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domingo, 18 de abril de 2010

Jaques Wagner, do PT | Homicídios dolosos no estado aumentaram 48% na Bahia

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 17/04/10

Bahia explosivaPor Fábio Portela, na coluna Holofote,  VEJA:Eduardo Martins/AE

Candidato à reeleição na Bahia, o governador Jaques Wagner, do PT, tem enfrentado um início de campanha conturbado. Primeiro, o PMDB, que ele esperava ver em sua chapa, decidiu lançar candidato próprio ao governo, o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Depois, o PR também abandonou o barco. Agora, Wagner terá outro problema pela frente: explicar o aumento da violência na Bahia em sua gestão. De 2006 para 2009, os homicídios dolosos no estado aumentaram 48%, chegando a 4 777. A Bahia já responde por 10% de todos os homicídios brasileiros. Para combater a explosão do crime, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, anunciou que a estratégia é "partir para cima dos bandidos".


Lula conduz o Itamaraty como bispo Romualdo conduz a Igreja Universal


via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 17/04/10
O presidente Lula conduz o Itamaraty da mesma maneira que o bispo Romualdo conduz a Igreja Universal. Os dois recomendaram procurar os bandidos nas cadeias e negociar diretamente com eles, dizendo: "Pô, a gente está fazendo um trabalho tão bacana. Pô, todo mundo armado. Pô, a gente é companheiro ou não é?".
O bispo Romualdo, de acordo com a Folha de S.Paulo, resumiu candidamente o espírito desse seu empenho diplomático bilateral: "Nosso problema não é o bandido, nosso problema é a polícia". É o que Lula tem repetido insistentemente nos últimos anos, em todos os encontros internacionais. Ele recomenda procurar os bandidos em suas cadeias e negociar diretamente com eles. Porque o problema, segundo Lula, não é o bandido de Cuba, o bandido de Gaza, o bandido da Coreia do Norte, o bandido da Guiné Equatorial, o bandido da Venezuela - o problema é a polícia.
Em 16 de maio, o bispo Lula emulará o presidente Romualdo e dará o passo mais ruinoso de sua carreira. Ele procurará Mahmoud Ahmadinejad em sua cadeia iraniana e negociará com ele "olho no olho", prometendo ajudá-lo a escapar da polícia dos Estados Unidos e da Europa. Lula retribui assim a visita de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, no fim do ano passado. Um de seus acompanhantes naquela visita foi Esmail Ghaani, que entrou anonimamente no país. Ele era comandante interino das Forças Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana. A caminho do Brasil, Mahmoud Ahmadinejad e Esmail Ghaani fizeram uma escala no Senegal. O jornal Al Qanat, publicado no Líbano, em árabe, relatou que Esmail Ghaani usou sua passagem por Dacar para adquirir uma série de docas no porto local, em nome da companhia de fachada IRISL. Nessas docas, a Guarda Revolucionária iraniana pretende armazenar os produtos triangulados da América Latina, a fim de furar o bloqueio comercial imposto pela ONU.
O contrabando é apenas uma das bandidagens praticadas pelas Forças Quds. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos denunciou-as por treinar, financiar e armar terroristas. O chefe de Esmail Ghaani, Qassem Suleimani, foi punido pela ONU, que congelou seus bens. A Europa acusou a Guarda Revolucionária de comandar o programa nuclear iraniano e passou a perseguir seu conglomerado de empresas por "proliferação de armas de destruição em massa".
O que Esmail Ghaani fez no Brasil? Com quem ele se encontrou? Empresas nacionais negociaram com as empresas de fachada das Forças Quds? Para Lula, nenhuma dessas perguntas importa. Afinal, a gente é companheiro ou não é? Olho no olho com Mahmoud Ahmadinejad, em maio, Lula poderá dizer mais uma vez: "Nosso problema não é o bandido, nosso problema é a polícia". Pô.


