bancos públicos a aumentar seus empréstimos com menores taxas de juros para forçar os bancos privados a seguirem o exemplo. A CEF foi a mais audaciosa na sua política de expansão dos créditos, quando sua carteira já tinha muitos créditos podres, situação parecida com a do Banco do Nordeste e, num grau menor, do BNDES. Estuda-se agora que o Tesouro Nacional adquira os créditos podres e os repasse para a Empresa de Gestão de Ativos (Emgea), que procuraria recuperar parte da dívida existente. Por exemplo, no caso da CEF, que aumentou seus créditos no 1.º trimestre do ano em 41%, sem muito critério de se enquadrar nas normas de Basileia para voltar a crescer livre das suas operações podres. Situação igual se verifica, embora em grau menor, em outras instituições de crédito públicas. Trata-se de uma solução que obrigará o Tesouro a aumentar sua dívida, sem saber o que pode recuperar por meio da Emgea. Além de ser uma operação desleal com os bancos privados, que não têm a mesma facilidade para limpar suas carteiras - aliás, de melhor qualidade -, ela constitui um estímulo à inadimplência, por causa da facilidade com que os bancos públicos se livram do excesso de créditos podres. Parece que a preocupação do governo com as vendas de carro se inscreve na mesma direção. O crédito para compra de carros foi reduzido diante do aumento da inadimplência no setor, que fazia operações de até cinco anos de prazo. Não nos parece que o corte de IOF será suficiente para convencer os interessados a trocar o seu carro. Estamos diante de um duplo problema: uma saturação do mercado e um forte aumento do endividamento das famílias. A nova classe C adquiriu um carro com sacrifícios, mas não pretende trocá-lo a cada ano. É esta mesma classe que se aproveitou dos incentivos do governo para comprar uma casa. Isso significa uma prestação mensal, por muito anos, que exige a redução de outras despesas, especialmente quando começam a aparecer ameaças de desemprego. Não se entende por que o governo estimula agora maior endividamento.

EDITORIAL - O ESTADO DE S. PAULO - 19/5/2012

O governo parece estimular a inadimplência, é o que se pode concluir de duas medidas em estudo: a primeira, visando a transferir créditos podres da Caixa Econômica Federal (CEF), BNDES e Banco do Nordeste para uma instituição criada pelo Ministério da Fazenda; e a segunda, isentando do IOF os créditos destinados à compra de carros de passeio para reduzir os estoques das montadoras.

Foi o governo que estimulou os bancos públicos a aumentar seus empréstimos com menores taxas de juros para forçar os bancos privados a seguirem o exemplo. A CEF foi a mais audaciosa na sua política de expansão dos créditos, quando sua carteira já tinha muitos créditos podres, situação parecida com a do Banco do Nordeste e, num grau menor, do BNDES.

Estuda-se agora que o Tesouro Nacional adquira os créditos podres e os repasse para a Empresa de Gestão de Ativos (Emgea), que procuraria recuperar parte da dívida existente. Por exemplo, no caso da CEF, que aumentou seus créditos no 1.º trimestre do ano em 41%, sem muito critério de se enquadrar nas normas de Basileia para voltar a crescer livre das suas operações podres. Situação igual se verifica, embora em grau menor, em outras instituições de crédito públicas.

Trata-se de uma solução que obrigará o Tesouro a aumentar sua dívida, sem saber o que pode recuperar por meio da Emgea. Além de ser uma operação desleal com os bancos privados, que não têm a mesma facilidade para limpar suas carteiras - aliás, de melhor qualidade -, ela constitui um estímulo à inadimplência, por causa da facilidade com que os bancos públicos se livram do excesso de créditos podres.

Parece que a preocupação do governo com as vendas de carro se inscreve na mesma direção. O crédito para compra de carros foi reduzido diante do aumento da inadimplência no setor, que fazia operações de até cinco anos de prazo. Não nos parece que o corte de IOF será suficiente para convencer os interessados a trocar o seu carro. Estamos diante de um duplo problema: uma saturação do mercado e um forte aumento do endividamento das famílias.

A nova classe C adquiriu um carro com sacrifícios, mas não pretende trocá-lo a cada ano. É esta mesma classe que se aproveitou dos incentivos do governo para comprar uma casa. Isso significa uma prestação mensal, por muito anos, que exige a redução de outras despesas, especialmente quando começam a aparecer ameaças de desemprego. Não se entende por que o governo estimula agora maior endividamento.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Economia brasileira é 'bicicleta difícil de pedalar,' diz 'Financial Times'

A forte valorização do real e o aumento da disponibilidade de crédito como consequência do grande fluxo de capitais para o Brasil ameaçam interromper o ciclo de crescimento econômico do país, segundo adverte um editorial do jornal britânico "Financial Times" publicado nesta sexta-feira.

Em um texto intitulado "Feridas brasileiras", o jornal compara a economia brasileira a uma bicicleta. "Ela funciona enquanto estiver em movimento", diz o editorial. "Agora, porém, está ficando mais difícil pedalar."
O jornal observa que o real se valorizou 40% em termos reais desde 2006 e que no mesmo período as importações brasileiras quase dobraram, enquanto as exportações cresceram apenas 5%.

"A única razão pela qual o deficit em conta corrente brasileiro não explodiu são os altos preços das commodities. Mas esse boom pode não durar para sempre", alerta o jornal.

Crédito

O editorial comenta ainda que a liquidez em abundância também ajudou a impulsionar o crédito doméstico, mas que os consumidores brasileiros agora parecem estar sobrecarregados, gastando mais que um quarto de suas rendas para o pagamento de empréstimos - nível superior ao verificado nos Estados Unidos no período anterior à crise de 2008.

Para o jornal, o crescimento do crédito no Brasil somente pode ocorrer se a renda também continuar a crescer.

"É aí que a bicicleta econômica se depara com a trincheira da guerra cambial", afirma o jornal, observando que o aumento da renda eleva a demanda e a pressão inflacionária, exigindo o aumento dos juros, que atraem mais capital externo, elevando ainda mais a cotação da moeda, aumentando com isso a atração das importações e prejudicando a competitividade das exportações.

"O resultado é um déficit em conta corrente mais amplo, e um limite no crescimento exigido nos salários para manter o crédito doméstico crescendo com segurança", diz o jornal.

Soluções

O editorial afirma que uma das maneiras de contornar o problema seria conter a valorização da moeda, mas observa que o governo brasileiro já tentou medidas como controles parciais de capitais e grandes intervenções no mercado cambial, mas sem sucesso.

Outra possibilidade seria o corte de gastos públicos, dificultados pelo Congresso.

Um terceiro caminho seria a elevação dos impostos sobre o setor de commodities, mas o texto observa que mesmo outras economias ricas em commodities e com melhor administração, como o Chile e a Austrália, estão sofrendo com problemas semelhantes e que os problemas no Brasil são mais agudos por causa do tamanho da economia do país.

O editorial conclui dizendo que "a bicicleta brasileira ainda não está arriscada a parar". "Mas está balançando", finaliza o texto.