COM A CASA EM ORDEM, ELE VAI À LUTA


via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 17/04/10
Depois de unificar o PSDB em torno da sua candidatura, José Serra começa a pavimentar o caminho rumo ao seu objetivo: liderar o Brasil na era pós-Lula
Por Fábio Portela, na VEJA:Ungido há menos de dez dias candidato oficial do PSDB à Presidência da República, José Serra não poderia encontrar ambiente mais propício para iniciar sua campanha. Duas novidades contribuem para isso. A primeira é que os tucanos estão animadíssimos - o que havia muito tempo não ocorria. Desde 2003, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso colocou a faixa presidencial no pescoço do petista Luiz Inácio Lula da Silva, os militantes do PSDB passaram a amargar uma espécie de fossa de fundo existencial. A saída do poder jogou o partido numa crise de identidade em que ninguém sabia ao certo que bandeiras defender ou que líderes seguir. Na semana passada, o PSDB parecia ter reencontrado o seu eixo. Ao barulhento lançamento da candidatura de Serra, acorreram mais de 6 000 militantes do partido. Vindos de todos os estados, carregavam bandeiras, espremiam-se uns contra os outros e cantavam sem parar no amplo auditório alugado pela sigla. A maioria usava camisetas nas cores azul e amarelo, algumas com inscrições como "temos orgulho do que criamos". Era um clima diametralmente oposto ao registrado nos últimos encontros do partido. O motivo da animação é que o PSDB, finalmente, tem um projeto definido, aprovado e defendido por todos na sigla: eleger José Serra presidente da República. E eis aí o segundo elemento a pavimentar o caminho de Serra nessa campanha. Seu partido vai unido para a briga. E isso, tratando-se de PSDB, é outra grande novidade.
O próprio Serra é o maior responsável pela unificação do partido. Nas duas últimas eleições presidenciais, o PSDB marchou dividido. Em 2002, a primeira candidatura de Serra à Presidência só se consolidou ao custo de engalfinhamentos com tucanos diversos, como o ex-ministro Paulo Renato e o senador Tasso Jereissati. Em 2006, Geraldo Alckmin foi o escolhido - mas também só depois de emparedar Serra e toda a cúpula de seu partido. Essas contendas internas costumavam causar fraturas que custavam a cicatrizar. Como resultado, cada um remava para um lado e o barco tucano não saía do lugar. Desta vez, a situação é outra. Serra impôs sua ascendência de forma natural. Depois de passar pelo governo Fernando Henrique, pela prefeitura e pelo governo de São Paulo, ele é hoje reconhecido por seus pares como o mais preparado entre os tucanos para enfrentar o desafio de presidir o país. O ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves, que também sonhava em se lançar na disputa pelo Planalto, abriu-lhe passagem, no fim do ano passado, num gesto maduro e generoso. Na festa de lançamento de Serra, foi Aécio o autor do discurso mais inflamado do dia em defesa do candidato. Os tucanos que ainda sonham ver o mineiro candidato a vice-presidente na chapa do partido quase levitaram.
No discurso com o qual se lançou, Serra refutou a narrativa petista de que o Brasil só começou a ser construído em 2003, com a chegada de Lula ao poder. Disse que o momento positivo que o Brasil vive hoje se deve às conquistas obtidas por toda a sociedade desde o fim do regime militar, sobretudo à Constituição de 1988. Criticou a política externa brasileira e a sua inclinação para sustentar regimes autoritários, como os de Cuba e do Irã, e reservou boa parte da fala para condenar a estratégia petista de estimular uma disputa entre pobres e ricos na sociedade. "Não aceito o raciocínio do nós contra ele. Não cabe na vida de uma nação. Somos todos irmãos na pátria. Lutamos pela união dos brasileiros, e não pela sua divisão", disse. O tucano também criticou o modo petista de governar, abrigando apaniguados em todas as engrenagens da máquina pública: "O Brasil pertence aos brasileiros que não dispõem de uma 'boquinha', que exigem ética na vida pública porque são decentes, que não contam com um partido ou com alguma maracutaia para subir na vida". Aqui

José Serra tem 38% das intenções de voto, contra 28% da petista Dilma Rousseff.