Fonte: UOL-NOTICIAS-ECONOMIA

segunda-feira, 14 de março de 2011

CHINA À FRENTE por: Joelmir Beting


Nesta terça, 15 de março, no site do Joelmir:
análise do dia 
A CORRIDA NUCLEAR
País rico não chora em serviço. O banco central japonês liberou nesta segunda-feira 183 bilhões de dólares para irrigar os bancos no financiamento da reconstrução das áreas devastadas pelo terremoto e pelo tsunami de sexta-feira.
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secos & molhados 
CHINA À FRENTE
Estudo do centro de pesquisas econômicas IHS Global Insight diz que a China foi o maior produtor industrial do mundo, ano passado, ultrapassando os EUA. Na indústria global de 2010, a parcela das fábricas chinesas foi de 19,8% e somou US$ 1,995 tri. A das americanas, 19,4%, no valor de US$ 1,952 tri. A diferença se deve mais à valorização do yuan em comparação ao dólar que a aumento físico de produção, explica o estudo. Detalhe: nos EUA, há 11,5 milhões de trabalhadores; na China, 100 milhões.  Leia mais
faróis de neblina 
BC, INFLAÇÃO & JUROS
A alta diretoria, presidente inclusive, do Banco Central se reúne nesta segunda com economistas de bancos e consultorias em São Paulo. Alexandre Tombini e seu pessoal ouvem o mercado antes de fechar o primeiro Relatório de Inflação do governo Dilma, a ser divulgado no final do mês e referente a janeiro/março.
  Leia mais
botocúndia s.a. 
TURBULÊNCIAS GLOBAIS
Entre as sequelas de terremotos e tsunamis que abalam o Japão desde a última sexta-feira, a bolsa de Tóquio encerrou o pregão desta segunda-feira em queda de 6,18%, efeito da estimativa dos investidores quanto aos custos da tragédia, mesmo tendo o BoJ, banco central, decidido liberar 15 trilhões de ienes (US$ 183 bi) ao mercado a fim de garantir sua sustentabilidade.   Leia mais
ideias 
A INFLAÇÃO & AS CLASSES DE RENDA
Saiu o Índice do Custo de Vida de fevereiro, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, para a cidade de São Paulo. Deu 0,41%, menos que o 1,28% de janeiro. Mantém-se a pressão em transporte (alta de 0,76%), alimentação (0,39%), despesas pessoais (2,50%) e habitação (0,18%), que, juntos, contribuíram com 0,36 ponto para o cálculo da inflação do mês.  Leia mais
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sábado, 12 de março de 2011

Lucro da Ambev e o alcoolismo no Brasil

Sidney Rezende | Sidney Rezende | 12/03/2011 15h45O lucro líquido da Ambev em 2010, dona da Brahma e Skol, foi de R$ 7,7 bilhões. A fortuna do principal acionista, Jorge Paulo Lemann, também dono das Lojas Americanas, de acordo com a última lista da Forbes, está na casa de US$ 11,5 bilhões. O que o coloca em 48º lugar entre todos os ricos do mundo.Estamos falando de um primeiro time da excelência do capitalismo mundial. Gente estudada, que se prepara nas melhores universidades do mundo com o objetivo de aumentar o lucro dos seus negócios sem qualquer compromisso maior com a sociedade. Todo o resto é segundo plano. Aqui não vai nenhum preconceito moral, apenas a verdade crua.Até pelas cifras envolvidas, o consumidor de bebidas alcoólicas precisa ter consciência que está lidando com uma operação complexa. Uma máquina muito poderosa. Não é um copo de chope que transformará ninguém em sócio desta engrenagem, mas o exagero e a continuidade. O alcoolismo é uma doença crônica. Já é a terceira que mais mata no mundo. Números do Ministério da Saúde dão conta que a dependência leva à morte uma média de 15 mil pessoas por ano. O contribuinte paga uma fortuna de impostos para o governo investir no tratamento médico e internações hospitalares. Todo mundo sabe que o uso contínuo do álcool liquida o reflexo no trânsito e empurra o consumidor contumaz até o câncer e outras doenças. Quem quiser saber para onde estamos indo basta acompanhar a dimensão do problema na Rússia, a terra da vodca.
Fonte: sidneyrezende.com

quinta-feira, 3 de março de 2011

Lula deixou herança maldita!

Marta Salomon, de O Estado de S. Paulo | 02 de março de 2011 | 23h 00
BRASÍLIA - A ministra Miriam Belchior (Planejamento) já orientou seus colegas de Esplanada a selecionar despesas contratadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e que não serão honradas pela sucessora Dilma Rousseff. Levantamento do Estado indica que o cancelamento de contratos pode alcançar R$ 33,9 bilhões, valor equivalente ao custo estimado do polêmico trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro.
No primeiro dia de março, depois de quitar R$ 28 bilhões de contas pendentes deixadas por Lula no ano eleitoral, o governo ainda acumulava mais de R$ 98 bilhões de despesas a quitar, informa levantamento feito pela ONG Contas Abertas no Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União). Isso é quase o dobro do tamanho no corte no Orçamento de 2011 anunciado pela equipe econômica. Obrigados a escolher entre levar adiante gastos autorizados no Orçamento deste ano e pagar as contas deixadas por Lula, tecnicamente chamadas de "restos a pagar", vários ministros procuraram orientação da ministra do Planejamento. Ao Estado, o ministério informou: "Estamos em contato com os ministérios para que eles façam esse trabalho de análise para o cancelamento de restos a pagar".
A reportagem perguntou o valor das despesas sujeitas ao cancelamento. "Não existe informação sobre a expectativa de cancelamento", respondeu a assessoria do Planejamento.
Fonte: ESTADÃO

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MPF vai investigar apoio do BNDES ao JBS

Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo
RIO - O Ministério Público Federal (MPF) no Rio abriu um inquérito civil público para "apurar possíveis irregularidades" na aquisição de títulos do grupo JBS pelo BNDES. Há um ano, a subsidiária de participações do banco, a BNDESPar, comprou quase R$ 3,5 bilhões em debêntures da companhia, como forma de viabilizar a aquisição da Pilgrim’s Pride, gigante de carne de frango dos EUA.
A conversão de um procedimento administrativo já em curso na Procuradoria do Rio em inquérito foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira. A investigação está a cargo do procurador Carlos Alberto Bermond Natal - que não deu entrevista, alegando que a investigação está ainda em fase inicial.
A origem do procedimento teria sido uma denúncia do ex-deputado Ernandes Amorim (PTB-RO), que vinha pedindo informações ao BNDES desde 2007 sobre os frigoríficos beneficiados com financiamentos do banco. Em uma proposta aprovada pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara em 2008, o deputado informou que o banco se recusou a responder um requerimento de informação dele, alegando sigilo das informações.
Amorim então enviou pedidos de investigação a órgãos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU), segundo informaram ex-assessores dele. O Estado não conseguiu localizar o ex-deputado. Pecuarista, ele foi investigado em 2004 pela Polícia Federal por suspeitas de fraudes. Tentou uma vaga de deputado estadual em 2010, mas não se elegeu.
O BNDES tem sido um importante apoiador da expansão do JBS, estimulando as aquisições do grupo no Brasil e no exterior. O incentivo é norteado pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que elegeu como prioritário o setor de carnes, por ser um dos mais competitivos da economia brasileira.
Com seu apetite para aquisições, os irmãos Wesley e Joesley Batista conquistaram o apoio do BNDES para fazer da sua JBS uma multinacional. O banco já aplicou pelo menos R$ 7 bilhões no grupo. A maior parte via instrumentos de mercado, como compra de debêntures e ações, que não contam com as condições favoráveis das linhas de crédito convencionais do BNDES. O banco detém hoje 20,6% do capital do JBS.
Diante das dúvidas sobre os critérios adotados para apoiar o JBS, o BNDES vem sofrendo críticas, especialmente de concorrentes de menor porte. O rival Marfrig também tem recebido apoio do BNDES para crescer. Comprou a brasileira Seara, em 2009, e a americana Keystone Foods, no ano passado.
Dívida. Menos de um ano após o BNDES ter tornado viável a capitalização do JBS, ao adquirir debêntures de R$ 3,48 bilhões, a empresa iniciou negociação para rolar a dívida. Em dezembro, o JBS manifestou intenção de trocar a emissão por uma nova, de R$ 4 bilhões, para eliminar a obrigação de abrir o capital da subsidiária americana JBS USA. O descumprimento dessa imposição do BNDES em 2010 sujeitou a empresa a pagar US$ 300 milhões em multas ao banco.
Procurado, o JBS afirmou que "as operações realizadas com o BNDES no mercado seguem as regras e normas de transparência exigidas de uma empresa de capital aberto". Já o BNDES disse que não recebeu ainda notificação ou pedido de esclarecimentos do MPF, mas ratificou compromisso com a transparência das operações e a disposição de prestar esclarecimentos aos órgãos fiscalizadores.
Fonte: ESTADAO - ECONOMIA&NEGOCIOS

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Joelmir Beting


Nesta quarta, 24 de março, no site do Joelmir:
análise do dia

METADE DO PIB

Crédito bancário continua em expansão no pós crise e ensaia cobrir metade da economia em 2010.
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secos & molhados