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 17/04/10
Pois é!
Pesquisa Datafolha divulgada pela Folha neste sábado informa que o candidato tucano José Serra tem 38% das intenções de voto, contra 28% da petista Dilma Rousseff. Em 29 de março, ele aparecia com 36%, e ela com 27%. A diferença oscilou de 9 para 10 pontos.  Marina Silva, do PV, passa de 8% para 10%, e Ciro, de 11% para 9%. No cenário em que o deputado ex-cearense não é candidato, Serra salta para 42%, Dilma vai a 30%, e Marina fica com 12%. Isso quer dizer que Serra poderia, nesse caso, vencer no primeiro turno. Mas isso não será dito pelos jornalistas isentos porque o PT os acusaria de "tucanice".
Para que não corram esse risco, vocês notarão, há uma indiscreta tentativa de demonstrar que os números não são assim tão favoráveis ao tucano, já que, depois do lançamento de sua pré-candidatura, ele teria subido "apenas" dois pontos.  Certo! Os isentos, porque isentos, fazem uma análise que os petistas gotam de ler. Eu farei uma que  talvez seja preferida pelos tucanos. E isso faz de mim um serrista, é óbvio. Não sei se conseguiram entender a graça da coisa: quando petista aprova,  é isenção0; quando tucano aprova, é distorção!
Na pesquisa Datafolha divulgada em 1º de março, logo depois de Dilma se lançar pré-candidata no congresso do PT, anunciou-se com estardalhaço que a diferença entre os dois havia caído de 14 para 4 pontos. Empate técnico! E, se os números do Datafolha estavam certos (32% a 28%), caíra mesmo. Pois é. Em relação a qual pesquisa? A uma do Datafolha de 50 dias antes, 20 de dezembro de 2009, quando ele aparecia com 37%, e ela com 23%. Observei, então, que o momento do levantamento não poderia ser melhor para Dilma e pior para Serra: ela tinha acabado de ser estrela do noticiário, e ele enfrentava os dissabores do dilúvio em São Paulo, acompanhados de uma campanha sórdida — campanha mesmo!!! — de setores da imprensa que o culpavam pelo excesso de chuvas. Foi preciso que o Rio, a Bahia, o Rio Grande do Sul e o Sergipe, entre outros, ficassem debaixo d'água para que alguns descobrissem que não é Serra  que faz chover. Que Deus não mande a nenhum outro estado um dilúvio de 48 dias. Em certos casos, um só dia basta para que se conheça uma tragédia de dimensões épicas. Adiante.
Em 50 dias, segundo o Datafolha, ela crescera 5 pontos, e ele caíra 5. Quantos dos cinco pontos dela se deveram propriamente ao lançamento da candidatura? Não dá para saber. Certamente não foram os cinco. Dilma não saía do noticiário, oferecendo "bondades" ao lado de Lula. A campanha antecipada e ilegal correu solta. É possível que o lançamento propriamente tenha dado a ela o que deu a ele: uns dois pontos. O resto, ela pegou nos 49 (!!!) dias anteriores.
Para que o esgar analítico segundo o qual ele cresceu menos do que ela depois do lançamento da pré-candidatura faça sentido, seria preciso supor que, ao longo de 49 dias, ela tinha ficado estacionada. Só ganhou cinco pontos depois da festança. Alguém aposta nisso? Pois bem. Vinte e nove dias depois, a diferença de 4 passou a nove: Serra se recuperava —  para melancolia das Nereidas das Galochas — e alcançava 36 pontos no Datafolha. Huuummm…
O que aconteceu para que houvesse mudança tão significativa no caso dele? A chuva deu um tempo, é verdade. Mas certamente o Datafolha não é tão arrogante a ponto de descartar que possa ter havido um erro de apuração… Dilma, há duas semanas, oscilou um ponto para baixo.
Segundo turno e votos espontâneosNa simulação de 2º turno, Serra chega agora a 50%, contra 48% há duas semanas, e Dilma aparece com 40%, contra 39% antes. Tudo dentro da margem de erro e com os mesmos 10 pontos de diferença. Nos votos espontâneos, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o tucano saltou de 8% para 12%, e Dilma passou de 12% para 13%. Tudo se moveu dentro da margem de erro, mas primeiro e segundo turnos e espontânea sugerem que ele se moveu com mais velocidade.
Sensus
Quem deve agora mais explicações do que antes é o Instituto Sensus. "Você está dizendo que os números do Datafolha são bons, e os do Sensus, ruins?" Não! Já escrevi largamente a respeito. Estou afirmando que os métodos do instituto é que são ruins — "métodos", assim mesmo, no plural! O rigor técnico e a certeza de que não se administram resultados fazem a credibilidade dos institutos.
CiroE Ciro? Pois é… Está se desidratando de maneira vexaminosa. Obra cruel de Lula. Mais uma vez, poderá pegar a pesquisa e tentar esfregar na cara do presidente: "Veja como a minha presença é importante; sem mim, Serra poderia vencer no primeiro turno". Ocorre que o demiurgo confia tanto que a eleição será uma espécie de homologação de sua escolhida que o apelo do ex-cearense não tem a menor chance de frutificar.
Para lembrar e se divertirHá três semanas, uma penca de "especialistas" falava de boca cheia dos "erros" de Serra e de como a eleição caminhava célere para ser decidida no primeiro turno — em favor de Dilma, naturalmente. Não! Eu não digo se será ou não. Eu apenas vinha afirmando que, com os dados disponíveis, o que parecia análise era só torcida.