SEM ESTATAL, MAS SOB CONTROLE

Não será criada uma estatal para explorar minérios, matérias-primas para fertilizantes, avisou o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado. Mas há necessidade de um órgão para coordenar o processo de produção, importação, distribuição desses produtos, vitais para a agricultura, adiantou. "Pode ser uma comissão, uma secretaria, um departamento, um companhia. Ainda falta definir que órgão será criado, mas a Petrobras poderá produzir em jazidas de sua propriedade". A Petrobras é dona da jazida de Nova Olinda, no Amazonas, e da mina de Taquari, em Segipe, atualmente arrendada à Vale, informa a Agência Brasil.
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CRÉDITO SOBE A R$ 1,435 TRI

Saiu o relatório do Banco Central sobre o crédito em fevereiro: R$ 1,435 tri, valor 0,8% maior que o de janeiro e 16,8% superior ao de um ano antes. Com isso, a relação crédito/PIB ficou em 44,9%, acima dos 40,7% de fevereiro 2009. Boa notícia: juros, spread e inadimplência estão em baixa. Para o ano, o BC projeta expansão de 20% no crédito, que deve ir a 49% do PIB - melhorando o cenário de um mês atrás (leia CRÉDITO BAIXA E JUROS SOBEM ) .
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COELHINHO DA PÁSCOA ENGORDA TESOURO

A César o que é de César: 6 em 10 comerciantes esperam vender mais nesta Páscoa que na de 2009. Para outros 3, os negócios vão empatar e vão piorar para 1 apenas. Os otimistas esperam vender até 10% mais que no ano anterior.
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MUDANÇAS EM 20 ANOS

Em 20 anos, o Código de Defesa do Consumidor mudou a imagem dos fornecedores de bens e serviços no país. E dos consumidores também!
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Lula, só promessas!

Publicado por Adriana Vandoni em 15/02/2010 às 09:23 hs. Acompanhe as respostas pelo RSS 2.0.
(Giulio Sanmartini) Os atrasos nos cronogramas dos grandes projetos propalados pelo governo Lula evidenciam o real caráter de propaganda e marketing eleitoreiro. O governo e seus ministros voltam a usar cifras grandiosas para confundir a opinião pública, pois grande parte dos programas continua longe de atingir os seus objetivos.
Uma de suas promessas mais delirantes foi a construção de 1 milhão de casas até 2010, como parte do pacote de medidas para o setor de habitação. O programa recebeu o bonito e romântico título “Minha Casa Minha Vida”.
Esse projeto esbarrou na carência de redes de esgoto e distribuição de água pelo Brasil. Em terrenos sem saneamento, sem urbanização, não podem ser usados recursos públicos para construir moradias para a baixa renda. O impacto desta restrição ficou claro em 2009. Apesar dos três principais fundos públicos de recursos para a área terem colocado R$ 21 bilhões à disposição para obras, apenas 15,5%, ou R$ 3,260 bilhões, foram contratados.
Estima-se que o país tenha hoje cem milhões de pessoas sem acesso a esgoto tratado (mais que toda a população da Alemanha, 82 milhões), e 45 milhões sem água nas torneiras de casa. Boa parte da escassez de investimentos em saneamento se explica pelo fato de a maior parte das empresas estaduais estar mal das pernas. Responsáveis por 75% dos serviços prestados à população, elas não têm capacidade financeira para tomar empréstimos, muito menos de se lançar em novos empreendimentos.
O fato mais grave nessa história é que quando Lula fez a promessa, sabia desses números, isto é, que não iria cumpri-la. O Partido dos Trabalhadores, sob liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, fez do Brasil o país da mentira.
(*) Texto de apoio: Vivian Oswald e Martha Beck
Fonte: prosaepolitca.com.br
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Diário Popular | Na Internet

Com muita satisfação recebi email do Jornal Diário Popular avisando que estavam de volta na Internet. Fico muito feliz, pois é uma grande fonte de informação de minha cidade e região. Leitores que não tinham acesso ao impresso agora poderão desfrutar das noticias e demais informações que somente no Diário Popular poderiam encontrar. Informações de Pelotas e Região somente "AQUI".
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