”Como eleitor, eu vou escolher quem tenha melhor antecedente”

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 18/04/10
Por Felipe Recondo, no Estadão:
O próximo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que vai comandar as eleições deste ano, é contra o projeto que proíbe políticos com processos na Justiça de se candidatarem, mas afirma que, como eleitor, votará nos candidatos que tenham a ficha mais limpa. "Como cidadão e eleitor, eu vou escolher o candidato que tenha os melhores antecedentes possíveis", afirma.
Duas semanas atrás, numa decisão comandada pelos líderes do PMDB e do PT, o projeto de lei da ficha limpa foi retirado da pauta do plenário da Câmara e encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Essa manobra vai atrasar a votação. Para que valesse para estas eleições, Câmara e Senado teriam de aprovar a regra antes do dia 10 de junho, data de início das convenções partidárias.
Lewandowski, que assume o TSE na quinta-feira, faz um alerta: "A tendência é a Justiça Eleitoral endurecer" nos casos de campanha antecipada. O ministro avalia que o voto obrigatório "é importante neste momento histórico", de "consolidação da democracia", mas diz que este pode ser "um dever transitório".
Será a primeira eleição desde a redemocratização sem Lula. O que isso significa?
É um grande teste para a democracia brasileira. Saímos de eleições em que tínhamos dois candidatos muito carismáticos: Fernando Henrique Cardoso, uma liderança intelectual de grande respeito, e depois o presidente Lula, um líder sindical também muito respeitado. Entramos numa fase de normalidade democrática, depois de quase 20 anos de Constituição. Se ultrapassarmos com êxito (a eleição), vamos definitivamente consolidar a democracia e estaremos à altura do grande País que somos.
Qual é a vantagem de os dois principais pré-candidatos não terem o carisma como atributo principal?
Ao invés de centrarmos na personalidade dos candidatos, vamos, e espero que isso ocorra, centrar o debate em teses, programas e projetos. Essa é a grande vantagem.
O sr. acha que por essas duas razões se antecipou tanto o debate eleitoral?O debate não se antecipou tanto. Tivemos episódios pontuais, mas não houve incidentes maiores. Se houve uma tentativa de antecipação por parte de certos candidatos, ela foi prontamente coactada pela Justiça Eleitoral.
O TSE tem como coibir a propaganda antecipada?
A tendência do TSE é que fique cada vez mais rigoroso. Não podemos permitir que haja uma disparidade de armas entre os candidatos, um desequilíbrio de forças. A Justiça Eleitoral foi testada nos últimos tempos. E ela respondeu tornando menos flexíveis as normas legais, a jurisprudência anterior quanto à campanha antecipada. E a tendência, a meu ver, é o plenário endurecer em relação à antiga interpretação, que era mais frouxa.
O TSE dava muito espaço para a propaganda antecipada. Os candidatos podem estar sendo punidos em razão dessa visão anterior?
No que tange à campanha antecipada, o TSE sinalizou com muita clareza um endurecimento em relação ao entendimento anterior. Agora há um subjetivismo maior, uma flexibilidade maior na interpretação dos fatos por parte do TSE. No passado havia uma objetividade maior nos seus pronunciamentos. Definiam-se com maior objetividade as condutas que podiam ou não ser praticadas pelos candidatos.
O sr. acha que o presidente Lula brincou com a Justiça Eleitoral na última declaração?
Vejo no pronunciamento do presidente da República um inconformismo com a decisão do TSE. Isso é comum nas pessoas que perdem alguma demanda na Justiça. É claro que uma autoridade deve manifestar seu inconformismo, de preferência, no devido processo legal. Acho que a esse inconformismo se seguirá algum recurso.
Como fazer para que o TSE não vire palco da disputa eleitoral?
Sempre digo que não se deve judicializar ou criminalizar a política. E faço uma analogia com o futebol. A partida boa, bonita, é aquela em que o árbitro não interfere a todo momento. A eleição é uma enorme festa cívica e a Justiça só deve intervir quando o ilícito for patente. Não cabe à Justiça Eleitoral intervir espontaneamente no conflito. Vamos procurar fazer com que as disputas normais da política não sejam transferidas para a Justiça Eleitoral. Conflitos puramente políticos têm que ser devolvidos para a política.
Como o sr. analisa essa vontade de quem está no cargo fazer seu sucessor?
É algo natural da política. No parlamentarismo é absolutamente natural que certos partidos políticos se mantenham por muitos anos, às vezes décadas, no poder. Por quê? Porque o partido quer colocar em prática determinados programas de governo. Entendo que esse desejo que alguns chefes de Executivo têm de fazer seu sucessor se encaixa nessa ideia, não no sentido de projetar sua personalidade para além do seu mandato. Vejo o lado bom desse continuísmo entre aspas: é a vontade de continuar um programa de ação, de governo. Em tese, isso é lícito, não há nada de irregular.
O sr. é a favor da candidatura apenas de candidatos com ficha limpa?
No Supremo, eu me filiei à corrente segundo a qual deve prevalecer a presunção de inocência. Mas é claro que, como cidadão, como eleitor, eu vou escolher o candidato que tenha os melhores antecedentes possíveis. Aqui


terça-feira, 13 de abril de 2010

O perigo da 'grande marcha'... à ré



Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo

Lula é um "reality show" permanente. Lula está em "fremente lua de mel consigo mesmo", como dizia Nelson Rodrigues.

Mas, em sua viagem narcisista começam os sintomas do erro. A sensatez do velho sindicalista virou deslumbramento. Um dia, abraça o Collor, no outro, está com o Hamas e Irã.

Freud (não o Freud Godoy dos "aloprados"...) tem um trabalho clássico, O Fracasso Após o Triunfo, no qual mostra que há indivíduos que lutam e vencem, e, depois da vitória, se destroem, porque muitos carregam no inconsciente complexos inibidores do pleno sucesso. Quanto mais medíocre é o dirigente, mais ele despreza a inteligência e a cultura e se transforma numa ilha cercada de medíocres.

Será que foi por isso que Lula escolheu uma senhora sem tempero, uma gaffeuse sem prática, com "olhos de vingança", como me disse um taxista? Parece um sintoma.

A grande ironia é que Lula foi reeleito por FHC. Sem o Plano Real, o governo Lula seria o pior desastre de nossa História. E, ajudado também pela economia mundial em bonança compradora, ele hoje diz que é responsável pelos bons índices econômicos que o governo anterior organizou. E não cai um raio do céu em cima...

Afinal, o que fez o governo Lula, além de se aproveitar do que chamava de "herança maldita", além do Bolsa-Família expandido e dos show de TV? Os primeiros dois anos foram gastos no "assembleísmo" vacilante dos "Conselhos" que ele nunca ouviu, depois a briga com a "gangue" dos quatro do PT, expulsos. Depois, a aventura da quadrilha de corruptos "revolucionários" que Roberto Jefferson desbaratou ? para sua e nossa sorte ?, livrando-o do Dirceu e de seus comunas mais ativos. Aí, Lula pôde voltar ao seu populismo personalista.

Lula continua o símbolo do "povo" que chegou ao poder, mascote dos desvalidos e símbolo sexual da Academia. Lula descobriu que a economia anda sozinha, que basta imitar o Jânio Quadros, o inventor da "política do espetáculo", e propagar aos berros o tal PAC, esse plano virtual dos palanques. Lula tem a aura sagrada, "cristã" do mito de operário ignorante e, por isso, intocável. Poucos têm coragem de desmentir esse dogma, como a virgindade de Nossa Senhora...

Por isso, vivemos um importante momento histórico, que pode marcar o Brasil por muitos anos. Agora, com as eleições, vai explodir a guerra com o sindicalismo enquistado no Estado: 200 mil contratados com a voracidade militante de uma porcada magra que não quer largar o batatal. Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica, tudo para manter o terrível "patrimonialismo de Estado". Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Este é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: "Em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos."

Os "companheiros" trabalham sincronizados como um formigueiro. O sujeito pode até bater na mãe que continua "companheiro". Só deixa de sê-lo se criticar o partido, como o Paulo Venceslau, que ousou denunciar roubos nas prefeituras, que depois se confirmaram na tragédia de Celso Daniel.

FHC resumiu bem: se continuar o "lulismo" com sua tarefeira Dilma, "sobrará um subperonismo contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão".

Ou seja, o velho Brasil volta ao seu pior formato tradicional, renascendo como rabo de lagarto. O País tem um movimento "regressista" natural, uma vocação populista automática. Será o início da grande marcha à ré...

Com a eventual vitória do programa do PT, teremos a reestatização da economia, o inchamento maior ainda da máquina pública, a destruição das Agências Reguladoras, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em busca de um getulismo tardio, uma visão do Estado como centro de tudo, com desprezo pelas reformas, horror pela administração e amor aos mecanismos de "controle" da sociedade, essa "massa atrasada" inferior aos "revolucionários". A esquerda psicótica continua fixada na ideia de "unidade", de "centro", de Estado-pai, de apagamento de diferenças, ignorando a intrincada sociedade com bilhões de desejos e contradições.

A tarefa principal da campanha de Serra será explicar qual é o "pensamento tucano". Como ensinar a população ignorante que só um choque democrático e empresarial pode enxugar a máquina podre das oligarquias enquistadas no Estado? Como explicar um programa de "mudanças possíveis" na infraestrutura e na educação, contraposto a esse marketing salvacionista de Lula? Esse é o desafio da campanha do PSDB.

Aécio Neves fez bem em se indignar com a demagogia de Dilma no túmulo de Tancredo ? ele nos lembrou que o PT não apenas não apoiou Tancredo em 85, como expulsou seus três deputados que votaram nas eleições pela democracia.

A maior realização deste governo foi a desmontagem da Razão. Podemos decifrar, analisar, comprovar crimes ou roubos, mas nada acontece. Ninguém tem palavras para exprimir indignação, ou melhor, ninguém tem mais indignação para exprimir em palavras.

Aécio Neves devia ir além e ser vice, sim. Seria um gesto histórico que lhe daria riquíssimos frutos, para além do interesse pessoal de uma política imediata. Aécio ganharia uma rara grandeza na história do País. Seu avô aprovaria.

Só uma alternância de poder, fundamental na democracia, pode desfazer a sinistra política que topa tudo pelo poder e que planeja, com descaro, transformar-se numa espécie do PRI mexicano, que ficou 70 anos no poder, desde 1929. Durante o poder do PRI, as eleições eram uma simulação de aparente democracia, incluindo repressão e violência contra os eleitores. Em 1990, o escritor peruano Mario Vargas Llosa chamou o governo mexicano, sob o PRI, de uma "ditadura perfeita". Será que isso nos espera?



NÃO VOTO EM TERRORISTA! NÃO VOTO EM COMUNISTA! NÃO VOTO EM ASSALTANTE DE BANCO! NÃO VOTO EM GUERRILHEIRA!
VOTO NA UNIÃO!! VOTO NA DEMOCRACIA!!
VOTO NA LIBERDADE DE EXPRESSÃO!!
AQUI NÃO É CUBA, AQUI NÃO É COREIA DO NORTE!!
 O BRASIL PODE MAIS!!!

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lançamento da candidatura de José Serra para presidente!!

Matéria do Jornal Nacional sobre lançamento da candidatura de José Serra para presidente!!
O Brasil Pode Mais!!



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domingo, 4 de abril de 2010

R$ 1,7 milhão em poder de dois petistas apreendido pela PF - 2006


via A Casa da Mãe Joana de Jurema Cappelletti em 04/04/10

Pivô dos 'aloprados' vira 'fazendeiro' no sul da Bahia  (Fotos: Divulgação e Folha)
A dinheirama exposta na foto ao lado (R$ 1,7 milhão) foi apreendida pela Polícia Federal, em 2006, num hotel de São Paulo. Estava em poder de dois petistas. Seria usada para comprar, em pleno ano eleitoral, um dossiê contra o PSDB. 
Reportagem completa, clique aqui
Sem contar os inúmeros casos desegantes, desonestos, patrocinados pelo partido de Luís Inácio., em São Paulo, para atrapalhar a candidaduta de José Serra.  A verdadeira Dilma - http://dilma-mostra-tua-cara.blogspot.com/ O VOTO É NOSSA ARMA: http://voto-nossa-arma.blogspot.com/ Lula, a farsa - http://lula-nu.blogspot.com/ Entrevistas e discursos do sindicalista - http://lula-ao-avesso.blogspot

Coisas que você pode fazer a partir daqui:



General Leônidas - Não houve exilados aqui e sim fugitivos!!

Regime politico da ilha de Fidel matou 17000 pessoas. Outros países comunistas mataram milhões e ainda matam. Vocês gostariam do comunismo aqui?? Exilado é uma coisa. Para o General quem foi embora era fugitivo! Exilio foi invenção da midia!! 

 


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